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Por que a conta de luz fica alta mesmo após a crise hídrica‪?‬ Ao Ponto (podcast do jornal O Globo)

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No segundo semestre do ano passado, a situação era crítica. A crise hídrica foi considerada a mais grave em mais de 90 anos. O governo teve que buscar uma solução cara para evitar o risco de apagão e precisou ligar as usinas termelétricas para suprir a demanda que as hidrelétricas deixaram de atender. Por causa disso, o preço da energia foi um dos principais fatores alegados pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para justificar a inflação de 2021. A inflação superou os 10%, contra uma meta de 3,75%. E a alta da energia elétrica residencial acumulada no ano foi de 21,2%. Porém, a época de chuvas chegou com força e mudou o quadro nos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do país. O problema é que a conta de luz não segue o mesmo movimento.
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou ao GLOBO que o preço não cai antes de abril. Albuquerque afirmou que o governo não planeja antecipar o fim da vigência da chamada bandeira tarifária de escassez hídrica, que cobra um adicional de R$ 14,20 a casa 100 quilowatts-hora dos consumidores. No Ao Ponto desta quinta-feira, o repórter Manoel Ventura explica por qual razão, apesar da chuva, a conta seguirá alta pelos próximos meses. Ele também conta como estão os níveis dos reservatórios das principais hidrelétricas do país, após as enchentes na região Sudeste. Manoel ainda traz os detalhes de um relatório técnico do Tribunal de Contas da União (TCU), que aponta falhas na forma como o governo federal gerenciou a crise hídrica do ano passado.

No segundo semestre do ano passado, a situação era crítica. A crise hídrica foi considerada a mais grave em mais de 90 anos. O governo teve que buscar uma solução cara para evitar o risco de apagão e precisou ligar as usinas termelétricas para suprir a demanda que as hidrelétricas deixaram de atender. Por causa disso, o preço da energia foi um dos principais fatores alegados pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para justificar a inflação de 2021. A inflação superou os 10%, contra uma meta de 3,75%. E a alta da energia elétrica residencial acumulada no ano foi de 21,2%. Porém, a época de chuvas chegou com força e mudou o quadro nos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do país. O problema é que a conta de luz não segue o mesmo movimento.
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou ao GLOBO que o preço não cai antes de abril. Albuquerque afirmou que o governo não planeja antecipar o fim da vigência da chamada bandeira tarifária de escassez hídrica, que cobra um adicional de R$ 14,20 a casa 100 quilowatts-hora dos consumidores. No Ao Ponto desta quinta-feira, o repórter Manoel Ventura explica por qual razão, apesar da chuva, a conta seguirá alta pelos próximos meses. Ele também conta como estão os níveis dos reservatórios das principais hidrelétricas do país, após as enchentes na região Sudeste. Manoel ainda traz os detalhes de um relatório técnico do Tribunal de Contas da União (TCU), que aponta falhas na forma como o governo federal gerenciou a crise hídrica do ano passado.

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