32 episodes

A jornalista Malu Gaspar retorna ao universo de podcasts, agora pelo GLOBO, com A MALU TÁ ON, um programa semanal de entrevistas sinceras e diretas com os personagens mais relevantes do país.

A Malu tá ON O Globo

    • News

A jornalista Malu Gaspar retorna ao universo de podcasts, agora pelo GLOBO, com A MALU TÁ ON, um programa semanal de entrevistas sinceras e diretas com os personagens mais relevantes do país.

    #31 - Ricardo Paes de Barros: Deixamos de ser modelo para virar um país sem rumo no combate à pobreza

    #31 - Ricardo Paes de Barros: Deixamos de ser modelo para virar um país sem rumo no combate à pobreza

    Difícil achar alguém no Brasil que saiba mais sobre políticas de combate à desigualdade do que Ricardo Paes de Barros, o PB. Um dos criadores do Bolsa Família, formado na liberal Universidade de Chicago, ele está convicto de que o problema do novo Auxílio Brasil não é falta de dinheiro e sim falta de informação. “Não tem como resolver o problema da pobreza eletronicamente ou pelo correio. Você tem que conversar com a família, entender o problema dela”, diz o economista. “O pobre brasileiro não está precisando apenas de transferência de renda, mas também de inclusão produtiva. As famílias querem ter capacidade autônoma de gerar a própria renda”, explica o economista. Na conversa com Malu Gaspar, PB revela que suas sugestões para o programa não foram aproveitadas pelo governo. E lamenta: "O Brasil deixou de ser um país que era um modelo no combate à pobreza para ser um país percebido mundialmente como sem rumo no combate à extrema pobreza"

    • 41 min
    #30 - Tabata Amaral: ‘O Enem 2021 já é o mais elitista da história’

    #30 - Tabata Amaral: ‘O Enem 2021 já é o mais elitista da história’

    A crise do Inep, que realiza o Exame Nacional do Ensino Médio, é a fumaça. O fato é que teremos o Enem mais elitista, mais branco e mais rico da história. "São vários erros, políticas e confusões que vão excluindo quem é mais vulnerável. Já vamos para o terceiro ano de um Enem que está sendo feito para excluir cada vez mais gente", diz Tábata Amaral (PSB-SP). Criada na periferia de São Paulo, Tábata critica tanto a postura do governo como a da oposição na discussão sobre o fechamento das escolas durante a pandemia. Neste episódio, ela defende a formação de uma frente ampla contra Bolsonaro em 2022, comenta ataques machistas que sofre à esquerda e à direita e deixa claro: não vai perdoar a atitude do ator José de Abreu, que reproduziu ameaças a ela em redes sociais. "Você ameaçar alguém de agressão física, você endossar crime, são crimes. E até onde me consta crimes são respondidos na Justiça, e não em artigos na Folha de S. Paulo com pedidos de desculpa."

    • 43 min
    #29 - Juma Xipaya: Não adianta dar dinheiro à causa indígena e se eximir da responsabilidade climática

    #29 - Juma Xipaya: Não adianta dar dinheiro à causa indígena e se eximir da responsabilidade climática

    Uma das principais lideranças indígenas na COP 26, Juma Xipaya ficou conhecida entre ambientalistas quando se engajou no movimento contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte e denunciou casos de corrupção entre os próprios indígenas e a empresa responsável pela usina. Desde então, ela se tornou a primeira cacica do médio Xingu, foi ameaçada de morte, sofreu um envenenamento e se refugiou no exterior. Mas voltou e hoje está à toda. Em Glasgow, ela deixou seu recado não só para Jair Bolsonaro, mas também para os governos estrangeiros. “Não adianta colocar dinheiro nas organizações indígenas e se eximir da responsabilidade climática”, diz ela. Nesse episódio, Juma fala do apelo do bolsonarismo entre os indígenas, do sofrimento provocado pela Covid nas aldeias e de como enfrentou o machismo para se tornar líder do seu povo.

    • 43 min
    #28 - Fernanda Montenegro: 'Bolsonaro é um vômito, uma punhalada no ventre'

    #28 - Fernanda Montenegro: 'Bolsonaro é um vômito, uma punhalada no ventre'

    A Academia Brasileira de Letras acaba de confirmar o que a gente já sabia: Fernanda Montenegro é imortal. Aos 92 anos, ela acaba de ganhar mais uma honraria na carreira, ao ser escolhida por unanimidade para integrar a Academia Brasileira de Letras. Em mais de 70 anos de carreira, Fernanda já moldou o teatro, o cinema, a TV, e continua cheia de planos. No momento, porém, ela está concentrada em atravessar o governo Bolsonaro. "Esse governo é um vômito, uma punhalada no estômago", diz ela. "A grande tristeza é que ele entrou pelo voto. E por que votaram no Bolsonaro? Porque os governos que o antecederam cumpriram só metade do prometido". Mas ela não se abala: "É só esperar que passa".

    • 40 min
    #27 - Wagner Moura: não acho certo condenar quem foi para a luta armada

    #27 - Wagner Moura: não acho certo condenar quem foi para a luta armada

    Como ator, Wagner Moura apresentou ao Brasil o Capitão Nascimento, policial do Bope que matava e torturava bandidos. Na estreia como diretor, traz “Marighella”, ex-deputado do partido comunista que entrou na luta armada e morreu nas mãos da ditadura. Com o primeiro filme, foi acusado de glamourizar violência policial. Agora, está sendo acusado de idolatrar terroristas. O filme irritou tanto os bolsonaristas que o lancamento, previsto para 2019, só está acontecendo agora – para Wagner, em razão de um ato de censura do governo Bolsonaro. Ele não esconde que em seu filme, Marighella, vivido por Seu Jorge, é herói. Mas diz que a discussão sobre o assunto é mais complexa do que parece. “Não acho certo julgar em 2021 brasileiros e brasileiras que, em momento de total cerceamento de suas liberdades e incendiados por uma ideia que permeava o mundo inteiro, optaram pela luta armada. Fiz o filme justamente pela profunda admiração que tenho por essas pessoas”. Na conversa com Malu Gaspar, o artista discute o futuro do país pós-2022, as contradições da esquerda e conta como é ser um ator latino em Hollywood.

    • 41 min
    #26 - Deisy Ventura: muitos crimes cometidos na pandemia ainda virão à tona

    #26 - Deisy Ventura: muitos crimes cometidos na pandemia ainda virão à tona

    A jurista Deisy Ventura foi chamada para assessorar a CPI da Covid por ter coordenado o estudo mais extenso sobre as ações do governo Jair Bolsonaro ao longo da pandemia. Nesta semana, ficou claro que a cúpula da comissão se convenceu de sua tese central: a de que o presidente comandou uma estratégia deliberada pela imunidade de rebanho por contágio no país, sustentada por uma forte campanha de desinformação. “Em saúde pública, as palavras matam”, diz Deisy no episódio #26 do A Malu Tá ON. Para ela, a CPI já foi bem longe, mas as investigações que seguirão ainda farão emergir novos crimes. "Vamos concluir que foi muito mais grave ainda. Muita gente vai falar no dia em que esses processos se abrirem e existir alguma estabilidade política no nosso país". Na conversa com Malu Gaspar, Deisy Ventura avalia ainda a instrumentalização da classe médica pelo bolsonarismo e as chances de Bolsonaro ir para o banco dos réus do Tribunal de Haia.

    • 42 min

Top Podcasts In News

You Might Also Like