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Farmacologia dos opióides Medicina do Conhecimento

    • Saúde e fitness

Bom dia, boa tarde, boa noite! Essa é mais um pílula do Medicina do Conhecimento. Ciência e informação a qualquer momento, em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. E como compartilhar é multiplicar segue dica rápida para aprimorar seu conhecimento.

Estudos modernos usam-se de modelos analógicos matemáticos, os quais são introduzidos em programas de simulação de infusão. Vários desses modelos matemáticos de simulação computadorizada para fármacos específicos estão disponíveis atualmente, para o fentanil, Hug e Scott (sem ajuste do peso); para o alfentanil, os modelos Scott ((sem ajuste do peso), Maitre e Hudson (peso-ajustados), Goresky (para menores que 1 ano), Goresky (1-18 anos) e Shafer (superfície corporal ajustada). Para o sufentanil, os modelos Hudson e Bovill (peso-ajustada) e por fim, para remifentanil o modelo de Minto (baseado em peso, altura e sexo).

Alguns conceitos farmacológicos facilitam o entendimento do anestesiologista clínico no que se refere à sua infusão contínua. O primeiro é o de tempo de equilíbrio, que é o tempo decorrido entre a administração do fármaco por via venosa e seu efeito máximo terapêutico no sítio efetor. Idealmente, o tempo de equilíbrio deve ser o mais rápido possível, fazendo os efeitos da dose inicial aparecerem logo após a administração do fármaco, evitando a possibilidade da administração de doses subsequentes por interpretação errada de que a primeira dose foi insuficiente, o que pode resultar em superdose, com os seus indesejáveis efeitos adversos.

O ke0 determina a velocidade com a qual um fármaco deixa o compartimento central, onde foi administrado, e entra no compartimento de ação. Quanto maior o ke0, maior a velocidade de entrada de um fármaco no compartimento de ação. Por conseguinte, menor será o tempo gasto para que isso ocorra. Assim, fármacos com tempo de meia vida ke0 curto dito como meia-vida de equilíbrio entre o plasma e o sítio efetor possuem ke0 altos e início de ação rápido e vice-versa, denotando, então, que o t1/2ke0 - tempo de meia vida ke0 representa o tempo para que ocorra a metade do fenômeno de equilíbrio, se a concentração plasmática for mantida constante. Por meio da manipulação do valor de ke0 atribuído a um modelo farmacocinético de um fármaco, é possível alterar o seu suposto tempo de início de ação. O conhecimento do ke0 permite uma escolha racional do fármaco a ser empregado em anestesia venosa, dependendo da situação clínica e da oportunidade, em termos de tempo, para sua correta administração.

Na escolha do seu opióide leve isso em consideração e lembre-se de que sua indução depende de um cronômetro para facilitar o melhor momento de sua intubação. Por exemplo, o remifentanil, o alfentanil tem pico máximo de efeito de 1,5 minutos e são os opióides que estão indicados para procedimentos de curta duração (intubação traqueal, endoscopias, reduções de fraturas), com recuperação rápida, bem como para abortar com rapidez os distúrbios hemodinâmicos secundários à superficialização inesperada da anestesia ou por elevação da intensidade dos estímulos cirúrgicos nociceptivos. O fentanil tem seu pico máximo em 3,6 minutos e o sufentanil de 5,6 minutos, sendo escolhidos para induções mais lentas e que necessitem de maior estabilidade hemodinâmica. Tenha a mente que você deve esperar em minutos a regra do 2 - 4 – 6 para ter o pico máximo dos opioides Alfentanil, Fentanil e Sufentanil.

A qualquer momento e em todo lugar, escute a rádioweb no www.medicinaconhecimento.com.br

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Estudos modernos usam-se de modelos analógicos matemáticos, os quais são introduzidos em programas de simulação de infusão. Vários desses modelos matemáticos de simulação computadorizada para fármacos específicos estão disponíveis atualmente, para o fentanil, Hug e Scott (sem ajuste do peso); para o alfentanil, os modelos Scott ((sem ajuste do peso), Maitre e Hudson (peso-ajustados), Goresky (para menores que 1 ano), Goresky (1-18 anos) e Shafer (superfície corporal ajustada). Para o sufentanil, os modelos Hudson e Bovill (peso-ajustada) e por fim, para remifentanil o modelo de Minto (baseado em peso, altura e sexo).

Alguns conceitos farmacológicos facilitam o entendimento do anestesiologista clínico no que se refere à sua infusão contínua. O primeiro é o de tempo de equilíbrio, que é o tempo decorrido entre a administração do fármaco por via venosa e seu efeito máximo terapêutico no sítio efetor. Idealmente, o tempo de equilíbrio deve ser o mais rápido possível, fazendo os efeitos da dose inicial aparecerem logo após a administração do fármaco, evitando a possibilidade da administração de doses subsequentes por interpretação errada de que a primeira dose foi insuficiente, o que pode resultar em superdose, com os seus indesejáveis efeitos adversos.

O ke0 determina a velocidade com a qual um fármaco deixa o compartimento central, onde foi administrado, e entra no compartimento de ação. Quanto maior o ke0, maior a velocidade de entrada de um fármaco no compartimento de ação. Por conseguinte, menor será o tempo gasto para que isso ocorra. Assim, fármacos com tempo de meia vida ke0 curto dito como meia-vida de equilíbrio entre o plasma e o sítio efetor possuem ke0 altos e início de ação rápido e vice-versa, denotando, então, que o t1/2ke0 - tempo de meia vida ke0 representa o tempo para que ocorra a metade do fenômeno de equilíbrio, se a concentração plasmática for mantida constante. Por meio da manipulação do valor de ke0 atribuído a um modelo farmacocinético de um fármaco, é possível alterar o seu suposto tempo de início de ação. O conhecimento do ke0 permite uma escolha racional do fármaco a ser empregado em anestesia venosa, dependendo da situação clínica e da oportunidade, em termos de tempo, para sua correta administração.

Na escolha do seu opióide leve isso em consideração e lembre-se de que sua indução depende de um cronômetro para facilitar o melhor momento de sua intubação. Por exemplo, o remifentanil, o alfentanil tem pico máximo de efeito de 1,5 minutos e são os opióides que estão indicados para procedimentos de curta duração (intubação traqueal, endoscopias, reduções de fraturas), com recuperação rápida, bem como para abortar com rapidez os distúrbios hemodinâmicos secundários à superficialização inesperada da anestesia ou por elevação da intensidade dos estímulos cirúrgicos nociceptivos. O fentanil tem seu pico máximo em 3,6 minutos e o sufentanil de 5,6 minutos, sendo escolhidos para induções mais lentas e que necessitem de maior estabilidade hemodinâmica. Tenha a mente que você deve esperar em minutos a regra do 2 - 4 – 6 para ter o pico máximo dos opioides Alfentanil, Fentanil e Sufentanil.

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