Frontdaciência - T11E39 - Miriani Pastoriza, Parte II, o Brasil na era dos telescópios gigante‪s‬ Fronteiras da Ciência

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Esta é a segunda parte da entrevista com a astrônoma da UFRGS Miriani Pastoriza, onde ela conversou com Jorge Quillfeldt (IB-UFRGS) e Carolina Brito (IF-UFRGS). Já pesquisadora de renome internacional, Miriani relata seu achado seguinte, publicado em 1970, de uma galáxia com linhas espectrais variáveis, algo que causou grande polêmica na época, e cuja causa - presença de superburacos negros no núcleo - somente mais tarde viria a ser confirmada. A perseguição pela ditadura argentina, a chegada ao Brasil, na UFRGS, e a retomada dos trabalhos junto aos observatórios do Morro Santana (Porto Alegre) e Pico dos Dias (Itajubá). A partir de seu trabalho no telescópio chileno de Cerro Tololo, Miriani acabou tendo um protagonismo decisivo para a entrada do Brasil na era dos grandes telescópios, primeiro integrando o consórcio internacional Gemini, com dois telescópios de 8,1m de espelho, um em cada hemisfério, e, a seguir, participando do projeto do telescópio SOAR (4,1m), situado no Cerro Pachón. A entrevista se encerra com uma esclarecedora discussão sobre as dificuldades enfrentadas ao longo do tempo pelas mulheres, especialmente as sul-americanas, no campo da astronomia e astrofísica.
Produção e edição: Jorge Quillfeldt
Créditos da Imagem: Gemini/NSF/AURA (https://www.aura-astronomy.org/centers/nsfs-oir-lab/gemini-observatory/)

Esta é a segunda parte da entrevista com a astrônoma da UFRGS Miriani Pastoriza, onde ela conversou com Jorge Quillfeldt (IB-UFRGS) e Carolina Brito (IF-UFRGS). Já pesquisadora de renome internacional, Miriani relata seu achado seguinte, publicado em 1970, de uma galáxia com linhas espectrais variáveis, algo que causou grande polêmica na época, e cuja causa - presença de superburacos negros no núcleo - somente mais tarde viria a ser confirmada. A perseguição pela ditadura argentina, a chegada ao Brasil, na UFRGS, e a retomada dos trabalhos junto aos observatórios do Morro Santana (Porto Alegre) e Pico dos Dias (Itajubá). A partir de seu trabalho no telescópio chileno de Cerro Tololo, Miriani acabou tendo um protagonismo decisivo para a entrada do Brasil na era dos grandes telescópios, primeiro integrando o consórcio internacional Gemini, com dois telescópios de 8,1m de espelho, um em cada hemisfério, e, a seguir, participando do projeto do telescópio SOAR (4,1m), situado no Cerro Pachón. A entrevista se encerra com uma esclarecedora discussão sobre as dificuldades enfrentadas ao longo do tempo pelas mulheres, especialmente as sul-americanas, no campo da astronomia e astrofísica.
Produção e edição: Jorge Quillfeldt
Créditos da Imagem: Gemini/NSF/AURA (https://www.aura-astronomy.org/centers/nsfs-oir-lab/gemini-observatory/)

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