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A equipe de jornalistas da Ilustríssima, da Folha, entrevista autores de livros de não ficção ou de pesquisas acadêmicas.

Ilustríssima Conversa Folha de S.Paulo

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A equipe de jornalistas da Ilustríssima, da Folha, entrevista autores de livros de não ficção ou de pesquisas acadêmicas.

    LGBTfobia de Bolsonaro atualiza moralismo da ditadura 'hétero-militar', diz Renan Quinalha

    LGBTfobia de Bolsonaro atualiza moralismo da ditadura 'hétero-militar', diz Renan Quinalha

    No livro "Contra a Moral e os Bons Costumes", Renan Quinalha se contrapõe à ideia de que a ditadura militar, marcada pela repressão política brutal, foi mais branda em relação a temas comportamentais.

    Convidado desta semana, o professor de direito da Unifesp diz que a retórica moralista e a defesa da família tradicional foram fundamentais para dar sustentação ideológica ao regime, que se empenhou em combater práticas consideradas desviantes, como a homossexualidade.

    Na conversa com o repórter Eduardo Sombini, Quinalha falou sobre as políticas sexuais da ditadura —como a perseguição policial a gays, lésbicas, travestis e prostitutas nas ruas das cidades brasileiras e a censura a obras artísticas com representações da diversidade sexual— e discutiu por que o Brasil de Jair Bolsonaro lembra tanto o regime militar no que diz respeito aos discursos sobre gênero e sexualidade.

     

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    • 49 min
    Por que o 11 de Setembro nunca terminou no Afeganistão

    Por que o 11 de Setembro nunca terminou no Afeganistão

    Na manhã de 11 de setembro de 2001, Simone Duarte, então chefe do escritório da Globo em Nova York, entrou ao vivo no plantão da emissora para narrar o atentado terrorista ao World Trade Center.

    Vinte anos depois, a jornalista lança “O Vento Mudou de Direção”, livro em que se volta para as consequências desse dia trágico na vida de sete pessoas de outros pedaços do mundo, onde o 11 de Setembro nunca terminou.

    Ahmer, menino-bomba treinado pelo Talibã paquistanês, Gawhar, médica afegã que se arrepende de ter fugido do país, e Baker Atyani, jornalista para quem Osama bin Laden anunciou que estava planejando um ataque, são alguns dos personagens da obra.

    Na conversa com o repórter Eduardo Sombini, a autora fala sobre a necessidade de humanizar os outros da história do 11 de Setembro, menos conhecidos no Ocidente, e discute a ocupação americana no Afeganistão e o que pode acontecer no país com a volta do Talibã ao poder.

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    • 46 min
    Ameaças mostram falta de autocrítica das Forças Armadas, diz autora

    Ameaças mostram falta de autocrítica das Forças Armadas, diz autora

    Em “Dano Colateral”, Natalia Viana conta a história dos civis mortos pelas Forças Armadas na última década em GLOs (operações de garantia da lei e da ordem).

    O caso com maior repercussão foi o assassinato do músico Evaldo dos Santos e do catador Luciano Macedo em 2019, pouco depois do fim da intervenção federal no Rio de Janeiro. Evaldo ia com a família para um chá de bebê e seu carro foi alvejado por mais de 60 tiros de fuzil.

    A jornalista mostra que esse não foi um evento isolado: pelo menos 35 pessoas foram mortas em situações semelhantes. De acordo com ela, há um padrão de não investigar e não punir os militares envolvidos nessas ações.

    Na conversa com Eduardo Sombini, a autora abordou as consequências do emprego das Forças Armadas na segurança pública e discutiu as origens da intensa participação dos militares na política brasileira nos últimos anos.

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    • 50 min
    Nova direita vai continuar apesar de Bolsonaro, diz pesquisadora

    Nova direita vai continuar apesar de Bolsonaro, diz pesquisadora

    Em "Menos Marx, mais Mises" (Todavia), Camila Rocha, doutora em ciência política pela USP, narra como a direita envergonhada, que se dizia de centro depois da redemocratização para tentar se desvincular da imagem da ditadura, ficou para trás nos anos 2000.

    Nessa época, uma rede descentralizada de organizações e militantes tomou forma no Brasil —a nova direita, que não tem nenhuma vergonha de levantar suas bandeiras.

    A pesquisadora discutiu com o repórter Eduardo Sombini a evolução desse campo que, em sua avaliação, mescla radicalismo na defesa do livre mercado e conservadorismo moral, e falou sobre os vínculos entre a nova direita e o bolsonarismo.

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    • 47 min
    Democracia racial também foi bandeira de luta de negros, diz professor da USP

    Democracia racial também foi bandeira de luta de negros, diz professor da USP

    De que forma pessoas com ascendência africana passaram a se identificar como negras no Brasil depois da abolição e, com o passar das décadas, como negras com origem na diáspora forçada pela escravidão?

    Esse é o fio condutor dos ensaios reunidos no livro “Modernidades Negras”, do professor da USP Antonio Sérgio Guimarães, convidado desta semana.

    Na conversa com o repórter Eduardo Sombini, o sociólogo discutiu as origens da noção de democracia racial, objeto de críticas do movimento negro desde a ditadura.

    Para Guimarães, o termo surgiu como uma utopia antirracista nas primeiras décadas do século 20, moldada em uma colaboração tensa entre negros, que buscavam se livrar dos estigmas da escravidão, e intelectuais brancos, que imaginavam um país com harmonia racial e um povo miscigenado.

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    • 48 min
    Pessoas trabalham de graça para redes sociais, afirma Eugênio Bucci

    Pessoas trabalham de graça para redes sociais, afirma Eugênio Bucci

    Ao usar aplicativos e redes sociais, as pessoas concordam em entregar dados pessoais, que permitem que os algoritmos conheçam, muitas vezes, seus hábitos e desejos melhor que eles mesmas.

    Para Eugênio Bucci, professor titular da USP, essa é só uma parte da história. Em "A Superindústria do Imaginário" (Autêntica), o autor argumenta que o negócio das big techs, além da coleta de dados pessoais, é o extrativismo do olhar dos seus usuários.

    Na conversa com o repórter Eduardo Sombini, Bucci tratou do novo tipo de valor gerado nesse processo e apropriado monopolisticamente pelos conglomerados globais de tecnologia e discutiu os riscos que a superindústria do imaginário cria para a democracia.

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    • 45 min

Customer Reviews

4.6 out of 5
198 Ratings

198 Ratings

gmagf ,

Excelente podcast

Sempre um bom papo com autores de pesquisas e livros interessantes e um apresentador que sabe conduzir a conversa. Recomendo!

caroldresden ,

Muito bom

Todas as entrevistas são excelentes. Muito bem feitas.

Elcrosman ,

Não é sério

Na última entrevista em 15’15” a entrevistada diz que não é alto o número de infecções de coronavírus não América do Norte. É um absurdo dar espaço para a desinformação. Vou aproveitar e denunciar na ombudsman.

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