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Legalize? Mamilos

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No Brasil, cerca de 600 mil pessoas sofrem de epilepsia resistente aos tratamentos convencionais. O uso terapêutico de componentes da maconha, segundo pais e mães de pacientes, reduziu sintomas de doenças como convulsões, epilepsia e dores. O canabidiol é usado para o tratamento de outras doenças como a esclerose múltipla, Alzheimer, Parkinson, dores crônicas, entre outras. Empresas estimam que o público potencial para esses tratamentos é de quase 4 milhões de pessoas em 3 anos, o que geraria um mercado de quase 5 bilhões ao ano.

Atualmente, há no Brasil apenas um medicamento à base de cannabis registrado, o Mevatyl, composto por CBD e THC, o princípio psicoativo da maconha, e indicado para espasmos musculares em quem tem esclerose múltipla. Ele é fabricado por uma empresa do Reino Unido.

Desde a autorização do uso terapêutico do CBD, em 2015, mais de 78 mil unidades de produtos à base da planta – óleos, cápsulas e outros – foram importados. Cada paciente precisa pedir a liberação para uso próprio à Anvisa. Hoje, quase 5 mil pessoas têm autorização. O problema, porém, é o custo. Um tratamento por três meses chega a 2 mil reais. Como saída, famílias apelam à Justiça — ou caem no mercado ilegal.

Para responder a essa demanda, em junho de 2019, a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária abriu duas consultas. Uma resolução falava de cultivo, requisitos técnicos e administrativos para o cultivo da planta com fins medicinais e científicos desde o plantio até a fase de secagem e distribuição. A outra, sobre medicamentos, definindo procedimentos específicos para registro e monitoramento de medicamentos à base de cannabis, seus derivados e análogos sintéticos. Isso inclui os fitoterápicos.

A consulta durou 2 meses e foi finalizada 19 de agosto. Das 554 pessoas que responderam, 61% se apresentam como consumidores do canabidiol.

O presidente da Anvisa declarou que a “maioria esmagadora” das contribuições foi de apoio à medida.

Um texto final, incorporando as sugestões dos respondentes, será votado pelos diretores da ANVISA. Se aprovada, a regulamentação entrará em vigor imediatamente.

Como o governo se posicionou em relação a esse tema? Em audiência pública o ministro da Cidadania, Osmar Terra afirmou que a liberação do plantio vai “abrir as portas para o consumo generalizado de drogas”. Ele foi respaldado por Bolsonaro e pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que disse à Folha de S. Paulo ser contra a liberação por ver nela uma forma de legalizar o uso recreativo da maconha.

Por que tanta polêmica? Porque falar sobre o cultivo e o uso medicinal da maconha esbarra em muitos tabus. São décadas ouvindo que maconha vicia, que mata neurônios e é a porta de entrada para drogas mais pesadas.

E é complexo: é um problema de saúde pública que se mistura às questões de segurança pública e a reflexões morais.

Por isso hoje trouxemos dois especialistas da área de saúde para compreender melhor os efeitos, os benefícios e os riscos da maconha no corpo humano. Na mesa, contamos com a presença de Guilherme Bueno, médico psiquiatra, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e especialista em Dependência Química pelo Uniad-UNIFESP; e Renato Filev, biomédico, doutor em neurociência pela UNIFESP e pesquisador do CEBRID (Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas).

Vem com a gente e dá o play neste Mamilos!

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BRADESCO PROMOVE A INOVAÇÃO

Hoje a gente vai falar do Inovabra, que é um ecossistema criado para promover a inovação dentro e fora do Bradesco.

Ali acontecem oito programas complementares que têm como princípio comum a coinovação. Equipes internas da organização e empresas, startups, investidores, mentores, educadores e outros parceiros cuidam dos desafios de servir a uma

No Brasil, cerca de 600 mil pessoas sofrem de epilepsia resistente aos tratamentos convencionais. O uso terapêutico de componentes da maconha, segundo pais e mães de pacientes, reduziu sintomas de doenças como convulsões, epilepsia e dores. O canabidiol é usado para o tratamento de outras doenças como a esclerose múltipla, Alzheimer, Parkinson, dores crônicas, entre outras. Empresas estimam que o público potencial para esses tratamentos é de quase 4 milhões de pessoas em 3 anos, o que geraria um mercado de quase 5 bilhões ao ano.

Atualmente, há no Brasil apenas um medicamento à base de cannabis registrado, o Mevatyl, composto por CBD e THC, o princípio psicoativo da maconha, e indicado para espasmos musculares em quem tem esclerose múltipla. Ele é fabricado por uma empresa do Reino Unido.

Desde a autorização do uso terapêutico do CBD, em 2015, mais de 78 mil unidades de produtos à base da planta – óleos, cápsulas e outros – foram importados. Cada paciente precisa pedir a liberação para uso próprio à Anvisa. Hoje, quase 5 mil pessoas têm autorização. O problema, porém, é o custo. Um tratamento por três meses chega a 2 mil reais. Como saída, famílias apelam à Justiça — ou caem no mercado ilegal.

Para responder a essa demanda, em junho de 2019, a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária abriu duas consultas. Uma resolução falava de cultivo, requisitos técnicos e administrativos para o cultivo da planta com fins medicinais e científicos desde o plantio até a fase de secagem e distribuição. A outra, sobre medicamentos, definindo procedimentos específicos para registro e monitoramento de medicamentos à base de cannabis, seus derivados e análogos sintéticos. Isso inclui os fitoterápicos.

A consulta durou 2 meses e foi finalizada 19 de agosto. Das 554 pessoas que responderam, 61% se apresentam como consumidores do canabidiol.

O presidente da Anvisa declarou que a “maioria esmagadora” das contribuições foi de apoio à medida.

Um texto final, incorporando as sugestões dos respondentes, será votado pelos diretores da ANVISA. Se aprovada, a regulamentação entrará em vigor imediatamente.

Como o governo se posicionou em relação a esse tema? Em audiência pública o ministro da Cidadania, Osmar Terra afirmou que a liberação do plantio vai “abrir as portas para o consumo generalizado de drogas”. Ele foi respaldado por Bolsonaro e pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que disse à Folha de S. Paulo ser contra a liberação por ver nela uma forma de legalizar o uso recreativo da maconha.

Por que tanta polêmica? Porque falar sobre o cultivo e o uso medicinal da maconha esbarra em muitos tabus. São décadas ouvindo que maconha vicia, que mata neurônios e é a porta de entrada para drogas mais pesadas.

E é complexo: é um problema de saúde pública que se mistura às questões de segurança pública e a reflexões morais.

Por isso hoje trouxemos dois especialistas da área de saúde para compreender melhor os efeitos, os benefícios e os riscos da maconha no corpo humano. Na mesa, contamos com a presença de Guilherme Bueno, médico psiquiatra, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e especialista em Dependência Química pelo Uniad-UNIFESP; e Renato Filev, biomédico, doutor em neurociência pela UNIFESP e pesquisador do CEBRID (Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas).

Vem com a gente e dá o play neste Mamilos!

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Hoje a gente vai falar do Inovabra, que é um ecossistema criado para promover a inovação dentro e fora do Bradesco.

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