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USP Analisa #30: Higiene bucal eficiente exige cuidado com limpeza da escova USP Analisa

    • Educação

Para que a higiene bucal seja, de fato, eficaz na prevenção de doenças, é preciso ter um cuidado especial também com a limpeza dos próprios materiais usados para esse fim, como a escova e o higienizador de língua. É o que explica o professor da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, Vinícius Pedrazzi, na segunda parte da entrevista para o USP Analisa desta semana.
O docente destaca a importância de não compartilhar esses materiais entre duas ou mais pessoas da família. Segundo ele, as pequenas hastes das cerdas da escova podem ferir e levar micro-organismos para dentro do sulco gengival, um espaço entre as gengivas e o dente. “Lá acontecem as trocas do material tóxico que está nos ossos e na boca, onde vai ser eliminado. E é também o local onde as imunoglobulinas, que nós temos na saliva, podem passar para ajudar a defesa da manutenção saudável da gengiva e do periodonto de sustentação”, explica ele.
Pedrazzi chama a atenção para o cuidado com a higienização da escova antes do uso. Ele explica que grande parte das embalagens possuem um acartonado permeável na parte de trás, geralmente com o picote na altura da cabeça da escova, o que favorece a contaminação por micro-organismos. “Então, as pessoas vão pegar, vão tomar [a embalagem] nas mãos. Eu vi pessoas pegando escovas que em uma gôndola anterior tinham espirrado na mão ou espirrado no ar e limpado o nariz. Quanto tempo o sars-cov-2 vive em papelão? Eles falam em até 72 horas. Depende do tanto que tá molhado isso, você pode passar isso e ficar nesse papelão”, diz ele.
O especialista recomenda a limpeza da embalagem com água sanitária e a higienização da escova com enxaguantes bucais à base de uma substância chamada cloreto de cetilpiridínio. O ideal é diluir o enxaguante na mesma proporção de água. “Não faça diluição no frasco, só dilua na hora de usar, porque o fabricante põe a quantidade de conservantes suficiente para manter aquele frasco eficaz. Coloque um pouquinho dele no copo e complete com a mesma quantidade de água, o suficiente para cobrir a cabeça da escova e o pescoço dela, parte que vai entrar na boca, e com o higienizador de língua, o terço final da ponta ativa”, orienta o professor. 
Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram.

USP AnalisaO USP Analisa Vai ao ar pela Rádio USP às quartas-feiras, às 18h05, com reapresentação aos domingos, às 11h30, e também está disponível nos principais agregadores de podcast. O programa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP. Apresentação e edição: Thaís Cardoso. Produção: João Henrique Rafael Junior. Coordenação: Rosemeire Talamone. 
 

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Para que a higiene bucal seja, de fato, eficaz na prevenção de doenças, é preciso ter um cuidado especial também com a limpeza dos próprios materiais usados para esse fim, como a escova e o higienizador de língua. É o que explica o professor da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, Vinícius Pedrazzi, na segunda parte da entrevista para o USP Analisa desta semana.
O docente destaca a importância de não compartilhar esses materiais entre duas ou mais pessoas da família. Segundo ele, as pequenas hastes das cerdas da escova podem ferir e levar micro-organismos para dentro do sulco gengival, um espaço entre as gengivas e o dente. “Lá acontecem as trocas do material tóxico que está nos ossos e na boca, onde vai ser eliminado. E é também o local onde as imunoglobulinas, que nós temos na saliva, podem passar para ajudar a defesa da manutenção saudável da gengiva e do periodonto de sustentação”, explica ele.
Pedrazzi chama a atenção para o cuidado com a higienização da escova antes do uso. Ele explica que grande parte das embalagens possuem um acartonado permeável na parte de trás, geralmente com o picote na altura da cabeça da escova, o que favorece a contaminação por micro-organismos. “Então, as pessoas vão pegar, vão tomar [a embalagem] nas mãos. Eu vi pessoas pegando escovas que em uma gôndola anterior tinham espirrado na mão ou espirrado no ar e limpado o nariz. Quanto tempo o sars-cov-2 vive em papelão? Eles falam em até 72 horas. Depende do tanto que tá molhado isso, você pode passar isso e ficar nesse papelão”, diz ele.
O especialista recomenda a limpeza da embalagem com água sanitária e a higienização da escova com enxaguantes bucais à base de uma substância chamada cloreto de cetilpiridínio. O ideal é diluir o enxaguante na mesma proporção de água. “Não faça diluição no frasco, só dilua na hora de usar, porque o fabricante põe a quantidade de conservantes suficiente para manter aquele frasco eficaz. Coloque um pouquinho dele no copo e complete com a mesma quantidade de água, o suficiente para cobrir a cabeça da escova e o pescoço dela, parte que vai entrar na boca, e com o higienizador de língua, o terço final da ponta ativa”, orienta o professor. 
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USP AnalisaO USP Analisa Vai ao ar pela Rádio USP às quartas-feiras, às 18h05, com reapresentação aos domingos, às 11h30, e também está disponível nos principais agregadores de podcast. O programa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP. Apresentação e edição: Thaís Cardoso. Produção: João Henrique Rafael Junior. Coordenação: Rosemeire Talamone. 
 

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