2 h 18 min

Vegetarianismo Mamilos

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Estamos batendo recordes, mas não há nada para se orgulhar.

Entre janeiro e agosto deste ano, as queimadas aumentaram 83% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Inpe. O número é o maior em sete anos, com quase 73 mil pontos de incêndios registrados. As queimadas atingiram a tríplice fronteira entre Brasil, Bolívia e Paraguai, consumindo mais de 20 mil hectares de vegetação.

A causa? A ação de desmatadores.

Em um artigo no Estadão, o engenheiro ambiental Tasso Azevedo explica: “É parte da dinâmica do desmatamento em regiões tropicais. Primeiro, se põem abaixo as grandes árvores; depois passa o correntão para derrubar a vegetação mais baixa; e depois de algumas semanas secando, ateia-se fogo a fim de terminar o serviço”.

Essa estratégia chamou mais atenção pelo planejamento no Pará, onde no dia 10 de agosto aconteceu o “Dia do Fogo”, quando produtores rurais começaram um movimento via WhatsApp para atear fogo nas áreas da Floresta Amazônica para plantar pasto.

A cobertura midiática nacional não focava muito nos incêndios até que, na segunda-feira, dia 19 de agosto, São Paulo viveu um momento inesquecível: algo escureceu o céu da cidade e fez com que o “dia virasse noite” às 3 da tarde. Neblina? Tempestade? Que nada. Era uma camada densa de fumaça. O fenômeno atingiu também outras cidades do Brasil e da Bolívia.

O assunto explodiu. Noticiários do mundo inteiro estão destacando o aumento dos incêndios na Amazônia e as declarações de Bolsonaro sobre essa questão. O G7, grupo que reúne os países mais industrializados do mundo, ofereceu 20 milhões de dólares para ajudar a cobrir os custos da operação para apagar os incêndios. Jair Bolsonaro ainda não comunicou se aceitará a ajuda.

A atenção mundial para as queimadas nos leva à reflexão sobre os custos da pecuária para o meio ambiente. Todo esse investimento nos torna um dos principais produtores e exportadores mundiais de carne. A pecuária corresponde a 6,6% do PIB nacional em 2018, movimentando cerca de 264 bilhões de reais.

A gravidade da emergência que estamos enfrentando nos ajuda a trazer para a pauta uma discussão incômoda, que sempre protelamos. Será que está na hora de repensar nosso consumo de carne e de outros produtos de origem animal?

Essa já é uma tendência de comportamento crescente e também é um mercado cheio de potencial: 55% dos entrevistados pelo IBOPE disseram que consumiriam mais produtos sem qualquer ingrediente de origem animal.

Para construir a ponte entre quem não consegue considerar a hipótese de abrir mão do seu bife e quem é ativista da causa animal, escolhemos abordar o tema através do relato de três pessoas que fizeram a escolha pelo vegetarianismo a partir de diferentes perspectivas e por motivos diversos. E pra costurar essas histórias com a gente, convidamos um xodó da audiência pra quebrar o gelo. Na mesa, contamos com a presença de Eduardo Jorge, médico sanitarista, ex-deputado estadual, federal e ex-Secretário da Saúde e do Meio Ambiente de São Paulo.

Vem com a gente e dá o play neste Mamilos!

Estamos batendo recordes, mas não há nada para se orgulhar.

Entre janeiro e agosto deste ano, as queimadas aumentaram 83% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Inpe. O número é o maior em sete anos, com quase 73 mil pontos de incêndios registrados. As queimadas atingiram a tríplice fronteira entre Brasil, Bolívia e Paraguai, consumindo mais de 20 mil hectares de vegetação.

A causa? A ação de desmatadores.

Em um artigo no Estadão, o engenheiro ambiental Tasso Azevedo explica: “É parte da dinâmica do desmatamento em regiões tropicais. Primeiro, se põem abaixo as grandes árvores; depois passa o correntão para derrubar a vegetação mais baixa; e depois de algumas semanas secando, ateia-se fogo a fim de terminar o serviço”.

Essa estratégia chamou mais atenção pelo planejamento no Pará, onde no dia 10 de agosto aconteceu o “Dia do Fogo”, quando produtores rurais começaram um movimento via WhatsApp para atear fogo nas áreas da Floresta Amazônica para plantar pasto.

A cobertura midiática nacional não focava muito nos incêndios até que, na segunda-feira, dia 19 de agosto, São Paulo viveu um momento inesquecível: algo escureceu o céu da cidade e fez com que o “dia virasse noite” às 3 da tarde. Neblina? Tempestade? Que nada. Era uma camada densa de fumaça. O fenômeno atingiu também outras cidades do Brasil e da Bolívia.

O assunto explodiu. Noticiários do mundo inteiro estão destacando o aumento dos incêndios na Amazônia e as declarações de Bolsonaro sobre essa questão. O G7, grupo que reúne os países mais industrializados do mundo, ofereceu 20 milhões de dólares para ajudar a cobrir os custos da operação para apagar os incêndios. Jair Bolsonaro ainda não comunicou se aceitará a ajuda.

A atenção mundial para as queimadas nos leva à reflexão sobre os custos da pecuária para o meio ambiente. Todo esse investimento nos torna um dos principais produtores e exportadores mundiais de carne. A pecuária corresponde a 6,6% do PIB nacional em 2018, movimentando cerca de 264 bilhões de reais.

A gravidade da emergência que estamos enfrentando nos ajuda a trazer para a pauta uma discussão incômoda, que sempre protelamos. Será que está na hora de repensar nosso consumo de carne e de outros produtos de origem animal?

Essa já é uma tendência de comportamento crescente e também é um mercado cheio de potencial: 55% dos entrevistados pelo IBOPE disseram que consumiriam mais produtos sem qualquer ingrediente de origem animal.

Para construir a ponte entre quem não consegue considerar a hipótese de abrir mão do seu bife e quem é ativista da causa animal, escolhemos abordar o tema através do relato de três pessoas que fizeram a escolha pelo vegetarianismo a partir de diferentes perspectivas e por motivos diversos. E pra costurar essas histórias com a gente, convidamos um xodó da audiência pra quebrar o gelo. Na mesa, contamos com a presença de Eduardo Jorge, médico sanitarista, ex-deputado estadual, federal e ex-Secretário da Saúde e do Meio Ambiente de São Paulo.

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