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O Momento Odontologia leva informações sobre a saúde da boca e a preservação dos dentes, sempre fundamentadas no conhecimento científico produzido na Universidade de São Paulo.

Momento Odontologia - USP Jornal da USP

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O Momento Odontologia leva informações sobre a saúde da boca e a preservação dos dentes, sempre fundamentadas no conhecimento científico produzido na Universidade de São Paulo.

    Momento Odontologia #53: Gengivoestomatite herpética primária é comum em crianças até cinco anos

    Momento Odontologia #53: Gengivoestomatite herpética primária é comum em crianças até cinco anos

    O nome parece complicado, gengivoestomatite herpética primária, mas nada mais é do que a manifestação do organismo quando ele entra em contato, pela primeira vez, com o vírus herpes tipo 1. É muito comum em crianças de seis meses a cinco anos. Mas pode também aparecer em crianças mais velhas, adolescentes e adultos que ainda não tiveram exposição a esse vírus. Quem fala mais sobre a gengivoestomatite herpética primária e a herpes labial recorrente, no Momento Odontologia de hoje, é Maya Fernanda Manfrin Arnez, pós-doutoranda do programa de pós-graduação em Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da USP em Ribeirão Preto. 
    Ela diz que, após a infecção primária, o vírus do herpes fica inativado nos nervos sensoriais e o indivíduo sempre servirá como um reservatório natural. A reativação desse vírus, que pode ser desencadeada por diversos fatores, como febre, estresse emocional, traumatismo local, exposição solar, exposição ao frio ou queda da imunidade, é conhecida como herpes labial recorrente. 
    Na gengivoestomatite herpética primária, inicialmente a criança apresenta sintomas de mal-estar, dor muscular, febre alta, irritabilidade e hipertrofia de gânglios, conhecida como “íngua”. Posteriormente, há o aparecimento na cavidade bucal de lesões vesiculares contendo um líquido branco ou amarelo. Esta fase é altamente contagiosa. Após 24 horas, as vesículas rompem-se e se unem formando úlceras dolorosas na boca, semelhantes às aftas. O período que decorre desde a exposição ao vírus até os primeiros sintomas da doença dura em torno de dois a dez dias. 
    O tratamento para a gengivoestomatite herpética primária geralmente é apenas para alívio dos sintomas e para auxiliar a higienização bucal, utilizando-se bochecho de clorexidina a 0,12%. Além disso, deve-se associar uma dieta pastosa, que contenha alimentos não ácidos e com abundante ingestão de líquidos, para evitar a desidratação. Pode-se usar os antivirais sistêmicos, porém, esses medicamentos devem ser receitados por um médico ou odontopediatra e devem ser utilizados no início do aparecimento dos sintomas, para que haja regressão mais rápida das lesões. Para o herpes labial recorrente, também não há um tratamento específico. O tratamento realizado visa a melhorar os sintomas e acelerar a cura. O uso de antiviral tópico é indicado previamente ao aparecimento das vesículas e o uso de antivirais sistêmicos é indicado para os casos mais graves. Outra opção de tratamento para o herpes labial recorrente é a aplicação terapêutica de laser de baixa potência para regressão da sintomatologia e do ciclo das lesões. 


    Momento Odontologia


    Apresentação: Kimberly Fuzel e Giovanna Bingre
    Coordenação: Rosemeire Talamone
    Produção: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)
    Edição Geral: Cinderela Caldeira
    Edição Sonora: Gabriel Soares
    E-mail: ouvinte@usp.br
    Horário: segunda-feira, às 8h05
    Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS  
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    • 5 min
    Momento Odontologia #52: Profissional da saúde bucal tem papel fundamental em época de pandemia

    Momento Odontologia #52: Profissional da saúde bucal tem papel fundamental em época de pandemia

    Neste momento em que a pandemia foi estabelecida pela OMS é necessário que todos os profissionais da área de saúde colaborem e estabeleçam o que vão fazer, segundo a professora e coordenadora do Núcleo de Evidências da Faculdade de Odontologia da USP em São Paulo, Fernanda Campos de Almeida Carrer.  
    Para a professora, nesse cenário, o dentista tem um papel fundamental, pois se expõe ao trabalhar diretamente com fluido, a saliva, que é grande contaminante, portanto deve tomar ainda mais medidas de precaução e de biossegurança no tratamento odontológico. A professora lembra que é momento de reflexão sobre a real necessidade de um tratamento estético, por exemplo, especialmente no momento em que o governo orienta para diminuir a circulação de pessoas de forma geral, o que inclui parar de ir ao consultório médico e odontológico. 
    As proteções para aqueles que tiverem necessidade de ir ao consultório do dentista são as mesmas amplamente divulgadas, como lavar sempre e muito bem as mãos, quando isso não for possível passar álcool gel, manter distância entre as pessoas, e no consultório, tanto privado como no Sistema Único de Saúde, cuidado ao manusear revistas e jornais, por exemplo. “As pessoas colocam a mão na boca para manipular esse material, quanto menos você encostar a mão na sala de espera melhor e, se perceber alguém tossindo ou espirrando manter distância. Mas lembra-se que toda vez que você sair de casa você se coloca em risco”.
    A equipe de saúde bucal está exposta e a evidência tem mostrado algumas estratégias que podem ter eficácia, mas não se sabe se é total. O Journal Dental Research traz em sua última edição que não existe uma maneira segura de fazer um atendimento odontológico. Mas, para proteção existem vários mecanismos, como usar máscaras específicas, a N-95, óculos de proteção extremamente vedados, pois já existem relatos recentes mostrando a permeabilidade da membrana ocular para o vírus, o que significa que óculos abertos não são eficazes e, tem até sugestão de banho após cada atendimento. A literatura também traz que alguns colegas da equipe médica e de enfermagem se contaminaram ao tirar os paramentos, ou seja, as roupas que vestiam enquanto atendiam paciente infectado, portanto, esse material também exige cuidados na hora de serem descartados. 
    No caso de real necessidade de atendimento de urgências, o uso de aerossol e spray devem ser evitados pelo cirurgião dentista e o procedimento a limpeza do equipamento deve ser muito bem feito. Segundo a especialista a literatura mostra que o melhor produto para essa finalidade é o cloro. Ela alerta que um bochecho com  peróxido de hidrogênio a 1%, também pode ajudar o profissional, uma vez que a clorexidina parece não ter efeito para esse vírus. 
    Os profissionais da área de saúde bucal, assim como todos os outros profissionais dessa área, têm um papel fundamental na integralidade do cuidado, fator garantido por lei a todos os brasileiros. Para Fernanda, é hora da equipe de saúde bucal se incorporar a força de trabalho do SUS, para o País sair dessa crise o mais breve possível “Que o SUS saia fortalecido nesse momento, pois é a maior sistema público universal e gratuito do mundo”.

    • 9 min
    Momento Odontologia #51: Fissura labiopalatina atinge uma em cada 650 crianças no Brasil

    Momento Odontologia #51: Fissura labiopalatina atinge uma em cada 650 crianças no Brasil

    Popularmente conhecida como “lábio leporino”, a fissura labiopalatina é uma malformação mais comum do que se imagina. A prevalência no Brasil é de uma a cada 650 crianças nascidas. Apesar de ser cada vez mais frequente sua descoberta durante a gestação, a chegada de um bebê com fissura ainda provoca um choque e angústia aos pais e familiares. 
    Segundo a professora Cleide Felício de Carvalho Carrara, odontopediatra e assistente técnica de direção do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP em Bauru, a fissura labiopalatina é uma condição congênita em que há comprometimento da fusão dos processos faciais entre a quarta e oitava semanas de gestação. A fissura pode atingir diferentes estruturas, além de variar em forma e extensão. Pode ser uma fenda somente no lábio, atingindo ou não o nariz e a região dos dentes, acometer somente o palato (céu da boca) ou simultaneamente lábio e palato. 
    As causas não estão ainda totalmente esclarecidas, mas a fissura labiopalatina pode estar relacionada a fatores genéticos e ambientais, como deficiência nutricional da mãe, exposição da gestante a agentes tóxico-infecciosos, estresse e radiação ionizante durante o período de formação do bebê. Após o nascimento, o foco principal é o cuidado nutricional, visando ao ganho de peso e a um bom desenvolvimento global que favoreça condições para as primeiras cirurgias. 
    As principais implicações que as fissuras podem trazer ao indivíduo são dificuldade na alimentação, alterações na arcada dentária e na mordida, comprometimento do crescimento facial e do desenvolvimento da fala e da audição. Ao longo dos anos, essa condição pode inclusive trazer impactos sociais e emocionais, como o bullying. Quando não está associada a síndromes e outras anomalias, a fissura não impedirá que a criança se desenvolva intelectualmente, podendo frequentar a escola, ter atividade social e depois profissional. 
    O tratamento da fissura labiopalatina é um processo que se inicia desde o nascimento, seguindo durante o período de desenvolvimento e, dependendo do acometimento, até a fase adulta. As áreas de cirurgia plástica, odontologia e fonoaudiologia são consideradas o tripé do tratamento da fissura. No entanto, a equipe de apoio é indispensável para a reabilitação. Envolve áreas e especialidades como pediatria, genética, otorrinolaringologia, psicologia, fisioterapia, enfermagem, nutrição, serviço social, entre outras. 


    Momento Odontologia


    Apresentação: Kimberly Fuzel e Giovanna Bingre
    Coordenação: Rosemeire Talamone
    Produção: Alexandra Mussolino de Queiroz (FORP), Letícia Acquaviva (FO), Paula Marques e Tiago Rodella (FOB)
    Edição Geral: Cinderela Caldeira
    Edição Sonora: Gabriel Soares
    E-mail: ouvinte@usp.br
    Horário: segunda-feira, às 8h05
    Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS  
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    • 7 min
    Momento Odontologia #50: HPV pode estar associado a lesões orais em crianças

    Momento Odontologia #50: HPV pode estar associado a lesões orais em crianças

    O papilomavírus humano, conhecido como HPV, é contagioso e geralmente transmitido por ato sexual, por isso é considerado uma doença sexualmente transmissível (DST). Raramente a contaminação ocorre via objetos. Porém, a propagação também pode ocorrer da mãe para o bebê durante a gravidez, no parto ou na amamentação. São mais de 100 tipos de HPV já descritos e podem causar verrugas ou lesões, sendo benignas ou malignas.
    Dos 100, cerca de 30 tipos de HPV afetam a mucosa oral frequentemente. Conforme o professor Francisco Wanderley Garcia de Paula e Silva, associado do Departamento de Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, na boca ocorre uma proliferação benigna do epitélio, induzida pelos HPV-6 e 11. “Aparece como um nódulo exofítico, ou seja, que cresce para fora do tecido e tem uma aparência de couve-flor. Podem ser brancas ou da mesma cor da mucosa e comumente são únicas e pequenas.”
    É também comum o aparecimento da verruga vulgar, semelhante à ação do papiloma, porém geralmente surge em maior número, pode se proliferar nas mais diversas partes do corpo e é resultado da infecção, principalmente, causada pelo HPV-2. Segundo Silva, “as lesões orais causadas pelo HPV são comuns em crianças, principalmente a verruga vulgar e o papiloma”. O tratamento basicamente é a remoção da lesão por cirurgia, no caso do papiloma, ou o congelamento das verrugas com nitrogênio líquido. 
    Nesta edição do Momento Odontologia conversamos com o professor Francisco Wanderley Garcia de Paula e Silva, associado do Departamento de Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto.


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    • 5 min
    Momento Odontologia #49: Saúde bucal pode influenciar na qualidade de vida

    Momento Odontologia #49: Saúde bucal pode influenciar na qualidade de vida

    Considerada um indicador de saúde, a qualidade de vida é bastante influenciada pela satisfação ou insatisfação com a saúde bucal. O uso de questionários de qualidade de vida pela Medicina e Odontologia vem aumentando nos últimos 20 anos. “A importância desses questionários está no fato de que o planejamento do tratamento é discutido com o paciente, levando em conta não somente os dados clínicos da condição bucal, mas também o estilo de vida desse paciente, para que ele limite o menos possível o seu dia a dia por causa de sua condição bucal.”, avalia a professora Maria Gabriela Haye Biazevic. 
    O Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Odontologia da USP, campus São Paulo, avaliou o impacto na qualidade de vida de pacientes submetidos a cirurgia para remoção de tumor. A partir da avaliação, notou-se que aspectos como habilidade para falar, alimentar-se, sorrir e realizar interações sociais continuam muito prejudicadas após o procedimento. “Isso significa, no caso desses pacientes, que atingir qualidade de vida relacionada à saúde bucal corresponderá a percorrer um longo caminho.”, conclui Maria Gabriela. 
     Nesta edição do Momento Odontologia conversamos com a professora Maria Gabriela Haye Biazevic, do Departamento de Odontologia Social da Faculdade de Odontologia da USP, campus São Paulo. 
    Ouça na íntegra a reportagem de Rosemeire Talamone. 

    • 5 min
    Momento Odontologia #48: Procura por clareamento dental aumenta entre brasileiros

    Momento Odontologia #48: Procura por clareamento dental aumenta entre brasileiros

    No Momento Odontologia desta semana o tema é clareamento dental. O professor Rafael Francisco Lia Mondelli, titular do Departamento de Dentística, Endodontia e Materiais Odontológicos da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP, explica quais as vantagens e cuidados do procedimento. 
    Segundo o professor não existe restrição para a realização de clareamento para a grande maioria da população, a exceção é para grávidas ou mulheres que estão amamentando. E, ainda, para pacientes com dentina exposta e com sensibilidade cervical, além de pacientes que se submeteram a quimioterapia, radioterapia, ou com histórico de câncer.
    O professor fala ainda das opções de tratamento que incluem procedimentos caseiros e feitos em consultório. Ainda assim, todas as indicações devem ser feitas com a supervisão do cirurgião-dentista.
    Confira o podcast na íntegra com reportagem de Rosemeire Talamone.


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