19 episodes

Dito e Feito é um podcast do Teatro Bairro Alto em que falar é uma forma de fazer, e vice-versa. A sua periodicidade vai ser irregular. O formato também. Acompanhem-nos nas redes sociais e em teatrodobairroalto.pt

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Dito e Feito (Said and Done) is a podcast by Teatro do Bairro Alto in which saying is a way of doing, and vice-versa. Its frequency is irregular. So is its format. Follow us on social media and at teatrodobairroalto.pt

Dito e Feito Teatro do Bairro Alto

    • Arts

Dito e Feito é um podcast do Teatro Bairro Alto em que falar é uma forma de fazer, e vice-versa. A sua periodicidade vai ser irregular. O formato também. Acompanhem-nos nas redes sociais e em teatrodobairroalto.pt

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Dito e Feito (Said and Done) is a podcast by Teatro do Bairro Alto in which saying is a way of doing, and vice-versa. Its frequency is irregular. So is its format. Follow us on social media and at teatrodobairroalto.pt

    #18 - Valentina Desideri, Denise Ferreira da Silva e Mamadou Ba - O que é este momento político?

    #18 - Valentina Desideri, Denise Ferreira da Silva e Mamadou Ba - O que é este momento político?

    Valentina Desideri e Denise Ferreira da Silva, artistas e académicas sediadas no Canadá (mas que em janeiro haviam passado uma temporada larga em Lisboa, onde levaram a cabo um dos seus bem conhecidos no mundo das artes visuais, Sensing Salons) leem o Tarot. Mamadou Ba, militante antirracista e decolonial e dirigente do SOS Racismo, coloca então a questão: “o que é este momento político?”. Mamadou Ba, militante antirracista e decolonial e dirigente do SOS Racismo, coloca então a questão: “o que é este momento político?” Respondendo a uma pergunta necessariamente política e obrigando a um descentramento do sujeito, uma sessão de Leitura Poética dura aproximadamente uma hora. Começa com a elaboração conjunta da dita questão que se torna assim um ponto de partida para leituras várias. Neste podcast, gravado poucos dias a seguir à manifestação antirracista de homenagem a George Floyd, de dia 6 de junho em Lisboa, Mamadou Ba parte da sua experiência na Covid 19: Campanha Antirracista de Apoio Imediato que tem vindo a agir, entre outros, em bairros periféricos da cidade de Lisboa, para com ela refletir sobre vulnerabilidade, força, solidariedade, mudança.

    Usando o Tarot como ferramenta, Valentina, Denise e Mamadou encontram juntos uma questão, considerando-a em toda a sua complexidade a partir da resposta visual oferecida pelas cartas. A leitura acontece então em tempo real e o ouvinte é convidado a entrar no ritmo lento da conversa em que uma mesma carta é interpretada várias vezes com desvios, sendo necessário, por vezes, parar para ver com atenção as imagens da carta, tomando em consideração os próprios pensamentos. Este episódio deve ser escutado com o auxílio visual da imagem que revela as cartas comentadas na leitura. A imagem está disponível https://teatrodobairroalto.pt/espetaculo/o-que-e-este-momento-politico-valentina-desideri-denise-ferreira-da-silva-e-mamadou-ba-20200727/


    criação e gravação: Valentina Desideri, Denise Ferreira da Silva e Mamadou Ba
    edição sonora: Sara Morais
    música original: Raw Forest
    produção: Teatro do Bairro Alto

    • 1 hr 6 min
    #17 - Kaveh Sarvarian - Tons De Tombak

    #17 - Kaveh Sarvarian - Tons De Tombak

    Kaveh Sarvarian aceitou o convite do TBA para criar uma nova composição para um dos vários instrumentos que toca, o tombak. Considerado o principal instrumento de percussão da música tradicional persa, o tombak é também o instrumento de eleição deste músico, compositor e professor iraniano, residente em Madrid. Kaveh dá-nos a ouvir as nuances sonoras de um instrumento que incorpora uma minuciosa técnica de mãos, dedos e pulsos, firmes na intenção e flexíveis na execução. “Tons de Tombak” é uma peça para tombak, que se multiplica através de processos de loop num gesto que articula a tradição com outros modos de fazer e perceber a música.

    “Tons de Tombak” é uma composição criada, interpretada, gravada e produzida por Kaveh Sarvarian para tombak e looper. Através de um set-up que articula o tombak, principal instrumento de percussão da música clássica persa, com pedais de efeitos, a voz do tombak é multiplicada, repetida e combinada consigo própria. O tombak a solo passa a formar um grupo de instrumentos da mesma categoria, uma espécie de orquestra, que nos permite ouvir a combinação das várias sonoridades que o caracterizam. Kaveh Sarvarian, conhecedor a fundo da história e da tradição deste instrumento, considera que este gesto de composição permite explorar novos territórios, podendo dialogar consigo próprio.


    composição, interpretação e gravação: Kaveh Sarvarian
    entrevista: Diana Combo
    edição som: Sara Morais
    música do genérico: Raw Forest
    produção: Teatro do Bairro Alto

    • 26 min
    #16 Miguel Castro Caldas - Quarantatre

    #16 Miguel Castro Caldas - Quarantatre

    Quarantatre é um texto sobre distâncias. A distância de um pulo, a distância social, a entre dois pontos, a de ver, a de ouvir, a distância estranha, a distância nenhuma, o longe e o perto. A distância entre o dito e o feito. Entre a leitura e o texto. A distância mínima para se fazer teatro. Fígaro começa uma ópera a medir distâncias em pés. Cinque, dieci, venti, trenta, trentasei, quarantatré.

    Escrito por Miguel Castro Caldas
    interpretação: Ana Ribeiro
    edição sonora: Sara Morais
    música original: Raw Forest
    produção: Teatro do Bairro Alto

    • 13 min
    #15 Sofia Dias & Vítor Roriz - Olhos postos no tecto

    #15 Sofia Dias & Vítor Roriz - Olhos postos no tecto

    Para este episódio começamos com uma questão: como dar a ver uma dança através do som? Uma dança invisível que tenta descrever-se a si própria na primeira e na segunda pessoa. As palavras que usamos para dar a ver o movimento tentam acompanhar o corpo, mas tendem a ordenar, precisar, objetivar, forçar a uma quase lentidão e a uma monotonia domável. Já o movimento tende a ser variável, anárquico e a resistir à nomeação.
    Às vezes as palavras passam ao lado dos movimentos como balas rasantes e perde-se a orientação. Outras vezes os movimentos acumulam-se à espera das palavras numa contenção que acaba por explodir. E com a impossibilidade de descrever tudo, as palavras tomam outros sentidos. E na dificuldade de ser descrito, o movimento esquece-se das palavras e avança indomável. Movimento e palavras têm densidades diferentes: um encontra o chão com estrondo, elas vagueiam, rondam e hesitam. Neste episódio a dança habitará algures na memória de quem a ouve — num espaço mental onde o ouvinte é também intérprete, traduzindo palavras e sons em imagens mentais de corpos em movimento.


    criação e gravação: Sofia Dias & Vítor Roriz
    edição sonora: Sara Morais
    música original: Raw Forest
    produção: Teatro do Bairro Alto

    • 19 min
    #14 EN Clara Amaral - Dictation

    #14 EN Clara Amaral - Dictation

    Dictation expands the act of writing from the body of the writer to the body of the listener/reader. This shared literary experience transforms the act of writing into an exercise in permeability in which words surface in one body and expand to another. The act of writing becomes a practice of solidarity rather than a solitary one, in the desire to understand writing as a movement that happens between two bodies.



    created by: Clara Amaral
    edited by: Sara Morais
    original music: Raw Forest
    produced by: Teatro do Bairro Alto

    • 17 min
    #14 PT Clara Amaral - Ditado

    #14 PT Clara Amaral - Ditado

    Este episódio do podcast Dito e Feito é uma encomenda de criação do TBA à coreógrafa Clara Amaral. Ditado expande o ato de escrever do corpo de quem escreve para o corpo de quem escuta e de quem lê. Esta experiência literária partilhada transforma o ato de escrever num exercício de permeabilidade em que as palavras têm origem num corpo e se expandem a outro corpo. O ato de escrever passa assim a ser entendido como uma prática solidária ao invés de uma prática solitária, numa procura de entender a escrita como um movimento entre dois corpos.


    criação e gravação: Clara Amaral
    edição sonora: Sara Morais
    música original: Raw Forest
    produção: Teatro do Bairro Alto

    • 19 min

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