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Produção dos alunos da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas.

Mandrágora – Rádio Online PUC Minas Alunos da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas

    • Ciencias naturales

Produção dos alunos da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas.

    Mandrágora 005

    Mandrágora 005

    Mandrágora é um programa diferente que visa levar até o ouvinte muita cultura, política e misticismo. O conteúdo induz a uma reflexão mais crítica da sociedade.

    • 5 min
    Mandrágora 003 – Clarice Lispector

    Mandrágora 003 – Clarice Lispector

    Vocês poderão conferir a biografia de uma escritora introspectiva que ousou tocar fundo o sentimento humano. Confiram aqui um pouco mais sobre a vida de Clarice Lispector.



    "Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo." Clarice Lispector.



    Se você gostou, confira mais sobre a autora no site:
    http://www.releituras.com/clispector_menu.asp

    • 12 min
    Mandrágora 002 – Friedrich Nietzsche

    Mandrágora 002 – Friedrich Nietzsche

    "Sempre há um pouco de loucura no amor. Mas sempre há, também, um pouco de razão na loucura." Nietzsche



    A filosofia de Nietzsche foi escrita principalmente sob a forma de aforismos e não é metódica. Sua atitude permanece coerente, mas seu pensamento se desenvolve em diferentes ramificações. Isso implica em obras complexas e muitas vezes ditas como contraditórias. Sua filosofia é baseada em intuições penetrantes e não constituintes de um sistema repetitivo. No entanto, alguns conceitos como a vontade de potência e o super-homem são bem recorrentes em seus estudos.



    A vontade de potência:
    Nietzsche desenvolveu esse conceito a partir de duas fontes principais: Schopenhauer e os gregos antigos. Ele concluiu que a humanidade era impelida por uma vontade de potência. O impulso básico de todos os nossos atos poderia ser rastreado a partir dessa fonte única. Em sua visão o cristianismo surgiu para pregar exatamente o oposto, com as idéias de amor fraterno e compaixão. Na realidade, isso não passaria de uma perversão sutil da vontade de potência. Por fim, ele diz que a forma desse desejo de potência se modificou ao longo dos tempos, mas sua fonte é ainda o mesmo vulcão. O que antes fazíamos por amor a Deus fazemos agora por amor ao dinheiro. É isso que no momento confere a mais elevada sensação de potência.



    O super-homem:
    A figura do super-homem de Nietzsche nada tinha a ver com a figura de capa que voa pelos céus das estórias em quadrinhos norte-americanas. Ele não tinha afinidade com assuntos constrangedores como a moral. Sua única obediência era à vontade de potência. Mas incrivelmente o ambiente em que esse super-homem está inserido é o mesmo mundo repleto de simplicidade ingênua de Clark Kent. O protótipo do super-homem era Zaratustra, um indivíduo extremamente sério, cujo comportamento exibia somas psicóticos perigosos. O livro de Zaratustra foi escrito como uma parábola assim como as de Jesus Cristo. Uma história simples que prega a destruição dos valores cristãos.



    Músicas e BG's:
    Sunrise in Eden - Edenbridge
    A distance there is - Theatre Of Tragedy
    Farewell - Avantasia

    • 12 min
    Mandrágora 001 – Raul Seixas, Sociedade Alternativa, Aleister Crowley e Teoria Thelêmica

    Mandrágora 001 – Raul Seixas, Sociedade Alternativa, Aleister Crowley e Teoria Thelêmica

    Mandrágora é um programa diferente que visa levar até o ouvinte muita cultura, política e misticismo. O conteúdo induz a uma reflexão mais crítica da sociedade. Nesse primeiro programa foi traçada uma biografia de Raul Seixas e relembrada a construção, na década de 70, de uma Sociedade Alternativa . Além disso, foi montada uma rápida biografia de Aleister Crowley, o divulgador da Teoria Thelêmica em meados do século XIX.



    Mandrágora:
    É o nome grego atribuído a uma erva venenosa nativa do Mediterrâneo, muito utilizada no ramo do ocultismo. Na Idade Média, suas propriedades narcóticas e alucinógenas eram exploradas em rituais de magia e bruxaria para ressaltar dons de premonição. O ponto mais valorizado é a raiz, pois ela possui uma forte semelhança com a fisiologia do corpo humano e acredita-se que ela detenha poder afrodisíaco. Ao seu redor frutifica-se uma espécie de maçã pequena, de cor amarelada, com um aroma bem peculiar. (Os árabes a apelidaram de maçã de Satanás). A colheita da erva exige grande cautela. Conta a lenda que a raiz era arrancada em noite de luar com uma corda atada a um cachorro preto e após seguir um ritual de orações. E se caso ela fosse colhida sem essas precauções a Mandrágora soltava um grito terrível, capaz de matar ou enlouquecer quem o ouvisse. Contudo, se obtida à maneira do ritual, ela assumiria caráter mágico e levaria sorte e razão àqueles que a possuíam. "O encanto do conhecimento seria pequeno se no caminho que a ele conduz, não houvesse que vencer tanto pudor". Nietzsche. A Mandrágora tem sido símbolo de conhecimento e virtude há muitos anos. Ela é o espelho da natureza humana e a chave para a lucidez.



    Thelema:
    É a palavra grega que significa "vontade" e sua filosofia foi muito utilizada por Aleister Crowley ao escrever o Líber Oz (O livro da Lei). O Thelema foi adaptado aqui no Brasil por Marcelo Ramos Motta e logo depois atraiu grandes fiéis, como Raul Seixas. A idealização da "Salt", a Sociedade Alternativa, foi edificada pela filosofia Thelêmica e seu manifesto teve por base o Livro da Lei. O último item do Manifesto da Sociedade Alternativa diz: "E o grande milagre não será mais ser capaz de andar nas nuvens ou caminhar sobre as águas. O grande milagre será o fato de que todo dia, de manhã até a noite, seremos capazes de caminhar sobre a Terra".



    A Cruz Ansata (Ankh):
    É um símbolo egípcio recorrente nas pinturas dos templos do Egito Antigo. Principalmente nos templos de Karnak e Edfu. É vista como sinal de imortalidade e seu formato é uma analogia ao corpo humano. Para os egípcios, ela está ligada diretamente à vida e o símbolo, na verdade, é conhecido como a chave da vida. No selo da Sociedade Alternativa a cruz Ansata aparece agregada a dois degraus, formando realmente o desenho de uma chave. Ela é o caminho para todas as portas, o caminho da inclinação e das novas oportunidades de vida



     



    Músicas e BG's:
    Mr Crowley - Ozzy Osbourne
    A Lei - Raul Seixas
    Novo Aeon - Raul Seixas
    Sociedade Alternativa - Raul Seixas
    Maluco beleza - Raul Seixas

    • 10 min

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