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Todas as semanas, a Rádio Comercial dá-lhe o roteiro perfeito para a sua viagem.

Rádio Comercial - Ai Destino, Ai Destino Ana Martins

    • Society & Culture

Todas as semanas, a Rádio Comercial dá-lhe o roteiro perfeito para a sua viagem.

    Jordânia com Francisco Agostinho

    Jordânia com Francisco Agostinho

    Francisco Agostinho (Projecto100Rota) era funcionário público, mas deixou o trabalho para ser líder de viagens. Agora trabalha, sim, mas ao ar livre e sempre em registo de aventura. Já foi à Jordânia umas sete ou oito vezes só nos últimos 2 anos e explica porque é que a Jordânia é um país incrível. Que outras oportunidades terá para fingir que está num filme do Indiana Jones enquanto visita Petra? Ou imitar o Lawrence das Arábias no deserto de Wadi Rum.


     


    7 Maravilhas da Jordânia:


    1. Ok, já sabemos que Petra é magnífico, que é Património da Humanidade, que é uma das novas Maravilhas do Mundo, e que a Fachada do Tesouro supera as expectativas, mas a Jordânia tem muito mais além disso.


    2. Para começar, os muçulmanos são muito hospitaleiros e as ligações que se criam são muito fáceis, respeitando sempre o espaço do outro.


    3. O país está no meio de Israel, Palestina, Irão, Iraque, Síria… vizinhos um pouco turbulentos, o que faz com que a Jordânia receba influências de todos os lados.


    4. Mais de 50% da população da capital Amã são palestinianos, aos quais se juntaram agora sírios e iraquianos – tudo malta a fugir de conflitos. Por isso é que Francisco Agostinho acha que a Jordânia devia ganhar um Nobel da Paz.


    5. Ir ao fundo do Mar Morto. É uma espécie de piada - há uns tempos, tudo ficaria a flutuar, mas a verdade é que o Mar Morto está com cada vez menos água. Estão a pensar ir buscar água ao Mar Vermelho para o Mar Morto não secar.


    6. Descobrir o Mapa de Madaba, o mapa da Terra Santa. Este mosaico cobre parte do chão da igreja de São Jorge, em Madaba.


    6. Dormir num acampamento beduíno nas areias vermelhas do deserto do Wadi Rum


     

    Parques Nacionais da costa oeste dos EUA com Rui Gaiola

    Parques Nacionais da costa oeste dos EUA com Rui Gaiola

    Rui Gaiola é fotógrafo. Durante boa parte do ano, fotografa casamentos e é pai de duas crianças. Mas, sempre que pode, foge para o mundo.


    Apaixonado por natureza e montanha, não fosse ele filho da Serra da Estrela, tem os Estados Unidos como o seu país preferido e traça-nos aqui um roteiro de 10 a 12 dias pelos parques nacionais da costa oeste.


    Quando vir estas fotografias e ouvir este podcast, vai compreender porque é que o livro de fotografia do Rui Gaiola se chama “I Wish I Could Drive These Roads Forever”.


    Roteiro pelos Parques Nacionais da costa oeste dos EUA:



    Voe para São Francisco, uma cidade incrível onde nos sentimos em casa, talvez à conta dos filmes.
    Daí, faça uma viagem de 3 ou 4 horas de carro (que para os americanos não é nada) até Yosemite National Park. Um local onde Rui Gaiola diz que tudo é perfeito.
    Seguir para o Sequoia National Park, basicamente um parque nacional cheio de sequoias gigantes.
    Se quiser fazer o check no Death Valley, é só mesmo para a fotografia: é um calor de morte e quilómetros de estrada infindáveis para lá chegar. Pelo caminho, paisagens desérticas, montanhas coloridas e lagos salgados.
    Impossível ir ao Grand Canyon e não fazer a viagem de helicóptero. São 200 euros por uma viagem de meia hora, mas a perspetiva é incrível e vale a pena cada cêntimo!
    Tem mesmo de visitar o Monument Valley – aquele cenário incrível onde Forrest Gump aparece a correr.
    E a seguir, juntar-se a um grupo para desbravar as fendas nas rochas de Antelope Canyon. Sozinho é capaz de ser arriscado. Lembre-se do James Franco no filme “127 horas”.
    Passar pelo Joshua Tree National Park, um deserto com catos em forma de árvore. Mais um sítio para fazer “check”.
    Terminar em Los Angeles, onde o Rui recomenda visitar Venice Beach, Santa Monica, Santa Barbara e Griffith Park, o observatório no topo de L.A. que tem a melhor vista sobre a cidade. Aviso: cuidado com as multas de estacionamento. É impossível visitar de transportes e, mal passa o tempo do ticket de estacionamento, está a receber brinde.
    E agora temos mesmo de voltar para casa? Bolas.

    Omã com Nuno Lobito

    Omã com Nuno Lobito

    Tem 54 anos e é o português mais viajado do mundo. É, aliás, uma das 24 pessoas que já visitou todos os países do mundo (204 no total, apesar de a contagem oficial da ONU só mencionar 193).


    O fotógrafo português, que também já teve um programa de viagens na RTP2 e seis livros de fotografia de viagem publicados, esteve 17 meses a viver em Omã, onde dava aulas de fotografia por duzentos euros por hora. Sim, leu bem. Mas Nuno Lobito também já viveu em Madagáscar, ou numa cabana de madeira na Amazónia, onde criou um centro de terapias alternativas e de onde trouxe um filho índio.


    Budista há mais de 30 anos, esta conversa é também uma viagem ao interior de nós próprios.


    Episódio imperdível de Ai Destino com um mapa mundi de emoções nas histórias de Nuno Lobito.


    Ah, e também falámos sobre Omã, claro.


    6 CURIOSIDADES SOBRE OMÃ:



    Passar um sinal vermelho são 6 anos de prisão e vão buscá-lo a casa.
    Se o seu carro for branco e estiver sujo, apreendem-lhe o carro. O mesmo se fumar dentro do carro.
    Agora a parte boa: Omã tem deserto, tem excelentes praias e tem neve - em Janeiro, chegam a estar 4 graus negativos.
    Para casar com uma mulher em Omã, tem de pedir autorização ao governo e pagar um dote à família. O dote mais barato começa nos 80 mil euros. A mulher não pode escolher o marido nem recusar o casamento que lhe for proposto, sendo que há a possibilidade de ter de partilhar a responsabilidade marital com mais algumas mulheres. Imagine só ser esposa à segunda e à terça-feira.
    As classes sociais são muito claras: o Omani só assina cheques, não se vê a trabalhar. Depois há os europeus, os cérebros de lá. Os indianos, que fazem os trabalhos acima da média. E, finalmente, as pessoas do Bangladesh, Afeganistão e Paquistão, que fazem os “trabalhos menores”, como limpar ruas. Mas é uma sociedade equilibrada, no sentido em que os salários são bons e só se entra no país com um “sponsor”, que tem a responsabilidade de dar casa e comida a um trabalhador que vá para Omã. Por isso mesmo, não há sem-abrigo em Omã.
    Os primeiros a chegar a Omã foram os portugueses. Em Matara, o Rossio la do sítio, por exemplo, há um castelo português. E há mais fortes lusitanos espalhados por todo o país. Mascate, a capital de Omã, foi a maior base da armada portuguesa no Médio Oriente.

    Índia com Jorge Vassallo

    Índia com Jorge Vassallo

    Na primeira vez que visitou a Índia, foi à festa de aniversário do Marajá de Jaipur. Desde então, passaram-se 17 anos. Jorge Vassallo estava a meio de uma volta ao mundo e já se tinha demitido do emprego numa agência publicitária para ir dar uma volta – daí o nome do seu blog “Fui Dar uma Volta”.


    Depois do sucesso do livro “De Vespa na Índia”, lança agora a segunda parte da trilogia “Tudo é Possível!”. O resultado chama-se "O Marajá faz anos".


    Como já foi à Índia umas dez vezes, Jorge Vassallo é a pessoa indicada para aceitar o desafio e recomendar-nos o roteiro perfeito para cada tipo diferente de viajante.



    Há milhares de experiências que lhe vão passar ao lado, porque os “must sees” são mais que muitos num país tão grande, mas aqui ficam algumas experiências imperdíveis na Índia:



    Comecemos pelo roteiro clássico: ir ao Taj Mahal e ao Rajastão.
    Mas também pode ir para o lado da praia ou do património português, explorando Goa ou Cochim.
    Se gosta de yoga, há um roteiro que o Jorge recomenda: ir a Rishikesh fazer um retiro de yoga, visitar Bodhgaya, onde Buda atingiu a iluminação, e depois ir mais ao sul da Índia fazer algo relacionado com ayurveda.
    Agora vamos ali aos Himalaias fazer trekking.
    E aquela vez em que o Jorge rapou o cabelo num tempo hindu? É ouvir.
    Finalmente, uma Índia para quem adora confusão, cores e exotismo? Bombaim, Deli, Varanasi. Mas a dica é ir na altura do Holi, o festival das cores. O Jorge explica o simbolismo. É nesse dia que pais, filhos e avós bebem um Bang Lassi, uma espécie de space cake em batido, que nesse dia é legal em todo o lado.

    Do Panamá ao México, à boleia, com Pedro On the Road

    Do Panamá ao México, à boleia, com Pedro On the Road

    8 países à boleia? E sem pagar um tostão pelo alojamento (couch surfing, já ouviu falar?). É o espírito livre e aventureiro no seu melhor. Pedro On the Road estudou Psicologia, mas rapidamente percebeu que o que queria era viajar. Metade do ano escreve livros e vai vendê-los para as praias do Algarve, outra metade viaja pelo mundo. Pelo caminho, também tem um programa de viagens, a Metamorfose Ambulante, alojado no canal de Youtube do Rui Unas.


    Depois de ter feito Portugal-Singapura-Portugal por terra, Portugal - África do Sul de bicicleta, e de ter escrito um livro sobre cada uma dessas aventuras, lança agora o seu próximo livro, o "Vago - Do Panamá ao México à Boleia". Se o vir numa praia do Algarve, já sabe.





    PERIPÉCIAS DE QUEM ANDA À BOLEIA NA AMÉRICA DO SUL


    1. Fez cerca de 40 mil km à boleia e a pior coisa que lhe aconteceu foi alguém na Turquia lhe pedir 10 euros.


    2. Dos oito países que percorreu, gostou mais da Guatemala. Vulcões e casas pequenas às cores.


    3. O Panamá é feito de estradas velhas e praias virgens.


    4. A Costa Rica é um postal com uma floresta húmida. 25% do país são áreas protegidas.


    5. Há uma zona muito bonita das Honduras que é o Lago Yohoa. De resto, o Pedro On the Road estava com algum medo da fama do país, por isso neste postal ele colocaria a cara de um presidiário com tatuagens na cara, por causa dos gangues.


    6. El Salvador seria um postal com uma praia de areal gigante e alguém a vender


    7. No postal ilustrado do Belize, o Pedro escolheria um gueto, porque foi parar a um bairro


    8. No México, um postal de 180 cores. E parece que falta a Nicarágua ou assim, mas esta viagem é uma loucura mesmo.











     

    Amazónia com Miguel Baptista

    Amazónia com Miguel Baptista

    Em Janeiro de 2019, Miguel Baptista foi até à Amazónia do Equador em busca das tribos não contactáveis – tinha lido sobre elas num artigo da CNN. São tribos perigosas, porque defendem muito o seu território, mas o Miguel tinha o contacto de um desses chefes que representa as tribos da Amazónia do Peru e do Equador e que já esteve na ONU e noutras organizações mundiais. Foi à boleia dele que, a bordo de uma canoa, teve acesso a uma convenção de tribos da Amazónia. Ainda hoje está a tentar acreditar se é verdade. Foram 7 dias que pareceram meses.


    5 razões para conhecer a Amazónia profunda:



    Se acha que ir a Manaus é exótico, bem-vindo à Amazónia não-turística. O Miguel e a Soraia faziam uma média de 7 a 10 horas por dia de canoa pelo rio Amazonas.
    Se atirar uma linha ao rio, com ovos de tartatuga a fazer de isco, apanha uns belos peixinhos no Rio Amazonas. Só não meta a mão dentro de água: há piranhas e crocodilos.
    Com as tempestades, as árvores caem para dentro do rio. A questão é: como distinguir um tronco de árvore de uma anaconda?
    Ver de perto a devastação de madeireiros e das petroleiras, a mentira que se vive na Amazónia – e contá-la ao mundo.
    Conhecer anciões de tribos com 135 anos. Como?

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