37 episodes

Ideias estranhas para o futuro do marketing digital, tecnologia e cultura com Henrique Teixeira. Reflexões e estratégias com honestidade brutal.

Odycast HENRIQUE TEIXEIRA

    • Technology

Ideias estranhas para o futuro do marketing digital, tecnologia e cultura com Henrique Teixeira. Reflexões e estratégias com honestidade brutal.

    O trem depois da curva – Odycast #36

    O trem depois da curva – Odycast #36

    Em janeiro de 2018 a Singularity University (https://su.org/) divulgou suas previsões para os próximos 20 anos.

    Neste episódio do Odycast nós comentaremos algumas destes insights e preparamos o terreno para nossa visão do que está se desenhando para acontecer. Nossa vida definitivamente não será a mesma.

    Entre o que eles enxergam do que vai acontecer, o que já é realidade agora e o que nós temos monitorado aqui na Odissea (episódio 20, 21, 23 - LINKS), já é realidade o que havíamos, um ano atrás, proposto: a mudança que acontece agora é mais severa do que o surgimento do carro ou avião. Rivaliza a revolução industrial e, provavelmente, irá superá-la em termos de impacto na nossa vida cotidiana.

    E em sua vida? O que você percebe de mudança brutal iminente?

    Quer saber mais? Me acompanha na Fanpage (http://facebook.com/henrique.teixeira.oficlal), se cadastrar na lista (http://henrique-teixeira.com/newsletter), ou segue o Odycast (http://henrique-teixeira.com/odycast).

    Forte abraço!

    • 23 min
    2/4 de Macacos – Ossos e Smartphones – Odycast #35

    2/4 de Macacos – Ossos e Smartphones – Odycast #35

    No episódio anterior de Odycast nós voltamos no tempo junto de Lincoln Falcão e falamos sobre a batalha por nossa mente, travada durante a greve dos caminhoneiros.

    A conversa, extremamente pertinente levantou, de trivela, duas questões importantíssimas: singularidade / sincronicidade.

    Estas duas palavras mágicas, tão queridas de futurólogos, podem significar coisas muito diversas.

    Singularidade; algo único, singular, evento sem impar. Usamos ela como termo técnico para descrever o evento de ruptura na evolução de nossa cultura e biologia quando um novo ser humano irá levantar, ao som de "Assim falou Zaratustra" de Strauss (2001: A Space Odyssey monkey scene) e se separar do bando.

    Sincronicidade; algo que está em harmonia temporal, em um mesmo contínuo, ao mesmo tempo. Singularidade-sincronicidade parece algo cada vez mais próximo, como uma miragem logo ali. Poderíamos aprofundar igual Alice caindo no buraco, mas a charge ajuda a dorar o assado sem precisar de cozinhar no vapor:


    A copa do mundo foi um bom teste de sincronicidade, está a la Jung.

    E indo de vez para baias psicológicas, nós somos recebidos, ao pensar em sincronicidade/singularidade por duas formas de pensar. Daniel Kahneman, em seu livro Rápido e Devagar, sistematiza duas maneiras de compreender a maneira qual nós, humanos pré sincronicidade/singularidade, operamos (sistema 1, rápido; Sistema 2, Devagar).

    Vem comigo explorar o que isto pode nos dizer a respeito deste momento que estamos vivendo, ao mesmo tempo cegos, surdos, mudos e onipresentes.

    Escute agora o Odycast 35.

    Quer saber mais? Me acompanha na Fanpage (https://www.facebook.com/henrique.teixeira.oficial), se cadastra na lista (http://henrique-teixeira.com/newsletter/), ou segue o Odycast (http://henrique-teixeira.com/odycast/).

    Forte abraço!

    • 26 min
    Fake News Falcão e Filho – Odycast #34

    Fake News Falcão e Filho – Odycast #34

    "O que eu faço é pegar meu boné e virar para trás... Eu me sinto como outra pessoa... Como sei lá, um caminhão..."
    - Falcão, Lincoln (Falcão o Campeão dos Campeões)

    De 20 a 31 de Maio de 2018...
    ...tivemos uma paralisação geral dos caminhoneiros do Brasil. Como/onde você viveu os últimos dias? O mundo está mudando, com Fake News, Real News, Whatsapp, Marketing Digital, Tráfego, Redes e o escambau.

    A coisa começou como uma headline de meio de página dos sites de notícias que acompanho (tento sempre cruzar 3 ou 4 que seguem tendências ideológicas diferentes para no meio do caminho encontrar algum senso de localização). Segundo dia, terceiro dia. Filas se formaram nos postos, como se a gasolina estivesse barata (meu carro é econômico, não preciso de gasolina tanto quanto antes, logo não tive a curiosidade de olhar para os preços). Quarto dia, mensagens compartilhadas no whatsapp começam a chegar (desde golpes - de várias tendências ideológicas, passando por correntes de oração pró Brasil, até discursos inflamados de caminhoneiros, políticos, militares, bombeiros), Cristina não pode trabalhar devido a circulação escassa de ônibus, prova da FGV adiada em função da dificuldade de transporte, compramos 30 ovos brancos por medida de segurança (alimentar). Quinto dia; percebo que deveria ter saído dos grupos de Whatsapp da família expandida e acaba o bacon. [ O bacon. ] Sexto dia; começa a serem vendidos kits de apocalipse zumbi, o mundo paralelo dos bastidores do Marketing Digital começa a se agitar timidamente (ainda que os textões e postagens com letras garrafais já tivessem aproveitado para criar branding em cima da celeuma). Sétimo dia; o pé de alface custa R$8,00, tenho a epifania da Costela. Oitavo, nono e décimo dia seguem mais ou menos parecidos (polifonia ou palimpsesto), múltiplas versões dos fatos, meus joelhos doem de andar a pé, foco no trabalho (afinal parte de meus clientes tem negócios no mundo paralelo e a Inteligência do hard work tem de continuar junto do show) e observo, atônito, que de alguma forma completamente obscura a coisa chega "ao fim" (as aspas são minha licença poética lembrando que ainda não se sabe se estamos no final do arco-íris uma vez que os postos recebem 1/3 do estoque normal segundo minhas fontes em primeira mão - frentistas amigos, sou um homem de hábito).

    Da sequência inesperada de fatos, fica uma sensação muito forte: mesmo querendo muito, pensar tem ficado mais difícil. Formar opinião. Conversar, entender o que está acontecendo - não o que está acontecendo de podre lá na Dinamarca ou no casamento do príncipe da família real Britânica, mas o que está acontecendo a nossa volta. Acessar informação e separar o real do imaginado, o certo do errado, o fato do fabricado tem virado tarefa (quase) impossível. A quantidade de conteúdos virais de todos os tipos durante estes últimos dias fez todas as vias de tráfego das redes sociais ficarem paradas, congestionadas - de certa forma em greve também. As audiências do mundo digital foram tomadas de assalto por múltiplos fronts, entrando em um transe hipnótico complexo.

    Como podemos pensar no meio deste tráfego cruzado?
    Notícias afetivas se misturando com conteúdos de tráfego pago. Nossa capacidade de criar juízo sendo moldada pelos apelos afetivos . Nos tornamos reféns dos grupos (é meu irmão, não dá para sair agora dos grupos de whatsapp sem parecer um desertor digital, sem dizer adeus ao doce de leite de sua tia que mora no interior e vai te considerar ainda mais excomungado). Olhamos para todos os lados e vemos os mesmos rosto apreensivos ansiosos pela próxima atualização.

    As coisas estão mudando. Assim como uma greve não é a mesma, como vender capsulas de emagrecimento ou um novo curso que transforme completamente quem você é em 11 dias não

    • 20 min
    Fim do Velho Oeste – Odycast #33

    Fim do Velho Oeste – Odycast #33

    Existe um novo xerife na cidade, e ele se chama Regulamento Geral Sobre a Proteção dos Dados - e o Facebook virou o feio do velho oeste da Internet. Mas o que isto tem a ver com você, seja usuário, profissional de marketing digital, infoprodutor?

    Uma chuva de críticas de todos os lados e uma raiva indômita do tio Zuckerberg e sua turma. Desejos fervorosos de que algum justiceiro digital como o Snowden (ou o Clint) venha a público trazer novas revelações como o escândalo da Cambridge Analytica durante as eleições americanas de 2016, para nos defender da plataforma. Temos medo de estarmos sendo vigiados e termos nossa privacidade devassada por um grande F enorme.

    Após passar um período na Califórnia e estar em reuniões com a equipe do Facebook durante a F8 de maio de 2018, estou convencido do que está acontecendo agora é indicativo de algo sem precedentes.

    Não importa se somos usuários de alguma megarede social como Facebook (ou Instagram), se somos marketeiros, infoprodutores, ou se estamos em outro planeta. Estamos todos conectados e o que está acontecendo agora com nossos dados, com as novas regulamentações na Europa, nos afeta diretamente.

    Com a expansão ubíqua das formas de se conectar (vamos lá, hoje de CEOs a cortadores de cana, passando por moradores de rua das grandes cidades tem acesso a telefones pré pagos que acessam algum aspecto da internet), aumentou consideravelmente o nosso medo de ter nossa individualidade violada por terceiros.

    Este fenômeno tem desdobramentos incríveis. Desde uma maior disponibilidade de informações sobre indivíduos que deixam seu rastro na rede até uma maior chance de que estados sejam utilizados de uma maneira que não tenhamos nenhum controle.

    Em função do enorme impacto deste fenômeno das mídias sociais na sociedade, a comunidade europeia desde 2012 vinha trabalhando em uma legislação transnacional que pudesse proteger melhor seus cidadãos com relação a sua privacidade na era digital. Em 2016 o Regulamento Geral Sobre a Proteção dos Dados (RGPD em português, GDPR em inglês) foi aprovado. E o período de 2 anos para a adaptação das empresas para a nova legislação se expirou sexta feira dia 25 de Maio de 2018.

    O texto desta legislação aponta uma série de medidas rígidas com relação a coleta e gestão de dados da população que devem ser seguidas por todas as empresas que atuam na Europa. Ele permite que o cidadão comum possa exigir de qualquer empresa que obtenha seus dados que os mesmos sejam apagados, alterados ou transferidos para quem quer ele deseje. Prevê penas duras para a quebra do sigilo de dados de usuários além de dar poder para as pessoas com relação aos seus dados.

    Que ótimo para a União Europeia você deve estar pensando. Qual o impacto disto para o resto do mundo, em especial para nossos respectivos umbigos? Pois bem - estamos em uma rede metafórica que ganha contornos bem reais. O que acontece na Europa nos impacta aqui e vice versa. O Facebook que é acessado de lá é o mesmo Facebook que é acessado daqui. Quando estamos conectados todo impacto é sistêmico.

    Estamos presenciando, possivelmente, o fim da era da não regulamentação das mídias sociais.

    O velho oeste que tem sido a mineração desenfreada das audiências do Facebook, Instagram, Twitter, etc... com a nova geração de legislação capitaneada pela RGPD, tende acabar.

    Isto significa que quando algum anunciante te pedir seu email, telefone ou Clique Aqui Agora para começar a conversar online, é melhor estar bem preparado para conduzir a conversa de forma coerente, verdadeira, correta. Nossos dados, no mundo conectado digital são parte de nossa essência; constituem nosso duplo conectado. Respeito aos dados é respeito ao usuário. Isto implicará uma mudança sem precedentes na maneira de conduzir negócios online.

    • 11 min
    Lu, Lu, Lu, Neo-Ludismo… ou Rage Against the Machine – Odycast #32

    Lu, Lu, Lu, Neo-Ludismo… ou Rage Against the Machine – Odycast #32

    Odycast Episódio #32

    Lululudismo ou Rage Against the Machine

    Você tem raiva das máquinas? Junto com o marketing das novas tecnologias, velhas crenças enraizadas no medo do futuro e da mudança, se renovam. E talvez você faça parte dos conspiradores… ludistas.

    O ludismo foi um movimento de trabalhadores ingleses no início do século XIX que se rebelaram contra a chegada das máquinas no começo da revolução Industrial. As máquinas otimizavam o trabalho e eliminaram a necessidade de braços.

    Passado algum tempo, revivemos a desconfiança contra as máquinas 2.0. A discussão entre taxistas e Uber, a movimentação em direção a era das plataformas...

    [Um hobby que tenho agora é olhar para os comentários deixados para os motoristas de Uber que estou aguardando… é uma forma de conhecê-los um pouquinho, e compartilhar pela brevidade da corrida, um dedo de prosa.]

    Parte do que nos faz conectar socialmente é a capacidade de nos conectar emocionalmente uns com os outros. E estas conexões estão cada vez mais mediadas por plataformas como Uber, Facebook, Instagram...

    Quais são as conexões pessoais que podemos fazer quando estas são curadas pelos algoritmos?

    Atrás destas máquinas existem pessoas. A coalizão anti-tecnológica formada por ex-funcionários do Facebook e Google é um exemplo de como as pessoas podem criar outras reflexões a partir de suas experiências com a tecnologia. A relação constante e irrestrita com as máquinas está causando efeitos ainda pouco mapeados em nossos hábitos, afetos, saúde. Nosso corpo responde de forma diferente ao input dado pela tecnalia. Qual foi a última vez que você sentiu seu corpo vibrando como se fosse um celular em modo avião e nada havia em contato com sua pele?

    Corta a cena - um menino taiwanês, em 2012, jogou Diablo 3 em um cybercafé por 40h. Ao perceber que o cliente não estava mais se movendo, um dos funcionários do lugar foi acordá-lo. O garoto se levantou, deu alguns passos e caiu desfalecido. Morreu no caminho do hospital em função de problemas cardíacos induzidos pela posição em que estava sentado por horas a fio. Não muito diferente dele, é possível que você já tenha assistido temporadas inteiras de sua série favorita no Netflix em uma única sentada. Não muito tempo atrás assistimos episódios.

    Ainda sim nossa vida hoje é mais confortável, sob muitos aspectos, do que a nobreza feudal. Comemos melhor e temos acesso a uma saúde melhor do que imperadores, reis e rainhas de outras eras….

    Ordem e progresso. Avanço da tecnologia. Avançar. Rage Against de Machine. A contra-cultura virou mainstream. É chique conspirar, duvidar dos dados oficiais, dos professores, do que escutamos. Vacina contra febre amarela FRACIONADA? Só pode ter algo muito errado.

    A vida comum, coisas extraordinárias dentro do comum. Mas também coisas extraordinárias fora do comum. Como o portão eletrônico de nossas casas. Ou voar.

    Falando em voar, não é possível que Elon Musk esteja certo.

    Não é possível que realmente tenha criado um foguete, e antes disto carros elétricos, e antes disto, baterias eficientes, pensando em um sonho vermelho. Aposentar em Marte? Como isto é possível?

    Não sabemos nem mesmo se a terra é redonda…

    Sua terra é redonda?

    De que formas o comum e o extraordinário da tecnologia tem feito sua fé em frangalhos?

    O Neo-Ludismo está em todos os lugares.

    • 32 min
    Percepção Rápida, Reflexão Lenta – Odycast #31

    Percepção Rápida, Reflexão Lenta – Odycast #31

    O que podemos dizer sobre nossa capacidade de refletir em um mundo cheio de imagens, sons e novas tecnologias que a cultura do Marketing Digital tem nos lançado? Neste episódio de Odycast provocamos uma pequena pausa para pensar nos efeitos que a hiperestimulação dos sentidos tem para nós mesmos e como isto pode afetar as pessoas em nossa volta.

    Em uma conversa com um amigo sobre nosso mundo excepcionalmente recheado de sons, imagens e apetrechos tecnológicos, chegamos a uma conclusão: estamos cada vez mais envolvidos com excessos em nossos sentidos na proporção inversa de nossa capacidade de parar e refletir sobre o que está acontecendo à nossa volta.

    Parece que as pessoas tem se transformado em zumbis perceptivos, hiper-estimuladas o tempo todo. Se perceber é apreender por meio dos sentidos ou da mente, refletir é a contraparte necessária para que aquilo que foi aprendido tenha sentido (inclusive, um dia conto uma história "que já ouvi falar mas nunca pus sentido" - gostou Mari? =). Parte desta conversa passa pela evolução das tecnologias que estimulam nossa percepção, conforme conversamos no artigo Zip-Zap-Zip-It! As telas vão comer você (http://odissea.com.br/zip-zap-zip-it-as-telas-vao-comer-voce-2/).

    Em um exercício de autoconsciência, de forma inversa, mas análoga ao personagem de Joaquin Phoenix no filme Her, somos convocados a sair de nosso curral perceptivo; e como Bartleby, dizer "Acho melhor não!". No espetacular conto de Melville, Bartleby, o escrivão, hesita de forma ativa, a ser coagido pelo mundo a sua volta ganhando tempo para suas reflexões.

    Talvez, por hoje, acho melhor não abrir minhas mídias sociais.

    E você? Se encontra em um curral perceptivo sendo alimentado gostosamente todos os dias ou criou para si um espaço seguro de onde vê o mundo girar? Compartilhe comigo, mas não precisa ser agora, nem aqui embaixo.

    Para saber mais:

    Percepção - apreender por meio dos sentidos ou da mente. Consciência de alguma coisa ou pessoa, impressão, impressão moral, intuição. Recepção, cobrança. https://dicionariodoaurelio.com/percepcao / https://www.lexico.pt/percepcao/
    Zip-Zap-Zip-It! As telas vão comer você. http://odissea.com.br/zip-zap-zip-it-as-telas-vao-comer-voce-2/
    Criando Imagens http://odissea.com.br/criando-imagens/
    Filme “Her”Joaquin Phoenix. Diálogos escalados. https://pt.wikipedia.org/wiki/Her
    “I would prefer not to “ Bartleby http://moglen.law.columbia.edu/LCS/bartleby.pdf

    • 26 min

Top Podcasts In Technology