23 episodes

Antropólis é um podcast especializado em debates sobre estudos contemporâneos em antropologia, desenvolvido por uma equipe de pessoas vinculadas ao Programa de Pós graduação em Antropologia da Universidade Federal de Pelotas. Trata-se de um projeto de extensão filiado ao Laboratório de Ensino, Pesquisa e Produção em Antropologia da Imagem e do Som (Leppais)

Equipe:
Guilhermo Aderaldo,Francisco Neto, Claudia Turra Magni, Ediane Oliveira e Kamila Ruiz


Contato: antropolispodcast@gmail.com

Antropólis Antropólis Podcast

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Antropólis é um podcast especializado em debates sobre estudos contemporâneos em antropologia, desenvolvido por uma equipe de pessoas vinculadas ao Programa de Pós graduação em Antropologia da Universidade Federal de Pelotas. Trata-se de um projeto de extensão filiado ao Laboratório de Ensino, Pesquisa e Produção em Antropologia da Imagem e do Som (Leppais)

Equipe:
Guilhermo Aderaldo,Francisco Neto, Claudia Turra Magni, Ediane Oliveira e Kamila Ruiz


Contato: antropolispodcast@gmail.com

    #23 Memórias – Marc Henri Piault (1933-2020)

    #23 Memórias – Marc Henri Piault (1933-2020)

    Na série “Memórias”, buscamos elaborar episódios voltados à reflexão, tanto do legado de pesquisadores e pesquisadoras que deixaram marcas importantes na história do pensamento antropológico brasileiro e internacional, quanto sobre instituições, textos, filmes ou eventos que marcaram época na história da antropologia e/ou das Ciências Sociais, em geral.

    Este primeiro episódio da série é inteiramente dedicado à trajetória e ao legado do antropólogo e cineasta francês Marc Henri Piault (1933-2020). Por meio de depoimentos de Adriane Rodolpho, Carmen Rial, Claudia Turra Magni, e Emílio Domingos, que tiveram o privilégio de serem orientados por ele durante seus percursos acadêmicos, buscamos trazer à tona aspectos menos visíveis do percurso intelectual e da personalidade deste autor/realizador. De sua formação universitária, passando pelos filmes e pesquisas que realizou na Nigéria e no interior da França, até a atuação como mentor nas mais importantes instituições de ensino de sua terra natal, da Itália e do Brasil, onde viveu por duas décadas, o episódio explora diversas facetas desta personalidade que contribuiu de forma decisiva para uma virada imagética no campo da Antropologia. Discípulo de Jean Rouch, Piault o sucedeu na presidência do mais importante festival internacional de filmes etnográficos da França, e sua perspicácia analítica trouxe reflexões incontornáveis acerca das relações entre Antropologia e Cinema, numa abordagem crítica sobre colonialismo, crença, violência, identidade, patrimônio e religião. Com esse episódio, esperamos contribuir para manter acesa a sua paixão pela arte de ensinar e revelar sentidos ocultos de pensamentos e impressões impregnados nas imagens.

    Créditos

    Roteiro: Cláudia Turra Magni e Guilhermo Aderaldo

    Locução e vinhetas: Guilhermo Aderaldo e Ediane Oliveira

    Edição: Guilhermo Aderaldo

    Artes: Kamila Ruiz

    Inserção sonora:Trecho do filme “A palavra que me leva além: estórias do Hip Hop carioca” (Direção: Luisa Pitanga / Emílio Domingos / Bianca Brandão; 2000)

    Imagem de capa: fotografia de José Inácio Parente

    *Em memória de Marc Henri Piault e Patrícia Monte-Mor

    • 39 min
    #22 Narrativas de Pesquisa - Com Alexandre Barbosa Pereira

    #22 Narrativas de Pesquisa - Com Alexandre Barbosa Pereira

    Sobre a série: Na série "Narrativas de Pesquisa", convidamos um ou uma pesquisador ou pesquisadora da antropologia ou de outras áreas a nos enviar uma reflexão curta, na qual sejam tratados alguns desafios teórico-metodológicos e subjetivos relacionados ao processo de construção da pesquisa. Com base, então, nesse material, montamos o episódio. Como pesquisar temas com os quais nos identificamos pessoalmente? E quando não simpatizamos com o tema que pesquisamos? Como construir as condições necessárias para a análise? Afinal, como nos posicionamos no campo? E de que forma é possível pesquisar lugares ou fenômenos quando a própria presença do pesquisador ou da pesquisadora é normalmente lida como uma ameaça, como no caso de prisões, redes de criminalidade, entre outros? E quando o nosso objeto é a internet? Como pesquisar? Essas são algumas das questões que nós vamos tratar nos episódios que vão compor essa série. Nosso objetivo é que essas narrativas de pesquisa possam auxiliar professores, professoras, assim como pesquisadores e pesquisadoras, tanto em cursos de metodologia, quanto nas próprias pesquisas, além, é claro, do público geral, que simplesmente tem interesse pelos temas que vamos discutir aqui.

    Sobre o episódio: Neste episódio (vigésimo segundo do podcast), nosso convidado é o pesquisador e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Alexandre Barbosa Pereira, que é doutor em Antropologia pela Universidade de São Paulo e autor dos livros: 1) "A maior zoeira" na escola: Experiências juvenis na periferia de São Paulo (Ed.Unifesp, 2015) e 2) Um rolê pela cidade de riscos - Leituras da pixação em São Paulo (Edufscar, 2021), além de uma série de artigos, que podem ser consultados no seguinte link:  https://scholar.google.com.br/citations?user=mz7-H4gAAAAJ&hl=pt-BR

    Na reflexão enviada por Alexandre para o episódio, nosso convidado toma como base dois artigos, ainda em vias de serem publicados, nos quais revisa aspectos da sua trajetória de pesquisas entre juventudes periféricas de São Paulo, para discutir a importância de atentarmos para a interferência das fases da vida, assim como dos diferentes marcadores sociais da parte de quem pesquisa, no processo de interlocução durante o campo.

    Ele também tece alguns importantes comentários a respeito dos desafios relacionados à produção de pesquisas sobre práticas culturais juvenis. Como entrar em campo? Como estabelecer confiança? E quando precisamos adentrar em instituições como as escolas? Como fazer?

    Por fim, somos direcionados a uma reflexão densa e cuidadosa a respeito do desafio de lidar com as questões de gênero, sobretudo, quando trabalhamos com grupos predominantemente masculinos. E a pergunta que guia essa parte da reflexão é: E onde estão as meninas?

    Link do episódio "Cidade de Riscos: Juventudes e Urbanização Necropolítica", vinculado à Websérie "Em Movimento", com Alexandre Barbosa Pereira: https://www.youtube.com/watch?v=SVF97VltFPM

    Créditos: Trecho musical: FBC - MEUS AMIGO PIXADOR

    Guilhermo Aderaldo: Apresentação e edição

    Kamila Ruiz: Arte

    • 29 min
    #21 Antropologia, deslocamentos e escrita criativa: uma conversa com Derek Pardue

    #21 Antropologia, deslocamentos e escrita criativa: uma conversa com Derek Pardue

    Sejam todos/as bem vindos/as ao Antropólis. Nosso convidado neste vigésimo primeiro episódio é o professor Derek Pardue, que é antropólogo e etnomusicólogo, além de professor do Departamento de Estudos Globais da Aarhus University, na Dinamarca, com importante histórico de pesquisas e publicações no campo dos estudos sobre migrações e juventudes urbanas. Derek também é um viajante inveterado, tendo vivido e trabalhado em países como Estados Unidos, Brasil, Portugal, Cabo Verde e, mais recentemente, Dinamarca, onde vive e trabalha. Em seu atual projeto, nosso convidado tem se dedicado a uma aposta na escrita criativa como método de expansão da imaginação antropológica. Quer saber mais? Então, fica aqui com a gente.



    Créditos - trecho musical: H da Amadora feat Djagas - Saudadi nha ghetto 

    Informações:

    Derek oferecerá, em julho de 2022, uma oficina de escrita criativa no Cebrap, em São Paulo. Interessados podem consultar o site da instituição, no seguinte link: https://cursos.cebrap.org.br/cursos/workshop-escrita-criativa/ 



    Referência de ensaio de Derek Pardue sobre o Alabama: 

    Pardue, Derek (2021). Alabama. In Fieldwork Stories, eds. Ida Fadzillah and William Leggett. Lexington Press, pp. 55-65.



    Página com publicações de Derek Pardue: 

    https://au.academia.edu/DerekPardue

    • 1 hr 16 min
    #20 Narrativas de Pesquisa - Com Leonardo Ostronoff

    #20 Narrativas de Pesquisa - Com Leonardo Ostronoff

    Sobre a série: Na série  "Narrativas de Pesquisa", convidamos um ou uma pesquisador ou pesquisadora da antropologia ou de outras áreas a nos enviar uma reflexão curta, na qual sejam tratados alguns desafios teórico-metodológicos e subjetivos relacionados ao processo de construção da pesquisa. Com base, então, nesse material, montamos o episódio. Como pesquisar temas com os quais nos identificamos pessoalmente? E quando não simpatizamos com o tema que pesquisamos? Como construir as condições necessárias para a análise? Afinal, como nos posicionamos no campo? E de que forma é possível pesquisar lugares ou fenômenos quando a própria presença do pesquisador ou da pesquisadora é normalmente lida como uma ameaça, como no caso de prisões, redes de criminalidade, entre outros? E quando o nosso objeto é a internet? Como pesquisar?
    Essas são algumas das questões que nós vamos tratar nos episódios que vão compor essa série. Nosso objetivo é que essas narrativas de pesquisa possam auxiliar professores, professoras, assim como pesquisadores e pesquisadoras, tanto em cursos de metodologia, quanto nas próprias pesquisas, além, é claro, do público geral, que simplesmente tem interesse pelos temas que vamos discutir aqui.

    Sobre o episódio: Nesse episódio de inauguração da série (vigésimo do podcast) o nosso convidado é o pesquisador e professor Leonardo José Ostronoff, que é doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo e, recentemente, publicou o livro “Não existe almoço grátis” (2021, Ed. Brazil Publishing), que é resultado de um pós-doutorado recém concluído no próprio departamento de sociologia da USP, com financiamento da Fapesp. Na reflexão que mandou para a gente, Leonardo conta um pouco de como nasceu a pesquisa que deu lugar ao livro e sobre como uma pesquisa que tinha como tema inicial os sistemas de vigilância do setor supermercadista, pouco a pouco, foi se tornando uma pesquisa sobre formas muito mais capilarizadas de controle e punição, envolvendo roubo de cargas, operações policiais e políticas de gestão urbana, no campo da segurança pública.
    No relato, Leonardo reflete mais especificamente sobre a complexidade dos insights que surgem na pesquisa e sobre as várias tensões por trás da decisão de seguir ou não intuições que chegam a partir de pequenos fragmentos que nos aparecem no campo, como uma fala solta numa entrevista, um documento, entre outros fatores. Com ele, também aprendemos mais sobre algumas estratégias metodológicas para poder pesquisar em espaços onde pesquisadores não são exatamente presenças desejadas.

    Créditos:
    Trecho musical: MC Marechal: É a Guerra Neguin
    Reportagem: Operação Dínamo Cargas - Agência AFP Português - Link: https://www.youtube.com/watch?v=7eSijotY8Xg 

    Sobre o livro "Não existe almoço grátis": https://aeditora.com.br/produto/nao-existe-almoco-gratis/#:~:text=O%20livro%20oferece%20ao%20leitor,caracter%C3%ADsticas%20marcantes%20da%20sociedade%20brasileira. 

    Guilhermo Aderaldo: Apresentação e edição
    Kamila Ruiz: Arte

    • 24 min
    #19 Fronteiras, Ativismos e (I)mobilidades: Perspectivas Estético-Políticas

    #19 Fronteiras, Ativismos e (I)mobilidades: Perspectivas Estético-Políticas

    Neste décimo nono episódio (primeiro da terceira temporada) do podcast, discutimos a proposta e os conteúdos relativos ao dossiê “Fronteiras, Ativismos e (i)mobilidades: Perspectivas Estético-Políticas”, recém publicado na revista Cadernos de Arte e Antropologia. Da conversa, participaram os/as três organizadores/as do referido dossiê: Guilhermo Aderaldo, pesquisador e professor do Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal de Pelotas (Ppgant/Ufpel), Fernanda da Costa Portugal Duarte, professora do Departamento de Comunicação da North Carolina State University (NCSU) e Bianca Freire-Medeiros, professora do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP). Afinal, o que significa tomar as mobilidades não simplesmente como objeto, mas como uma grade analítica voltada à observação dos mais diversos fenômenos sociais? Qual a relação entre mobilidades e protocolos estéticos e políticos contemporâneos? Quais processos e experiências incentivaram a produção deste dossiê? E qual seu conteúdo? Em torno de quais questões as colaborações publicadas nesta seleção de artigos podem ser articuladas?

    Para acessar o dossiê completo, consultar: https://journals.openedition.org/cadernosaa/

    Outras referências mencionadas no episódio:

    O olhar do turista 3.0: https://issuu.com/edicoessescsp/docs/olhar-turista-trecho

    Antropologia das Mobilidades: http://www.aba.abant.org.br/files/072934_00130591.pdf

    Núcleo de pesquisa Mobilidades, Teorias, Temas e Métodos (MTTM):  https://www.facebook.com/mobilidades.mttm

    Página Urbandata Brasil:  https://urbandatabrasil.fflch.usp.br/

    Equipe técnica responsável:

    Apresentação, roteiro e edição: Guilhermo Aderaldo

    Artes: Guilhermo Aderaldo e Gabriela Lamas

    Vinheta: Ediane Oliveira

    Trechos musicais:

    En la Frontera de México - Tito Guízar

    The New Swing Sextet - Mira Mamá

    * Deixamos um agradecimento especial aos/às colegas ligados ao Podcast Urbanidades, que também indicamos a todos/as que se interessam por temas urbanos. Para consultar os episódios, ver: http://urbanidades.podcloud.site/

    • 1 hr 6 min
    #18 Periferias, Universidade e Produções Culturais: um papo com Érica Peçanha do Nascimento

    #18 Periferias, Universidade e Produções Culturais: um papo com Érica Peçanha do Nascimento

    Neste episódio, conversamos com Érica Peçanha do Nascimento. Doutora em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo, com uma extensa e reconhecida trajetória de pesquisas sobre a cena das produções culturais periféricas na cidade de São Paulo. Nesta conversa, falamos sobre as pesquisas que Érica vem produzindo no decorrer de seu percurso acadêmico e político e também sobre sua experiência como supervisora do projeto Democracia, Artes e Saberes Plurais, iniciativa inovadora desenvolvida pelo Instituto de Estudos Avançados da USP e que tem como foco a ampliação das formas de acesso, interlocução e permanência dos/das estudantes e pesquisadores/as orindos/as de contextos periféricos na USP.

    Algumas das publicações e projetos mencionadas/os no episódio seguem abaixo:

    Narrativas Periféricas: Entre Pontes, Conexões e Saberes Plurais (E-book): http://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/narrativas-perifericas 

    Livro Vozes Marginais na Literatura: https://issuu.com/tramas.urbanas/docs/vozes_marginais_na_literatura

    Artigo “Não há mais chance de não querer seguir este caminho”: grafias de uma geração de jovens na universidade pública: https://www.seer.ufal.br/index.php/revistamundau/article/view/11846
    Conexões USP-Periferias: https://conexoesperiferias.iea.usp.br/

    Equipe responsável pelo episódio:

    Apresentação e edição: Guilhermo Aderaldo

    Entrevistadoras: Rosângela Fachel e Ediane Oliveira

    Artes: Gabriela Lamas

    • 1 hr 46 min