100 episódios

O novo Espaço Público para o debate da Arquitetura. Junta-te a mim e aos arquitetos e ateliers convidados, todos os sábados. - em pausa para novas ideias - @arquiteturaentrevistas - instagram - acatarinagms9@gmail.com - email

Arquitetura Entre Vistas Ana Catarina Silva

    • Arte
    • 5,0 • 5 classificações

O novo Espaço Público para o debate da Arquitetura. Junta-te a mim e aos arquitetos e ateliers convidados, todos os sábados. - em pausa para novas ideias - @arquiteturaentrevistas - instagram - acatarinagms9@gmail.com - email

    EP.100 Último Episódio - Ouvintes, Arquitetura Entre Vistas

    EP.100 Último Episódio - Ouvintes, Arquitetura Entre Vistas

    Dois anos depois, chegamos ao episódio 100.
    Penso que, há dois anos, nem sabia contar até ao número 100.  ;)

    Se, até agora, cada episódio tinha um convidado, para o último episódio, abri o debate aos ouvintes propondo, numa open call, que eles próprios se fizessem convidados.

    Lancei a questão: “Sobre o que falamos quando, hoje, falamos de arquitetura?”. Pedi-vos que escolhessem uma palavra e explicassem o vosso ponto de vista.

    Reconheço a dificuldade do desafio. Por isso mesmo reconheço, também, a sua relevância. O “hoje” faz-se de todos nós, por isso, a pertinência deste exercício está em todas estas respostas colocadas lado a lado.

    Será que a relevância da Arquitetura está no facto de não sabermos, ao certo, o que ela é? Estará a relevância da Arquitetura na sua procura? Se a dermos por encontrada, será o seu fim… Pelo bem da arquitetura, sugiro que continuemos a fingir que não sabemos nada sobre ela. 


    OBRIGADA a todos os arquitetos e atelier que aceitaram tomar parte neste desafio, obrigada por tudo o que me (e nos) ensinaram. 
    OBRIGADA a todos os curiosos que foram ouvindo o podcast e por terem acreditado neste projeto tanto quanto eu.

    O Arquitetura Entre Vistas não termina aqui. Até lá, ficam com um acervo de 100 entrevistas para ir ouvindo.

    Em nome do Arquitetura Entre Vistas…até já.


    Participantes: Amália Miranda, Ana Baptista, Ana Costa Silva, Ana Isabel Santos, Ana Rita Gomes, Atelier Realité, António Costa Lima Arquitectos, Cristina Mendonça, Cristina Veríssimo, Daniel Félix, Daniela Silva,  Diana Máximo Queirós, Diogo Burnay, Emanuel Grave, Ernesto Cardoso, Fernando Salgado, Filipe Paixão, Francisca Maria, Inês Reis, Ivo Poças Martins, Joana Carvalho, Joana Moreira, João Baptista, João Costa Ribeiro, José Carlos Nunes de Oliveira, Luis Pereira Miguel, Manuel Tojal,  Marta Campos, Marta Ferreira, Miguel Marcelino, Patrícia Sousa, Paulo Martins Barata, Paulo Merlini, Pedro Carrilho, Pedro Matos Gameiro, Rita Aguiar Rodrigues, Rúben Teodoro, Rui Filipe Pinto, Sauro Agostinho, Simão Jorge, Tiago Antero, Vasco Correia

    Moderação: Ana Catarina Silva (estudante de arquitetura)

    • 41 min
    EP.99 Manuel Aires Mateus, Arquitetura Entre Vistas

    EP.99 Manuel Aires Mateus, Arquitetura Entre Vistas

    Nesta última entrevista (penúltimo episódio), falamos com Manuel Aires Mateus.

    Revela-nos as várias formas que a mesma cidade pode ter aos olhos da mesma pessoa (“Começou por ser o lugar onde eu estava para, mais tarde, se transformar num lugar que uso como reflexão.”) Convicto, afirma que “Os projetos estão nos lugares (…) os projetos estão nas possibilidades de transformação dos lugares”.

    Notamos a importância de palavras como “possibilidade”, “descoberta”, “liberdade”, “memória”.

    Aquando do final de uma obra gosta de ver o que podia ter sido melhor. “É impossível fazer-se tudo o que poderíamos fazer. Felizmente! Isso dá-nos a possibilidade de fazer melhor ao voltarmos a fazer.”
    Isto porque ocupa uma posição na vida em que “Não me interessa nada trabalhar com aquilo que sei, só me interessa trabalhar com aquilo que descubro.”
    Isso leva-nos a discutir sobre autoria, linguagem e identidade.
    “Um dos horrores que tenho, como arquiteto, é de que o nosso trabalho possa ser reconhecido, como se estivéssemos à procura de uma maneira de fazer. (…) Eu quero ter a liberdade de fazer sempre coisas diferentes. E que em cada projeto possa descobrir um principio novo.”
    “Reconheço que haverá qualquer coisa que unes os projetos, mas não sei dizer o quê. Mas para meu grande alívio também não me compete a mim dizer o quê. (…) Vê-se como? Vê-se porquê?”

    “Uma coisa boa da arquitetura é que a arquitetura trabalha com condições que todos nós conhecemos desde muito novos (…) mas o arquiteto transforma este ato num ato cultural.”

    “A memória é o grande saber (…) a memória é o conhecimento que nos permite ter instinto. (…) O trabalho do arquiteto é um trabalho de instinto, gosto desta palavra. O que é o instinto? Instinto é a liberdade que nós temos em movermo-nos em condições que nós conhecemos. (…) Mas acho que é um liberdade com muita responsabilidade.”

    “A arquitetura é a arte do eterno. (…) a ambição é projetar sem tempo. Projetamos “para a eternidade” com a liberdade de saber que isso não existe.”
    “Aquilo que acho interessante são as ideias que estão para lá do próprio projeto. Em que o nosso projeto é quase uma tradução de uma ideia, mas haveria outras traduções possíveis para essa mesma ideia.”


    Convidado: Manuel Aires Mateus
    Moderação: Ana Catarina Silva (estudante de arquitetura)

    • 37 min
    EP.98 Frederico Valsassina, Arquitetura Entre Vistas

    EP.98 Frederico Valsassina, Arquitetura Entre Vistas

    Frederico Valsassina fala-nos de ideias sem escala. “O interessante da arquitetura é que os programas se alteram  mas muitos dos princípios que nos nortearam num projeto de escala pequena ou um projeto de escala grande são  os mesmos: o respeito intrínseco pelo programa e o saber habitar (...) Muda a escala mas não mudam os princípios da arquitetura."

    “Hoje, na arquitetura, é fundamentalmente esta questão entre a estética e a técnica. (...) Os bons projetos são os que conseguem conjugar a funcionalidade, a estética e o modo de viver os espaços". Porque "quanto melhor for vivido, melhor é o projeto". "O interessante da arquitetura é que nós nunca temos a última palavra, a última palavra é sempre de quem utiliza o espaço.”
    Conta-nos uma história de alguém que estava a viver a casa ao contrário.

    Confessa-nos que "o tempo nunca é suficiente", que " não é o lugar que faz a arquitetura, é a arquitetura que faz o lugar" e que preza pela verdade dos materiais ("Quando uso pedra nunca uso pedra polida, uso sempre pedra serrada. Quando utilizo madeiras utilizo-as no seu estado natural e se tiver de ter zonas de envernizamento nunca dou coloração. Quando uso caixilhos de ferro tento que tenham o aspeto mais natural possível. Se utilizo telha, não pinto a telha, utilizo-a na cor natural.”).

    Todas estas vontades são possíveis de ser desenhadas usando a potencialidade da linha reta.
    "A potencialidade da linha reta não tem fim. A linha reta desenha-se sempre da mesma maneira, mas não é sempre interpretada da mesma maneira.”

    Por fim, desabafa o ânimo com que perspetiva a arquitetura: “Vivemos uma boa fase da nossa arquitetura (…) hoje, os jovens arquitetos, estão muito bem preparados, entram  nos ateliers a trabalhar com um à vontade que não existia no meu tempo.”


    Convidado:  Frederico Valsassina
    Moderação: Ana Catarina Silva, Estudante de Arquitetura

    • 20 min
    EP.97 mezzo atelier, Arquitetura Entre Vistas

    EP.97 mezzo atelier, Arquitetura Entre Vistas

    1/2 Açores + 1/2 Itália (e um pouco mais de viagem pelo mundo) fazem o "mezzo atelier".
    Têm "um carinho especial pelo ontem."  E olham para o futuro com um olhar promissor. “Não é uma arquitecta de olhar para o passado, é um modo de aprender com a síntese e  sabedoria dos lugares e acrescentar aquilo que temos de melhor hoje em dia.”

    Falamos de conforto, de tecnologia, de materiais, de linguagem, de estética. Os materiais têm implicação na linguagem? ou a linguagem existe além dos materiais?

    “Até agora temos tido projetos onde faz sentido a dedicação da criação da peça única, o fato à medida, do alfaiate (...) um espaço feito à medida mas que permita a tal flexibilidade que se procura ter ao longo dos anos.” Dão-nos a conhecer uma igreja, em Maastricht, que é hoje uma livraria.

    “É um pouco o sal da vida, acordamos com um sorriso. Não temos a pretensão de dizer algo de novo,  é qualquer coisa que se adapta…o entusiasmo do projeto é uma “pica” agradável.”
    A arquitetura deve, também, fazer o arquiteto feliz.

    Convidado:  Giacomo Mezzadri, Joana Oliveira  (mezzo atelier)
    Moderação: Ana Catarina Silva, Estudante de Arquitetura

    • 21 min
    EP.96 parto atelier, Arquitetura Entre Vistas

    EP.96 parto atelier, Arquitetura Entre Vistas

    "parto atelier" faz-se de encontros. Por isso, vamos ao encontro da Filipa e o Tiago para,  celebrar a arquitetura. Acreditam na arquitetura enquanto "ponto de celebração."

    Percebemos que a obra começa quando a obra termina, “o momento em que a obra se concretiza não termina. Aí abre-se o espaço à vida no lugar, gostamos de manter essa relação com os lugares e com esse espaço de encontro.”.
    Porque, na verdade, “Mesmo que o âmbito do projeto não seja habitacional, há sempre uma casa que se constrói. Ainda que de um modo abstrato.”
    A "referência" é como um museu imaginário. "A ideia não está tanto na referência em si, mas na ponte entre elas. De repente, a memória torna estas referências mais difusas e o que interessa são os elos que se vão criando,  a história que queres contar e de que maneira esta se intromete no projeto.”
    Acreditam que “O arquiteto tem um papel fundamental na reflexão sobre "o que é que a cidade pode ser", "sobre o que queremos que ela seja" e "sobre o que é que o espaço público pode potenciar na relação entre pessoas.”
    Encontram potência nos vazios urbanos. “São pretextos para a criação. São pretextos para uma ocupação.”. Projetos como "Up-farming" (horticulturas verticais, locais, sustentáveis, low-tec, inclusivas,...) são algumas dessas criações.

    Há de chegar o dia em que todos vamos ter uma horticultura vertical em casa (tal como todas as casas aceitaram a televisão e o frigorífico), quem sabe...

    Convidado:   Filipa Neiva, Tiago Sá Gomes (parto atelier)
    Moderação: Ana Catarina Silva, Estudante de Arquitetura

    • 30 min
    EP.95 Cerejeira Fontes Architects, Arquitetura Entre Vistas

    EP.95 Cerejeira Fontes Architects, Arquitetura Entre Vistas

    António e André Cerejeira Fontes, dois engenheiros que prosseguiram estudos em arquitetura. Agora, “estrutura e a arquitetura nascem em simultâneo”. “Não conseguimos desenhar um edifício sem pensar na sua estrutura. A estrutura como corpo da arquitetura.”

    Foi a engenharia que os trouxe para a arquitetura “Diferentes arquitetos têm naturalmente diferentes caminhos e os resultados são todos eles também interessantes”, conscientes do seu percurso, aceitam-no e usam-no como a um fator diferenciador da sua prática.

    O arquiteto é um artista completo, não só " somos escultores de espaços", como também “somos coreógrafos da vida humana em espaços", também sabemos um bocadinho de música  "A música é linear, mas a arquitetura é multilinear. Podemos ouvir montes de sequências espaciais que não é apenas uma linha como na música”.

    “A escala, a dimensão, a proporção…posso vê-los como elementos físicos mas também como elementos de perceção. Há aspetos que não sabemos explicar mas sentimos.”


    “Eu diria que uma das qualidades mais importantes dos arquitetos são os olhos. (…) A primeira etapa da observação é preparar os olhos para ver.”




    Convidado:   Cerejeira Fontes Architects
    Moderação: Ana Catarina Silva, Estudante de Arquitetura

    • 28 min

Críticas de clientes

5,0 de 5
5 classificações

5 classificações

jpedrogms ,

Espetacular!

Podcast extremamente interessante e bem conduzido!

RCravinho ,

Muito bom

Podcast muito interessante.

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