7 episodes

Conversas com impacto é o primeiro podcast Português dedicado à inovação e impacto social.
Conversamos com decisores politicos, practicioners, empreendedores e líderes, partilham experiências sobre impacto social e a criação de mudanças sociais e ambientais positivas.

Conversas com impacto CORE CRL

    • Government

Conversas com impacto é o primeiro podcast Português dedicado à inovação e impacto social.
Conversamos com decisores politicos, practicioners, empreendedores e líderes, partilham experiências sobre impacto social e a criação de mudanças sociais e ambientais positivas.

    S1E6 | Parcerias Comunitárias | Hugo Mé & Simão OOM | EDP & Just a Change

    S1E6 | Parcerias Comunitárias | Hugo Mé & Simão OOM | EDP & Just a Change

    Neste episódio convidámos duas organizações que trabalham em parceria - a Just a Change, que se propõe a resolver caso a caso um problema estrutural concreto: a pobreza habitacional.

    Fá-lo por meio do voluntariado e de uma visão assente num modelo de sustentabilidade financeira bastante assertivo; e a EDP que, através de ações de RSE integradas ao seu core business prepara estas casas reabilitadas, para o futuro.

    Este projeto é mais do que uma parceria entre uma empresa e uma ONG, é um compromisso entre a sociedade civil e o setor lucrativo, entre voluntários e acionistas, em prol da habitação sustentável.
    Um compromisso pragmático viável e provavelmente lucrativo.

    Desde a Conferência das Nações Unidas sobre aglomerados urbanos de Vancouver, em 1976, passando pela de Istambul, em 1996, a Agenda 2030 em 2015 e a conferência Habitat III em 2016, constataram-se, segundo relatório da ONU, melhorias significativas na qualidade de vida de milhões de habitantes em áreas urbanas, incluindo de moradores em construções clandestinas e precárias, de bairros de barracas e aglomerados informais. Contudo, a persistência de múltiplas formas de pobreza, de crescentes desigualdades e degradação ambiental, subsistem entre os maiores obstáculos para o desenvolvimento sustentável em todo o mundo, sendo a exclusão socioeconómica e a segregação espacial, realidades frequentemente manifestas em cidades e aglomerados urbanos.

    Em Portugal ainda há pessoas a viver em barracas, ainda há casas onde chove no seu interior, habitações pouco adequadas à dimensão do agregado familiar; ou sem disporem de condições higiénico-sanitárias adequadas, situações pouco admissíveis para um país europeu que consagra o direito à habitação”.

    Contudo, o desafio dos nossos dias é assim resolver não só o problema das habitações nas populações mais pobres, resolver o problema do preços das casas para a classe média, mas também a premissa de uma habitação sustentável com habitações mais eficientes, seguras e saudáveis.

    O projeto que falámos neste episódio aborda dois destes desafios, falámos pois com Hugo Mé, da EDP e Simão OOM da just a change.

    Agradecimentos:
    Carla Barros - EDP

    Fotografia: Marco Santos Marques
    http://marcosantosmarques.com/

    Sonoplastia: Fast Foward
    http://www.ffilmes.pt/

    • 49 min
    S1E5 | Turismo Inclusivo | Ana Garcia - Accessible Portugal

    S1E5 | Turismo Inclusivo | Ana Garcia - Accessible Portugal

    Neste episódio resolvemos agarrar o desafio lançado por Josélia Neves e aprofundamos algumas das ideias do episódio anterior para falarmos sobre acessibilidade, mais concretamente sobre turismo acessível.

    O turismo acessível é um tema cada vez mais relevante estando sob a égide do crescimento sustentável para 2030. A notoriedade do destino “Portugal”; a procura crescente por hábitos saudáveis e, aliados ao envelhecimento da população mundial, os hábitos crescentes pelo gosto de viajar - trazem a necessidade de preparar e comprometer os destinos turísticos para responder a novos desafios. Estes desafios prendem-se com qualidade e a segurança que os clientes, cada vez mais exigentes e cientes dos seus direitos, valorizam.

    Na União Europeia cerca de 80 milhões de cidadãos são, em maior ou menor grau, afetados por uma deficiência. Em virtude do envelhecimento demográfico, prevê-se que este número venha a aumentar. A acessibilidade é assim uma condição prévia para que estas pessoas possam participar e ter um papel ativo na sociedade, podendo ainda contribuir para garantir um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo.

    São razões mais do que suficientes para falarmos sobre um projeto inovador, sustentável e capaz de criar respostas eficazes através do seu modelo de negócio.

    Falamos da Acessible Portugal, uma Associação para a Promoção do Turismo Acessível e Inclusivo em Portugal que desenvolve atividades e o agenciamento do Turismo Acessível, sendo a primeira agência turística especializada neste segmento.

    Em 2018 lançou a TUR4all, uma plataforma e aplicação móvel de informação e divulgação da oferta turística acessível em Portugal, que contribui para captar novos segmentos da procura, melhorar a experiência turística das pessoas com características específicas, para além de concorrer para o desígnio de Portugal como destino turístico: “receber bem” todas as pessoas.

    Falamos hoje com Ana Garcia, Mestre em “Accesibilidad Universal y Diseño para Todos” pela Universidade de Jaén – Espanha, licenciada em Organização e Gestão de Empresas, pelo (ISCTE-UL), , pós-graduada em Gestão Financeira pelo (ISG) e em Gestão Avançada, pela Universidade Católica Portuguesa. Foi auditora na KPMG, exerceu análise empresarial de projetos de investimento no IAPMEI, e hoje dedica-se à promoção do Turismo Acessível em Portugal, como forma de alavancar os direitos das Pessoas com Deficiência e suas Famílias, através do desenvolvimento da marca Acessible Portugal. É ainda consultora e formadora nestas matérias, tendo recebido a medalha de mérito turistico em 2018 e membra da Direção da European Network for acessible tourism.

    Desde 2008 até Setembro de 2012 desenvolve a marca Accessible Portugal, criando a primeira empresa em Portugal que trabalha na operação, agenciamento e animação turística, especialmente dedicados ao público com necessidades especiais. http://www.accessibleportugal.com/

    Fotografia: Marco Santos Marques
    http://marcosantosmarques.com/

    • 55 min
    S1E4 | Investigação-Ação e Inclusão | Josélia Neves - HBKU

    S1E4 | Investigação-Ação e Inclusão | Josélia Neves - HBKU

    Neste episódio falamos sobre inclusão e falar de inclusão implica falar de desenvolvimento, e falar de desenvolvimento significa não só não deixarmos para trás 15% da população mundial, cerca de um bilião de pessoas com algum grau de deficiência segundo dados da UNDP, mas contar com todAs e todOs nas diversas fases do processo do desenvolvimento sustentável, isto é, a inclusão deve significar inovação, empreendedorismo, educação, cidade sustentáveis, cultura, entre outros.
    Em Portugal, um milhão e setecentas pessoas têm pelo menos uma incapacidade, quase meio milhão não consegue de todo executar uma ação como ver, ouvir, andar,
    compreender os outros ou fazer-se compreender.
    Temos números animadores na área da educação. com 99% dAs e dOs alunos com deficiência a frequentarem o ensino regular. Contudo se o desemprego desceu 18,8% para a população em geral, aumentou 26,7% na população com deficiência, segundo o observatório da deficiência e direitos humanos num relatório de 2017.
    O risco de pobreza e exclusão é assim experienciado sobretudo em agregados com pessoas com deficiências graves.
    Com tantas frases de coaching que surgem no linkedin a dizer que o céu é o limite, esse objetivo continua a depender e muito de onde nascemos, como nascemos.
    Tanto estás por fazer e tando está a ser feito. E a nossa convidada é um exemplo do desenvolvimento de soluções concretas para questões reais, do papel das universidades e da investigação nos processos de inclusão e na promoção do desenvolvimento sustentável.
    Conversamos pois com, Josélia Neves. licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, Mestre em Estudos Ingleses, desenvolveu a sua tese em Legendagem para Surdos, pela Universidade de SORREY ROI EMPTON em Londres e na Universidade de Aveiro.
    Enquanto Professora do Ensino Superior e investigadora, tem liderado vários projetos de investigação-ação em áreas como a televisão, cinema, turismo e educação, com o objetivo de criar condições de acesso a pessoas com deficiência, tornando-se, assim, especialista em Legendagem para surdos, Audiodescrição, Transcriação áudio-táctil e Comunicação multi sensorial.

    Fotografia: Marco Santos Marques
    http://marcosantosmarques.com/

    Sonoplastia: Fast Foward
    http://www.ffilmes.pt/

    • 39 min
    S1E3 | Sociedade Civil e ODS | Mario Parra UN Global Compact - Network Portugal

    S1E3 | Sociedade Civil e ODS | Mario Parra UN Global Compact - Network Portugal

    No episódio 1 deste podcast conversámos sobre movimentos cívicos e a sua capacidade de influenciar políticas públicas e mudanças sociais diretas.

    Um estudo de abril de 2019 identifica um conjunto de circunstâncias pelas quais, o empobrecimento da sociedade civil, dos quais os movimentos cívicos fazem parte, poderá impedir o alcance dos objetivos do desenvolvimento sustentável.

    A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável compromete-se a "não deixar ninguém para trás" e a “chegar aos mais vulneráveis primeiro” e são estes que são mais suscetíveis de serem afetados por um espaço cívico diminuído. Sabemos e o estudo vem confirmar que uma sociedade civil fraca gera políticas e práticas de desenvolvimento mais desiguais e excludentes, com um risco significativo de deixar não só os mais vulneráveis para trás, mas também de promover a sua desapropriação, perda de direitos e voz. fundamentais em relação ao processo de desenvolvimento.

    Uma recomendação global fundamental para os governos que esperam obter legitimidade de desempenho, alcançando os ODS, é assim, aceitar que não existem alternativas realistas à construção de parcerias construtivas com a sociedade civil, e que é do seu interesse faze-lo, particularmente nos objetivos que se focam nas questões sociais e ambientais (1, 2, 5, 8, 10, 11 e 15) pois estes não assentam, à partida, em modelos diretos de geração de riqueza, embora esse paradigma tende a mudar, como falámos no episódio anterior.

    Para nos ajudar a refletir sobre este tema convidámos Mário Parra da Silva, empreendedor, gestor, consultor, formador e ativista, Mário é fundador e presidente da Associação Portuguesa de Ética Empresarial, liderou a delegação portuguesa que participou no grupo de trabalho que elaborou a norma internacional ISO 26000, é Presidente da UN Global Compact Network Portugal e da Aliança para os ODS Portugal. Empresário na área da Saúde e Turismo, é também membro dos Corpos Sociais da CCP - Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, Consul Honorário da República da Croácia e ainda autor e co-autor de diversas obras relacionas com a ética empresarial.

    Fotografia: Marco Santos Marques
    http://marcosantosmarques.com/

    • 59 min
    S1E2 | Investimento de Impacto | Luís Jerónimo Fundação Calouste Gulbenkian

    S1E2 | Investimento de Impacto | Luís Jerónimo Fundação Calouste Gulbenkian

    Para nos ajudar a refletir sobre "Investimento de Impacto", convidámos Luís Jerónimo.

    Licenciado em Filosofia e Diretor do Programa Gulbenkian Coesão e Integração Social desde janeiro de 2019. Luís integra a Fundação Calouste Gulbenkian desde 2006, tendo trabalhado entre 2009 e 2010 na Delegação do Reino Unido desta Fundação.

    Foi gestor de projetos e Diretor Adjunto do Programa Gulbenkian Desenvolvimento Humano, coordenando iniciativas na área da inovação social e do investimento de impacto. É atualmente membro do Board of Directors da European Venture Philanthropy Association e Administrador não executivo da MAZE, uma startup dedicada ao investimento de impacto criada pela Fundação Calouste Gulbenkian.

    Atualmente começamos a ouvir falar de investimentos de impacto:

    o G8 criou a Social Impact Investment Task Force para potenciar o desenvolvimento do mercado de investimentos de impacto social;
    o banco JP Morgan identificou o investimento de impacto como uma nova classe de ativos que representa uma oportunidade mundial de investimentos na ordem dos 400 biliões a 1 trilião de dólares, particularmente nos setores da habitação, saúde, educação e serviços financeiros.
    Em Portugal, o recém-criado FIS (Fundo para a Inovação Social) prevê um investimento público de 55 milhões de euros destinado ao investimento social e a facilitar o acesso a financiamento por parte de organizações sociais (como o apoio a crianças ou idosos, a promoção da cultura, do ambiente e o apoio à integração de imigrantes).
    O investimento de impacto tem muitas designações que, independentemente da sua terminologia, é visto como um importante passo para a criação de formas inovadoras de responder às necessidades sociais e ambientais, ao mesmo tempo que gera retorno financeiro.

    Pode assim, incluir resultados double e triple-bottom line; investimentos relacionados com a missão de uma organização ou de um programa; o financiamento social (Emerson e Bonini 2003; Godeke e Pmares 2009; Monitor Report 2009) e o blended value.

    O “blended value”, articulado pela primeira vez por Jed Emerson, no início do ano 2000, declara ‘que todas as organizações, com ou sem fins lucrativos, criam valor económico, social e ambiental – e que os investidores (no mercado normal, no mercado controlado ou um mix dos dois) geram simultaneamente as três formas de valor através do fornecimento de capital para as organizações’ (Emerson e Bonini 2003). Compreender o conceito de blended value é a chave para entender as implicações do investimento de impacto para os investidores de capital e os seus destinatários.

    Sonoplastia: Fast Foward
    http://www.ffilmes.pt/

    • 36 min
    S1E1 | Movimentos Cívicos | Quebr'a Corrente

    S1E1 | Movimentos Cívicos | Quebr'a Corrente

    Tânia Mesquita, consultora empresarial em sustentabilidade e ativista dos direitos dos animais. É fundadora deste movimento. Vanessa Arrobas, advogada e pós graduada em direito animal, membro do Quebra a Corrente. 
     
    O quebra a corrente é um movimento cívico comprometido em acabar com o acorrentamento de cães. Desde 2018 que mobiliza dezenas de pessoas em Portugal para quebrar as correntes. É um projeto simples, de mudança sistémica e de alcance nacional.
    Para libertar cães acorrentados, a solução é simples: vedar espaços com a ajuda de voluntários e em colaboração com os tutores dos animais.
     
    Através de campanhas de fundraising compra-se o material de vedação e delimita-se uma área exterior para libertar o animal. De tão simples que este projeto é, consegue expandir-se numa miríade de teias interligadas não aparentes à vista desarmada.
     
    Num país pouco habituado à acção de uma sociedade civil não formal, a la toqueville, este movimento é diferente.
     
    O quebra a corrente muda a vida de cada cão acorrentado, mas muda muito mais do que isso. Oferece a oportunidade a quem detém um animal de companhia de lhe proporcionar uma vida digna, de promover novos laços que a própria noção de liberdade proporciona, de oferecer aos voluntários a possibilidade de participarem num processo transformativo. Ao movimento, sobretudo animal, de perceber que todos, até os mais imprevisíveis, podem fazer parte da solução, e mais importante que tudo, o quebra a corrente oferece uma solução eficaz e tangível para um problema.
     
    Precisamente por isso quisemos começar com elas, para aprendermos e compreendermos que traços podemos transpor para questões mais profundas e genericamente mais difíceis de resolver.

    • 35 min

Top Podcasts In Government