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  1. Lourenço Cazarré

    21/12/2025

    Lourenço Cazarré

    lourenloureNascido em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 1954, Lourenço Cazarré é descendente de portugueses de Cinfães que emigraram para o Brasil no final do século XIX. Formado em Jornalismo — disciplina que lhe ensinou o rigor e a busca da verdade factual —, encontrou na literatura o território da invenção, da experimentação e da reflexão sobre a própria linguagem, dirigindo-se a públicos diversos sem nunca abdicar da exigência literária. A sua bibliografia é vasta e atravessa vários géneros, desde o romance e a novela, passando pelo conto, até à literatura infanto-juvenil, com mais de duas dezenas de títulos destinados aos leitores mais jovens. No Brasil, a sua obra tem sido amplamente reconhecida com prémios de grande prestígio, entre os quais o Prémio Jabuti de Literatura Infanto-Juvenil, atribuído em 1998 a Nadando Contra a Morte, o Prémio Biblioteca Nacional, em 2018, com Os Filhos do Deserto Combatem na Solidão, e o Prémio Paraná de Literatura, no mesmo ano, com Kzar Alexandre, o Louco de Pelotas. Ainda nos anos 1980, venceu por duas vezes a Bienal Nestlé, então o mais importante concurso literário brasileiro, tanto na categoria de conto como na de romance. Em 2024, Lourenço Cazarré foi distinguido em Portugal com o Prémio Imprensa Nacional Ferreira de Castro, na sua 5.ª edição, com a obra Breve Memória de Simeão Boa Morte e Outros Contos Poéticos. Neste livro, o humor culto, a reflexão literária e o jogo intertextual ocupam um lugar central: um dos contos imagina um alienista gaúcho que acusa Machado de Assis de plágio, numa brincadeira erudita com O Alienista; outros textos nascem de poemas em redondilha maior, confirmando a permeabilidade entre poesia e narrativa que marca a escrita de Cazarré. A preocupação com a “ferramentaria” da língua — expressão usada pelo próprio autor — atravessa toda a obra e sintetiza bem a sua concepção da literatura como trabalho paciente e rigoroso sobre a palavra. Colaborador do PÁGINA UM há quase três anos, esta conversa com Pedro Almeida Vieira, na Biblioteca do PÁGINA UM, é sobretudo um encontro entre amigos: duas vozes que partilham a defesa da liberdade intelectual, o gosto pela análise crítica e a convicção de que a escrita — literária ou jornalística — deve ser instrumento de lucidez e não de conforto.

    1 h 32 min
  2. Biblioteca do PÁGINA UM: Mário Cláudio

    23/07/2025

    Biblioteca do PÁGINA UM: Mário Cláudio

    Um verdadeiro homem do Porto, Mário Cláudio — pseudónimo literário de Rui Manuel Pinto Barbot Costa — é uma das vozes mais singulares da literatura portuguesa contemporânea, com uma carreira que já atravessa mais de meio século. A sua obra revela uma versatilidade rara, não apenas pela extensão dos géneros que explora — do romance à poesia, do conto ao ensaio, e até ao teatro —, mas sobretudo pela sofisticação com que entrelaça arte, biografia e ficção, numa escrita de apuro estético e profunda inquietação intelectual. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, começou a exercer advocacia ainda anos 60, mas a sua ligação à literatura foi ganhando espaço, com formação em arquivos e bibliotecas, e ainda um mestrado em Londres sobre literacia e hábitos de leitura, no final da década de 70. Foi ainda professor de Cultura Geral na Escola Superior de Jornalismo do Porto. O seu mundo literário começou a abrir-se logo em 1969, com ‘Ciclo de Cypris’, obra poética que já anunciava a sua inclinação para o rigor formal e a reinvenção dos cânones. Contudo, foi no romance que consolidou o seu nome, sobretudo a partir da década de 1980, com títulos como Amadeo (1984), Guilhermina (1986) e Rosa (1988) – a chamada Triologia da Mão –, três retratos literários de figuras centrais da cultura portuguesa — Amadeo de Souza-Cardoso, Guilhermina Suggia e Rosa Ramalho. Escritor de vastíssima erudição, num estilo que remonta a Camilo Castelo Branco, a sua escrita é marcada por um labor meticuloso da linguagem, por um gosto barroco pelas estruturas complexas e por uma constante interpelação dos mecanismos da memória e da representação. Com um vasto conjunto de romances do género histórico, onde mais do que relatar eventos, procura enquadrar a natureza humanas nesses contextos, Mário Cláudio também conseguiu construiu uma obra onde os limites entre o biográfico e o ficcional são sistematicamente interrogados. Em ‘Tiago Veiga. Uma biografia’ (2011), por exemplo, oferece-nos a vida inventada de um poeta inexistente com tal densidade que a linha entre a realidade e o artifício parece dissolver-se. Ao longo da sua carreira, recebeu os mais prestigiados galardões literários em Portugal, entre os quais o Prémio Pessoa (2004), o Grande Prémio de Romance e Novela da APE (por três vezes), o Prémio Pen Club (por duas vezes), entre muitos outros. Figura reservada, mas profundamente comprometida com a literatura como forma de conhecimento e de resistência ao esquecimento, Mário Cláudio é um autor que desafia o leitor a habitar outras vidas, outras épocas, outras formas de ver. E foi, por isso, numa conversa desafiante que recebeu, em sua casa no Porto, Pedro Almeida Vieira para falar sobre o seu percurso literário, memória, liberdade e o futuro (in)certo da cultura portuguesa.

    1 h 5 min
5
de 5
13 classificações

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