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Todas as semanas, a Rádio Comercial dá-lhe o roteiro perfeito para a sua viagem.

Rádio Comercial - Ai Destino, Ai Destino Ana Martins

    • Sociedade e cultura
    • 4.9, 54 classificações

Todas as semanas, a Rádio Comercial dá-lhe o roteiro perfeito para a sua viagem.

    Trás-os-Montes com Ricardo Ribeiro

    Trás-os-Montes com Ricardo Ribeiro

    Se anda à procura de sossego este Verão - ou este Inverno, para quem, como o nosso convidado, gostar de frio - faça esta viagem poética interior com o grande fadista Ricardo Ribeiro.


    “Eu não quero ser feliz, eu quero ser sereno”. Esta edição do Ai Destino quase revela o sentido da vida - o “porquê” de existir, e não o “como”. Ouça. Mas para já fique com…


     


    7 motivos para visitar Trás-Os-Montes:


    1. Ouvir a voz do silêncio em Paradinha de Besteiros, perto de Macedo de Cavaleiros. A Paradinha não tem nada, só uma paz e um conforto de existir. Na aldeia do outro lado da encosta, o Lombo, neva no Inverno. Na Paradinha não.


    2. Não há praticamente carros - com sorte, há a carrinha do pão e pode encomendar o pão para o dia seguinte. E pode aproveitar o sossego para contemplar a combinação das cores e das proporções de Trás-os-Montes.


    3. Ficar hospedado no Convento de Balsamão, no cimo de um penhasco, que também funciona como hotel, onde será recebido por sacerdotes. A propriedade do convento tem as Termas da Abelheira e uma ribeira que pode funcionar como praia fluvial. Há rochas tão grandes que se formaram no fundo do antigo oceano Rheic. A zona pertence à rota geológica Geopark Terras de Cavaleiros, com um património geológico reconhecido internacionalmente.


    4. A Tia Maria faz um arroz de couves que é uma maravilha, mas não tendo família na zona pode sempre ir comer a um restaurante maravilhoso à saída de Macedo de Cavaleiros, provar umas alheiras de Mirandela em Mirandela, ou espreitar um restaurante incrível na aldeia de Romeu.


    5. Visitar a deslumbrante Casa de Mateus - um palácio que é um centro de Cultura em Vila Real - e fingir que tem sangue azul. Também vale a visita pelos famosos vinhos. 


    6. Nada como ler Teixeira de Pascoaes imerso nesta paisagem, particularmente uma antologia poética reunida pelo Mário Cesariny, palavra de Ricardo Ribeiro. Claro que também há recomendações de músicas a ouvir.


    7. Em quatro horas, vindo de Lisboa, está na Paradinha de Besteiros. E pode sempre ir atestar a Espanha, que é ali ao lado. Garantimos que vai querer voltar. Ou então só ficar.

    Oleiros e Meandros do Zêzere com SENZA

    Oleiros e Meandros do Zêzere com SENZA

    Uma banda que nasce das viagens - como não convidá-los para o Ai Destino?

    Os SENZA são Catarina Duarte e Nuno Caldeira, vivem em Aveiro mas levam boa parte do ano a levar a sua música, em português, a todo o mundo: já passaram por mais de 80 palcos em vários continentes e transportam o público para os locais remotos onde já estiveram, como a Índia, a China, o Zimbábue, o Vietname, Quénia, Mongólia ou Timor. 

    Hoje, a viagem é pela terra natal do Nuno Caldeira, Oleiros. Com a promessa de que uma próxima canção será sobre o cenário avassalador dos Meandros do Zêzere. 

      



    9 Motivos para visitar Oleiros e os Meandros do Zêzere: 



    1. “Água e verde” são as duas palavras que descrevem este postal: muitas cascatas de água (mas água gelada, bolas) e uma das maiores manchas contíguas de pinheiro bravo da Europa. 

    2.  Há pouco tempo ouviu falar de Oleiros pelos piores motivos: um incêndio que deflagrou na zona e que se alastrou pelos incríveis Meandros do Zêzere. Mas o cenário continua a merecer o seu carinho: muitos percursos pedestres, capelas e igrejas, a Praia Fluvial do Açude Pinto ou Praia Fluvial de Álvaro, integrada numa aldeia do xisto. Também pode só chegar-se às margens da ribeira que já fica mais fresquinho. 

    3. Ótimo local para ir à pesca pela primeira vez. Há quem lhe chame a “pequena Amazónia ibérica”, por causa da forte ligação da população ao rio. 

    4. Os Meandros do Zêzere são aqueles famosos serpenteares do rio, considerados Geossítio pela UNESCO. Há estradas muito cénicas e miradouros incríveis. 

    5. Então e comida? Os maranhos, com arroz, cabrito e hortelã; também o bucho recheado; e o ex-libris, o cabrito estonado, uma espécie de leitão à moda do Pinhel. Com o cabrito, costumam acompanhar umas migas de broa e legumes, e também arroz de fressura, feito com os miúdos do cabrito.

    6. Há um vinho branco muito raro e característico da zona, o vinho de Callum, uma casta única e especial que é capaz de resistir à geada, e que tem mesmo mesmo de provar. 

    7. A tigelada e o pudim de ovos. Porquê, meu Deus, porquê? 

    8. Se quiser experimentar um restaurante, os Senza recomendam a Adega dos Apalaches. 

    9. E, se tudo correr bem, em 2021 já poderá ir a Oleiros durante a famosa feira da Festa de Santa Margarida, cheia de emigrantes, locais, artistas e a pirotecnia mais famosa de Portugal: a Oleirense. 

    Alqueva com Gonçalo Cruz (The Travel Tool)

    Alqueva com Gonçalo Cruz (The Travel Tool)

    The Travel Tool é um conceito minimalista de viajar e, até, de viver. Gonçalo Cruz garante que consegue viajar por todo o mundo com uma mochila de 1 litros, 4 tshirts, 4 cuecas e 4 pares de meias. E ele sabe do que fala, uma vez que já deu uma volta ao mundo em 365 dias.


    O Gonçalo é hoje guia turístico e vive na Alemanha, mas desde o início da pandemia dedicou-se a reexplorar o nosso país: 8 fins-de-semana, 8 passeios por Portugal. O último desses foi à volta do Alqueva, o maior lago artificial da Europa, que tem muito por onde, errrmmm, engordar (e o vinho? Ai, senhores).


    Mas esta conversa tem também passeios por outros pontos do país, como Vila Praia de Âncora, Lousã ou Mértola – e, ainda, naturalmente, a aventura que o levou mundo fora, com cortes de cabelo em troca de arroz de marisco por ele cozinhado em Los Angeles, ou aulas de inglês dadas a crianças no Cambodja.


    5 experiências imperdíveis no Alqueva:



    Começamos a visita pela zona do Alqueva em Moura a comer farinheira com ovos mexidos, beringela frita com maionese, alho e coentros - ainda só vamos nas entradas! -, carne do alguidar, bacalhau com espinafres, regados daquele vinho alentejano que não gostamos nada no restaurante “O Túnel”, em Moura. Depois vão “desmoer” com uma caminhada até ao Castelo de Moura.
    Passar pelo castelo de Mourão e ir a Reguengos de Monsaraz, essa terra lindíssima que faz lembrar uma Óbidos alentejana. Dar um mergulho na praia fluvial da Amieira, em plena Albufeira do Alqueva.
    Ir a São Pedro do Corval, zona típica de olaria, onde também pode visitar o museu, e comer na “Adega do Aboim” uma cataplana de porco preto – ou umas migas de espargos, para os vegetarianos, que neste caso não são feitas com banha de porco mas sim com azeite!
    Ir ao Observatório Astronómico Dark Sky Alqueva, uma zona com muito pouca poluição luminosa e que é um dos primeiros destinos “starlight” do mundo. É mágico! Há telescópios lá fora e “passeios” astronómicos – mas convém marcar antes!
    Espreitar os passadiços da Aldeia da Luz, a tal que foi “replantada” aquando da construção da barragem do Alqueva. E só não recomendamos os desportos náuticos no Alqueva porque, à data de gravação deste podcast, ainda não estão autorizados pela DGS ;)

    Beja com Buba Espinho

    Beja com Buba Espinho

    Tem como padrinhos musicais António Zambujo e Rui Veloso, o que é um ótimo cartão de visita para Buba Espinho. “Roubei-te um Beijo” foi o seu primeiro single e tem a participação, precisamente, do conterrâneo Zambujo.


    Aos 25 anos, Buba Espinho já esteve em todos os continentes do mundo. Mas, sendo ele natural de Beja, é natural que fale sobre a sua terra neste Ai Destino. Até porque estas dicas de restaurantes vão deixá-lo a salivar! 





    7 RAZÕES PARA DESCOBRIR BEJA (E ARREDORES):



    Logo no caminho para Beja, passagem obrigatória por Santa Margarida do Sado para comprar os torresmos fantásticos do pequeno cafezito da zona.
    Passar em Beringel, que tem a tradição fantástica da talha de barro com o Senhor Mestre (aquelas vasilhas grandes de barro onde se guarda vinho ou azeite) e comer um petisco no restaurante do Hortinha
    Já em Beja, levar os amigos a almoçar à Pipa, uma taberna-restaurante que fica mesmo no centro da cidade, com decoração tipicamente alentejana cheia de instrumentos musicais e instrumentos de trabalho. Prove as migas de espargos com carninha do alguidar (não sabe o que é? Ouça!) e as sopinhas de cação com pãozinho frito. Também pode ir ao restaurante Dom Dinis que fica bem perto do Castelo e que tem uma carne de porco fantástica.
    Visita obrigatória ao Castelo de Beja para subir à maior torre de menagem da Península Ibérica e ver toda a planície e algumas cidades à volta, como Serpa e Moura. Uma paisagem inspiradora! O Museu Rainha Dona Leonor também merece uma visita.
    Quando era miúdo, Buba Espinho ia com os amigos tomar banho para as barragens da zona - levavam violas e ficavam lá a acampar uns dias. Se estiver numa de turismo selvagem, porque não?
    Ali nas redondezas, visitar Cuba, que tem uma forte tradição de cante alentejano; Serpa e o seu castelo; mais a sul, Castro Verde; e a beleza inesquecível de Reguengos de Monsaraz. Num pulinho vai à Praia fluvial da Amieira, no Alqueva.
    Olhar para o horizonte e só ver campo e animais. Respirar fundo. E apreciar a planície maravilhosa do Alentejo. 

    Minho e Gerês com Sofia Morais

    Minho e Gerês com Sofia Morais

    Não lhe apetece confusão este Verão? Se ainda não conhece o Minho, não vai querer outra coisa.


    Há quatro anos, a Sofia Morais, brilhante apresentadora e locutora da Smooth FM, passou a fazer as férias grandes de Verão no recato da aldeia de Passos, perto de Cabeceiras de Basto, no Minho, com o Gerês ali por perto. E eis porquê.


    5 MOTIVOS PARA QUERER PASSAR O VERÃO NO MINHO:



    Praias fluviais lindíssimas, calma e tranquilidade, sempre muito calor, e caminhadas pela natureza deslumbrante – em particular, pelos magníficos trilhos do Gerês.
    Sem esquecer uma visita à Basílica de São Bento da Porta Aberta, local de peregrinação mais importante do país, que em frente tem um hotel com vista para o Rio Caldo – a melhor vista que vai ter na vida.
    O Gerês tem muito para explorar e, se for com tempo, pode fazer um trilho diferente todos os dias. Há muitos trilhos identificados.
    Ainda no Gerês, descubra a Floresta dos Carvalhos, as pontes, as cascatas com lagos maravilhosos. E cavalos selvagens a atravessarem estradas. 
    Leve um farnel para poder passar um dia inteiro na Natureza. Dica muito importante para conseguir caminhar muitas horas sem bolhas: dois pares de meias! Ah, e a Sofia tem umas ideias de farnel muito interessantes. É ouvir J

    Arronches com Diamantino Martins

    Arronches com Diamantino Martins

    Quando era miúdo jogava aos países, começou a trabalhar na área de turismo depois de ter organizado a sua própria viagem de finalistas e lançou, no ano passado, o livro “Around the World - A Viagem dos 50 Anos”. Para alguém que já deu a volta ao mundo e que já visitou 144 países diferentes (só ao Brasil foi 106 vezes!), ficar parado é uma hipótese de valorizar o nosso maravilhoso país.


    Diamantino Martins é relações públicas e empresário na área do turismo e acha que, este ano, a tendência para as férias será procurar uma casa de campo que, pelo menos, tenha água: se não for piscina, até pode ser tanque. A condição é ter pouca gente. Por isso mesmo, recomenda o local onde cresceu: Arronches, muito perto da fronteira com Espanha, no sopé da Serra de São Mamede, a duas horas e meia de Lisboa. ALERTA: este podcast tem as melhores recomendações gastronómicas da zona, e vai também levá-lo a uma reconstituição da volta ao mundo (incluindo quando aterrou em Tóquio e estavam 6 graus negativos - ele, de t-shirt, levou uma coberta da executiva do avião para se tapar).


     


    7 delícias a não perder em Arronches (e Alto Alentejo):


     


    1.O restaurante A Estalagem, em Arronches, tem a melhor sopa de cação do mundo. É curioso que um prato típico do Alentejo seja feito com peixe do mar.


    2. Ali na zona, pescam-se carpas e achigãs na Barragem do Caia. Se quiser aprender a pescar, é agora.


    3. Na Terrugem, o melhor cozido de grão é servido num tarro de cortiça. Já a perdiz de escabeche, tem de ligar a perguntar se há. Ali perto, prove as empadas de perdiz em Estremoz. O Diamantino diz-lhe o melhor restaurante para tudo isso.


    4. Atravesse a ponte internacional mais pequena do mundo em Marco / El Marco, uma aldeia que é metade portuguesa, metade espanhola, separada pelo Rio Abrilongo. A divisão é feita por uma ponte de madeira pequenina.


    5. Também ali na zona: Portalegre, Marvão, Castelo de Vide, Campo Maior, tudo tranquilo, bonito e perto. Mas também Albuquerque ou Badajoz, já do lado de lá da fronteira.


    6. O Diamantino também tem um turismo de habitação em Arronches, chamado Herdade dos Moreiros.


    7. Antigamente íamos aos caramelos a Espanha, agora é mais colocar combustível para regressar a casa de barriga cheia.

Críticas de clientes

4.9 de 5
54 classificações

54 classificações

trmsm1 ,

Olá! Parabéns e sugestões 😊

Olá Ana ! Gosto muito do podcast, tem sempre convidados e conversas óptimas.
Gostava de deixar 2 sugestões de convidadas: Dalila Carmo e a chef Rita Nascimento ( La Dolce Rita). A actriz Dalila Carmo porque é uma viajante que deve ter muitas histórias para contar. E a Rita Nascimento porque esteve recentemente no Japão, acompanhei a viagem via Instagram e convenceu-me a ir lá brevemente. E são duas mulheres que podem falar sobre mulheres que viajam sozinhas😊 bom trabalho!

mariabeneditamagalhaes ,

Irlanda

Adoro o podcast.
Mas alguém pode ir falar na Irlanda ?? 🙂

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