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à escuta dos movimentos do mundo.
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    A Subida da Rampa do Vale de Santo António

    A Subida da Rampa do Vale de Santo António

    No domingo 17 de Outubro, fomos ao bairro de Santa Engrácia onde, de repente, renasceu a grande Subida da Rampa do Vale de Santo António, uma corrida de bicicleta numa das subidas mais difíceis de Lisboa, uma tradição popular que remonta aos anos 40, mas que não se repetia há décadas. Este ano, mais de 60 ciclistas aceitaram o desafio, e um grande número de pessoas do bairro e da cidade reuniram-se para os apoiar, estar juntas e retomar a rua.

    Graças à paixão, à imaginação e ao esforço do histórico Mirantense Futebol Clube e da nova Associação Recreativa Desportiva Relâmpago, participámos numa grande festa popular onde residentes e colectividades retomaram as ruas, alegremente, como protagonistas.

    • 26 min
    Primeiro Sarau das Insurgentes

    Primeiro Sarau das Insurgentes

    A Livraria das Insurgentes é uma livraria feminista dedicada à divulgação de livros escritos por mulheres e por outras minorias oprimidas pelo sistema patriarcal, capitalista e hegemónico.

    No passado dia 8 de Julho organizámos na Sirigaita, o espaço que acolhe fisicamente e suporta a nossa livraria, o primeiro "Sarau das insurgentes". Deixámos a palavra e o microfone aberto às manas que quiseram ler os próprios textos ou partilhar leituras não autorais, invocando sobretudo à partilha daquelas escritas de meia noite. Aqui vai uma parte da gravação do evento. Obrigada a todas aquelas que aderiram para essa partilha.

    Alexandra e Luana.

    • 26 min
    Espaços Sociais e Comunitários em Risco

    Espaços Sociais e Comunitários em Risco

    No dia 17 de Junho, pelas 19h30, realizou-se na Sirigaita, em Lisboa, um encontro/debate sobre os espaços sociais e comunitários em risco. Com o subtítulo “Há lugares que também são ideias - e as belas ideias devem ser defendidas", o debate, convocado por membros da Sirigaita, queria promover uma reflexão pública sobre o tema dos espaços sociais e comunitários em risco. Que tipo de dificuldades estão a enfrentar? Que implicações sociais, culturais e políticas para a sociedade decorrem do enfraquecimento dos espaços comunitários? Que formas de solidariedade recíproca podemos experimentar? Que acções colectivas podemos imaginar para reclamar o nosso direito à cidade?

    Aqui se encontram algumas das dezenas de intervenções dessa tarde e noite, com gente que faz parte de espaços associativos sem fins lucrativos mas também muitas outras pessoas "de espaço nenhum" que participaram.

    Espaços presentes no debate: Disgraça, Zona Franca Nos Anjos, GAIA, PENHA SCO, RDA69

    • 42 min
    Génova para Nós | 20 anos depois

    Génova para Nós | 20 anos depois

    Genova per Noi | 20 anni dopo

    Há vinte anos, o movimento transnacional contra a globalização neoliberal reuniu-se em Génova numa enorme contra-cimeira, para mostrar aos poderosos do mundo - o G8 - a força popular que existia contra eles. Centenas de milhares de pessoas vieram de todos os cantos do mundo para colocar os seus corpos e mentes em conjunto, para mostrar que “outro mundo é possível”. A repressão do Estado italiano foi extremamente violenta durante e após os dias de luta. Numa das marchas de 20 de Julho de 2001, Carlo Giuliani, um estudante de 23 anos, foi morto a tiro por um carabiniere. Apesar de tudo, Génova é um acontecimento político central na história dos movimentos sociais em todo o mundo. As práticas, as propostas e as ideias apresentadas há vinte anos por este movimento são tão válidas e presentes hoje como o eram então. Falámos sobre isto tudo com Luhuna da Rda 69 e Marco da Sirigaita, que viveram esses dias em primeira mão.

    Este podcast é dedicado a Carlo e a todos e todas aquelas que continuam a lutar, contra a hidra capitalista, por um outro mundo.

    Podem encontrar arquivos sobre os eventos de Génova na página restaurada do antigo site Indymedia Itália.

    • 1 hr 24 min
    Crónica de uma Demolição Anunciada

    Crónica de uma Demolição Anunciada

    No passado dia 21 de Junho no bairro de Montemor em Loures várias casas foram demolidas pela Câmara Municipal de Loures que não ofereceu nenhuma alternativa adequada a quem perdeu a casa. Nestes últimos meses ocorreram despejos e demolições noutros bairros deste município - bairro do Catujal e bairro do Talude. A associação Habita e o Colectivo Stop Despejos têm acompanhado a luta destas famílias.

    A Rádio Gabriela esteve com Sara Conchita da associação Habita que falou sobre esta situação.

    "... na segunda-feira de manhã, às nove da manhã, recebo um telefonema a dizer que as máquinas estão no bairro. E as máquinas entraram, a polícia acompanhou as máquinas e a primeira casa a ser demolida, a de uma senhora que estava grávida de 7 meses que foi tirada de casa"

    "... eu acho que há aqui várias questões que demonstram que o Estado não  está de todo preparado para dar resposta a uma possível onda de despejo  porque se se levantar a suspensão de despejos, nós tememos que isso  aconteça, porque já estão muitos processos a decorrer em tribunal. E  também não está a resolver a crise da habitação porque nós continuamos a  falar de barracas, estamos em 2021 e temos novos bairros de barracas em  Loures, continuamos também a acompanhar ocupas da habitação social  temos o caso do IRHU no Porto que felizmente se organizaram e  conseguiram parar alguns dos despejos. Então a sensação que dá é que  passado 10 anos parece que as coisas não mudaram assim tanto, o PER que  era o Programa Especial de Realojamento foi revogado mas o Primeiro  Direito que vem substituir este programa para resolver esta falta de  habitação especialmente para famílias carenciadas desde 2018 está no  papel e ainda não saiu do papel. Nós estamos sempre a ouvir os milhões e  a bazuca mas para onde esse dinheiro vai?"

    "... achamos vergonhoso que seja o próprio Estado a fazer estas demolições ou mesmo despejos ou desocupações no caso da habitação social sem garantir que as famílias que já estão fragilizadas tenham realmente um apoio. Porque o apoio que a Segurança Social dá não é um apoio real e não é um apoio estável no tempo, é uma migalha."

    "Para finalizar gostava de falar da violência deste processo. É uma violência muito grande, uma violência psicológica para os adultos mas acredito também para as crianças. E como é que isto tudo é feito sem ter uma assistente social no local, uma psicóloga no local que deveria estar. Porque isto é uma situação que pode provocar um trauma. Ver as casas a serem demolidas, as suas próprias casas ou as dos vizinhos. Viver no medo para uma criança pequena 'mãe quando é que vem a máquina para destruir a nossa casa'. É uma situação muito violenta que também não está a ser acautelada, ou seja, não foi dado nenhum tipo de apoio a estas famílias, nem ao bairro porque não são só as famílias, é o bairro todo que sofre com estas demolições, não foi dado sequer este apoio psicológico que é muito necessário."

    • 11 min
    Dia Mundial do Refugiado | #WeWontForgetYou

    Dia Mundial do Refugiado | #WeWontForgetYou

    No último dia 20 de Junho - Dia Mundial do Refugiado, juntaram-se em diversas cidades europeias (incluindo Porto e Lisboa), associações, grupos e pessoas que prestaram homenagem "às vítimas das políticas de asilo e migração europeias" (HuBB) e exigiram que a União Europeia "crie passagens migratórias legais e seguras. (...) o apoio ao resgate civil e a criação de mecanismos governamentais de busca e resgate marítimo. (...) a garantia do direito de migrar e a melhoria das condições de vida de migrantes e refugiados na Europa" (HuBB - Humans Before Borders).

    A Rádio Gabriela esteve na homenagem às vítimas da Europa Fortaleza, em Lisboa.

    "...fizemos um memorial em que recordámos o nome de algumas das pessoas que morreram nas fronteiras da Europa desde 1993, foram mais de 44,700 pessoas e relembrámos o nome de algumas destas pessoas para no fundo mostrar que não são números e que são vidas humanas."

    "...só para dar uma noção dos números desde o início deste ano, desde 1 de Janeiro até agora já morreram mais de 800 pessoas afundadas no mar mediterrâneo, isso são mais de 4 pessoas por dia e não podemos ser indiferentes a estes números e a estas pessoas que estavam no seu direito de procurar um lugar melhor, de migrar, de ter condições de paz e de segurança que não têm nos seus países de origem."

    • 8 min

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