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Aqui ninguém perde tempo, é direto ao ponto. O podcast do GLOBO, publicado de segunda a sexta-feira às 6h, aborda os principais temas do Brasil e do mundo, para que você compreenda tanto os desafios da economia e os trâmites da política, quanto as inovações tecnológicas e a efervescência cultural. É muito?
Os jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, apresentadores do AO PONTO, encaram o desafio. A cada episódio eles recebem convidados para uma conversa sobre os acontecimentos mais relevantes do dia.

Ao Ponto (podcast de O Globo‪)‬ O Globo

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Aqui ninguém perde tempo, é direto ao ponto. O podcast do GLOBO, publicado de segunda a sexta-feira às 6h, aborda os principais temas do Brasil e do mundo, para que você compreenda tanto os desafios da economia e os trâmites da política, quanto as inovações tecnológicas e a efervescência cultural. É muito?
Os jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, apresentadores do AO PONTO, encaram o desafio. A cada episódio eles recebem convidados para uma conversa sobre os acontecimentos mais relevantes do dia.

    Volta às aulas: como o Brasil pode recuperar o ensino na pandemia

    Volta às aulas: como o Brasil pode recuperar o ensino na pandemia

    Fechadas desde março do ano passado para conter o contágio pelo novo coronavírus, a grande maioria das escolas públicas do país terá, em agosto, retomado as aulas presenciais. O avanço da vacinação contra a Covid-19 motiva esse retorno, mas o trabalho para recuperar o impacto deixado na educação ainda é longo. Especialistas estimam que o Brasil vai precisar de pelo menos três anos para superar as perdas no ensino por conta da pandemia. E o reforço do conteúdo é só parte desse desafio. O Brasil é um dos recordistas em períodos de escolas fechadas: 13 meses. É mais que o dobro da média mundial, de cinco meses, e acima também da média da América Latina, de 10 meses. Durante esse tempo, um levantamento feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra que mais de 5 milhões de crianças brasileiras ficaram sem acesso ou tiveram acesso precário à educação no país. E entre as consequências dessa crise estão problemas como queda na aprendizagem, disparidade entre ensino público e privado, evasão escolar e até mesmo aumento do trabalho infantil. Esse impacto também foi mais cruel para as famílias mais pobres, o que torna o cenário de desigualdade do Brasil ainda mais evidente. No fim do primeiro semestre deste ano, apenas 2 em cada 10 estudantes brasileiros assistiam à aula na escola. E enquanto 40% dos filhos das famílias com renda mais alta podem ter esse acesso às aulas presenciais, nas famílias de baixa renda esse percentual é de apenas 16%. No Ao Ponto desta terça-feira, o colunista de educação Antônio Gois explica como é o plano que se desenha para a retomada das aulas presenciais na rede pública e quais são as medidas essenciais para reverter os prejuízos acumulados em mais de um ano de escolas fechadas.

    • 24 min
    A eliminação do coronavírus e os cenários para o futuro

    A eliminação do coronavírus e os cenários para o futuro

    Com mais de um ano e meio desde que o primeiro caso de Covid-19 foi identificado no mundo, uma pergunta essencial continua sem resposta: como será a vida pós-pandemia? Um grupo de pesquisadores da Universidade Brown, nos Estados Unidos, traçou quatro possíveis cenários para esse futuro. Segundo o artigo, publicado na revista científica JAMA (Journal of the American Medical Association), o planeta poderá observar panoramas que envolvem desde a erradicação e a eliminação, até a coabitação e a conflagração do vírus. No entanto, tudo ainda depende do avanço da vacinação e das medidas de precaução que consigam frear novas mutações do Sars-CoV-2, o vírus causador da Covid-19. Ainda que seja difícil pensar na eliminação do vírus agora, com o surgimento de variantes mais transmissíveis, como a Delta, e os diferentes ritmos de imunização pelo mundo, esse não é um cenário impossível, de acordo com os cientistas. A teoria que considera as possíveis realidades pós-pandêmicas é a mesma que explica como surtos no passado viraram doenças relativamente controladas hoje. Rubéola e sarampo, por exemplo, chegaram a ser eliminados com uma alta cobertura vacinal em algumas regiões, embora continuem circulando em outras. Já a varíola é considerada uma doença erradicada. Mas, em relação a outros vírus, que ainda causam surtos eventuais, a sociedade teve de aprender a conviver com eles. Essa seria a situação de coabitação, que também pode acontecer no mundo com o novo coronavírus. Esse seria, também, o cenário hoje de países que controlaram a pandemia primeiro. No Ao Ponto desta segunda-feira, a epidemiologista Éthel Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e o infectologista Alexandre Náime Barbosa, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), avaliam qual desses cenários é o que se desenha para o futuro do Brasil e de que forma o avanço da variante Delta pode ser uma ameaça ao fim da pandemia.

    • 26 min
    Douglas Souza e a expectativa do Brasil nos Jogos de Tóquio

    Douglas Souza e a expectativa do Brasil nos Jogos de Tóquio

    Depois de terem sido adiados por um ano devido à pandemia, os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 começam oficialmente nesta sexta-feira (23). No entanto, o clima não é de festa como se esperava. A rejeição do evento por grande parte dos japoneses, o avanço da Covid-19 no país e os escândalos que envolveram diretores demitidos por falas ofensivas fazem parte de uma edição completamente atípica. Por outro lado, os Jogos entram para a história com uma participação feminina recorde e com o maior número de atletas LGBTQIAP+. O Time Brasil chega ao Japão com 302 esportistas e diversas chances para conquistar medalhas. Uma dessas oportunidades é no Skate, uma das novidades desta edição, em que o Brasil conta com três das quatro melhores skatistas do mundo na modalidade ‘street’. E com a suspensão do público nas competições realizadas em Tóquio, há quem ganhe destaque ainda nos bastidores, como Douglas Souza, ponteiro da seleção brasileira de vôlei. Campeão olímpico em 2016, o atleta viralizou com postagens em suas redes sociais e passou de 260 mil para mais de um milhão de seguidores em 24 horas. No Ao Ponto desta sexta-feira, Douglas revela como está sendo a experiência de virar um fenômeno nas redes sociais e qual é o clima na Vila Olímpica. Já a repórter Carol Knoploch, diretamente de Tóquio, conta como os Jogos Olímpicos caminham quando o assunto é inclusão e igualdade de gênero e quem são os atletas que o mundo vai ficar de olho durante as próximas duas semanas.

    • 24 min
    O avanço do Centrão no governo Bolsonaro

    O avanço do Centrão no governo Bolsonaro

    Na quarta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que realizará uma “pequena mudança ministerial” na próxima semana para conseguir “continuar administrando o Brasil”. As alterações, que ainda não foram anunciadas oficialmente, envolveriam uma troca na Casa Civil, que pode passar a ser comandada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). Com a popularidade em baixa e a CPI da Covid, o movimento de Bolsonaro é mais um aceno de poder ao Centrão, bloco político que se tornou a base de apoio ao governo no Congresso. A mudança é uma aposta principalmente para melhorar a interlocução do presidente no Senado, onde a CPI avança na investigação de irregularidades que esbarram no governo federal. Além disso, Bolsonaro depende dos senadores para duas movimentações importantes relacionadas à sua base de apoio: a aprovação de André Mendonça, atual advogado-geral da União, para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, e a recondução de Augusto Aras à Procuradoria-Geral da República. Com a nomeação de Ciro para a Casa Civil, o general Luis Eduardo Ramos, atual ministro-chefe da pasta, passaria a comandar a Secretaria-Geral da Presidência, no lugar de Onyx Lorenzoni. Já Onyx seria deslocado para um novo ministério, que pode ser recriado para abrigar as áreas do emprego e da previdência. No Ao Ponto desta quinta-feira, a jornalista Mariana Carneiro, repórter em Brasília na coluna da Malu Gaspar, esclarece o que significa essa “dança das cadeiras” nos ministérios, e como ela pode aumentar o alcance do Centrão no governo Bolsonaro, um ano antes das eleições de 2022.

    • 25 min
    Jeff Bezos, a fila do foguete e o futuro do turismo espacial

    Jeff Bezos, a fila do foguete e o futuro do turismo espacial

    Uma viagem curta, mas histórica. Na última terça-feira (20), o foguete New Shepard, da empresa Blue Origin, foi o primeiro a decolar sem nenhum piloto em direção ao espaço com uma tripulação civil. Com cerca de 11 minutos de duração, o voo, liderado pelo homem mais rico do mundo, o bilionário Jeff Bezos, abriu um novo capítulo na era do chamado turismo espacial. Além de Bezos, que é fundador da Blue Origin, essa corrida para levar civis ao espaço conta com os bilionários Elon Musk, dono da SpaceX, e Richard Branson, da Virgin Galactic. Esse foi o décimo sexto voo realizado pela empresa de Bezos, mas o primeiro com passageiros. Depois de quase uma década de testes com a nave, o bilionário decolou no foguete justamente no dia em que se completaram 52 anos da primeira vez em que o homem foi à Lua. A bordo do New Shepard, estavam também o irmão de Jeff, Mark Bezos, a aviadora Wally Funk, de 82 anos, e o estudante holandês Oliver Daemen, de 18 anos. Wally e Oliver, inclusive, foram a pessoa mais velha e a mais nova a irem ao espaço. E o mundo inteiro ficou de olho, mas especialmente os bilionários que têm aspirações parecidas. Enquanto Brenson aposta em roteiros turísticos para o espaço, Musk já afirmou que deseja colonizar Marte. No Ao Ponto desta quarta-feira, o engenheiro espacial Lucas Fonseca, um dos pioneiros do chamado empreendedorismo espacial no Brasil, explica quais são as diferenças e os desafios desses projetos bilionários que pretendem levar cápsulas tripuladas ao espaço, e como essa corrida pode trazer novas respostas para a ciência. Ele também avalia qual é o futuro do chamado turismo espacial, que deve levar cada vez mais civis para fora do planeta.

    • 23 min
    Pegasus: como 50 mil pessoas podem ter sido alvo de espionagem?

    Pegasus: como 50 mil pessoas podem ter sido alvo de espionagem?

    Uma investigação, conduzida por 17 veículos de imprensa de dez países, revelou que mais de 50 mil números de telefone, incluindo de jornalistas, advogados, ativistas e até chefes de Estado, estariam sendo alvo de espionagem desde 2016 por meio do sistema Pegasus, um software de vigilância comercializado pelo grupo empresarial de Israel NSO. A empresa diz que programa só pode ser vendido para governos, e com o objetivo de investigar casos de terrorismo e crime organizado. Porém, na prática, o sistema teria sido utilizado para obter informações de milhares de pessoas, em mais de 45 países, classificadas como “de interesse” pelos clientes da empresa israelense. Com o programa, é possível acessar mensagens, fotos, e-mails, gravar chamadas e até ativar câmeras e microfones sem que o proprietário do aparelho perceba. A lista de potenciais alvos da espionagem, obtida pela Anistia Internacional e pela ONG Forbidden Stories, foi revelada pelo consórcio internacional de veículos de comunicação no domingo (18). O documento não identifica os clientes, mas indica que eles estavam concentrados em dez países. Entre eles, regimes autocráticos, como Bahrein, Marrocos e Arábia Saudita, e governos de países como Índia e México. Nesta segunda-feira (19), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que, se a espionagem for confirmada, é algo completamente inaceitável. No Ao Ponto desta terça-feira, o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS-Rio), Carlos Affonso Souza, analisa de que maneira o sistema Pegasus coloca em risco a vida das pessoas que teriam sido alvo de espionagem, e o que esse episódio revela sobre os limites e a ética da tecnologia digital. Já o colunista Pedro Dória explica o que se sabe até agora sobre a investigação internacional que denunciou o escândalo.

    • 24 min

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