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Aqui ninguém perde tempo, é direto ao ponto. O podcast do GLOBO, publicado de segunda a sexta-feira às 6h, aborda os principais temas do Brasil e do mundo, para que você compreenda tanto os desafios da economia e os trâmites da política, quanto as inovações tecnológicas e a efervescência cultural. É muito?
Os jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, apresentadores do AO PONTO, encaram o desafio. A cada episódio eles recebem convidados para uma conversa sobre os acontecimentos mais relevantes do dia.

Ao Ponto (podcast de O Globo‪)‬ O Globo

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Aqui ninguém perde tempo, é direto ao ponto. O podcast do GLOBO, publicado de segunda a sexta-feira às 6h, aborda os principais temas do Brasil e do mundo, para que você compreenda tanto os desafios da economia e os trâmites da política, quanto as inovações tecnológicas e a efervescência cultural. É muito?
Os jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, apresentadores do AO PONTO, encaram o desafio. A cada episódio eles recebem convidados para uma conversa sobre os acontecimentos mais relevantes do dia.

    Até onde vai o esvaziamento de Paulo Guedes?

    Até onde vai o esvaziamento de Paulo Guedes?

    No início de seu governo, o presidente Jair Bolsonaro deu fim ao Ministério do Trabalho e o transformou em uma secretaria dentro da pasta de Economia, comandada por Paulo Guedes. Agora, uma medida provisória (MP) torna oficial a recriação do ministério, que terá Onyx Lorenzoni como titular e será responsável também pela área da previdência. Além de um aceno ao Centrão — já que as mudanças foram realizadas para abrigar o senador Ciro Nogueira (PP - PI) na Casa Civil — o movimento sinaliza um esvaziamento de poder de Paulo Guedes no governo Bolsonaro. Enquanto perde parte do seu superministério, Guedes enfrenta dificuldades para avançar nas reformas e conseguir fechar as contas públicas. Esse redesenho da Esplanada dos Ministérios teve início na última semana quando Bolsonaro convidou Ciro para comandar a Casa Civil, um dos grandes líderes do Centrão. A nomeação do senador é vista como uma forma de reforçar o apoio do governo no Congresso Nacional e melhorar as suas articulações. Com a chegada do novo titular, o atual ministro-chefe da pasta, general Luis Eduardo Ramos, será acomodado na Secretaria-Geral da Presidência, e ocupará o lugar que é hoje de Onyx Lorenzoni. Já Onyx será realocado no novo Ministério do Trabalho e Previdência. Só que, para isso, Guedes precisou ceder parte das atribuições de sua pasta. No Ao Ponto desta quinta-feira, o repórter Manoel Ventura, de Brasília, e Renato Andrade, diretor da sucursal do GLOBO em São Paulo, revelam como essas mudanças foram recebidas pelo ministro Paulo Guedes e de que forma a equipe econômica tenta se blindar de mais uma perda de poder. Eles analisam ainda se é possível acomodar as reformas no orçamento e ainda atender às demandas do Congresso Nacional.

    • 28 min
    A onda de frio e o alerta dos extremos climáticos para o planeta

    A onda de frio e o alerta dos extremos climáticos para o planeta

    Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre a quarta-feira (28) e o domingo (1), a semana será marcada por uma onda de frio histórica em grande parte do país, com chuva, geada e até mesmo neve em determinados locais. A previsão ameaça plantações e exige cuidados com a saúde, mas também expõe os chamados eventos climáticos extremos, que ficam cada vez mais alarmantes com o aumento da temperatura do planeta. Os recentes recordes de calor no Hemisfério Norte, as enchentes na Europa e a onda de frio aqui no Brasil são alguns exemplos desses fenômenos, e especialistas apontam que eles reforçam a situação de emergência climática na qual o planeta se encontra. Embora agora não seja simples definir qual será o ponto de não retorno para essa crise, algumas necessidades imediatas são claras, como reduzir o desmatamento e as emissões de gases que agravam o efeito estufa. É nesse tom de urgência que, em agosto, o Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgará seu novo relatório. O documento servirá de base para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-26, que será realizada em novembro no Reino Unido. O evento promete ser decisivo para a atuação de nações como o Brasil, que, apesar de terem papel fundamental no debate, ficam atrás de países desenvolvidos que lideram hoje a discussão ambiental. No Ao Ponto desta quarta-feira, que integra o projeto pela sustentabilidade "Um só planeta", o físico Paulo Artaxo, professor da Universidade de São Paulo (USP) e integrante do Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas (IPCC), analisa o que a onda de frio no Brasil, o recorde de calor no Hemisfério Norte e as enchentes na Europa revelam sobre a mudança climática. Ele também avalia qual é o papel do Brasil na implementação de medidas que possam reverter esse cenário.

    • 24 min
    Volta às aulas: como o Brasil pode recuperar o ensino na pandemia

    Volta às aulas: como o Brasil pode recuperar o ensino na pandemia

    Fechadas desde março do ano passado para conter o contágio pelo novo coronavírus, a grande maioria das escolas públicas do país terá, em agosto, retomado as aulas presenciais. O avanço da vacinação contra a Covid-19 motiva esse retorno, mas o trabalho para recuperar o impacto deixado na educação ainda é longo. Especialistas estimam que o Brasil vai precisar de pelo menos três anos para superar as perdas no ensino por conta da pandemia. E o reforço do conteúdo é só parte desse desafio. O Brasil é um dos recordistas em períodos de escolas fechadas: 13 meses. É mais que o dobro da média mundial, de cinco meses, e acima também da média da América Latina, de 10 meses. Durante esse tempo, um levantamento feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra que mais de 5 milhões de crianças brasileiras ficaram sem acesso ou tiveram acesso precário à educação no país. E entre as consequências dessa crise estão problemas como queda na aprendizagem, disparidade entre ensino público e privado, evasão escolar e até mesmo aumento do trabalho infantil. Esse impacto também foi mais cruel para as famílias mais pobres, o que torna o cenário de desigualdade do Brasil ainda mais evidente. No fim do primeiro semestre deste ano, apenas 2 em cada 10 estudantes brasileiros assistiam à aula na escola. E enquanto 40% dos filhos das famílias com renda mais alta podem ter esse acesso às aulas presenciais, nas famílias de baixa renda esse percentual é de apenas 16%. No Ao Ponto desta terça-feira, o colunista de educação Antônio Gois explica como é o plano que se desenha para a retomada das aulas presenciais na rede pública e quais são as medidas essenciais para reverter os prejuízos acumulados em mais de um ano de escolas fechadas.

    • 24 min
    A eliminação do coronavírus e os cenários para o futuro

    A eliminação do coronavírus e os cenários para o futuro

    Com mais de um ano e meio desde que o primeiro caso de Covid-19 foi identificado no mundo, uma pergunta essencial continua sem resposta: como será a vida pós-pandemia? Um grupo de pesquisadores da Universidade Brown, nos Estados Unidos, traçou quatro possíveis cenários para esse futuro. Segundo o artigo, publicado na revista científica JAMA (Journal of the American Medical Association), o planeta poderá observar panoramas que envolvem desde a erradicação e a eliminação, até a coabitação e a conflagração do vírus. No entanto, tudo ainda depende do avanço da vacinação e das medidas de precaução que consigam frear novas mutações do Sars-CoV-2, o vírus causador da Covid-19. Ainda que seja difícil pensar na eliminação do vírus agora, com o surgimento de variantes mais transmissíveis, como a Delta, e os diferentes ritmos de imunização pelo mundo, esse não é um cenário impossível, de acordo com os cientistas. A teoria que considera as possíveis realidades pós-pandêmicas é a mesma que explica como surtos no passado viraram doenças relativamente controladas hoje. Rubéola e sarampo, por exemplo, chegaram a ser eliminados com uma alta cobertura vacinal em algumas regiões, embora continuem circulando em outras. Já a varíola é considerada uma doença erradicada. Mas, em relação a outros vírus, que ainda causam surtos eventuais, a sociedade teve de aprender a conviver com eles. Essa seria a situação de coabitação, que também pode acontecer no mundo com o novo coronavírus. Esse seria, também, o cenário hoje de países que controlaram a pandemia primeiro. No Ao Ponto desta segunda-feira, a epidemiologista Éthel Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e o infectologista Alexandre Náime Barbosa, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), avaliam qual desses cenários é o que se desenha para o futuro do Brasil e de que forma o avanço da variante Delta pode ser uma ameaça ao fim da pandemia.

    • 26 min
    Douglas Souza e a expectativa do Brasil nos Jogos de Tóquio

    Douglas Souza e a expectativa do Brasil nos Jogos de Tóquio

    Depois de terem sido adiados por um ano devido à pandemia, os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 começam oficialmente nesta sexta-feira (23). No entanto, o clima não é de festa como se esperava. A rejeição do evento por grande parte dos japoneses, o avanço da Covid-19 no país e os escândalos que envolveram diretores demitidos por falas ofensivas fazem parte de uma edição completamente atípica. Por outro lado, os Jogos entram para a história com uma participação feminina recorde e com o maior número de atletas LGBTQIAP+. O Time Brasil chega ao Japão com 302 esportistas e diversas chances para conquistar medalhas. Uma dessas oportunidades é no Skate, uma das novidades desta edição, em que o Brasil conta com três das quatro melhores skatistas do mundo na modalidade ‘street’. E com a suspensão do público nas competições realizadas em Tóquio, há quem ganhe destaque ainda nos bastidores, como Douglas Souza, ponteiro da seleção brasileira de vôlei. Campeão olímpico em 2016, o atleta viralizou com postagens em suas redes sociais e passou de 260 mil para mais de um milhão de seguidores em 24 horas. No Ao Ponto desta sexta-feira, Douglas revela como está sendo a experiência de virar um fenômeno nas redes sociais e qual é o clima na Vila Olímpica. Já a repórter Carol Knoploch, diretamente de Tóquio, conta como os Jogos Olímpicos caminham quando o assunto é inclusão e igualdade de gênero e quem são os atletas que o mundo vai ficar de olho durante as próximas duas semanas.

    • 24 min
    O avanço do Centrão no governo Bolsonaro

    O avanço do Centrão no governo Bolsonaro

    Na quarta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que realizará uma “pequena mudança ministerial” na próxima semana para conseguir “continuar administrando o Brasil”. As alterações, que ainda não foram anunciadas oficialmente, envolveriam uma troca na Casa Civil, que pode passar a ser comandada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). Com a popularidade em baixa e a CPI da Covid, o movimento de Bolsonaro é mais um aceno de poder ao Centrão, bloco político que se tornou a base de apoio ao governo no Congresso. A mudança é uma aposta principalmente para melhorar a interlocução do presidente no Senado, onde a CPI avança na investigação de irregularidades que esbarram no governo federal. Além disso, Bolsonaro depende dos senadores para duas movimentações importantes relacionadas à sua base de apoio: a aprovação de André Mendonça, atual advogado-geral da União, para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, e a recondução de Augusto Aras à Procuradoria-Geral da República. Com a nomeação de Ciro para a Casa Civil, o general Luis Eduardo Ramos, atual ministro-chefe da pasta, passaria a comandar a Secretaria-Geral da Presidência, no lugar de Onyx Lorenzoni. Já Onyx seria deslocado para um novo ministério, que pode ser recriado para abrigar as áreas do emprego e da previdência. No Ao Ponto desta quinta-feira, a jornalista Mariana Carneiro, repórter em Brasília na coluna da Malu Gaspar, esclarece o que significa essa “dança das cadeiras” nos ministérios, e como ela pode aumentar o alcance do Centrão no governo Bolsonaro, um ano antes das eleições de 2022.

    • 25 min

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