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Aqui ninguém perde tempo, é direto ao ponto. O podcast do GLOBO, publicado de segunda a sexta-feira às 6h, aborda os principais temas do Brasil e do mundo, para que você compreenda tanto os desafios da economia e os trâmites da política, quanto as inovações tecnológicas e a efervescência cultural. É muito?
Os jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, apresentadores do AO PONTO, encaram o desafio. A cada episódio eles recebem convidados para uma conversa sobre os acontecimentos mais relevantes do dia.

Ao Ponto (podcast do jornal O Globo‪)‬ O Globo

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Aqui ninguém perde tempo, é direto ao ponto. O podcast do GLOBO, publicado de segunda a sexta-feira às 6h, aborda os principais temas do Brasil e do mundo, para que você compreenda tanto os desafios da economia e os trâmites da política, quanto as inovações tecnológicas e a efervescência cultural. É muito?
Os jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, apresentadores do AO PONTO, encaram o desafio. A cada episódio eles recebem convidados para uma conversa sobre os acontecimentos mais relevantes do dia.

    A frágil aliança que tirou Netanyahu do poder em Israel

    A frágil aliança que tirou Netanyahu do poder em Israel

    Benjamin Netanyahu, agora ex-primeiro-ministro de Israel, saiu do poder após 12 anos e quatro eleições. Bibi, como é conhecido no país, atuou com habilidade nos últimos anos para garantir sua sobrevivência política. Apenas no domingo (13) as últimas dúvidas sobre o fim de seu período como premier se dissiparam, quando o parlamento israelense, a Knesset, aprovou por uma margem mínima a formação de um novo governo. Essa aliança, marcada por um amplo e improvável espectro de forças políticas, é encabeçada pelo direitista Naftali Benet, que assume a cadeira de Netanyahu, e pelo centrista Yair Lapid, que será o chanceler e deve assumir o poder dentro de dois anos. A maioria dos opositores ao novo governo é aliada do mais longevo primeiro-ministro da história de Israel, que ainda não tem planos de se aposentar. Pelo contrário, já na segunda-feira, Netanyahu afirmou que está disposto a derrubar o governo na primeira oportunidade. O que, segundo o ex-premier, "está mais perto do que se imagina". No Ao Ponto desta terça-feira, o colunista Guga Chacra aponta as dúvidas que existem na nova relação entre Israel e palestinos. Ele também analisa o prejuízo para o governo Bolsonaro, que tinha Netanyahu como um dos poucos aliados no exterior.

    • 25 min
    Os testes com a vacina para HIV no Brasil

    Os testes com a vacina para HIV no Brasil

    Enquanto os países correm para controlar a pandemia de Covid-19 com vacinas desenvolvidas em tempo recorde, um imunizante contra outro vírus, que já matou mais de 34,7 milhões de pessoas nos últimos 40 anos, entra na última etapa antes da submissão às autoridades sanitárias. A vacina contra o HIV vendo sendo procurada há quatro décadas, porém o sucesso da pesquisa esbarra na grande variação genômica que caracteriza o vírus da Aids. Agora, no entanto, um estudo financiado pela Janssen, que usa duas vacinas combinadas, já alcança a fase final de análise em milhares de voluntários de oito países. E o Brasil fará parte dos chamados testes de fase 3, que apontarão qual é a eficácia da vacina nos ensaios clínicos. O recrutamento de voluntários começou em dezembro, termina em setembro deste ano e ocorre em cinco capitais, como Belo Horizonte. No Ao Ponto desta segunda-feira, o médico imunologista Jorge Andrade Pinto, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e responsável pelos testes da vacina contra o HIV no estado, explica em que etapa está o desenvolvimento desse imunizante, qual é o papel do Brasil nesse esforço mundial e como a descoberta de uma vacina eficaz pode mudar a estratégia de combate à pandemia de HIV.

    • 24 min
    O plano da ONU para enfrentar as crises da biodiversidade e do clima

    O plano da ONU para enfrentar as crises da biodiversidade e do clima

    Em 2020, o planeta Terra teve o ano mais quente da história. Os reflexos da crise do clima são conhecidos, urgentes e complementares aos desafios provocados pela extinção ou redução expressiva da população de espécies de plantas e animais, que dão vida aos mais diferentes ecossistemas. As chamadas crises do clima e da biodiversidade, causadas pela ação humana, alimentam uma à outra. E a solução para esses dois grandes impasses também precisa ser tratada de forma conjunta. Esse é o alerta de um relatório, divulgado na quinta-feira, que uniu, pela primeira vez, os dois principais comitês científicos ambientais do mundo. O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, o IPCC, e a Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossitêmicos (PIBSE). Por trás desse documento, está a direção que será adotada daqui para frente nos grandes debates mundiais sobre a sobrevivência da espécie humana e do planeta Terra. Os cientistas dos dois comitês ligados à ONU apontaram cinco recomendações, como frear a degradação de novas áreas com ecossistemas ricos na diversidade de espécies; restaurar a vegetação nativa nessas áreas que já foram destruídas e ampliar a adoção de práticas agrícolas sustentáveis. O grupo também defende a eliminação de subsídios para atividades prejudiciais à biodiversidade e a ampliação do número de áreas de proteção, que já existem em grande quantidade no Brasil. Por fim, o relatório desestimula práticas como o reflorestamento de ecossistemas que antes não eram ocupados por florestas, e a ampliação de áreas de monocultura, como a cana-de-açúcar e a soja. No Ao Ponto desta sexta-feira, o economista Bernardo Strassburg, professor da PUC-Rio e diretor-executivo do Instituto Internacional para Sustentabilidade, explica como já se pode perceber os impactos, inclusive econômicos, da eliminação de espécies da biodiversidade. Ele ainda conta como esse relatório será usado nos debates das cúpulas do clima e da biodiversidade, previstas para o segundo semestre deste ano.

    • 26 min
    A linha direta de Bolsonaro com um auditor do TCU

    A linha direta de Bolsonaro com um auditor do TCU

    Na última segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro provocou controvérsia com o Tribunal de Contas da União (TCU). Na ocasião, Bolsonaro afirmou que, segundo um relatório do órgão, cerca de 50% das 195 mil mortes pela Covid-19 registradas em 2020 não foram causadas pela doença. Bolsonaro foi imediatamente rebatido por meio de uma nota do TCU, que dizia não haver qualquer levantamento feito pelo órgão que indicasse erros nas notificações de óbitos pela Covid-19. O presidente reconheceu que o dado não era do TCU, mas voltou a insistir na teoria da supernotificação das mortes, ainda que sem provas. Mas isso não encerrou o caso. O TCU passou a investigar quem inseriu indevidamente no sistema um documento de duas páginas sobre o tema e de que forma o material foi parar nas mãos do presidente. Em menos de 48 horas, o auditor Alexandre Marques foi identificado como o autor do documento, o que levou a presidente do TCU, Ana Arraes, a determinar o seu afastamento preventivo por 60 dias e a abertura de um processo disciplinar. A presidente também solicitou que a Polícia Federal abra um inquérito sobre o caso, e Alexandre foi convocado a prestar depoimento na CPI da Covid. Filho de um coronel ligado ao presidente, Alexandre foi indicado para uma vaga na diretoria do BNDES, mas teve sua nomeação barrada por ministros do TCU. No Ao Ponto desta quinta-feira, o repórter Leandro Prazeres explica o que se sabe até agora sobre essa linha direta entre o presidente e o auditor que produziu o documento. O sanitarista e fundador da Anvisa, Gonzalo Vecina, que também já foi secretário nacional de Vigilância Sanitária, esclarece por que a tese defendida por Bolsonaro não encontra amparo em evidências científicas.

    • 22 min
    Bolsonaro fez aposta intencional na 'imunidade de rebanho'?

    Bolsonaro fez aposta intencional na 'imunidade de rebanho'?

    Em diversas ocasiões no início de 2020, o presidente Jair Bolsonaro expôs o que pensava sobre como o Brasil venceria a pandemia. Seria quando a imensa maioria das pessoas já tivesse sido infectada pelo novo coronavírus, produzindo a imunidade coletiva. A estratégia de estimular a chamada "imunidade de rebalho" foi amplamente defendida por conselheiros do presidente, como o ex-ministro Osmar Terra. Àquela altura, o debate estava em alta em outros lugares, como na Inglaterra, onde a estratégia era testada, porém não deu certo. O volume de mortes associadas seria tremendo. Foi quando os ingleses perceberam que a maneira certa de obter esse tipo de imunidade seria pela vacina. Aqui no Brasil, no entanto, o cerne do discurso da maior autoridade do país manteve-se inalterado. Essas ações e declarações de Bolsonaro compõem uma investigação, solicitada pela CPI da Covid ao Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Em um estudo de 200 páginas, o grupo montou um quebra-cabeças que aponta, segundo os estudiosos, uma estratégia federal para adotar a tese da imunidade coletiva por meio da infecção, e não da vacina. No Ao Ponto desta quarta-feira, o diretor geral do Centro de Estudos e Pesquisa em Direito Sanitário da Faculdade de Saúde Pública da USP (Cepedisa), professor Fernando Aith, explica os resultados na análise e de que forma os pesquisadores concluíram que houve uma estratégia de disseminar o vírus no Brasil.

    • 29 min
    Como o impasse entre Brasil e Argentina ameaça o Mercosul?

    Como o impasse entre Brasil e Argentina ameaça o Mercosul?

    No dia 26 de março, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, além de outros membros associados, celebraram os 30 anos do Mercosul. Mas o clima no encontro virtual não era de festa, como ficou claro no tom do discurso do presidente da Argentina. Alberto Fernández disse que lamentava, caso o seu país tenha se tornado um peso para o bloco econômico. E, de fato, na opinião dos governos de Brasil e Uruguai é disso que se trata. Os dois países querem um bloco mais aberto para o mundo. O Brasil negocia tarifas menores para importações de outras nações,a chamada Tarifa Externa Comum (TEC). Já os argentinos alegam que a fragilidade de sua economia impede a adesão a mudanças, como a redução dessa tarifa. O Brasil de Bolsonaro, adversário político de Fernández, não aceita esse argumento. A distância entre as posições é tão grande que o país vizinho recorreu aos ex-presidentes Sarney, Lula e Fernando Henrique em busca de apoio, que veio na forma de uma nota conjunta do tucano e do petista, na qual dão suporte aos argumentos da Casa Rosada. Mas a ordem do ministro da Economia Paulo Guedes é não ceder. E como nenhum lado cede, o impasse prevalece. A polêmica sobre a TEC, na verdade, expõe assimetrias e falhas que se aprofundaram em 30 anos do bloco econômico. Além da tarifa, o Brasil quer mais liberdade para fazer negociações paralelas e individuais com outros países, pleito compartilhado com o Uruguai, mas que fere as regras do tratado. Uma reunião, que deveria ocorrer nesta terça-feira para tratar desses assuntos, foi adiada por tempo indeterminado. No Ao Ponto desta terça-feira, a repórter especial Janaina Figueiredo, que acompanha o tema de perto, analisa a crise do bloco econômico e revela de que forma as atuais divergências ameaçam o futuro do Mercosul.

    • 25 min

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