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Depois dos Créditos #37 | 'Homem Onça' reflete sobre os efeitos da privatização Depois dos Créditos

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Homem Onça chegou aos cinemas brasileiros na quinta-feira, 26, mais atual do que o seu próprio idealizador imaginou. Quando começou a escrever o roteiro em 2010, baseado em memórias familiares, o cineasta Vinicius Reis achava falaria de um momento já esquecido da história brasileira: a privatização de grandes empresas públicas. Mas os processos de desestatização de serviços básicos, como a CEDAE (Companhia Estadual de Água e Esgoto do Rio de Janeiro) e a atual proposta de privatização dos Correios transformaram o filme em uma obra atual e ainda mais melancólica. 

Na trama, Pedro (Chico Díaz) é um homem de meia-idade, que atua há décadas no setor de projetos ambientais de uma grande empresa estatal em processo de privatização. Ele terá de demitir a sua já enxuta equipe e antecipar a aposentadoria, em nome da nova política de reestruturação onde pessoas são descartáveis 

O estresse e o sofrimento são tão intensos que se manifestam na pele de Pedro, com o surgimento de manchas brancas (Vitiligo) pelo corpo. O filme, que também traz Sílvia Buarque, Bianca Byington e Emílio de Mello, traz duas temporalidades: o passado, com a vida em processo de desintegração a partir da aposentadoria forçada, e um presente com uma nova vida no campo,  envolto pela a natureza e com uma nova companheira, mas ainda com as feridas abertas. 

Um filme delicado que discute os impactos do trabalho na identidade do homem, assim como a sensação de desolamento que o descarte profissional proporciona em milhares de indivíduos. 

O Depois dos Créditos desta semana conversou com Chico Díaz e Vinícius Reis sobre a produção do longa. Ouça o podcast!

Homem Onça chegou aos cinemas brasileiros na quinta-feira, 26, mais atual do que o seu próprio idealizador imaginou. Quando começou a escrever o roteiro em 2010, baseado em memórias familiares, o cineasta Vinicius Reis achava falaria de um momento já esquecido da história brasileira: a privatização de grandes empresas públicas. Mas os processos de desestatização de serviços básicos, como a CEDAE (Companhia Estadual de Água e Esgoto do Rio de Janeiro) e a atual proposta de privatização dos Correios transformaram o filme em uma obra atual e ainda mais melancólica. 

Na trama, Pedro (Chico Díaz) é um homem de meia-idade, que atua há décadas no setor de projetos ambientais de uma grande empresa estatal em processo de privatização. Ele terá de demitir a sua já enxuta equipe e antecipar a aposentadoria, em nome da nova política de reestruturação onde pessoas são descartáveis 

O estresse e o sofrimento são tão intensos que se manifestam na pele de Pedro, com o surgimento de manchas brancas (Vitiligo) pelo corpo. O filme, que também traz Sílvia Buarque, Bianca Byington e Emílio de Mello, traz duas temporalidades: o passado, com a vida em processo de desintegração a partir da aposentadoria forçada, e um presente com uma nova vida no campo,  envolto pela a natureza e com uma nova companheira, mas ainda com as feridas abertas. 

Um filme delicado que discute os impactos do trabalho na identidade do homem, assim como a sensação de desolamento que o descarte profissional proporciona em milhares de indivíduos. 

O Depois dos Créditos desta semana conversou com Chico Díaz e Vinícius Reis sobre a produção do longa. Ouça o podcast!

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