20 episódios

Diálogos na USP é um programa semanal da Rádio USP que discute questões que impactam a sociedade. O programa vai ao ar na Rádio USP toda sexta-feira às 11H – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz, e também disponível no site a TV USP

Diálogos na USP Jornal da USP

    • Educação
    • 4.5, 2 avaliações

Diálogos na USP é um programa semanal da Rádio USP que discute questões que impactam a sociedade. O programa vai ao ar na Rádio USP toda sexta-feira às 11H – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz, e também disponível no site a TV USP

    Desafios #1 – Fernando Botelho e as incertezas da economia no pós-pandemia

    Desafios #1 – Fernando Botelho e as incertezas da economia no pós-pandemia

    A partir de agora, o programa Desafios ganha versão ao vivo, pelo Canal USP, e também em podcast, pelo feed do Diálogos na USP.
    Neste episódio, o jornalista Luiz Roberto Serrano entrevista o professor Fernando Botelho, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, para tratar das incertezas da economia no pós-pandemia.
    O governo federal prevê que o PIB de 2020 terá uma queda de 4,7% em relação ao ano passado. Mas as previsões de instituições privadas apontam que será maior do que isso. Não se sabe quando a pandemia possibilitará que a economia volte a rodar. Mesmo quando isso acontecer, levará um certo tempo para voltar ao normal.
    Para assistir aos episódios anteriores do Desafios, acesse o Canal USP.

    • 29 min
    Diálogos na USP #19 – Aproximar-se da população é um dos desafios do teatro no Brasil

    Diálogos na USP #19 – Aproximar-se da população é um dos desafios do teatro no Brasil

    O teatro no Brasil, assim como a cultura em geral, tem sofrido diversos ataques e tentativas de esvaziamento. Para muitos críticos, o teatro está muito afastado da população brasileira, seja pelo preço do ingresso, localidade das salas ou por já existirem outras formas de entretenimento. Os dados comprovam o distanciamento da população com relação ao teatro: segundo o IBGE, apenas 23,4% dos municípios brasileiros possuem teatros ou salas de espetáculo e os pontos de acesso que existem atingiram a marca de 3.422 espaços, muito pouco para um país com uma extensão territorial como o nosso. 
    Para contextualizar o Dia Mundial do Teatro, que ocorre no próximo dia 27, e discutir a situação atual do teatro no Brasil, o Diálogos na USP  recebeu os professores Luiz Fernando Ramos —  do Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP, e crítico do jornal Folha de S. Paulo de 2008 a 2013, —, e Ferdinando Martins, pesquisador e orientador do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP, ex-diretor do Teatro da USP (Tusp) e atualmente fazendo parte do júri do Prêmio Shell de Teatro.
    Principal ferramenta de fomento à cultura do Brasil, a Lei de Incentivo à Cultura —  conhecida como Lei Rouanet — entrou no debate pelos constantes ataques. Para o professor Martins, a lei é um “mal necessário”, visto que o teatro tem enfrentado dificuldades de se manter: “O modelo em que artistas pedem financiamento ao banco e ao longo da temporada a bilheteria ia saudando as dívidas, esse modelo não existe mais e não existe em vários lugares do mundo”. Parte dessa dificuldade também é decorrente da crise de público que o teatro possui, como explica o professor Luiz Fernando: “O que podemos fazer para combater essa crise são muitas possibilidades, acho que várias devem ser tentadas simultaneamente, não só para a formação de público, mas também o próprio uso da televisão como meio de aproximar as pessoas do teatro.”
    O Brasil também apresenta um avanço no teatro comercial —  também reverenciado como “teatrão” — , como, por exemplo, os musicais importados da Broadway. Esse avanço é visto através da confiança e liberdade para que haja modificações nas montagens brasileiras, como exemplifica o professor Martins: “Quando Cats veio para São Paulo, tivemos que copiar exatamente o formato da Broadway, até mesmo nas medidas dos cenários. Já na montagem de Lazarus, com músicas compostas por David Bowie e com direção de Felipe Reaver no Brasil, a autonomia foi muito maior de recriar cenários e inclusive recriar arranjos originais que eram do David Bowie, e esse é um reconhecimento da qualidade do trabalho feito aqui no Brasil”. 

    Diálogos na USP

     
    Apresentação: Marcello Rollemberg
    Produção: Fátima Alves e Christiane Braga
    Edição geral: Cinderela Caldeira
    Edição Sonora: Guilherme Fiorentino
    Horário: sexta-feira, às 11h00
    Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS .
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    • 48 min
    Diálogos na USP #18 – Economia globalizada não resiste à pandemia de coronavírus

    Diálogos na USP #18 – Economia globalizada não resiste à pandemia de coronavírus

    O coronavírus, causador da doença Covid-19, alcançou o patamar de pandemia, de acordo com o pronunciamento da Organização Mundial de Saúde (OMS). Originada na China, a doença já chegou ao Brasil, com novos casos confirmados nos últimos dias. O governo da Itália, território mais afetado pela doença depois da China, colocou o país inteiro em quarentena para evitar maior propagação da doença. A ação do coronavírus, entretanto, vai muito além de uma questão de saúde pública, impactando diretamente na economia global. 
    Para conversar sobre o impacto do coronavírus no cenário internacional, O Diálogos na USP recebeu o professor João Paulo Cândia Veiga — professor do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e do Instituto de Relações Internacionais, também da Universidade de São Paulo –, e Maria Antonieta Del Tedesco Lins, professora do Instituto de Relações Internacionais da USP e Presidente da Comissão de Cooperação Internacional do Instituto de Relações Internacionais.
    Como principal parceiro comercial do Brasil e com as atividades industriais ainda em processo de retomada, a China exerce grande influência na economia brasileira, como comenta o professor Veiga: “A China é um mercado de destino da soja, do minério de ferro e do complexo carnes, então a queda da atividade chinesa vai impactar o comércio exterior brasileiro. Vai ter uma contração no mercado de créditos das empresas e o consumidor brasileiro certamente vai perder um pouco de confiança, com queda da demanda e menos investimentos estrangeiros diretos.”
    Na quinta-feira, dia 12 de março, a bolsa de valores brasileira, a B3, fechou com queda de 12%, acionando o circuit breaker por duas vezes, o que não acontece desde a crise de 2008. Ao comparar a crise atual com a crise de 2008, a professora compartilha: “Tem uma característica muito importante que é o fato de que, dessa vez, a crise começa do setor produtivo, e não do setor financeiro, e isso vai ter desdobramentos distintos e, portanto, isso é bom. O setor financeiro começando a crise, os efeitos podem ser muito mais nefastos sobre a economia mundial.” 

    Diálogos na USP

     
    Apresentação: Marcello Rollemberg
    Produção: Fátima Alves e Christiane Braga
    Edição geral: Cinderela Caldeira
    Edição Sonora: Guilherme Fiorentino
    Horário: sexta-feira, às 11h00
    Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS .
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    • 53 min
    Diálogos na USP #17 – Reação conservadora ainda é desafio para conquistas das mulheres

    Diálogos na USP #17 – Reação conservadora ainda é desafio para conquistas das mulheres

    O dia 8 de março é internacionalmente dedicado às mulheres. Ao longo dos séculos, foram várias as conquistas femininas, principalmente no Ocidente, como a entrada e afirmação da mulher no mercado de trabalho e o direito ao voto. No entanto, a sociedade ainda perpetua o machismo estrutural, do qual, diariamente, as mulheres são vítimas.
    Para conversar sobre o papel da mulher na sociedade contemporânea, O Diálogos na USP, apresentado por Marcello Rollemberg, recebeu as professoras Bárbara Heller — docente do programa de pós-graduação de Comunicação da Universidade Paulista (Unip) e membro do Observatório em Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura (Obcom) da Escola de Comunicações e Artes da USP –, e Heloísa Buarque de Almeida, professora do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e membro da Rede Não Cala — rede de professoras pelo fim da violência sexual e de gênero na Universidade.
    Bárbara Heller fala sobre como, atualmente, as mulheres estão mais vulneráveis do que há dez anos, por conta de um desequilíbrio entre algumas conquistas e a fúria de setores conservadores da sociedade para com as mulheres. Heloísa Buarque de Almeida diz que houve “várias políticas e avanços, como a lei Maria da Penha, delegacias de Defesa da Mulher e Lei do Feminicídio, mas, conforme as mulheres ganharam alguns direitos, foi havendo uma reação conservadora tanto local quanto internacional”.
    Para Heloísa, os ataques à ideologia de gênero atingem tanto os direitos das mulheres – seja de se casarem, separarem ou de não quererem filhos –, quanto os da população homossexual e o direito ao casamento igualitário. Segundo Bárbara, a estereotipação da figura feminina é ainda um desafio na sociedade, e a mídia hegemônica tem papel fundamental na perpetuação dessa estigmatização das mulheres: “Fico pensando no esporte, como, por exemplo, o quanto se fala da mulher esportista, não só porque jogou bem, mas do corpo ou se ela é bonita”. 
    Os movimentos feministas possuem vários segmentos, que podem divergir na defesa de suas pautas. O feminismo atinge as mais diversas camadas sociais, mesmo que, a princípio, tenha surgido com demandas de uma classe média branca, como diz Heloísa: “Inicialmente, a tendência se dava pela demanda por emprego, o que era diferente para as mulheres de classe popular, já que para elas o emprego não era opção, e sim sobrevivência”, e complementa: “As mulheres negras de classe baixa no Brasil eram escravas, e o trabalho como empregada doméstica sendo o mais comum para mulher no País, demonstra que não era escolha e sim uma condição de vida”.

    Diálogos na USP

     
    Apresentação: Marcello Rollemberg
    Produção: Fátima Alves e Christiane Braga
    Edição geral: Cinderela Caldeira
    Edição Sonora: Guilherme Fiorentino
    Horário: sexta-feira, às 11h00
    Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS .
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    • 53 min
    Diálogos na USP #16 – Desequilíbrio de conquistas aumenta desafios da mulher moderna

    Diálogos na USP #16 – Desequilíbrio de conquistas aumenta desafios da mulher moderna

    Dados do Ministério da Saúde mostram que, a cada quatro mulheres, uma é vítima de violência. No último ano, foram registrados mais de 145 mil casos, envolvendo a violência física, sexual e psicológica. Com o passar dos anos, foram sendo criadas medidas protetivas para as mulheres, como a Lei Maria da Penha em 2006 e a Lei do Feminicídio em 2015; todavia, ainda não são suficientes para acabar com o problema.
    Para falar sobre o tema, o Diálogos na USP, apresentado por Marcello Rollemberg,  recebeu Maria Arminda do Nascimento Arruda, professora de Sociologia e diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, além de coordenadora do escritório USP Mulheres, e a pesquisadora Giane Silvestre, do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e mestre em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
    Procurando explicar os motivos para o aumento da violência contra a mulher, a professora Maria Arminda explica que há múltiplas razões. Uma delas pode estar relacionada com a segurança que as mulheres têm sentido para denunciar, o que intensifica o número de registros e pode explicar essa alta na violência. Por outro lado, tal motivo não deve ser considerado o único. Há uma grande transformação nas relações entre mulheres e homens que tende a acirrar a violência, o que se relaciona com as questões de gênero

    • 55 min
    Diálogos na USP #15 – Democracias da América do Sul passam por período conturbado

    Diálogos na USP #15 – Democracias da América do Sul passam por período conturbado

    A América do Sul tem passado por intensas convulsões políticas e sociais. Renúncia de Evo Morales na Bolívia, protestos generalizados no Chile, crise no Equador e turbulências entre presidente e Congresso no Peru são apenas alguns dos fatores agravantes na situação. Nem mesmo as eleições na Argentina e no Uruguai foram capazes de tirar os países de debate. O cenário venezuelano, então, está longe de encontrar uma solução.
    Para comentar o assunto, o Diálogos na USP convidou Alberto Pfeifer, professor do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP, especialista em América Latina, que atua como coordenador do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional (GACInt) da USP.
    Além dele, o programa recebeu Everaldo de Oliveira Andrade, professor de História Contemporânea da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, mestre em História Econômica, que está lançando o livro Bolívia – A Revolução Boliviana.
    Everaldo Andrade explica que as jovens democracias da América do Sul estão passando por um período conturbado devido ao sentido que se aplica à democracia. Ela não pode ser vista como uma palavra vazia, deve ter conteúdo, priorizando a ampliação dos direitos sociais, o zelo pelos mais pobres, a construção de políticas sociais e o pleno atendimento de reivindicações populares. O pesquisador diz ainda que parte da desorganização das economias de tais países e sua instabilidade são reflexos da crise econômica de 2008.
    Alberto Pfeifer diz que o que está se passando é uma revisão de processo. Nota-se uma diminuição dos conflitos interestatais e fortalecimento da democracia formal. A primeira década dos anos 2000, com o aumento de preço das commodities e exportações, fez com que os países passassem por um momento de enriquecimento e bonança econômica. Todavia, crescimento econômico não é sinônimo de satisfação popular, já que, apesar de o país ganhar dinheiro, a distribuição não é realizada de forma justa. Pesquisas recentes divulgadas pelo Latinobarómetro indicam que a população sul-americana está decepcionada com o regime democrático dos países.
    O Brasil, de acordo com Everaldo Andrade, é um exemplo da situação ilustrada. A má distribuição de renda também desequilibra a possibilidade de uma democracia razoável. Ele explica que a corrupção é um problema que existe, mas que não é exclusivo da América do Sul e que, apesar de relevante, pode ser também um foco dado pela mídia para desestabilizar os regimes. Considerando manobras do passado, o historiador cita os novos processos constituintes apresentados na Bolívia, Equador e Venezuela, que buscaram caminhos alternativos para aumentar a participação popular. Ainda não é possível afirmar o sucesso da ideia, mas, acredita-se que o fato permitiu superar algumas crises passadas.
    Alberto Pfeifer diferencia o formalismo democrático do exercício democrático propriamente dito. O segundo seria o acesso democrático aos bens públicos e ao bem-estar de forma geral, considerando que o crescimento de renda não reflete o acesso a serviços públicos de qualidade. O professor também explica que as Constituições são inspiradas em regimes populistas do início dos anos 2000, como o de Hugo Chávez na Venezuela. Ele foi o grande mentor da transformação na relação entre Estado e sociedade, e Rafael Correa no, Equador, e Evo Morales, na Bolívia, seguiram tal inspiração. No entanto, todos os processos devem ser pensados considerando o contexto do país em discussão.

    • 56 min

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