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Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Renata Lo Prete vai conversar com jornalistas e analistas da TV Globo, do G1, da GloboNews e dos demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e trazer um ângulo diferente dos assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo, além de contar histórias e entrevistar especialistas e personagens diretamente envolvidos na notícia.

O Assunto G1

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Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Renata Lo Prete vai conversar com jornalistas e analistas da TV Globo, do G1, da GloboNews e dos demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e trazer um ângulo diferente dos assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo, além de contar histórias e entrevistar especialistas e personagens diretamente envolvidos na notícia.

    Militares de novo no poder: as origens

    Militares de novo no poder: as origens

    Primeiro, eles saíram dos quartéis para o front internacional em missões de grande visibilidade, notadamente a do Haiti. Depois, foram chamados a atuar em segurança pública interna, numa escalada de operações que culminou com a intervenção de 2018 no Rio de Janeiro. Logo depois da eleição de Jair Bolsonaro, o então comandante do Exército, Eduardo Villas-Bôas, qualificou como “volta à normalidade” a atuação de quadros das Forças Armadas em áreas de natureza civil da administração federal -hoje em patamar sem precedentes. “Este é um governo de militares", observa Natalia Viana, diretora-executiva da Agência Pública e autora do recém-lançado “Dano Colateral”. No momento em que eles disputam terreno com políticos do Centrão - e recebem a conta do desempenho desastroso na pandemia-, a jornalista resgata o capítulo inaugural dessa história. Mostra, com apuração minuciosa, a opacidade de informações e a impunidade de atos cometidos, em especial no Rio. E constata que “a democracia já está rota” quando um general (Braga Netto, ministro da Defesa) se sente à vontade para ameaçar ninguém menos do que o presidente da Câmara com a ruptura do calendário eleitoral. “Eles entraram na política e não pretendem se retirar”.

    • 24 min
    Espionagem via celular: o caso Pegasus

    Espionagem via celular: o caso Pegasus

    Mensagens, fotos, e-mails, localização. Todo e qualquer conteúdo do aparelho que se tornou um prolongamento do corpo humano capturado por um software - capaz, ainda, de gravar e transmitir o material. E sem que o usuário desconfie de nada. A revelação, feita por um consórcio de veículos de imprensa, de que países como México, Arábia Saudita e Hungria teriam comprado o produto desenvolvido pela empresa israelense NSO para monitorar alvos comerciais e políticos disparou alarme geral. “Mais do que um software, o Pegasus é uma arma de guerra”, explica o professor Sergio Amadeu, ex-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação. Ao utilizá-lo, "governos, a partir de suas estruturas de inteligência, atuam nas sombras”, num mercado em que “as fronteiras entre legal e ilegal foram borradas". Ele defende um esforço multilateral de regulação e, de imediato, moratória no uso desse tipo de ferramenta. De Nova York, o correspondente da Globo Ismar Madeira faz um relato das reações dos países na berlinda e também dos potenciais atingidos - entre eles ativistas, advogados de direitos humanos, jornalistas e até chefes de governo, como o presidente francês, Emmanuel Macron.

    • 22 min
    Com Bolsonaro, Centrão chega ao topo

    Com Bolsonaro, Centrão chega ao topo

    Acuado por revelações da CPI da Covid e mais de uma centena de pedidos de impeachment, o presidente resolveu promover uma dança de cadeiras que levará o senador Ciro Nogueira (PP-PI) à chefia da Casa Civil. Para esse aglomerado de partidos essencialmente fisiológicos, que apoiaram todos os governos em troca de cargos e manejo de verbas do Orçamento, não se trata de um avanço qualquer. “A Casa Civil está no topo da cadeia alimentar dos ministérios", observa Natuza Nery em conversa com Renata Lo Prete no episódio de número 500 do podcast. Ao entregar tamanha fatia de poder a um dos expoentes do Centrão, Bolsonaro espera, além de chegar até o fim do mandato, pavimentar terreno para a disputa da reeleição. Nesse contexto, explica a colunista do G1 e comentarista da GloboNews, ele tanto pode se filiar ao PP quanto pescar um vice nos quadros da sigla. Renata e Natuza analisam ainda movimentos secundários da sacudida no primeiro escalão. O esperado deslocamento do general da reserva Luís Eduardo Ramos da Casa Civil para a Secretaria Geral da Presidência indica perda de terreno dos militares na disputa com o Centrão. Assim como a recriação da pasta do Trabalho, desmembrada da Economia, para dar abrigo a Onyx Lorenzoni é mais uma etapa do longo processo de desidratação de Paulo Guedes.

    • 25 min
    Congresso: Fundão e muito mais

    Congresso: Fundão e muito mais

    Com Jair Bolsonaro mais dependente de sua base parlamentar a cada revelação da CPI da Covid, deputados e senadores vão cuidando dos próprios interesses, sem maior preocupação com o pensamento ou as demandas da sociedade. Antes de saírem em férias, triplicaram o valor do fundo público que financia eleições, no que bem pode ser um “bode na sala”, explica Paulo Celso Pereira, editor-executivo do jornal O Globo. Diante da péssima repercussão, tudo caminha para um “acordo” que reduziria os quase R$ 6 bi para algo como R$ 4 bi - patamar que mantém as campanhas brasileiras entre as mais caras do mundo. Na conversa com Renata Lo Prete, Paulo Celso fala também de outras movimentações na mesma linha, previstas para a volta do recesso, em agosto. Uma delas pretende reduzir drasticamente a obrigação de prestar contas, criando uma espécie de “salvo-conduto para os gastos do Fundo Partidário" e terceirizando sua análise para auditorias privadas. Para completar, há a proposta de adoção de um regime semipresidencialista, que limitaria os poderes do chefe do Executivo, aumentando ainda mais os do Congresso. Ao abraçá-la, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), “quer esvaziar a pressão em torno dos mais de cem pedidos de impeachment de Bolsonaro". Como lembra Paulo Celso, falta apenas combinar com o eleitor, que já rejeitou o parlamentarismo (do qual o semipresidencialismo é a forma envergonhada) duas vezes em plebiscitos.

    • 24 min
    Olimpíadas de Tóquio: a hora chegou

    Olimpíadas de Tóquio: a hora chegou

    Elas já foram marcadas pela ascensão (e pela contestação) do nazismo. Pela Guerra Fria e pela emergência da China, entre outros movimentos históricos. Desta vez, a ideia era que refletissem diversidade e o esforço de reconstrução do Japão pós-desastre nuclear de Fukushima (2011). Mas o coronavírus atropelou tudo. Os Jogos que se iniciam agora, um ano depois da data original, são essencialmente sobre a pandemia. Com infecções pelo coronavírus em alta e vacinação incipiente, Tóquio nem de longe lembra as sedes anteriores. “Existe uma indiferença grande", relata o correspondente Carlos Gil. Para contenção do contágio, nem público local haverá nos eventos, cujo protocolo sanitário atingirá até as cerimônias de premiação. “Pela primeira vez, é o atleta que vai colocar a medalha no próprio peito", diz Gil. Mas o jornalista pondera: o esforço de se preparar em circunstâncias tão adversas faz dos participantes deste ano tão ou mais merecedores de aplauso do que seus antecessores. Gil ainda destaca quem serão as potenciais estrelas destas Olimpíadas e faz prognósticos sobre a participação brasileira.

    • 23 min
    Violência contra a mulher: um alerta

    Violência contra a mulher: um alerta

    A cada minuto de 2020, o Brasil registrou uma denúncia de agressão dentro de casa. E, a cada dia, mais de 600 vítimas foram à delegacia denunciar - como fez recentemente a mulher do DJ Ivis, depois de divulgar um vídeo com imagens que chocaram o país. Uma realidade agravada por duas circunstâncias da pandemia: mais tempo de exposição ao agressor sob o mesmo teto e menos autonomia financeira. Neste episódio, a repórter da Globo Bruna Vieira compartilha as descobertas que fez ao acompanhar as histórias de algumas dessas mulheres: cerceamento muitas vezes travestido de “amor e cuidado”, desrespeito verbal que evolui para ataques físicos, medo das consequências de relatar à polícia. Mesmo depois da concessão de medida protetiva pela Justiça, uma das entrevistadas por Bruna teve que enfrentar um mês de terror até que o marido saísse de casa. Renata Lo Prete conversa também com a socióloga Samira Bueno, diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ela destaca a importância de combater a vulnerabilidade socioeconômica das vítimas, como forma de romper o ciclo de violência.

    • 25 min

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celocarvallho ,

O melhor podcast diário!

A Renata é sensacional! Consegue passear dentro dos assuntos mais polêmicos com muita propriedade, transparência e rigor nas apurações! Sou fã de carteirinha!

Incompetente 2022 ,

Fora bolsonaro!!!

Sinceramente é inadmissível que um governo não tenha um comprometimento prioritário a saúde, educação e principalmente um combate mais aguerrido na campanha da vacina contra a Covid-19.

natartes ,

Fora Bolsonaro!!

Podcast esclarecedor; expõe fatos e não opniões

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