150 épisodes

Leitura de Autores Clássicos do séculos XIX ao século XX da Língua Portuguesa, os quais, estão no domínio público.
Reading books of Portuguese Literature, from the 19th to the 20th century, that are in the public domain.
All titles, that are read in this podcast are from the 19th and 20th century and are in the public domain.

Voltando aos Clássicos Portugueses Aratinga

    • Livres

Leitura de Autores Clássicos do séculos XIX ao século XX da Língua Portuguesa, os quais, estão no domínio público.
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    #149-Canção do Expedicionário -Poema, Guilherme de Almeida/spartaco Rossi

    #149-Canção do Expedicionário -Poema, Guilherme de Almeida/spartaco Rossi

    Guilherme de Almeida nasceu em Campinas — São Paulo em 1890, faleceu em  1969. Foi advogado, jornalista, heraldista, crítico de cinema, poeta, ensaísta e tradutor brasileiro.

    É de sua autoria a letra da Canção do Expedicionário com música de Spartaco Rossi, referente à participação dos pracinhas brasileiros na Segunda Guerra Mundial.

    Você sabe de onde eu venho?
    Venho do morro, do Engenho
    Das selvas, dos cafezais
    Da boa terra do coco
    Da choupana onde um é pouco

    Dois é bom, três é demais
    Venho das praias sedosas
    Das montanhas alterosas
    Do pampa, do seringal
    Das margens crespas dos rios
    Dos verdes mares bravios
    Da minha terra Natal

    Por mais terras que eu percorra
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá
    Sem que leve por divisa
    Esse V que simboliza
    A vitória que virá

    Nossa vitória final
    Que é mira do meu fuzil
    A ração do meu bornal
    A água do meu cantil
    As asas do meu ideal
    A glória do meu Brasil

    Eu venho da minha terra
    Da casa branca da serra
    E do luar do meu sertão
    Venho da minha Maria
    Cujo nome principia
    Na palma da minha mão

    Braços mornos de Moema
    Lábios de mel de Iracema
    Estendidos pra mim
    Ó, minha terra querida
    Da Senhora Aparecida
    E do Senhor do Bonfim

    Por mais terras que eu percorra
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá
    Sem que leve por divisa
    Esse V que simboliza
    A vitória que virá

    Nossa vitória final
    Que é a mira do meu fuzil
    A ração do meu bornal
    A água do meu cantil
    As asas do meu ideal
    A glória do meu Brasil

    Você sabe de onde eu venho?
    É de uma Pátria que eu tenho
    No bôjo do meu violão
    Que de viver em meu peito
    Foi até tomando jeito
    De um enorme coração

    Deixei lá atrás meu terreno
    Meu limão, meu limoeiro
    Meu pé de jacaranda
    Minha casa pequenina

    Lá no alto da colina
    Onde canta o sabiá

    Por mais terras que eu percorra
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá
    Sem que leve por divisa
    Esse V que simboliza
    A vitória que virá

    Nossa vitória final
    Que é a mira do meu fuzil
    A ração do meu bornal
    A água do meu cantil
    As asas do meu ideal
    A glória do meu Brasil

    Venho de além desse monte
    Que ainda azula no horizonte
    Onde o nosso amor nasceu
    Do rancho que tinha ao lado
    Um coqueiro que, coitado
    De saudade já morreu

    Venho do verde mais belo
    Do mais dourado amarelo
    Do azul mais cheio de luz
    Cheio de estrelas prateadas
    Que se ajoelham deslumbradas
    Fazendo o sinal da cruz

    Por mais terras que eu percorra
    Não permita Deus que eu morra
    Sem que volte para lá
    Sem que leve por divisa
    Esse V que simboliza
    A vitória que virá

    Nossa vitória final
    Que é a mira do meu fuzil
    A ração do meu bornal
    A água do meu cantil
    As asas do meu ideal
    A glória do meu Brasil


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    • 9 min
    #148-Cena Íntima -Poema, Casimiro de Abreu

    #148-Cena Íntima -Poema, Casimiro de Abreu

    Casimiro José Marques de Abreu, nasceu em Barra de São João- Rio de Janeiro em 1839 Faleceu em 1860 (21 anos) no Rio de Janeiro,

    um poeta brasileiro da segunda geração do romantismo. Casimiro nasceu na Fazenda da Prata, localizada na Serra do Macaé anteriormente localizada no território de Nova Friburgo hoje em Casimiro de Abreu.

    Espontâneo e ingênuo, de linguagem simples, tornou-se um dos poetas mais populares do Romantismo no Brasil. Seu sucesso literário, no entanto, deu-se somente depois de sua morte, com numerosas edições de seus poemas, tanto no Brasil, quanto em Portugal. Deixou uma obra cujos temas abordavam a casa paterna, a saudade da terra natal, e o amor (mas este tratado sem a complexidade e a profundidade tão caras a outros poetas românticos).


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    • 4 min
    #147-Manhã de Carnaval,Luiz Bonfá-Voz Elizeth Cardoso

    #147-Manhã de Carnaval,Luiz Bonfá-Voz Elizeth Cardoso

    Luiz Floriano Bonfá nasceu em  1922 — faleceu em 2001 foi um cantor, violonista e compositor brasileiro.

    Um dos integrantes do primeiro grupo de músicos da bossa nova, compositor de clássicos como "Manhã de Carnaval" e "Samba do Orfeu" (ambas com Antônio Maria).

    Na década de 1940 tocou na Rádio Nacional, ao lado de Garoto e participou de alguns conjuntos, como o Quitandinha Serenaders, até começar a carreira solo, como violonista.

    Teve atuação destacada como compositor e seus primeiros sucessos foram gravados por Dick Farney, em 1953. A peça "Orfeu da Conceição", de Vinicius de Moraes, foi um marco em sua carreira.

    Tocou violão na gravação do disco da peça em 1956 e, três anos depois, compôs algumas das faixas que compunham a trilha sonora do filme de Marcel Camus ("Orfeu do Carnaval") inspirado na peça.

    Participou do Festival de Bossa Nova no Carnegie Hall em Nova Iorque, em 1962. Sempre respeitado como compositor refinado e exímio violonista, uma de suas características era tocar fazendo amplo uso do recurso das cordas soltas, o que conferia uma sonoridade ampla e grandiosa. Gravou diversos discos nos Estados Unidos que não foram lançados no Brasil


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    • 5 min
    #146-Cap.23- O Cortiço, Aluísio de Azevedo

    #146-Cap.23- O Cortiço, Aluísio de Azevedo

    Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo nasceu em 1857 — faleceu em 1913, foi um romancista, contista, cronista, diplomata, caricaturista e jornalista brasileiro; além de desenhista e pintor.

    Filho do vice-cônsul português David Gonçalves de Azevedo, que, ainda jovem, enviuvara-se em boda anterior, e de Emília Amália Pinto de Magalhães, separada de um rico comerciante português, Antônio Joaquim Branco, assiste Aluísio, em garoto, ao desabono da sociedade maranhense a essa união dos pais contraída sem segundas núpcias, algo que se configurava grande escândalo à época. Foi Aluísio, irmão mais novo do dramaturgo e jornalista Artur Azevedo, com o qual, em parceria, viria a esboçar peças teatrais.

    Ainda em pequeno revela pendores para o desenho e para a pintura, dom que mais tarde lhe auxiliaria na produção literária. Concluindo os preparatórios em São Luís do Maranhão, transfere-se em 1876 para o Rio de Janeiro, onde prossegue estudos na Academia Imperial de Belas-Artes, obtendo, a título de subsistência imediata, ofício de colaborador caricaturista de jornais como O Fígaro, O Mequetrefe, Zig-Zag e A Semana Ilustrada.

    Em 1878 volta ao Maranhão,abandona momentaneamente os desenhos e dá início à atividade literária, publicando Uma Lágrima de Mulher no ano seguinte (1879). Em 1881, em período de crescente efervescência abolicionista, publica o romance O Mulato, obra que deixa a sociedade escandalizada pelo modo cru com que desnuda a questão racial e inaugura o Naturalismo na literatura brasileira. Nela, o autor já demonstra ser abolicionista convicto.

    Diante da reação hostil da província, obtendo sucesso com a obra na Corte, onde era considerada como exemplo da escola naturalista, volta à capital imperial e aí, incessantemente, produz romances, contos, crônicas e peças de teatro.

    Sua obra é tida na conta de irregular por diversos críticos, uma vez que a produção oscila entre o romantismo de tons melodramáticos, de cunho comercial para o grande público, e o naturalismo já em obras mais elaboradas, deixando a marca de precursor do movimento.


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    • 14 min
    #145-Cap.22- O Cortiço, Aluísio de Azevedo

    #145-Cap.22- O Cortiço, Aluísio de Azevedo

    Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo nasceu em 1857 — faleceu em 1913, foi um romancista, contista, cronista, diplomata, caricaturista e jornalista brasileiro; além de desenhista e pintor.

    Filho do vice-cônsul português David Gonçalves de Azevedo, que, ainda jovem, enviuvara-se em boda anterior, e de Emília Amália Pinto de Magalhães, separada de um rico comerciante português, Antônio Joaquim Branco, assiste Aluísio, em garoto, ao desabono da sociedade maranhense a essa união dos pais contraída sem segundas núpcias, algo que se configurava grande escândalo à época. Foi Aluísio, irmão mais novo do dramaturgo e jornalista Artur Azevedo, com o qual, em parceria, viria a esboçar peças teatrais.

    Ainda em pequeno revela pendores para o desenho e para a pintura, dom que mais tarde lhe auxiliaria na produção literária. Concluindo os preparatórios em São Luís do Maranhão, transfere-se em 1876 para o Rio de Janeiro, onde prossegue estudos na Academia Imperial de Belas-Artes, obtendo, a título de subsistência imediata, ofício de colaborador caricaturista de jornais como O Fígaro, O Mequetrefe, Zig-Zag e A Semana Ilustrada.

    Em 1878 volta ao Maranhão,abandona momentaneamente os desenhos e dá início à atividade literária, publicando Uma Lágrima de Mulher no ano seguinte (1879). Em 1881, em período de crescente efervescência abolicionista, publica o romance O Mulato, obra que deixa a sociedade escandalizada pelo modo cru com que desnuda a questão racial e inaugura o Naturalismo na literatura brasileira. Nela, o autor já demonstra ser abolicionista convicto.

    Diante da reação hostil da província, obtendo sucesso com a obra na Corte, onde era considerada como exemplo da escola naturalista, volta à capital imperial e aí, incessantemente, produz romances, contos, crônicas e peças de teatro.

    Sua obra é tida na conta de irregular por diversos críticos, uma vez que a produção oscila entre o romantismo de tons melodramáticos, de cunho comercial para o grande público, e o naturalismo já em obras mais elaboradas, deixando a marca de precursor do movimento.


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    • 17 min
    #144-Cap.21- O Cortiço, Aluísio de Azevedo

    #144-Cap.21- O Cortiço, Aluísio de Azevedo

    Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo nasceu em 1857 — faleceu em 1913, foi um romancista, contista, cronista, diplomata, caricaturista e jornalista brasileiro; além de desenhista e pintor.

    Filho do vice-cônsul português David Gonçalves de Azevedo, que, ainda jovem, enviuvara-se em boda anterior, e de Emília Amália Pinto de Magalhães, separada de um rico comerciante português, Antônio Joaquim Branco, assiste Aluísio, em garoto, ao desabono da sociedade maranhense a essa união dos pais contraída sem segundas núpcias, algo que se configurava grande escândalo à época. Foi Aluísio, irmão mais novo do dramaturgo e jornalista Artur Azevedo, com o qual, em parceria, viria a esboçar peças teatrais.

    Ainda em pequeno revela pendores para o desenho e para a pintura, dom que mais tarde lhe auxiliaria na produção literária. Concluindo os preparatórios em São Luís do Maranhão, transfere-se em 1876 para o Rio de Janeiro, onde prossegue estudos na Academia Imperial de Belas-Artes, obtendo, a título de subsistência imediata, ofício de colaborador caricaturista de jornais como O Fígaro, O Mequetrefe, Zig-Zag e A Semana Ilustrada.

    Em 1878 volta ao Maranhão,abandona momentaneamente os desenhos e dá início à atividade literária, publicando Uma Lágrima de Mulher no ano seguinte (1879). Em 1881, em período de crescente efervescência abolicionista, publica o romance O Mulato, obra que deixa a sociedade escandalizada pelo modo cru com que desnuda a questão racial e inaugura o Naturalismo na literatura brasileira. Nela, o autor já demonstra ser abolicionista convicto.

    Diante da reação hostil da província, obtendo sucesso com a obra na Corte, onde era considerada como exemplo da escola naturalista, volta à capital imperial e aí, incessantemente, produz romances, contos, crônicas e peças de teatro.

    Sua obra é tida na conta de irregular por diversos críticos, uma vez que a produção oscila entre o romantismo de tons melodramáticos, de cunho comercial para o grande público, e o naturalismo já em obras mais elaboradas, deixando a marca de precursor do movimento.


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    • 28 min

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