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#41: Augusto Fragoso - Os desafios do regulador num setor em permanente transformação Future Enterprise Show

    • Tecnologia

Num sector em ebulição permanente, o papel do regulador nem sempre é dos mais fáceis. Augusto Fragoso, director-general for Information and Innovation na ANACOM – Autoridade Nacional de Comunicações, e o mais recente convidado do Future Enterprise Show, veio dar conta disso mesmo.

O FES é um espaço de conversa e debate que junta Fernando Bação, professor na Nova IMS e Gabriel Coimbra, Group Vice president and country manager da IDC, a alguns dos principais stakeholders de organizações nacionais. Objetivo último: debater o futuro das organizações e da sua capacidade de inovação, numa economia cada vez mais digital.

Mas, antes de mergulhar no mundo das telecomunicações, importa saber o que fez de Augusto Fragoso o profissional que é hoje? “Pergunta sempre difícil porque acredito que a nossa intervenção é feita com base em dois vetores: um de virtudes e outro de defeitos”, garantiu.

Assim sendo, as características mais marcantes que opta por salientar são “uma opção não dogmática perante todas as coisas da vida, entender de onde vêm, fazer as perguntas certas e procurar as respostas para termos uma opção mais equilibrada no momento de decidir; salientar ainda uma curiosidade normal e natural por todas as coisas, pelos próprios perfis e pelas pessoas”. Depois “referir alguns defeitos inevitáveis e um deles é a resiliência – há quem lhe chame teimosia –, mas quero aludir aqui à ideia de não nos deixarmos vencer quer no aspeto da curiosidade quer da ação e irmos um pouco mais à frente sempre que possível, na senda da one last mile”.

Das características do profissional, para as mais marcantes do setor na atualidade. Augusto Fragoso acredita que, tendo um duplo papel de regulador e consumidor, terá sempre “uma vertente muito vincada da utilização pratica e pragmática daquilo que a tecnologia nos dá enquanto cidadãos”.

O responsável da ANACOM considera, ainda assim, este setor como “um dos mais determinantes” que vive “um momento acelerado, fruto daquilo que a tecnologia traz, por exemplo, em áreas como o 5G e 6G”. Dito isto, importa não descurar “a forma como a tecnologia se introduz na sociedade” e, no caso de um regulador, “pensar nos riscos do ponto de vista societário que uma adoção acelerada e não ponderada da tecnologia poderia trazer”. Mas Augusto Fragoso deixa um alerta: “Muitas vezes regular é decidir não regular”.

A viver um momento de viragem, com duas tecnologias soberanas – a capacidade de computação através da promessa quântica e a capacidade de telecomunicações –, Augusto Fragoso sublinha a necessidade de se perceber “a importância do mundo funcionar em rede, num sentido lato, e de essa capacidade ser também transposta para a vertente tecnológica”.

Questionado relativamente aos desafios do setor, o responsável da ANACOM não tem dúvidas: a falta de mão de obra qualificada. “A capacidade humana de endereçar os desafios é o maior desafio em si, e se hoje já somos claramente deficitários, isso vai piorar com o tempo face ao enorme défice de conhecimentos que se verifica”. No caso da ANACOM este é um problema ainda mais premente, muito por causa das restrições às quais o regulador se obriga.

“Eu diria que nós temos esse problema em três patamares diferentes: um primeiro que tem a ver com a própria natureza estatuária da ANACOM e as restrições a que somos obrigados”, referiu Augusto Fragoso. E outros dois patamares abordados e amplamente discutidos na conversa com os dois moderadores do FES. De resto, houve ainda tempo para falar sobre o tipo de relacionamento que a ANACOM mantem com os seus congéneres europeus, da aludir às vantagens e características das Zonas Livres Tecnológicas, com algumas curiosidades à mistura, e de perceber se a regulação deve atuar preventivamente ou à posteriori para evitar repetição de falhas.

Num sector em ebulição permanente, o papel do regulador nem sempre é dos mais fáceis. Augusto Fragoso, director-general for Information and Innovation na ANACOM – Autoridade Nacional de Comunicações, e o mais recente convidado do Future Enterprise Show, veio dar conta disso mesmo.

O FES é um espaço de conversa e debate que junta Fernando Bação, professor na Nova IMS e Gabriel Coimbra, Group Vice president and country manager da IDC, a alguns dos principais stakeholders de organizações nacionais. Objetivo último: debater o futuro das organizações e da sua capacidade de inovação, numa economia cada vez mais digital.

Mas, antes de mergulhar no mundo das telecomunicações, importa saber o que fez de Augusto Fragoso o profissional que é hoje? “Pergunta sempre difícil porque acredito que a nossa intervenção é feita com base em dois vetores: um de virtudes e outro de defeitos”, garantiu.

Assim sendo, as características mais marcantes que opta por salientar são “uma opção não dogmática perante todas as coisas da vida, entender de onde vêm, fazer as perguntas certas e procurar as respostas para termos uma opção mais equilibrada no momento de decidir; salientar ainda uma curiosidade normal e natural por todas as coisas, pelos próprios perfis e pelas pessoas”. Depois “referir alguns defeitos inevitáveis e um deles é a resiliência – há quem lhe chame teimosia –, mas quero aludir aqui à ideia de não nos deixarmos vencer quer no aspeto da curiosidade quer da ação e irmos um pouco mais à frente sempre que possível, na senda da one last mile”.

Das características do profissional, para as mais marcantes do setor na atualidade. Augusto Fragoso acredita que, tendo um duplo papel de regulador e consumidor, terá sempre “uma vertente muito vincada da utilização pratica e pragmática daquilo que a tecnologia nos dá enquanto cidadãos”.

O responsável da ANACOM considera, ainda assim, este setor como “um dos mais determinantes” que vive “um momento acelerado, fruto daquilo que a tecnologia traz, por exemplo, em áreas como o 5G e 6G”. Dito isto, importa não descurar “a forma como a tecnologia se introduz na sociedade” e, no caso de um regulador, “pensar nos riscos do ponto de vista societário que uma adoção acelerada e não ponderada da tecnologia poderia trazer”. Mas Augusto Fragoso deixa um alerta: “Muitas vezes regular é decidir não regular”.

A viver um momento de viragem, com duas tecnologias soberanas – a capacidade de computação através da promessa quântica e a capacidade de telecomunicações –, Augusto Fragoso sublinha a necessidade de se perceber “a importância do mundo funcionar em rede, num sentido lato, e de essa capacidade ser também transposta para a vertente tecnológica”.

Questionado relativamente aos desafios do setor, o responsável da ANACOM não tem dúvidas: a falta de mão de obra qualificada. “A capacidade humana de endereçar os desafios é o maior desafio em si, e se hoje já somos claramente deficitários, isso vai piorar com o tempo face ao enorme défice de conhecimentos que se verifica”. No caso da ANACOM este é um problema ainda mais premente, muito por causa das restrições às quais o regulador se obriga.

“Eu diria que nós temos esse problema em três patamares diferentes: um primeiro que tem a ver com a própria natureza estatuária da ANACOM e as restrições a que somos obrigados”, referiu Augusto Fragoso. E outros dois patamares abordados e amplamente discutidos na conversa com os dois moderadores do FES. De resto, houve ainda tempo para falar sobre o tipo de relacionamento que a ANACOM mantem com os seus congéneres europeus, da aludir às vantagens e características das Zonas Livres Tecnológicas, com algumas curiosidades à mistura, e de perceber se a regulação deve atuar preventivamente ou à posteriori para evitar repetição de falhas.

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