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Um minipodcast sobre literatura e cultura em pílulas de 5 minutos sobre a cultura, suas curiosidades e seu impacto em nosso cotidiano.Baseado na minha coluna semanal da CBN Amazônia 98.5 MHz que vai ao ar todas às segundas e terças-feiras.

Universo Literário Edkallenn

    • Artes
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Um minipodcast sobre literatura e cultura em pílulas de 5 minutos sobre a cultura, suas curiosidades e seu impacto em nosso cotidiano.Baseado na minha coluna semanal da CBN Amazônia 98.5 MHz que vai ao ar todas às segundas e terças-feiras.

    Miguel de Cervantes, autor do primeiro romance moderno

    Miguel de Cervantes, autor do primeiro romance moderno

    Miguel de Cervantes, autor do primeiro romance moderno
    =====================O tema de nossa semana é aquele que é considerado do homem que inventou a ficção através de um dos livros mais importantes e mais influentes já escritos. O tema de nossa semana é o escritor espanhol, Cervantes que tem uma história tão interesante quanto seu livro. Miguel de Cervantes Saavedra, nasceu na Espanha, no dia 29 de setembro de 1547, provavelmente em Alcalá de Henares, filho de Rodrigo e Leonor de Cortinas, que além de Miguel, tiveram mais seis filhos. Em 1563 a família mudou-se para Sevilha, onde Miguel iniciou seus estudos em gramática e latim, aprendendo com os padres jesuítas.Em 1566, aos 19 anos, mudou-se com a família para Madri, onde viveu apenas três anos. Segundo alguns estudiosos, ele teve que deixar a cidade porque havia ferido um homem por acidente. Passou a viver em Roma, na Itália, onde fez carreira como soldado e lutou na Batalha de Lepanto, contra os turcos, em 1571. Nesse combate, foi ferido e perdeu os movimentos da mão esquerda. Segundo alguns pesquisadores, na verdade ele perdeu o braço inteiro.Na volta à Espanha, em 1575, a embarcação em que Cervantes viajava foi tomada por piratas turcos. Os bandidos o mantiveram prisioneiro durante cinco anos; só foi libertado quando sua família pagou um resgate. De volta à Espanha, trabalhou como coletor de impostos do reino. Casou-se em 1583 com Catalina de Palacios Salazar, com quem viveu apenas um ano. Antes do casamento, teve uma filha. Edita na cidade de Madri, em 1585, “La Galatea”, que foi sua primeira novela. Teve contato com grandes literatos da época, e escreveu os poemas dramáticos “Los Tratos de Argel” e “La Mumancia”.A obra mais famosa de Cervantes é Dom Quixote — o nome completo é O engenhoso fidalgo Dom Quixote de La Mancha —, publicado em duas partes: a primeira em 1605 e a segunda em 1616. O livro conta a divertida história de Dom Quixote, cavaleiro ingênuo e bem-intencionado, que sai pelo mundo para combater as injustiças. Dom Quixote apronta muitas confusões e acaba sempre se dando mal.O livro é uma paródia das histórias de cavalaria, que narram os feitos heroicos dos cavaleiros. Eles enfrentam monstros, combatem exércitos inimigos e defendem os mais fracos. O livro fez tanto sucesso, que uma pessoa, fazendo uso de um nome falso, publicou uma segunda parte do romance. Por conta da revolta com tal falsificação, em 1615, Cervantes publicou sua própria segunda parte, escrevendo também diversas obras ao longo deste período. “Dom Quixote” foi traduzido em mais de 60 idiomas, e de geração em geração vem conquistando de crianças a adultos.Miguel de Cervantes, considerado um dos quatro gênios da literatura ocidental, morreu no dia 23 de abril de 1616, na cidade de Madri, Espanha. Deixando grande inspiração em diversos níveis, ultrapassando séculos. De forma que romancistas, contistas; poetas; escritores; pintores; escultores; ensaístas; cartunistas; quadrinistas; dentre outros, ainda hoje encontram em suas obras um referencial artístico.O seu trabalho é considerado entre os mais importantes em toda a literatura, e sua influência sobre a língua castelhana tem sido tão grande que o castelhano é frequentemente chamado de La lengua de Cervantes (A língua de Cervantes). A dica é, portanto, conhecer Cervantes (e a língua de Cervantes) seja por suas obras literárias, ou pelas muitas obras que ele inspirou.

    • 4 min
    Baudelaire e as flores da modernidade

    Baudelaire e as flores da modernidade

    TEMA: Baudelaire e as flores da modernidade
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    Nesta semana, ouvintes, ainda vivendo as restrições de movimentação e isolamento por conta da Covid-19 e sabendo das dificuldades que a quarentena nos traz, a coluna lembra do nascimento de um dos maiores escritores franceses de todos os tempos, um poeta que foi um dos precursores do simbolismo e o fundador da tradição moderna em poesia, infelizmente pouco estudado no Brasil, o poeta francês Charles Baudelaire.

    Charles-Pierre Baudelaire, nasceu em 9 de abril de 1821, há 199 anos, portanto, na cidade de Paris e faleceu na mesma cidade, dia 31 de agosto de 1867, com apenas 46 anos. Ele foi  um poeta, teórico e crítico francês. Foi um dos precursores do movimento simbolista na França e também o fundador da poesia moderna. Ainda criança, Baudelaire perde o pai e a mãe casa-se novamente com um padrasto com que ele terá muitos problemas.  

    A sua obra, de fato, se situa entre o romantismo e o realismo, apresentando um primeiro momento de ruptura com os padrões então aceitos e personificados, por exemplo, em Victor Hugo.

    A experiência poética de Baudelaire transforma, pela primeira vez, Paris em objeto de poesia lírica. Uma cidade onde se exalta uma burguesia abastada e também atravessada pelas suas figuras decadentes: a prostituta, o jogador, o moribundo, o mendigo, entre outras figuras que exprimem a degradação moral, encarnando a figura do mal, do inferno da experiência citadina e do tedium vitae, le mal du siècle.

    A poesia de Baudelaire é, assim, mergulhada na agitação da metrópole, além de amarga e até mesmo, cruel. A Obra prima de Baudelaire é o livro de poemas publicado em 1857, com o título, “As Flores do Mal”, com cem poemas e dividido em seções. O autor do livro é acusado, no mesmo ano, pela justiça, de ultrajar a moral pública. Os exemplares são apreendidos e uma multa foi paga. A censura ocorreu por causa de 6 poemas. O poeta aceita a sentença, escreve seus novos poemas e lança o livro novamente.

    Baudelaire também escreveu magníficos poemas em prosa além de críticas e sobre a teoria literária. Os chamados “poetas malditos”, Arthur Rimbaud, Paul Verlaine e Stéphane Mallarmé, sofreram enorme influência de Baudelaire. São os herdeiros franceses do poeta em mais de um sentido, constituindo o momento áureo do século XIX que rivaliza com o classicismo francês, da época de Molière, Racine e La Fontaine. Os modernos, porém, tem a vantagem de falar mais de perto conosco e com uma sensibilidade que ainda hoje nos identifica.

    Baudelaire é lido, comentado e influencia escritores até os dias de hoje. Devemos a Baudelaire também a difusão da obra de Edgar Allan Poe que já foi tema de nossa coluna. Baudelaire traduziu e comentou as obras do escritor americano.

     Nesta semana lembramos, claro que no dia 07 de abril é o dia mundial da saúde. Gostaria de encerra a coluna desejando muita saúde a todos os ouvintes, familiares, e a todas as pessoas do mundo neste momento de pandemia que passamos. Com muita fé, força, coragem e foco vamos vencer e, logo, logo, poderemos nos reunir para contar as histórias que vimos em filmes ou lemos em livros.

    • 5 min
    José de Anchieta, padre, missionário, escritor e Santo Católico

    José de Anchieta, padre, missionário, escritor e Santo Católico

    José de Anchieta
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    Nesta semana de março nós lembramos os nascimentos ilustres do escritor e sociólogo pernambucano, Gilberto Freire, os poetas Mallarmé e Ovídio, o escritor Henrik Ibsen, o grande músico Johann Sebastian Bach e o filósofo Slavoj Žižek

    Mas nossa coluna tem o prazer de homenagear outro ilustre nascido Nesta Semana de março, o padre, missionário, escritor e Santo católico, José de Anchieta 

    São José de Anchieta nasceu dia 19 de março de 1534, há 418 anos na ilha de Tenerife, em San Cristóbal de La Laguna, nas ilhas Canárias, na Espanha e morreu dia 9 de junho de 1597, aos 63 anos, em Iriritiba, estado do Brasil sob o império Português.

    Anchieta ingressou aos 17 anos na Companhia de Jesus, congregação religiosa fundada no século 16 e responsável pelo processo de evangelização na América Latina.

    Foi Beatificado em 1980 pelo papa João Paulo II e canonizado em 2014 pelo papa Francisco, é conhecido como o Apóstolo do Brasil, por ter sido um dos pioneiros na introdução do cristianismo no país. Em abril de 2015 foi declarado copadroeiro do Brasil pela CNBB

    Foi o primeiro dramaturgo, o primeiro gramático e o primeiro poeta nascido nas Ilhas Canárias. Foi o autor da primeira gramática da língua tupi, e um dos primeiros autores da literatura brasileira, para a qual compôs inúmeras peças teatrais e poemas de teor religioso e uma epopéia

    É o patrono da cadeira de número um da Academia Brasileira de Música.

    José de Anchieta chegou ao Brasil com 19 anos, ansioso para trabalhar com indígenas. Em 1554, participou da fundação de São Paulo.

    Aprendeu a língua nativa (o tupi) e, com a ajuda de curumins (crianças índias) que exerciam o papel de tradutores, escreveu o livro "Arte de grammatica da lingoa mais usada na costa do Brasil", que ajudava outros religiosos a entender a língua indígena durante o processo de catequização do Brasil-Colônia

    Ao longo da vida, Anchieta ficou conhecido por sua característica de conciliador. Exerceu papel fundamental durante o conflito entre índios tamoios (ou tupinambás) e tupiniquins, chamado de Confederação dos Tamoios em meados do século XVI 

    Na época, os tamoios, apoiados pelos franceses, se rebelaram contra os tupiniquins, que recebiam suporte dos portugueses. Para apaziguar os ânimos, Anchieta se ofereceu para ficar de refém dos tamoios na aldeia de Iperoig (onde atualmente fica Ubatuba, no litoral norte de SP), enquanto outro jesuíta, o padre Manoel da Nóbrega, seguiu para o litoral paulista para negociar a paz.

    Enquanto esteve "preso", a devoção de Anchieta à Virgem Maria o fez escrever na areia da praia a obra "Poema à Virgem", com quase 5 mil versos.

    Em 1565, entrou com Estácio de Sá na baía de Guanabara, onde estabeleceram os fundamentos do que viria a ser a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Dali, Anchieta seguiu para Salvador, onde foi ordenado sacerdote. Por ocasião dessa viagem, novamente pisou em terras capixabas. Em 1567, voltou para o Rio e para São Vicente. Nessa última, permaneceu dez anos, quando foi nomeado provincial (supervisor) dos jesuítas no Brasil.Em 1585, fundou a aldeia de Guaraparim (hoje Guarapari), no Espírito Santo. Morreu aos 63 anos em Reritiba, atual Anchieta. Os índios levaram seu corpo numa viagem de 80 quilômetros até Vitória, onde foi sepultado.

    Entre suas obras, destacam-se, destacam-se as Poesias redigidas em português, castelhano, latim e tupi. 

    Os poemas envolvem tanto temas religiosos como sociais e humanitários, advindos da experiência de décadas com a população indígena. Entre esses escritos, o mais célebre é o Beata Virgine, poema dedicado à Virgem. 

    Em 1954, na comemoração do IV centenário da cidade, os poemas de Anchieta são traduzidos e transcritos pela pesquisadora Maria de Lourdes de Paula Martins, sendo posteriormente editados e publicados. 

    Além das poesias, destaca-se também a obra

    • 5 min
    Mulheres escritoras

    Mulheres escritoras

    TEMA: Mulheres escritoras
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    Aproveitando a semana da mulher a coluna abordará as escritoras mulheres e tudo o que elas tiveram de vencer para se tornar a referência que são.

    A literatura é um espaço majoritariamente masculino e, obviamente, isso não acontece por que os homens tenham mais capacidade, repertório e melhores histórias para escrever do que as mulheres. 

    Por muito tempo, o impacto de pressões socioculturais decretava que as mulheres se dedicassem exclusivamente ao lar. Portanto, uma mulher que ousasse ter uma atividade intelectual estava cometendo uma séria transgressão

    Até o começo do século XX, por exemplo, as que se atrevessem a publicar livros usando seus próprios nomes eram severamente criticadas, pois estavam extrapolando o papel a elas designado.

    Mesmo assim, elas estiveram presente, agregando valor ao mundo da literatura, desde muito tempo. 

    Conta-se que, provavelmente, o primeiro romance do qual se tem notícia foi escrito por uma mulher: Murasaki Shikibu, uma japonesa da classe nobre, que escreveu no ano 1007 um livro chamado “A História de Genji”.

    Em uma triste comparação, podemos falar de Emily Brontë, que lançou o clássico_ O Morro dos Ventos Uivantes_ em 1847, e de J.K. Rowling, que lançou o primeiro livro da série _Harry Potter_ em 1997. Com 150 anos que separam a publicação dos dois livros, as duas escritoras inglesas usaram pseudônimos masculinos para suas obras. Brontë assinava como Ellis Bell, pois na época mulheres não podiam ser escritoras e Joanne Rowling?(o K é uma homenagem a sua avó, Kathleen?), um século e meio depois, foi aconselhada por seus editores a adotar a abreviação “J. K.” por acreditarem que o público não leria o livro se soubesse que havia sido escrito por uma mulher.

    No entanto, assim como em todas as outras esferas sociais, na literatura as mulheres também ocupam seu espaço cada vez mais. 

    Escritoras como Mary Shelley, Virginia Woolf, Agatha Christie, Simone de Beauvoir e Florbela Espanca abriram passagem para que, no mundo, outras também pudessem disseminar seus anseios e vivências através dos livros.

    No Brasil, as mulheres vêm conquistando, com muita luta, seu posto em muitos setores da sociedade, entre eles a literatura. 

    Nísia Floresta Brasileira Augusta, nascida no Rio Grande do Norte, foi uma das primeiras mulheres a romper o espaço particular dos homens na Literatura e publicou textos em jornais. Seu livro, “Direitos das mulheres e injustiça dos homens” (1932), é o primeiro a tratar dos direitos das mulheres à instrução e ao trabalho no Brasil. 

    Outras escritoras também desafiaram o mundo literário brasileiro, como Ana Eurídice Eufrosina Barandas, considerada a primeira cronista do país; Raquel de Queiroz, primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras; Clarice Lispector, uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX; e Nélida Pinon, primeira mulher a ser Presidente da Academia Brasileira de Letras.

    É claro que ainda estamos longe do ideal, mas é notório que novas escritoras a cada dia conquistam mais espaço no mercado editorial. 

    E nesse cenário, felizmente, ganhamos todos. Afinal, o que seria de nós, leitores, sem as obras que tratam das mais diversas e complexas questões da vida sem o olhar sensível, detalhista e perspicaz da mulher?

    existem muitas escritoras que ganharam (e continuam ganhando) destaque na literatura mundial, como Jane Austen,  Virginia Woolf, J. K. Rowling, Agatha Christie, Hilda Hist, Stephenie Meyer, Suzanne Collins, Gillian Flynn, Veronica Roth, Cassandra Clare, Cornelia Funk, Cressida Cowell, entre outras.

    Que tal celebrar a semana da mulher lendo um livro escrito por uma?

    • 4 min
    Tomás de Aquino, o homem que tornou-se santo pelas letras

    Tomás de Aquino, o homem que tornou-se santo pelas letras

    TEMA: Tomás de Aquino, o homem que tornou-se santo por conta das letras
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    O tema de nossa semana é um um homem que, apenas escrevendo, foi o mais influente pensador e teólogo da idade média, tanta influência ele teve que foi considerado santo pela Igreja Católica. Até hoje é muito estudado, copiado e lido. Vamos falar de Tomás de Aquino.

    Tomás de Aquino nasceu em 1225, em Aquino, uma comuna italiana, no Castelo de Roccasecca e faleceu dia 7 de março de 1274, há, portanto, 746 anos. Teve uma influente e apropriada educação. Estudou na abadia de Roccasecca, no Mosteiro da Ordem de São Bento de Cassino. Mais tarde, ingressou na Universidade de Nápoles, na Cátedra “Artes Liberais”.

    Com apenas 19 anos, em 1244, abandona o curso e decide seguir sua vocação religiosa tornando-se dominicano, ao ingressar na Ordem dos Dominicanos, no convento Saint Jacques, em Paris. Entretanto, foi na cidade de Colônia, na Alemanha, que Aquino escreve suas primeiras obras, sendo discípulo do bispo, filósofo e teólogo alemão Santo Alberto Magno (1206 d.C-1280 d.C.), conhecido como Alberto, o grande. Mais tarde, em 1252, Tomás de Aquino retorna à Paris onde se gradua em Teologia e segue a carreira de professor. Ministrou aulas em Roma, Nápoles e outras cidades da Itália.

    Ele foi o mais importante proponente clássico da teologia natural e o pai do tomismo. Sua influência no pensamento ocidental é gigantesca e muito da filosofia moderna foi concebida como desenvolvimento ou oposição de suas ideias, particularmente na ética, lei natural, metafísica e teoria política.

    O pensamento de Tomás de Aquino reabilita a filosofia de Aristóteles, até então vista sob suspeita pela Igreja Católica. Ele mostrou ser possível desenvolver uma leitura de Aristóteles compatível com a doutrina cristã. O aristotelismo tomista abriu caminho para o estudo da obra do filósofo grego  e para a legitimação do interesse pelas ciências naturais, um dos principais motivos do interesse por Aristóteles nesse período.

    Ficou conhecido como Doutor Angélico, cujo trabalho de vida esteve dedicado a fé, a esperança e a caridade constituindo assim, um pregador cristão da razão e da prudência. Foi um dos defensores da Escolástica, método dialético que pretendia unir a fé a razão em prol do crescimento humano. Uma de suas maiores obras, Summa Theologica, é o maior exemplo da Escolástica, na qual apresenta relações entre a ciência, razão, filosofia, fé e teologia.

    Ele escreveu mais de 60 obras. As obras principais de Tomás são a "Suma Teológica" (em latim: Summa Theologiae) e a "Suma contra os Gentios" (Summa contra Gentiles). Seus comentários sobre as Escrituras e sobre Aristóteles também são parte importante de seu corpus literário. Além disso, Tomás se distingue por seus hinos eucarísticos, que ainda hoje fazem parte da liturgia da Igreja. 

    Tomás é venerado como santo pela Igreja Católica e é tido como o professor modelo para os que estudam para o sacerdócio por ter atingido a expressão máxima tanto da razão natural quanto da teologia especulativa. Até hoje as suas 5 provas da existência de Deus são conhecidas e debatidas. Tomás de Aquino ainda hoje é estudado e é o cerne do programa de estudos obrigatórios para os que buscam ordenações na Igreja Católica e também em teologia, filosofia, história e direito canônico.

    Tomás de Aquino é a prova de que a escrita e os livros são altamente influentes em nosso mundo. Seja influente você também. Leia livros.

    • 4 min
    Victor Hugo, o mais famoso poeta e prosador do romantismo francês.

    Victor Hugo, o mais famoso poeta e prosador do romantismo francês.

    Victor Hugo, o mais famoso poeta e prosador do romantismo francês.
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    O personagem que vamos homenagear essa semana é um dos maiores escritores franceses, um homem que, como poucos, nasceu e viveu intensamente o século XIX. Vamos falar do grande escritor e poeta, Victor Hugo.

    Victor-Marie Hugo nasceu dia 26 de fevereiro de 1802, há 218 anos, portanto, na comuna de Besançon, na França. Foi um romancista, poeta, dramaturgo, ensaísta e político francês. Gozou de grande prestígio durante sua vida e marcou profundamente os acontecimentos do século XIX de seu país (e, por consequência, de todo o mundo). É o autor de “Os miseráveis” e Notre-Dame de Paris (mais conhecida como o Corcunda de Notre-Dame) entre diversas outras obras de renome mundial.

    A infância de Victor Hugo foi marcada pelo governo de Napoleão Bonaparte, imperador da França. Ele teve uma educação materna que lhe guinou para uma visão católica e monarquista de mundo, porém, seu ponto de vista mudou após a Revolução de 1848, período em que passou a ser militante do republicanismo e do livre pensamento.

    Seu pai era militar e, por conta disso, o escritor viveu em várias cidades francesas. Em 1815, ainda adolescente, o escritor se estabeleceu em Paris com objetivo de se dedicar à literatura. Foi assim que, aos 16 anos de idade, ganhou um prêmio da Academia Francesa pelo prelúdio de seu primeiro grande livro, Odes e Poesias Diversas (1822).

    Em 1819 fundou, com os seus irmãos, uma revista, o "Conservateur Littéraire" (Conservador Literário) e no mesmo ano ganhou o concurso da Académie des Jeux Floraux, instituição literária francesa fundada no século 14. Aos 20 anos publicou o já citado, "Odes e Poesias Diversas", mas foi o prefácio de sua peça teatral "Cromwell" que o projetou como líder do movimento romântico na França. Victor Hugo casou-se com Adèle Foucher e durante a vida teve diversas amantes, sendo a mais famosa Juliette Drouet, atriz sem talento, a quem ele escreveu numerosos poemas.

    O período 1829-1843 foi o mais produtivo da carreira do escritor. Seu grande romance histórico, "Notre Dame de Paris" - mundialmente conhecido como "O Corcunda de Notre Dame" - (1831), o conduziu à nomeação de membro da Academia Francesa, em 1841.

    A partir de 1849, Victor Hugo dedicou sua obra à política, à religião e à filosofia humana e social. Em 1870 Hugo retornou a França e reatou sua carreira política. Foi eleito primeiro para a Assembleia Nacional, e mais tarde para o Senado. 

    Na escrita, Victor Hugo sofre grande influência de Chateubriand. Seu estilo abordava temas políticos e sociais, com muita criatividade e imaginação com posições progressistas e reformistas, se tornando, assim, o mais famoso poeta e prosador do Romantismo francês tendo inspirado muitos escritores brasileiros, principalmente o poeta Castro Alves, Gonçalves Dias, José de Alencar além de Machado de Assis que traduziu para o português, o romance “os trabalhadores do mar”.

    De suas muitas obras, destaco, principalmente, claro, “Os miseráveis”, “O corcunda de Notre-Dame” e “Os trabalhadores do mar”, de preferencia em edições modernas, com notas, explicações e contexto bem detalhado. Há diversos filmes, musicais, séries, minisséries e peças de teatro baseadas na obra do grande escritor. Recomendo as animações, O corcunda de Notre Dame, da Disney, além de “Os miseráveis”, o musical de 2012, a minissérie de  2000 com Gerárd Depardieu no elenco e O filme de 1978 com Anthony Perkins como Javert e, claro, a melhor versão, a de 1998 com Liam Neeson como Jean Valjean.

    Victor Hugo faleceu em Paris, no dia 22 de maio de 1885. Em seu testamento deixa cinquenta mil francos aos pobres e pede preces de todas as almas. Foi sepultado em 1º de junho no Panteão, o monumento fúnebre dos heróis nacionais.

    • 4 min

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