Agência ECCLESIA

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Agência de informação da Igreja Católica em Portugal

  1. LUSOFONIAS - Yaoundé e suas largas periferias

    FEB 13

    LUSOFONIAS - Yaoundé e suas largas periferias

    Tony Neves, em Yaoundé e periferiasAterrei em Yaoundé e fui levado até à Casa Provincial dos Espiritanos, no centro desta capital camaronesa. Pelo caminho, um tráfico impossível e indisciplinado, que nem sequer os semáforos respeita. O trânsito está sempre engarrafado, dia e noite, pois a cidade não dorme.  Somos constantemente ‘picados’ pelo enxame de motos que nos ameaçam por todos os lados. Há sempre diante dos nossos olhos uma mancha amarela, os incontáveis táxis, quase todos Toyota Yaris. Passamos junto da Catedral, que tive a alegria de visitar no último dia. É uma cidade enorme (sempre que perguntei pela população, recebi respostas de 3 a 6 milhões de habitantes! – não há estatísticas que resistam a um crescimento tão acelerado como descontrolado!), com comércio em todos os passeios, ruas serpenteando nas inúmeras descidas e subidas, a merecer ser chamada a ‘cidade das sete colinas’ (equiparando-a a Roma e Lisboa, apelidadas com o mesmo título!). A cidade está sempre sob uma nuvem de fumo, resultante da poluição automóvel, mas também das queimadas de lixo em plena rua.Tive a alegria de visitar três das paróquias onde os Espiritanos trabalham. Comecei por sair do centro e ir até Yeg Asi, paróquia já em contexto rural, numa área de muita plantação de cacau. Além das celebrações e reuniões na comunidade paroquial, tive a possibilidade de presidir a um funeral segundo os ritos tradicionais e católico. Faleceu um senhor de 52 anos, que deixou viúva e cinco filhos. Morreu em novembro e esteve na morgue até meados de janeiro, dando tempo ao cumprimento de todos os ritos tradicionais. O funeral foi na aldeia, junto à residência. Houve missa, sepultamento em frente à casa e, depois, comida e bebida para uma multidão de povo que ali se concentrou.

    5 min
  2. A procura de Deus em Auschwitz e nos dias de hoje, com o padre João Gonçalves - Emissão 12-02-2026

    FEB 12

    A procura de Deus em Auschwitz e nos dias de hoje, com o padre João Gonçalves - Emissão 12-02-2026

    «O que é o Homem?»; «Como podemos conciliar a barbárie com a existência e a presença de Deus?»; «Deus esteve em Auschwitz?» Estas foram algumas das perguntas iniciais do padre João Gonçalves quando se propôs escrever uma tese a partir de Auschwitz, o campo de concentração onde morreram milhões de pessoas durante o regime nazi, na Alemanha, entre os anos 1939-1945.Como companheiros, o jovem padre encontrou na literatura racional de Elie Wiesel, nas memórias de Primo Levi ou de Dietrich Bonhoeffer, e na prosa poética orante de Etty Hillesum, pistas para afirmar que se pode falar de Deus em Auschwitz, porque ali se rezou. O sacerdote da Diocese do Funchal diz mesmo que em Auschwitz, Deus foi novamente crucificado e gaseificado, como aconteceu a tantos pequeninos e frágeis. Mas o livro «De profundis – pensar e acreditar em Auschwitz»não se circunscreve a um período histórico; ele quer dialogar com o tempo atual e reconhecer nos «refugiados, vítimas da guerra, pobres indevidamente repatriados, vítimas de ditaduras horrendas e escravos contemporâneos» umcaminho para que a ética reclame caminhos de intervenção na vida dos homens. Esta publicação, e o seu autor, reclama ainda um diálogo da Teologia com a Literatura e com a vida das pessoas, sob pena de os «teólogos ou crentes saberem mais das coisas do outro mundo do que deste» e falarem para anjos.

    32 min

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