A Comp acabou de levantar R$ 100 milhões em sua Série A, em uma rodada liderada pela Khosla Ventures e que fez na startups seu primeiro investimento no Brasil. Neste episódio, eu converso com Christophe Gerlach, CEO da Comp, e Pedro, cofundador e CPO, sobre a construção de uma das empresas mais interessantes do novo ciclo de software: uma startup que não vende apenas ferramenta para RH, ela faz o trabalho. A Comp se apresenta como uma operação de RH nativa em IA, combinando especialistas e engenheiros para transformar pessoas, remuneração, estrutura organizacional e performance em vantagem competitiva. Assista no Spotify: Patrocinadores: * Onfly: Solução de tecnologia ideal para poupar tempo do seu time de finanças e dos colaboradores em viagens corporativas. * Lobby: A melhor plataforma para brindes corporativos, usado pelo iFood, Wellhub e Boticário. Ela te auxilia na jornada completa: da concepção à entrega, tudo verticalizado. Ao longo da conversa, falamos sobre: * como a Comp saiu de um banco de dados de remuneração para um modelo de HR as a Service * por que o futuro da tecnologia pode estar menos em “vender software” e mais em entregar o resultado * o papel dos forward deployed teams na implementação real de AI dentro das empresas * como founders outsiders conseguiram reinventar um mercado historicamente burocrático * por que a Comp representa uma tese maior sobre o futuro do trabalho e o redesenho dos times de back-office 12 insights do episódio 1) Foque no must-have. Enquanto o produto for nice-to-have, você está em risco. 2) É impossível prever o futuro, mas é possível descobri-lo através de iterações. — Vinod Khosla 3) Convicção na visão, flexibilidade no produto. A Comp sempre soube que pessoas eram o ativo mais importante de uma empresa. O produto mudou várias vezes. 4) Não siga o rebanho. Fazer consultoria era uma ideia estranha dois anos atrás. Foi exatamente esse pivô que levou a Comp até onde está. 5) Clientes se preocupam com outcomes, não com produtos. Listar features importa cada vez menos. O que importa é o impacto gerado. 6) Venda o trabalho, não o software. — Sarah Tavel 7) Mercado de serviços é muito maior do que o de software. Por exemplo, a cada R$1 gasto em software de RH, R$20 são gastos em pessoas e serviços. 8) Se você fica feliz com os avanços da AI, seu negócio está no lugar certo. — Kevin, CPO da OpenAI 9) É muito mais fácil fazer uma demo do que fazer uma operação de AI funcionar de verdade. Quando empresas crescem e atingem clientes corporate, é um sinal de que há algo especial. 10) Conexões são um dos ativos mais importantes do mundo. O deal da Comp com a Khosla Ventures veio de um anjo que conhecia Keith Rabois. Existe um efeito composto em fazer bons trabalhos com pessoas incríveis. 11) Os melhores investidores de VC pensam mais no que pode dar muito certo do que em como mitigar riscos. 12) No longo prazo, os interesses dos clientes e dos stakeholders são os mesmos. — Jeff Bezos Para aprofundar: * AI startups: Sell work, not software - Sarah Tavel * Vinod Khosla and Keith Rabois - Uncapped with Jack Altman * The Palantirization of everything - a16z * Vinod Khosla - EP * Forward Deployed Engineers This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit abreu.substack.com