98 episódios

Conversas conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser

A Beleza das Pequenas Coisas Expresso

    • Sociedade e cultura
    • 4,6 • 339 classificações

Conversas conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser

    Joana Barrios: “Gosto muito de viver e de curtir o caminho com disponibilidade. Fascino-me com plantas que surgem no meio do alcatrão"

    Joana Barrios: “Gosto muito de viver e de curtir o caminho com disponibilidade. Fascino-me com plantas que surgem no meio do alcatrão"

    Tornou-se conhecida do grande público por cozinhar nos programas televisivos de Cristina Ferreira, mas Joana Barrios é uma criativa com muitas mais frentes. É atriz do Teatro Praga, escreve sobre moda, apresentou o programa “Armário”, na RTP2, que lhe valeu o Prémio Autores 2020, da SPA, publicou dois livros de culinária, o “Nhom Nhom” e “O da Joana”, e é um dos novos rostos do canal 24 Kitchen, onde partilha alguns dos seus “super poderes” na cozinha. “Quando digo que ‘cozinhar é um super poder’, não é só uma bonita parangona impressa num avental. Podes ser anti-sistema se cozinhares e levares a tua marmita. Eu levo-a para todo o lado.” Joana afirma que está “permanentemente em construção” e que se questiona muito. Às vezes, demais. E garante que tudo o que comunica tem uma intenção ativista. “Para mim, a moda, a alimentação e o teatro vivem todos dentro de uma lógica de ecologia, não só ambiental, mas social e económica.” Apesar dos momentos menos bons do passado, afirma gostar muito da vida, das pessoas, que se encanta com coisas simples e que está a viver alguns dos seus sonhos. “Sou naturalmente muito para ‘arriba’. Nunca para ‘abajo’. Temos de saber aceitar os nossos momentos felizes. E continuo a dizer de forma divertida que quero ganhar um Óscar”

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    • 1h 48 min
    Joaquim Letria: “Estamos cada vez mais entregues à bicharada. Mas não culpo os jovens”

    Joaquim Letria: “Estamos cada vez mais entregues à bicharada. Mas não culpo os jovens”

    Durante décadas, Joaquim Letria foi figura principal da televisão e do jornalismo português. Começou no extinto “Diário de Lisboa”, passou pela BBC, em Londres, foi repórter internacional da agência "Associated Press", fundou “O Jornal”, o “Tal e Qual”, a revista “Sábado” e, na RTP, foi autor e apresentador de programas de informação e 'talk shows'. Em 75, junto com José Carlos Megre, moderou o mítico debate para as presidenciais entre Mário Soares e Álvaro Cunhal, de onde saiu a célebre frase “olhe que não, doutor, olhe que não!” Sobre esse momento decisivo da democracia, tem uma opinião muito própria. “Soares ganhou porque vendeu às pessoas o que queriam ouvir. Cunhal foi mais verdadeiro. Votei em Cunhal." Voz crítica do jornalismo atual, Letria lamenta também que a ONU ‘sopre para o lado’ enquanto a Faixa de Gaza continua a ser bombardeada por Israel e fala da importância do tempo para se chegar à verdade dos factos. Aos 77 anos, afirma que houve “sempre” quem o quisesse apagar do retrato e avisa: "Não quero reformar-me nunca. Jamais. Com esta idade podemos até ser melhor do que éramos. Sinto-me com mais qualidade."

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    • 1h 39 min
    Paulo Moura: “Um dos grandes desafios das sociedades é como gastamos o tempo. É um bem absoluto, não desvaloriza, vale mais que dinheiro”

    Paulo Moura: “Um dos grandes desafios das sociedades é como gastamos o tempo. É um bem absoluto, não desvaloriza, vale mais que dinheiro”

    Boa parte da sua vida conta-se em reportagem nas zonas de crise do mundo inteiro, do Kosovo à Argélia, de Angola à Líbia, entre tantos outros lugares em estado de fogo. “Não ir a destinos de guerra não me deixa em paz. Há lugares onde se decidem coisas importantes para a Humanidade. E sinto necessidade de estar lá, mesmo que sejam momentos desagradáveis.” Em 2011, Paulo Moura recebeu o prémio Gazeta de Imprensa pelo conjunto de reportagens sobre a ‘Primavera Árabe’, mas nos últimos anos tem-se dedicado à escrita de viagens e à literatura. Sempre para refletir sobre o mundo e compreender os outros. “Quero perceber o que há em mim deles. Mesmo os facínoras. Esta é a essência do jornalismo. Mas tentar compreender não significa justificar, nem absolver.” Autor de 10 livros de não-ficção acaba de lançar “Cidades do sol - em busca de utopias nas grandes metrópoles da Àsia”, onde pretende descobrir com que sonham os habitantes do futuro. Esta conversa parte daí para as interrogações do presente

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    • 2 horas 15 min
    Ivo Canelas: “A minha preocupação com o 'por favor gostem de mim' é menor. Mas ando sempre a controlar o medo, o pânico”

    Ivo Canelas: “A minha preocupação com o 'por favor gostem de mim' é menor. Mas ando sempre a controlar o medo, o pânico”

    Depois de um ano que nos deitou abaixo, é catártico poder (re)ver o ator Ivo Canelas no monólogo “Todas as Coisas Maravilhosas”, do inglês Duncan Macmillan, que fala sobre saúde mental e a importância de não perdermos a capacidade de nos deslumbrarmos com os outros, a música, a vida. O espetáculo já foi visto por mais de 15 mil espectadores e está em cena até final de maio, no “Estúdio Time Out”, no Mercado da Ribeira, em Lisboa. Nesta entrevista Ivo fala da importância da dúvida e de como ela o desarruma e desconcerta tantas vezes. “Cada vez mais tenho menos certezas absolutas. Percebo mais claramente o ridículo que são essas certezas absolutas." Sobre o sonho do cinema americano, que continua bem vivo em si, afirma: “É uma luta constante. Os 'nãos' continuam a acontecer. Mas continuo a sentir em mim a 'vibe' de que é possível. E é na subida para a montanha que está o prazer, não é o alcançar o pico. Porque se chegarmos ao topo vamos pensar 'ok, então qual vai ser a próxima montanha mais alta? Esta insatisfação é essencial para vivermos”

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    • 1h 22 min
    Sara Barros Leitão: “Não é um nome que faz com que a denúncia de assédio seja mais credível. A vítima deve sempre ser ouvida”

    Sara Barros Leitão: “Não é um nome que faz com que a denúncia de assédio seja mais credível. A vítima deve sempre ser ouvida”

    É uma atriz e criadora cheia de urgência. Diz de si que nasceu atrasada, tanto é o que quer fazer no palco e fora dele. Sara Barros Leitão descreve-se como feminista, ativista, incoerente, revolucionária. E afirma usar o espaço de cena e o papel e a caneta como um bidão de gasolina para atear fogos no pensamento, desfazer em cinzas a desigualdade e preconceito e trazer a lume a história das pessoas esquecidas e invisíveis. “A minha questão sempre foi como uso o meu privilégio para mudar o mundo. O privilégio tem de ser distribuído tal como a riqueza." Aos 30 anos, com um percurso em teatro, cinema e televisão, já foi nomeada para os Prémios Sophia, Prémios Áquila, Globos de Ouro e, em 2020, venceu a 1.ª edição do Prémio Revelação Ageas Teatro Nacional D. Maria II, que reconhece os talentos emergentes do teatro. “Um dos grandes desafios para um jovem artista é sobreviver e lutar contra a precariedade." Sobre as denúncias de assédio no meio audiovisual português, afirma nesta entrevista que conhece essa realidade e que é testemunha do caso tornado público pela atriz Sofia Arruda. “Estas denúncias que vão sendo feitas têm de ser acompanhadas com uma grande discussão pública que está agora a começar"

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    • 1h 44 min
    José Gameiro: “A preguiça é um direito de cada um de nós, o direito de não fazer nada. As melhores ideias aparecem quando estou a preguiçar”

    José Gameiro: “A preguiça é um direito de cada um de nós, o direito de não fazer nada. As melhores ideias aparecem quando estou a preguiçar”

    Há mais de 40 anos que o médico psiquiatra ouve os desabafos e angústias dos casais em crise. E nesta conversa deixa claro que, mais do que a infidelidade, o pior veneno para o casal é a crítica destrutiva e sistemática. Sobre a pandemia, assume que se enganou ‘redondamente’ no início e que não esperava que provocasse tanto impacto na saúde mental. E prevê que a crise económica irá piorar largamente o bem-estar psicológico das pessoas. Sobre si, aos 71 anos revela que continua a saber tirar gozo da vida. “Sou um gajo de prazeres. Não consigo viver sem tempo, sem os pequenos prazeres. E sempre que possível, todos os fins de semana eu e um amigo pilotamos um avião e decidimos aonde vamos tomar café no país. O que mais gosto é descolar, sair do chão e andar pelo ar”

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    • 1h 44 min

Críticas de clientes

4,6 de 5
339 classificações

339 classificações

Ilda morais ,

Paulo Moura

Fantástica conversa!
Amei!

jcjfudyyddyydxy ,

Being around you makes everything better.

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drhhfnfjff ,

Your capacity for generosity knows no bounds.

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