79 episodes

Podcast quinzenal de histórias políticas atuais e atemporais. Afinal, toda história acaba em pizza.

Geopizza Globoplay

    • History
    • 4.7 • 7 Ratings

Podcast quinzenal de histórias políticas atuais e atemporais. Afinal, toda história acaba em pizza.

    Entre os Tupinambás: Hans Staden #79

    Entre os Tupinambás: Hans Staden #79

    Após permanecer 9 meses como prisioneiro dos tupinambás em Ubatuba, o alemão Hans Staden ganhou confiança o suficiente dos chefes indígenas para não ser devorado.

     

    Participando de guerras, caças e rituais, Staden escreveu um dos relatos mais detalhados de como era o Brasil no meio do século 16: seus povos, fortes, guerras por terra e por mar 🌳

     

    Em 1554, Staden presenciou os primeiros conflitos da Confederação dos Tamoios, uma longa guerra entre povos tupi e portugueses.

     

    No mesmo ano, conseguiu firmar um acordo com os tupinambás e retornar à Europa, onde escreveu seu detalhado relato sobre os 5 anos que permaneceu nas selvas da colônia. 

     

    O Livro “Duas Viagens ao Brasil” tornou-se um sucesso de vendas na Europa, principalmente devido às suas xilogravuras (ilustrações) dos tupinambá 📖

     

    Entretanto, em rápido tempo caiu no esquecimento. Ironicamente, só ganharia uma tradução em português acessível na década de 1930.

     

    Mesmo tão rico historicamente e narrativamente, o livro é pouco conhecido, até mesmo entre os próprios brasileiros.

    Qual o motivo disso? É o que abordaremos nesta edição 🤔

     

    ____________________

     

    Se curte o conteúdo do Geo, agradecemos quem contribuir com nossa campanha mensal no:

     

    Picpay: https://picpay.me/geopizza  

    Apoia.se: https://apoia.se/geopizza

    ou Patreon: https://patreon.com/geopizza 


    Agora também temos uma loja de mapas e canecas do Geo  👇
    https://shopee.com.br/shop/482090101/

    ____________________

     

    Fontes completas e dicas culturais no nosso site https://geopizza.com.br/

    • 2 hr 4 min
    Hans Staden: Perdido no Brasil Colonial #78

    Hans Staden: Perdido no Brasil Colonial #78

    No meio do século 16, o mercenário e arcabuzeiro alemão Hans Staden aportou 2x nas costas do recém-fundado Brasil.

     

    A primeira, em 1549, passando por Pernambuco e pela Paraíba, e a segunda, em 1550, passando pelo atual Rio de Janeiro, São Paulo e a ilha de Santa Catarina, atual Florianópolis.

     

    Staden se encontrou com grandes figuras do Brasil Colonial, como São Tomé de Souza, governador geral do Brasil e fundador de Salvador, assim como Duarte Coelho, fundador de Olinda e dono da capitania de Pernambuco.

     

    Em 1554, Staden foi trabalhar em Bertioga, onde foi prisioneiro dos indígenas tupinambá por 9 meses, levado para a aldeia de Ubatuba, atual São Paulo.

     

    Lá, conheceu importantes chefes indígenas, como o chefe Cunhambebe, responsável por formar a Confederação dos Tamoios, que uniu diversos povos tupi aos franceses para combater os portugueses.

     

    Com 25 anos na época, Staden viveu para contar o que viu: a densa mata tropical, ilhotas, cachoeiras, praias, rios, mangues os engenhos portugueses, os navios franceses, assim como a prática antropofágica de alguns povos tupi.

     

    De volta na Alemanha, publicou em 1557 o Livro “Duas Viagens ao Brasil” acompanhado de xilogravuras (ilustrações) baseados nos seus 5 anos de viagem.

     

    O livro, tornou-se um sucesso de vendas na Europa, principalmente devido às suas ilustrações dos povos tupi.

    ____________________





    Se curte o conteúdo do Geo, agradecemos quem contribuir com nossa campanha mensal no:

     

    Picpay: https://picpay.me/geopizza

    Apoia.se: https://apoia.se/geopizza

    ou Patreon: https://patreon.com/geopizza Agora também temos uma loja de mapas e canecas do Geo 👇 https://shopee.com.br/shop/482090101/

    • 1 hr 49 min
    Experimentos e Expedições Nazistas no Brasil #77

    Experimentos e Expedições Nazistas no Brasil #77

    O Partido Nazista realizou uma série de expedições e experimentos no Brasil na década de 30 👇

     

    Nesta edição, comentamos 3 experimentos e expedições nazistas que ocorreram em solo brasileiro:

     

    A Expedição do Jari na Amazônia, a Fazenda de Monte Alegre em São Paulo e os Experimentos eugenistas em Espírito Santo

     

    Na Amazônia, de 1935 - 1937, os nazistas percorreram o Amapá ao longo do Rio Jari.

     

    Essa expedição tinha propósitos cartográficos, científicos e propagandísticos para o 3º Reich.

     

    Os alemães foram anunciados como os "primeiros homens brancos do norte da Amazônia" fotografando e filmando o cotidiano dos indígenas Aparaí que "não tinham contato com a civilização moderna" (todos os pontos eram falsos)

     

    Os materiais audiovisuais foram mais tarde exibidos na Alemanha, reforçando o estereótipo “colonial” e “subdesenvolvido” que o Brasil possuía em relação à Europa.

     

    Um alemão da comitiva, Otto Schulz-Kampfhenkel, chegou a elaborar um plano de invasão e colonização da Amazônia pelo norte do Brasil, apresentado aos comandantes do Terceiro Reich.

     

    Se o seu projeto, chamado de Projeto Guiana, tivesse sido aceito, o Amapá seria, futuramente, invadido por soldados de 3º Reich.

     

    Um dos membros da expedição, Joseph Greiner, faleceu no Amapá, ganhando uma sepultura em formato de cruz com uma suástica, que existe até hoje próximo à cachoeira de Santo Antônio.

     

    No segundo caso dessa edição, abordamos o episódio da Fazenda de Campina Monte Alegre, em São Paulo.

     

    Na cidade de Campina do Monte Alegre, interior de São Paulo, próxima a Uberaba, havia uma fazenda gerida por integralistas com tendências nazistas.

     

    Seus proprietários, eram ligados à elite industrial, política e urbanística do Rio de Janeiro, os Rocha Miranda.

     

    Além de ser uma sede de encontro integralista, alguns tijolos do local possuíam a suástica nazista, assim como o gado da propriedade.

     

    Ao longo de 1930, mais de 50 crianças pardas e pretas foram raptadas de orfanatos no Rio de Janeiro, mandados para trabalhar nas fazendas Cruzeiro do Sul e Santa Albertina, propriedade dos Rocha Miranda.

     

    Os meninos não podiam deixar a fazenda, sendo libertos apenas quando o Brasil entrou em guerra com o Eixo e proibiu o integralismo e o nazismo.

     

    Por fim, na terceira história abordamos os experimentos feitos pelo 3º Reich em 1937 no Espírito Santo.

     

    O Instituto Tropical de Hamburgo encomendou uma pesquisa para descobrir se os imigrantes germânicos no Brasil poderiam comprometer a "raça ariana" por fatores climáticos.

     

    O experimento avaliava a cor dos cabelos, da pele, media tamanho do crânio, largura da mandíbula e do nariz.

     

    ____________________

     

    Se curte o conteúdo do Geo, agradecemos quem contribuir com nossa campanha mensal no:

     

    Picpay: https://picpay.me/geopizza

    Apoia.se: https://apoia.se/geopizza

    ou Patreon: https://patreon.com/geopizza

    Agora, temos uma loja com mapas, pôsteres e canecas, a GEOSTORE!🌎 https://shopee.com.br/shop/482090101/

    • 2 hr 23 min
    Pompeia e Herculano: Na Sombra de um Vulcão #76

    Pompeia e Herculano: Na Sombra de um Vulcão #76

    Herculano e Pompeia são as cidades mais bem preservadas da Roma Antiga.

     

    No ano 79 dC, uma grande erupção do monte Vesúvio atingiu ambas as cidades, liberando um poder explosivo 100 mil vezes maior que a bomba atômica de Hiroshima de 1945.

     

    Milhões de toneladas de lava, pedra-pomes e cinzas foram lançadas ao céu. Eles formaram uma grande coluna de 20 quilômetros de altura que caíram sob ambas as cidades.

     

    Enquanto os habitantes de Pompéia morreram soterrados por cinzas vulcânicas, os habitantes de Herculano morreram devido a uma onda de calor intensa de 300 - 500 graus.

     

    A camada de cinzas que cobriram as cidade transformou-se em tufo, uma rocha vulcânica de baixa densidade, que conservou diversos objetos como casas, móveis, jarros, panos e até mesmo alimentos, como pães carbonizados da Roma Antiga 🥖

    ____________________





    Se curte o conteúdo do Geo, agradecemos quem contribuir com nossa campanha mensal no:

     

    Picpay: https://picpay.me/geopizza

    Apoia.se: https://apoia.se/geopizza

    ou Patreon: https://patreon.com/geopizza

    • 3 hr 50 min
    Nazismo Tropical #75

    Nazismo Tropical #75

    O Brasil foi o país com o maior número de integrantes do partido nazista fora da Alemanha na década de 1930.

     

     Com 2.900 integrantes, estava presente em 17 dos 21 estados brasileiros da época.

     

    Ele atuava em escolas, em clubes, em bancos, em escritórios, rádios, jornais e palestras, seja em áreas rurais ou urbanas.

     

    O partido nazista do Brasil funcionou por 10 anos, de 1928 a 1938

     

    Era parte de uma rede de filiais do Partido Nazista da Alemanha, distribuídas por 83 países e presente nos 5 continente ao redor no mundo. 

     

    No Sul e Sudeste, por ter uma maior taxa de colonização alemã, os nazistas eram mais numerosos, enquanto os estados do nordeste, centro-oeste e norte tinham grupos menores do partido, como o caso de Pernambuco, com 43 integrantes, 39 na Bahia e 27 no Pará.

     

    Mas, o que fez o Brasil ter tantos nazistas?



    O profundo racismo com outras etnias, a política anticomunista da época e as tendências fascistas do governo Vargas, são algumas dessas explicações. 

     

    ____________________

     

    Se curte o conteúdo do Geo, agradecemos quem contribuir com nossa campanha mensal no:

     

    Picpay: https://picpay.me/geopizza  

    Apoia.se: https://apoia.se/geopizza

    ou Patreon: https://patreon.com/geopizza 

     

    ____________________

     

    Fontes completas e dicas culturais no nosso site https://geopizza.com.br/

    • 3 hr 25 min
    Nossos Vizinhos Cósmicos #74

    Nossos Vizinhos Cósmicos #74

    Quais são os principais planetas vizinhos da Terra capazes de comportar vida? 🤔

    Mesmo com centenas de candidatos, ainda assim não escutamos nenhum sinal de vida vindo do espaço.

    O Paradoxo de Fermi, propõe que se a vida inteligente é tão rara no universo, nós podemos ser o 1º planeta a comporta-lo, ou possivelmente, vivemos em uma simulação.

    Buscando responder a isso, a Escala de Kardashev propõe a existência de civilizações com até 5 graus de desenvolvimento tecnológico.

    De acordo com a escala, isso colocaria a Terra em uma civilização tecnológica de 0.7.

    Dessa forma, poderíamos estar "ignorando" civilizações com graus tecnológicos mais avançados, pois ainda não temos os equipamentos necessários para encontrá-los 🔎

    Que tecnologias seriam essas e em que planetas poderiam estar escondidas?
    É o que abordamos nesta edição 🎙️

    ____________________

    Se curte o conteúdo do Geo, agradecemos quem contribuir com nossa campanha mensal no:

    Picpay: https://picpay.me/geopizza
    Apoia.se: https://apoia.se/geopizza
    ou Patreon: https://patreon.com/geopizza

    ____________________

    Fontes completas e dicas culturais no nosso site https://geopizza.com.br/

    • 3 hr 35 min

Customer Reviews

4.7 out of 5
7 Ratings

7 Ratings

GBarruffe ,

Tri bagual

Excelente podcast direto dos pampas gaúchos!

WilFerreira ,

Identidade Sonora

O podcast é incrível, bem escrito, os assuntos bem selecionados, porém não devemos esquecer que podcast é um mecanismo de áudio, assim todos os efeitos sonoros fazem parte do processo de construção da narrativa e da comunicação. Confesso que tenho dificuldade de ouvir os locutores e as estórias até o final, falam alto no time errado, não conseguem criar uma atmosfera confortável para ouvirmos os assuntos com atenção, poderia ser algo mais leve, as entonações são exageradas sem nenhuma necessidade, se conseguissem identificar isso tenho certeza que melhoraria muito o conteúdo de vocês.

Top Podcasts In History

Wondery
Wondery
Double Elvis | Amazon Music
Audioboom Studios
Dan Carlin
Sarah Marshall

You Might Also Like

Central 3 Podcasts
Leitura ObrigaHISTÓRIA
B9
Educação em Meia Hora
Petit Journal
B9, Naruhodo, Ken Fujioka, Altay de Souza