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  1. Sem a luz da transparência, financiamento dos partidos fica condenado à escuridão das suspeitas

    7시간 전

    Sem a luz da transparência, financiamento dos partidos fica condenado à escuridão das suspeitas

    Numa recente intervenção no programa da CNN Portugal "O Princípio da Incerteza", Alexandra Leitão fez o resumo perfeito de uma polémica cujo desfecho terá enormes consequências nos próximos capítulos de uma democracia ameaçada pela suspeita tóxica dos extremismos. O que está em causa é simples: queremos uma democracia transparente, na qual quem tem o privilégio republicano de servir o país e os partidos que os representam está disposto a ser escrutinado? Ou, em nome de interesses ou opiniões pessoais, certamente legítimas, vamos deixar criar uma zona de sombra sobre questões importantes como as que nos permitem saber quem financiou os partidos? Esta polémica tem uma história. Grave. Tudo começa quando alguns partidos e políticos comunicaram à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos que, não se opondo à fiscalização das suas contas, exigiam que o nome das pessoas que os financiam não fosse revelado. Em defesa do seu pedido, invocavam o famoso RGPD, o Regulamento Geral de Protecção de Dados. Perante esta exigência, a Entidade pediu esclarecimentos à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA). Que, num parecer burocrático, falho de ponderação e sem cuidar da proporcionalidade do conflito de direitos que está em causa, concordou com a ocultação. O caso soube-se quando um jornalista do Público procurou informações sobre financiadores de um partido e teve como resposta, um não. A tentativa de ocultar os financiadores dos partidos mergulha a democracia num limbo propício à especulação e à suspeita – dois ingredientes preciosos para o discurso da extrema direita. E surge num contexto em que as dúvidas sobre a idoneidade dos políticos se agravam – uma situação perniciosa que o presidente da AR tentou expor de forma desastrada no seu discurso do 25 de Abril. Em especial porque sugere uma continuidade com as tentativas do primeiro-ministro em não revelar dados sobre a sua empresa Spinumviva. Todos os partidos da oposição estão de acordo com a necessidade de legislar para garantir a transparência e bloquear o parecer da CADA. O PSD não se pronuncia, mas António Leitão Amaro já disse estar de acordo com o Presidente da República na defesa da transparência. O que está em causa é o comportamento sofrível de Portugal no Índice de Transparência Internacional (48ª posição entre 182 países). Ou a deficiente aplicação em Portugal das regras do Grupo de Estados contra a Corrupção (GRECO)  que estão contempladas na Estratégia Nacional Anticorrupção 2025-2028. Arrastar os pés ou recuar na transparência, que consequência pode ter numa matéria tão sensível como o combate à corrupção? Que impacte pode ter esta polémica na percepção pública que degrada a imagem de Portugal à categoria de país corrupto? Oportunidade para conversar com José Fontão, sociólogo, director na área de Prevenção do Branqueamento de Capitais da PwC e líder da Transparência Internacional em Portugal. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    19분
  2. Imigrantes do Sul da Ásia: muito visíveis para uns, mas invisíveis para o poder

    2일 전

    Imigrantes do Sul da Ásia: muito visíveis para uns, mas invisíveis para o poder

    O PÚBLICO inicia hoje a publicação de uma série de trabalhos chamada Filhos da migração sul-asiática, histórias para lá dos números, da autoria da jornalista Joana Gorjão Henriques. Nestas reportagens, vamos ouvir jovens da Índia, Bangladesh, Nepal e Paquistão, que vivem em Portugal. Não são retratos de comunidades, nem estatísticas sobre imigração. São histórias individuais que ajudam a compreender a vida para lá dos números. Vindos de quatro países política e historicamente distintos, estes jovens partilham um território de origem comum (o Sul da Ásia) e experiências semelhantes no país de acolhimento. Pertencem a comunidades pouco estudadas, marcadas pelo desconhecimento e por vários estigmas. Nos últimos anos, tornaram‑se mais visíveis no espaço público, sobretudo como alvo de campanhas políticas, discursos de ódio e ataques da extrema‑direita. Em contraste, permanecem largamente invisíveis nos lugares de poder e de decisão. São comunidades fundamentais para a economia portuguesa, presentes em vários sectores da mão‑de‑obra. Ainda assim, pouco se sabe sobre o seu quotidiano, as suas escolhas e expectativas. O primeiro episódio começa pela Índia, o país com a relação migratória mais antiga com Portugal e, hoje, a segunda maior comunidade imigrante residente no país. A jornalista do PÚBLICO Joana Gorjão Henriques é a convidada deste episódio. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    17분
  3. Mais de metade dos adolescentes dorme mal e alguns sentem-se ansiosos

    4월 22일

    Mais de metade dos adolescentes dorme mal e alguns sentem-se ansiosos

    Chama-se Bem-Estar, Saúde Psicológica e Comportamentos Aditivos, e é um estudo do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências, que procurou correlações entre os níveis de bem-estar e o consumo de substâncias psicoactivas e outros comportamentos aditivos entre os alunos do ensino público português entre os 13 e os 18 anos. O estudo associa o sono insuficiente e sintomas de depressão, ansiedade e stress a uma maior probabilidade de consumos e comportamentos aditivos. Seis em cada dez estudantes não dormem o bastante para acordar descansados. Entre as raparigas, os indicadores emocionais e o consumo recente de medicação psicoactiva sem prescrição geram mais preocupação. O relatório mostra ainda que, para lá do debate sobre o tempo de ecrã, a maior gravidade pode estar no álcool, nas drogas ilícitas e sobretudo em tranquilizantes, sedativos, analgésicos fortes e “drogas inteligentes” usadas para estudar. Em paralelo, o suporte emocional parece ter enfraquecido após a pandemia: menos jovens sentem que conseguem desabafar com família e amigos, enquanto bullying e cyberbullying aparecem associados a mais riscos. Há sinais positivos — mais desporto e mais convívio — mas a pergunta central mantém-se: estamos a responder ao sofrimento juvenil com prevenção e diálogo, ou com automedicação e silêncio? A convidada deste episódio é Natália Faria, editora de Sociedade do PÚBLICO. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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  4. Seguro em Espanha, entre o simbolismo e o reforço da amizade ibérica

    4월 21일

    Seguro em Espanha, entre o simbolismo e o reforço da amizade ibérica

    Entre os escassos chefes de Estado presentes na cerimónia de tomada de posse do presidente António José Seguro, estava o rei de Espanha, Filipe VI. Não admira por isso que tenha recebido as palavras de agradecimento e elogio que acabámos de ouvir. Como não admira que, na sua primeira visita de Estado, António José Seguro tenha escolhido como destino a capital espanhola. Estará a cumprir uma tradição? Não, porque nem Jorge Sampaio, nem Mário Soares nem Aníbal Cavaco Silva escolheram Madrid para as suas viagens inaugurais. Estaria a seguir um conselho do seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa? O próprio Marcelo visitou o Vaticano antes de, no mesmo dia, ir apresentar cumprimentos ao rei da Espanha e ao seu chefe de Governo. Mas, ponde de lado o apelo da Santa Sé a um presidente católico, se houve um presidente que visitou o país vizinho, foi Marcelo. Nos seus dois mandatos, o anterior presidente foi 18 vezes a Espanha, a última das quais a 20 de Fevereiro deste ano, escassos dias antes de terminar o mandato. Não custa a perceber: Portugal tem fronteiras terrestres apenas com a Espanha; Portugal tem relações diplomáticas com os antecessores do estado espanhol desde o século XII; o primeiro embaixador português em Madrid foi nomeado em 1668. Nem tudo foi fácil nesta relação. Basta recordar as guerras de 1383/85 ou a União Ibérica sob a égide dos Filipes entre 1580 e 1640. Hoje o aviso de que de Espanha não vem nem bons ventos nem bons casamentos faz parte do passado. Mas, como o economista José Félix Ribeiro avisava há uns 15 anos atrás, o diálogo de Portugal com a Espanha está sempre no cerne da política externa portuguesa pela natural dificuldade de gerir as relações com o país que é o nosso único vizinho, com a desproporção de dimensão demográfica e económica que existe entre ambos e tendo em conta as ambições de centralização de decisões respeitantes à inserção europeia da Península ibérica que Madrid tradicionalmente manifesta” Apesar das memórias e da “desproporção” de que Félix Ribeiro fala, as relações de Portugal são óptimas e em temas sensíveis como o da gestão da água dos rios ibéricos tem sido possível produzir acordos. O problema maior, que o Presidente Seguro disse querer superar, é a desproporção económica. A Espanha é o nosso principal parceiro comercial, mas enquanto as exportações portuguesas valeram em 2024 25,5 mil milhões de euros, as importações da Espanha ascenderam aos 40 mil milhões. Como está a relação entre os estados ibéricos actualmente? O que podemos esperar dessa relação no futuro? Como se encaixaram as duas jovens democracias no contexto europeu? Oportunidade para falar com Diogo Noivo, licenciado em Ciência Política e Mestre em Segurança e Defesa pela Universidade Complutense de Madrid e pelo Centro Superior de Estudios de la Defensa Nacional. Diogo Noivo é politólogo e foi co-autor do podcast do PÚBLICO Desordem Mundial. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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