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De segunda a sexta às 7h. Antes de tudo: P24. O dia começa aqui

  1. Ou a guerra acaba agora ou vai ser tudo mais caro

    11H AGO

    Ou a guerra acaba agora ou vai ser tudo mais caro

    O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a guerra com o Irão, praticamente, acabou. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, diz que a guerra “não terminou” e o Irão diz que a guerra continuará “enquanto for necessário”. Em que ficamos? Mojtaba Khamenei foi escolhido como guia supremo do Irão e a escolha não agradou a Trump. O filho de Ali Khamenei não tem experiência governativa nem grande intervenção pública. Mas é crítico do Ocidente e tem influência dentro do aparelho de segurança. O presidente dos Estados Unidos diz que a escolha vai “trazer os mesmos problemas” e preferia, claro está, uma solução semelhante à da Venezuela. Só que não há uma Delcy Rodríguez no Irão. A escalada da guerra, com o petróleo acima dos cem dólares por barril, e o impacto que isso implica nos preços em geral, penaliza o custo do dinheiro para quem tem empréstimos. A Euribor a 12 meses está perto dos 2,4% e ameaça agravar a prestação dos contratos a rever em Abril. Em Portugal, o ministro das Finanças, Miranda Sarmento, admite que o Governo não “exclui situações de défice, se as circunstâncias assim o impuserem”, devido ao impacto das tempestades e os efeitos da guerra no Médio Oriente. O convidado deste episódio, João Carvalho, director do Departamento de Economia e Gestão da Universidade Portucalense, prevê a subida de todos os preços se a guerra não acabar nos próximos dias. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    16 min
  2. A IA vai substituir os humanos na guerra do futuro?

    1D AGO

    A IA vai substituir os humanos na guerra do futuro?

    A Inteligência Artificial já estava a ser utilizada por Israel para comandar drones ou disparar armas, mas os EUA estrearam no Irão novas ferramentas de ataque. A Anthropic, autora do modelo de inteligência artificial generativa Claude, não permitiu que o Pentágono utilizasse a sua tecnologia para a vigilância em massa de cidadãos e para matar pessoas sem envolvimento humano. Donald Trump retaliou e quer classificar a Anthropic como um fornecedor de risco, algo que é atribuído, regra geral, a empresas chinesas, e disse ser uma empresa esquerdista e woke. No final, optou pela concorrente, a OpenAI. A China pede às suas empresas de IA que desenvolvam ferramentas de desinformação e tem usado estes grandes modelos de linguagem para identificar dissidentes, que é um dos cenários que a Anthropic quer evitar. Como se escrevia num editorial do El Pais na semana passada, o “choque da empresa Anthropic com o Pentágono demonstra que Trump prefere uma inteligência artificial sem escrúpulos”. A delegação da decisão de matar uma pessoa num sistema controlado por algoritmos de IA coloca questões éticas fundamentais sobre responsabilidade, proporcionalidade e distinção entre combatentes e civis, escreveu no PÚBLICO Arlindo Oliveira. Colunista do Público, professor do Instituto Superior Técnico e presidente do INESC, Arlindo Oliveira é o convidado deste episódio. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18 min
  3. Sai o “presidente dos afectos”, entra o "presidente previsível”

    2D AGO

    Sai o “presidente dos afectos”, entra o "presidente previsível”

    Umas vezes, Marcelo Rebelo de Sousa foi feliz e sabia disso. Outras, terá sido feliz, mas sem o saber. O 20.º Presidente da República será recordado como o presidente dos afectos, das selfies e da proximidade. Marcelo terminou os dois mandatos como Presidente da República, retomando a proximidade com a população, na sequência da calamidade provocada pelas tempestades e cheias. Esse foi o seu estilo predominante, que contrastou largamente com o estilo do antecessor e que não será seguido pelo sucessor, certamente. Essa proximidade e interesse pelas pessoas conduziu-o a um dos momentos que marcaram o seu segundo mandato e que ficou para a História como o “caso das gémeas”. Mas Marcelo será também recordado como o presidente da instabilidade política, do recorde de dissoluções parlamentares. Há quem o acuse de banalização institucional da presidência, devido aos seus comentários constantes sobre tudo e sobre todos. O fim da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa é a conclusão de um ciclo político. O Palácio de Belém tinha sido até aqui ocupado por presidentes que participaram na transição para a democracia. Ora, não é esse o perfil de António José Seguro, que hoje toma posse como Presidente da República. Qual foi o principal legado de Marcelo e que esperar de Seguro, para além da sua previsibilidade? David Santiago, editor da secção de Política do PÚBLICO, responde a estas e outras questões. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18 min
  4. A minha casa: PÚBLICO celebra 36 anos com foco no drama da habitação

    6D AGO

    A minha casa: PÚBLICO celebra 36 anos com foco no drama da habitação

    Chama-se Eduardo Souto de Moura, é um dos mais destacados arquitectos da escola do Porto, venceu o Pritzker de 2011 – uma espécie de Nobel da arquitectura – e vai será hoje o director por um dia do PÚBLICO. Na justificação que deu para ter aceitado o desafio do jornal, Eduardo Souto de Moura enalteceu a importância do tema escolhido para a edição especial de aniversário – a habitação, sem dúvida um dos maiores problemas com que a sociedade portuguesa, em especial os jovens, se debate. Mas no som que escutámos com essa justificação, o arquitecto, de 73 anos, afirma também que o desafio do PÚBLICO lhe concede a oportunidade de aprender. Uma lição de vida, portanto. Estamos assim num encontro perfeito entre o jornal e uma das mais prestigiadas figuras da cultura portuguesa. Cumprindo uma longa tradição, no dia do seu aniversário o PÚBLICO abre as portas a uma figura pública, escolhida de acordo com o tema editorial dessa edição. Já passaram por cá personalidades como António Barreto, Manuel Sobrinho Simões, Elisa Ferreira, Maria Teresa Horta, Gregório Duvivier ou Nelson Évora. O plano de trabalho segue um guião determinado: da ideia original parte-se para uma série de discussões de jornalistas e editores com o director por um dia para fixar os textos e as imagens que serão produzidas para a edição especial. No dia 5 de Março, os leitores têm por isso acesso a um jornal impresso com muitas mais páginas, que vale a pena coleccionar. Na edição que hoje está nas bancas, pode-se saber como a tecnologia pode tornar a casa mais eficiente e inteligente, os livros para explicar às crianças o que é casa, as casas no cinema, o espaço público como continuação da casa ou o país sem casas, o nosso, e como se chegou aqui. Sendo arquitecto, Eduardo Souto de Moura deixa-nos um ensaio gráfico como editorial. No 36 ano de vida, em que foi eleito o jornal europeu do ano pelo European Newspaper Award, o PÚBLICO volta a celebrar com os seus leitores não apenas com a edição especial de aniversário, mas também com uma série de actividades públicas em torno da habitação. Vamos saber com David Pontes, o director do jornal, as razões para a escolha do tema deste ano, do seu director por um dia e também falar sobre o que se projecta para o futuro próximo do seu jornal. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    19 min
  5. O julgamento de Sócrates caminha para a eternidade, agora com a renúncia de advogados em defendê-lo

    MAR 4

    O julgamento de Sócrates caminha para a eternidade, agora com a renúncia de advogados em defendê-lo

    As declarações que acabámos de ouvir foram proferidas pela advogada Sara Leitão Moreira, a última indicada por José Sócrates para a sua defesa no processo da Operação Marquês. Nada de novo: depois da renúncia de Pedro Delile, Sócrates já foi representado por alguns dias por José Preto e Sara Leitão Moreira, por dois defensores oficiosos (José Ramos e Ana Velho), além de uma advogada que pediu escusa por ter sido eleita pelo Chega (Inês Louro). Qual é o problema: em cada mudança de advogado, o processo já exageradamente logo volta a ficar parado. João Miguel Tavares escreveu há dias na sua coluna do Público um texto com o título "A humilhação do sistema de justiça às mãos do animal feroz", no qual afirmava: José Sócrates e a sua equipa jurídica estão a implementar uma estratégia que alguém já baptizou de “rodízio de advogados”, e espantosamente o sistema judicial parece não ter resposta para ela. Continuava o colunista: Um advogado assume a defesa, pede cinco meses para estudar o caso, a juíza dá-lhe dez dias, renuncia; outro advogado é nomeado, pede cinco meses para estudar o caso, a juíza dá-lhe dez dias, renuncia; e assim sucessivamente, até à prescrição de todos os crimes. O que está a acontecer é, como diz João Miguel Tavares, espantoso. À pressa, juristas e advogados procuram encontrar uma solução para este fenómeno que descredibiliza a Justiça. A Ordem dos advogados sugere a indicação de advogados oficiosos permanentes que actuariam sempre que os defensores constituídos por José Sócrates renunciassem ou faltassem. Mas as regras dos pagamentos a estes advogados implicam que as contas se façam no final do processo. No caso, seguramente, daqui a alguns anos. O que é inviável e requer mudanças nas regras. Para quando virão essas mudanças? Ninguém sabe Para nos explicar os contornos deste problema que reforça o coro de críticas ao sistema judicial e ao seu alegado excesso de garantias, convidámos a jornalista do PÚBLICO Mariana Oliveira. A Mariana é jurista de formação e acompanha há anos este processo para os leitores do PÚBLICO. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18 min
  6. A guerra alastra pelo Médio Oriente e o mundo sabe muito pouco sobre a guerra

    MAR 3

    A guerra alastra pelo Médio Oriente e o mundo sabe muito pouco sobre a guerra

    Já passaram mais de 72 horas desde que o mundo acordou com as notícias do ataque ao Irão mas o mundo continua sem saber exactamente o que quer esta guerra, quais as suas origens e, muito pior, quais as suas consequências. Toda a enorme, complexa, instável e explosiva situação do Médio Oriente se agravou até ao ponto de ninguém, nem a Casa Branca, arriscar o que pode vir a seguir. Como ninguém, nem a Casa Branca, nos explica com certezas qual a razão para um ataque desta dimensão. O Irão é uma ameaça existencial para a América ou para Israel? Está a desenvolver mísseis balísticos intercontinentais que podem atingir Nova Iorque? Bombas nucleares? É um regime tirânico que oprime o seu povo e avançar com uma mudança desse regime é uma prioridade humanitária? Todos os dias Washington avança com novas explicações. No essencial, nenhuma consegue fornecer a resposta que o mundo exige: esta guerra faz sentido porquê? Os seus méritos, admitindo que há méritos nas guerras, foram avaliados? Os riscos calculados? Um período de tempo de duração estimado? Os custos, na energia, na inflação, na desestabilização de uma zona sensível da geopolítica, foram medidos? Como ninguém sabe responder, principalmente quem tinha de saber responder, a incerteza aumenta e a estabilidade mundial sofre um novo retrocesso. Se democracias fazem ataques destes sem razões atendíveis à luz do direito internacional e da carta das Nações Unidas, por maioria de razão ditadores da estirpe de Vladimir Putin também se sentem livres para o fazer na Ucrânia ou, amanhã, na Lituânia. O que representa isto para o futuro do mundo? Pergunta que vamos tentar esclarecer com Joana Ricarte, investigadora no Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra, Especialista em Relações Internacionais, com foco em estudos da paz, identidades e conflitos, extremismo quotidiano e (in)segurança ontológica. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    20 min
  7. O ataque ao Irão interessa mais a Israel do que aos EUA

    MAR 2

    O ataque ao Irão interessa mais a Israel do que aos EUA

    EUA e Israel atacaram em conjunto o Irão, neste fim-de-semana, e mataram Ali Khamenei, o líder supremo do país. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que quatro dezenas de líderes políticos e religiosos tinham sido mortos neste segundo ataque em menos de um ano, entre eles o ministro da Defesa e o líder dos Guardas da Revolução. O presidente Masoud Pezeshkian fará parte de um conselho interino, que irá gerir o Irão até à eleição de um novo líder supremo. Os ataques fizeram mais de 200 mortes e feriram mais de 700 pessoas, grande parte das quais numa escola feminina no sul do país, na qual terão morrido mais de cem crianças. O Irão retaliou com o lançamento de mísseis sobre os países da região com bases militares dos EUA e sobre Israel. Três soldados norte-americanos tinham sido mortos em combate e cinco ficado gravemente feridos. Pelo menos, nove israelitas morreram, num ataque à cidade de Beit Shemesh, quando um míssil atingiu um abrigo numa sinagoga. O ataque, que interrompeu as negociações que estavam em curso, motivou uma reunião do Conselho de Segurança dos EUA e muitos protestos contra e a favor, quer no Irão, quer no resto do mundo. Que consequência terá este ataque no xadrez do Médio Oriente, em particular nas relações entre sauditas e persas, e no eventual apoio do Iraque ao Irão? Tiago André Lopes, professor de Estudos Asiáticos e Diplomacia na Universidade Lusíada do Porto, analisa, neste episódio, os contornos desta guerra e afirma que “Israel estava descontente com o processo negocial porque ele estava a correr bem”. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18 min

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