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  1. As escolas entre falta de gestão, os professores a menos e a ineficiência a mais

    1 DAY AGO

    As escolas entre falta de gestão, os professores a menos e a ineficiência a mais

    Não há professores suficientes para as necessidades do sistema educativo. Há cada vez mais alunos com falta de um ou mais professores. As escolas queixam-se da dificuldade em contratar docentes, os pais queixam-se dos problemas na aprendizagem dos seus filhos e desta espiral de lamentos sobra uma consequência: Portugal tem dificuldades em garantir o direito básico da educação para todos. Pior: tudo indica que essas dificuldades possam agravar-se no futuro próximo. Está a ver o que pode acontecer se daqui a três ou cinco anos não houver professores suficientes para as aulas de Matemática? Ou de Língua Portuguesa? O problema é estrutural, diz-nos um estudo da EDULOG, um centro de estudos e de reflexão sobre a educação da Fundação Belmiro de Azevedo. Mas há nos seus termos coisas que custam a entender. Nos últimos anos, o sistema de ensino acolheu mais nove mil professores e o número de alunos reduziu-se em 117 mil. Mas nem por isso o problema da falta de professores se reduziu. O que leva a Edulog, nesse estudo divulgado esta terça-feira a tirar uma conclusão óbvia: se há mais professores e menos alunos, só um problema de gestão ou de falta de eficiência pode explicar tantos casos de escolas com falta de docentes. O retrato da Edulog é polémico porque tudo na educação é, e ainda bem, sujeito a discussão e origem de respostas múltiplas. Mas que sentido faz termos 40% das escolas do primeiro ciclo com menos de 15 alunos quando há carência de docentes? Se metade das turmas do ensino profissional acusam a mesma relação entre o número de alunos por professor, faz sentido haver tanta oferta de cursos nesta área?  Os problemas da escola pública são demasiado importantes para o nosso futuro para serem resolvidos com um estudo ou duas opiniões. Mas há no trabalho da Edulog indicadores que obrigam a várias perguntas: perante o extraordinário desafio que a falta de professores coloca ao país, não há nada a fazer senão esperar pelas próximas fornadas de docentes que entraram ou vão entrar nas universidades? Não haverá no sistema educativo um excesso de conservadorismo, de paralisia ou de fatalismo? Procurámos respostas a estas e outras interrogações junto do autor do estudo da Edulog que está na base deste episódio do P24, David Justino. Ex-ministro da Educação, ex-presidente do Conselho Nacional de Educação, David Justino é doutorado em Sociologia, mas a sua obra contempla também a História e a Economia. É professor Catedrático Jubilado da Universidade Nova de Lisboa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    17 min
  2. Na turbulência da economia mundial, Portugal parece estar a funcionar como um refúgio

    2 DAYS AGO

    Na turbulência da economia mundial, Portugal parece estar a funcionar como um refúgio

    De cada vez que fala, como aqui numa declaração ao Jornal Económico, o ministro da Economia, Pedro Reis, não esconde a vaidade com os números do investimento estrangeiro. Não está só: o Banco de Portugal usa as estatísticas dos montantes de dinheiro aplicados por estrangeiros no país como prova de que estamos no bom caminho. E, como não podia deixar de ser, o primeiro-ministro não perde oportunidade para dar brilho à governação com os cerca de 5,6 mil milhões de euros que os investidores de várias geografias aplicaram em Portugal no ano passado, entre Janeiro e Setembro. Nos últimos dias, essa tendência ganhou um novo símbolo: a fábrica de baterias de lítio em Sines na qual os chineses da CALB vão investir dois mil milhões de euros. A aposta vai criar 1800 postos de trabalho. E promete dar um empurrão à economia. Para termos a ideia do que está em causa, consideremos este dado: as exportações da Autoeuropa representam 1,5% do PIB de Portugal; quando estiver em velocidade de cruzeiro, as vendas da gigantesca fábrica da CALB podem representar 4%. Com este negócio, Portugal reforça a sua posição no campeonato da atracção de investimento estrangeiro. No final de 2024, o stock de investimento directo estrangeiro em Portugal (IDE) era de 200 mil milhões de euros, um recorde desde que há registos. Na actual turbulência geopolítica, os trunfos de Portugal começam a tornar-se importantes: pela estabilidade, pela segurança, mas principalmente pela qualificação e abertura à inovação das novas gerações de portugueses. Um estudo da consultora EY notava que 77% dos empresários consultados diziam que os trunfos de Portugal na atracção de investimento estrangeiro vão melhorar nos próximos três anos. A percentagem da população a trabalhar em empresas com incorporação de ciência e tecnologia aumentou de 21,7 para 31,9% entre 2013 e 2024, ou seja, um aumento de 47%. No mesmo período, gastos em investigação e desenvolvimento passaram de 215 para 398 euros por habitante, ou seja, mais 81% - ainda assim longe dos 793 euros em média dos 27. O que está a acontecer em Portugal? Será esta tendência sustentável no futuro próximo? Fomos à procura de respostas e convidámos para este episódio do P24 Manuel Caldeira Cabral, ex-ministro da Economia e professor de Economia da Universidade do Minho. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    19 min
  3. A moção de censura do Chega que requer explicações

    6 DAYS AGO

    A moção de censura do Chega que requer explicações

    Primeira tentativa, domingo: o Chega exige explicações ao primeiro-ministro sobre a notícia da sua empresa revelada pelo Correio da Manhã no dia anterior. Se as explicações não chegarem, o partido avançaria com uma moção de censura. Como Luís Montenegro nada disse sobre a empresa que criara em 2021 e passara para as mãos da mulher e dos filhos em 2022, o Chega avança com uma nova tentativa: até ao dia seguinte, o primeiro-ministro teria de falar, ou seria alvo da tal moção de censura. Montenegro permaneceu calado e, sob pena de se desdizer, Ventura lá anunciou a moção de censura. Será discutida esta sexta-feira. Na linguagem política que estabelece a relação entre os governos e os parlamentos que têm poderes para os eleger ou destituir, a moção de censura é uma bomba atómica. Se for aprovada, o Governo cai. Se não for, o partido que a apresentar não o pode fazer uma segunda vez na mesma sessão legislativa – ou seja, durante um ano. Por isso, entre 1976 e 2019, foram apresentadas apenas 31 moções de censura. Desde que o Chega tem representação parlamentar, essa média, inferior a uma moção por ano, aumentou. O Chega, mesmo sabendo que será derrotado na votação da assembleia, insiste nesta estratégia. Porquê? André Ventura insiste que não faz acusações, apenas pede esclarecimentos. Mas o título da moção é eloquente: “Pelo fim de um Governo sem integridade, liderado por um Primeiro-Ministro sob suspeita grave”. Se para corroborar essa tese não basta o caso da empresa da família Montenegro, o Chega acrescenta-lhe a demissão do secretário de Estado Hernâni Dias, a nomeação de Silvério Regalado, que fez ajustes directos com o primeiro-ministro quando trabalhava como advogado, ou até da ministra da Justiça, advogada de um escritório que prestou serviços à TAP. Serão estas suspeitas razão para uma bomba atómica? Ou será que o Chega usa a sua mais poderosa arma para afastar do radar da actualidade os casos de deputados ou dirigentes que envolvem roubos de malas, acusações de pedofilia, crimes de condução com excesso de álcool ou ameaças de morte relacionadas com disputas internas entre militantes? Para discutirmos esta questão, convidámos para este episódio Marina Costa Lobo. Marina Costa Lobo é doutorada em Ciência Política pela Universidade de Oxford e investigadora Principal do Instituto de Ciências Sociais. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    18 min

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