49 episodes

Provocando com Idéias

The Walking Tech The Walking Tech

    • Education

Provocando com Idéias

    #49 – Disaster Recovery Pós-Pandemia

    #49 – Disaster Recovery Pós-Pandemia

    Passamos por um momento histórico por conta da Covid-19, e, agora, temos um desafio pela frente: a volta (ou não) aos modelos antigos de trabalho, e a adoção de outros formatos, como o híbrido. Em meio a tantas opções, o que fazer? Esse é o assunto da pílula #49 do The Walking Tech, com Adriano Martins.







    Estamos chegando no pós-pandemia, um momento aguardado por todo mundo. Aliás, em alguns locais, esse momento, de fato, já chegou.







    A TI tem o costume de “roubar” as melhores ideias, práticas e processos de outras áreas, aplicando esses componentes na própria TI. Nesse sentido, quando a pandemia chegou, eu falava que nós, da área de TI, apenas estávamos ativando o Plano de Continuidade de Negócios/Plano de Continuidade de TI. Por outro lado, esquecemos da segunda parte desse plano: o Business Continuity Plan (BCP).







    É importante dizer: uma coisa é se preparar para ir, outra é voltar. Há uma diferença entre a continuidade e o retorno à normalidade.







    Times mais estruturados e apreciadores dos processos geralmente têm um plano para uma catástrofe, desastre e outras coisas impactantes que nos impede de trabalhar normalmente. Porém, poucos pensam na recuperação. O foco geralmente é na continuidade, e não no retorno. 







    De qualquer forma, o objetivo dessa pílula não é explicar o que é um BCP, mas devolver para o mercado algo que surrupiamos e estruturamos na área de TI, e que agora pode servir de alerta.







    É comum lermos em artigos que o futuro das empresas é continuar no home office, ou então, submeter-se a um modelo híbrido, até um retorno total ao presencial ou ficando para sempre nesse formato híbrido.







    Nesse caso, vale perguntar: será que isso é tranquilo? Será que o time está preparado? 







    O home office fez as empresas perceberem que o modelo remoto possui muitos benefícios, como a diminuição de custos, aumento da produtividade, além de tornar mais fácil a contratação de profissionais espalhados pelo Brasil e pelo mundo.







    No início, essa transição foi sofrida, mas os contratantes tiveram que confiar nas pessoas à distância. Porém, hoje superamos e até nos acostumamos com isso.







    Entretanto, aqueles que querem retornar ao trabalho presencial do jeito que era antes, querem ir pelo caminho do modelo híbrido. E é aí que moram os desafios, desafios esses que não foram pensados por nenhum plano.







    Afinal, como uma organização vai vender a ideia de que trabalhar presencialmente é legal? Será que essa mesma organização está disposta a ver a produtividade cair, uma vez que o home office demonstrou que as pessoas são mais produtivas nesse modelo? Ter optado pelo trabalho à distância foi uma obrigação no passado, mas será que a adoção de um modelo presencial novamente não pode soar como uma obrigação também? Quais os argumentos para convencer um funcionário?







    E, o que fazer para quem não quer trabalhar presencialmente de jeito nenhum? E aquele especialista que foi contratado, mas mora em outro estado? Já parou pra pensar nas mudanças drásticas que isso envolveria ao adotar um modelo presencial?







    No The Walking Tech, vários CEOs e donos de organizações de tecnologia já foram entrevistados, e disseram a mesma coisa: bons profissionais só ficaram na empresa porque o trabalho era remoto. Caso eles precisem voltar, esses profissionais vão procurar por outro emprego.







    Claro, nem todos se acostumaram com o ritmo do remoto. Porém, aqueles que se acostumaram provavelmente se apaixonaram por esse formato. E aí, o que fazer? Será que a sua empresa pensou quando contratou um profissional de outro estado ou país?







    Outros pontos são a questão das reuniões no híbrido.

    • 6 min
    #48 – Semeando negócios de impacto | Entrevistado: Marcio Jappe

    #48 – Semeando negócios de impacto | Entrevistado: Marcio Jappe

    Criar, inovar e empreender são coisas importantes e que fazem a engrenagem da sociedade girar. Porém, como fazer com que um negócio tenha impacto positivo para o mundo, tanto no âmbito financeiro quanto social?







    Para falar sobre, conversamos com Marcio Jappe, CEO da Semente Negócios.







    A Semente Negócios há 10 anos apoia a concepção, validação e crescimento de empreendimentos inovadores, tanto do zero quanto aproveitando as estruturas existentes. O seu foco é em negócios de impacto, que possam trazer consequências positivas para as pessoas.







    Sobre a trajetória de Márcio, ele conta que descobriu, ainda criança, por meio dos seus pais a importância do trabalho voluntário e ético. E foi participando de algumas feiras quando era um graduando em Administração de Empresas na UFRGS, que  começou a refletir ainda mais sobre como gerar um impacto positivo para o mundo. Graças a isso, nasceu a Semente Negócios.







    Jappe também oferece uma definição do que é um negócio de impacto, e como a Semente busca trabalhar nesse sentido. “O nosso entendimento é, por mais óbvio que seja, que um negócio de impacto é aquele que gera impacto positivo para o mundo.” Ele explica que as organizações nas quais a Semente atua precisam de um modelo de negócio que permita esse impacto. Além disso, o entrevistado ressalta que nem todos os negócios podem se transformar em um negócio de impacto.







    O CEO também fala sobre a visão futura desses negócios. “Você sempre tem uma visão do que o negócio quer lá na frente. Porém, esse é um alvo móvel, pois ao mesmo tempo que você busca um objetivo, esse objetivo pode mudar”. Márcio também diz que o maior desafio é definir qual impacto você quer criar e qual modelo você quer adotar para gerar esse impacto.







    Jappe também revela que atualmente as organizações estão cada vez mais preocupadas em trazer impacto para o core business, e não apenas por meio de uma ação filantrópica, como uma doação, por exemplo. Aliás, Jappe rebate a ideia de que um negócio de impacto social precisa ser gratuito: “Na realidade, devemos pensar na origem da lucratividade e qual o destino dela.”









    https://www.youtube.com/watch?v=OiGJyHQ3aCc&t=7s









    Perguntado sobre o que falta para os negócios de impacto decolarem, mesmo com o apoio do governo, setor privado e terceiro setor, Márcio fala que é preciso que o terceiro setor una forças com privado, juntando o melhor dos mundos. Um case de sucesso nesse sentido, segundo o entrevistado, é o Dr. Consulta, que ofereceu a oportunidade para pessoas que não tem nenhum plano de saúde acessarem a rede privada de saúde para realizar procedimentos que nem sempre são possíveis no SUS.







    No campo da tecnologia, Márcio é perguntado sobre como plantar essa semente em uma área que muitas vezes só se preocupa em inovar. Ele fala que podemos criar softwares para quase tudo, e que resta olhar para os problemas e ver como a tecnologia pode ajudar. Além disso, ele diz que muitas empresas inovam e podem superar problemas sociais sem ao menos perceber.







    Por outro lado, Jappe acredita que atualmente já existe o impactwashing, ou seja, empresas que se apropriam de um discurso de impacto sem que isso seja de fato uma intenção.







    E será que um negócio de impacto, com uma proposta de bem-estar social, precisa ser mensurado? Nesse sentido, o CEO é sucinto: “Contra fatos e dados, não há argumentos. A mensuração serve para validar.”







    Falando sobre o baixo nível de inovação que o Brasil ocupa, Márcio reflete a respeito dos quatro fatores que influenciam a geração de negócios de impacto e de inovação: acesso ao recurso, capabilidade do recurso, funcionalidade e utilidade. Para o entrevistado,

    • 51 min
    #47 – Como não bater cabeça com o NPS

    #47 – Como não bater cabeça com o NPS

    O Net Promoter Score (NPS) ajuda as empresas a saberem mais sobre o que seus clientes estão pensando. Por outro lado, essa é uma metodologia que causa muita confusão na forma que é aplicada!







    Por isso, na pílula #47 do The Walking Tech, Adriano Martins explica como não bater mais cabeça na hora de desenvolver uma pesquisa de NPS.







    Hoje falamos sobre cocriação, colaboração, etc. Enfim, estar junto do cliente, sabendo o serviço que ele precisa e o que ele pensa do serviço que está sendo entregue. E o NPS é uma forma de saber isso.







    O NPS é uma ferramenta bastante utilizada por várias empresas, desde as menores até às donas da indústria. Por outro lado, muitas pessoas não sabem interpretar um NPS. Muitas acham que, só porque um cliente deu nota 10 para um serviço, tudo está bem.







    O NPS é uma métrica muito usada na área de Customer Experience (CX). Geralmente, fazemos uma pergunta do tipo: “De 0 a 10, o quanto você recomendaria essa empresa para um amigo?” e uma pontuação, que como no exemplo, geralmente vai de 0 a 10.







    O NPS foi desenvolvido pela Bain and Company, e tem como função segmentar feedbacks negativos e positivos.







    A pontuação, apesar de simples, possui algumas nuances. Podemos categorizá-las de três formas: promotores, neutros e detratores.







    Os promotores são aqueles que respondem com uma pontuação de 9 a 10, e são os clientes mais leais e entusiasmados.







    Neutros são os que respondem com uma pontuação de 7 a 8. De certa forma, eles estão satisfeitos, mas não tanto quanto os promotores.







    Os detratores respondem com uma pontuação de 0 a 6, são insatisfeitos, e provavelmente não comprarão da sua empresa tão cedo, além de criticá-la para outras pessoas.







    A sua pesquisa NPS precisa ter uma pontuação final, e para isso, é preciso subtrair a porcentagem de detratores da porcentagem de promotores. Exemplo: se 80% dos entrevistados são promotores e 10% são detratores, você tem um NPS de 70.







    Conclusão: quanto menos detratores, mais promotores. O foco precisa ser na diminuição de detratores, para que mais pessoas não sejam “contaminadas”.







    Existem dois tipos de NPS: o relacional e o transacional.







    O NPS relacional é implantado regularmente, em um determinado período, como por trimestre ou por ano. Assim, você entende como seus clientes se sentem em relação à sua empresa em comparação com outros períodos. Mais do que isso, sua pesquisa se torna uma referência para a sua empresa melhorar o que está dando errado.







    Já os NPS transacionais são enviados após o cliente interagir com sua empresa, como em uma chamada de suporte, por exemplo. É usado para entender a satisfação do cliente em um tópico muito específico. O recomendável é que você use os dois tipos para entender seu cliente sob uma perspectiva micro e macro.







    É possível metrificar quase tudo através do NPS, desde produtos até membros de um time.







    O NPS também pode ser considerado uma estratégia de CX ou de Marketing, pois pode ser aplicado como uma pesquisa de benchmark.







    Você compreende onde está pisando, ajudando em campanhas e no atendimento ao cliente. O objetivo é conquistar ainda mais pessoas, cada vez mais leais, ao invés de meros consumidores.







    Existe também o eNPS, uma pesquisa usada para medir o sentimento do funcionário. Em suma, são pesquisas que medimos o quão recomendável o funcionário enxerga a empresa na qual ele trabalha. É um ponto de partida para medir o sentimento coletivo de uma forma geral.







    Para criar uma pesquisa NPS, você pode utilizar plataformas de CX,

    • 12 min
    #46 – Crowdfunding de investimento: uma forma eficiente de investir em startups | Entrevistada: Camila Nasser

    #46 – Crowdfunding de investimento: uma forma eficiente de investir em startups | Entrevistada: Camila Nasser

    Quando o assunto é investimento, muitas pessoas optam por ir pelo caminho mais seguro, ou seja, garantir ações de empresas já consolidadas no mercado, mesmo que o retorno financeiro nesse sentido seja pequeno em um primeiro momento. Por outro lado, hoje já temos opções que se mostram cada vez mais interessantes, como o crowdfunding de investimento em startups promovido pela Kria. 







    Para falar sobre esse novo mindset de investimentos e provar que o crowdfunding de investimento é uma forma eficiente de investir em startups, conversamos com a CEO da Kria, Camila Nasser.







    No início da entrevista, Camila responde qual é a diferença entre vaquinha virtual, financiamento coletivo e investimento coletivo. Ela explica que no caso da vaquinha, estamos falando de uma doação ou ajuda para desenvolver um produto. Por outro lado, o investimento coletivo, cada investidor seleciona sozinho a sua oportunidade. É uma oportunidade de investir para que você se torne sócio de um negócio.







    Sobre a trajetória da CEO, que hoje tem 27 anos, ela conta que, quando mais nova, decidiu ingressar na faculdade de Administração Pública. Nasser revela os motivos para ter deixado o curso após apenas 4 meses: “eu estava sentindo o meu potencial criativo sendo danificado”. Foi aí que ela migrou para a comunicação, buscando “mudar o mundo”, algo que ela sempre desejou. Foi quando elaborou o Kria, em 2014, em parceria com Frederico Rizzo.







    Camila também responde se é possível ser sócio de uma startup investindo pouco e participar do alto retorno que uma startup geralmente alcança. “Tem muita startup legal que vai te dar um retorno incrível, mas você não vai ter o retorno de 1000x (daquilo que foi investido”.







    A partir daí, Camila conta como funciona a plataforma do Kria: “Investir com o Kria é participar dos primeiros IPOs das empresas, é uma oferta pública de uma empresa privada”. Sobre o ecossistema do site, a CEO diz que o objetivo é deixar os empreendimentos mais acessíveis para possíveis investidores, furando a bolha tradicional.







    Nasser também deixa claro que, apesar do crowdfunding ainda não ser legalizado na época em que o Kria foi criado (2014), ela diz que a empresa encontrou uma forma de ofertas públicas para empresas. “O papel do empreendedor e do mercado é inovador, e o regulador precisa sair correndo atrás. Precisa existir uma inovação prévia à qualquer regulamentação”. Ela lembra também que o crowdfunding deu tão certo, que após três anos a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regulamentou o mercado, e em 2020 ela já estava propondo mudanças de melhoria no crowdfunding.







    E qual é a diferença entre o Private Equity, o Venture Capital e o fundo de investimento? Camila responde: “As plataformas de fundo investimento estão inseridas tanto nesse mundo do Private Equity, quanto do Venture Capital.” Ela também complementa, dizendo que o Private Equity ainda está muito focado na tecnologia, enquanto que o Venture Capital busca negócios em estágios embrionários.







    Nasser também conta quando você pode obter algum retorno no caso das startups. Isso pode ocorrer quando o negócio é adquirido por algum player estratégico, quando há fundos maiores investindo na empresa ou quando as startups abrem um IPO na bolsa. Além disso, ela também explica que na saída do investimento, o investidor vai ter como retorno uma porcentagem do que a empresa vale naquele momento.







    Perguntada sobre se os mini IPOs um dia vão equilibrar as small caps da bolsa de valores, Nasser responde: “O Equity Crowdfunding é um mercado que evoluiu muito, e agora estamos à espera de uma mudança na CVM que faça com que empresas maiores possam captar investimentos”. Assim, ela ressalta que existem limites para empresas que querem participar dessa captação de investiment...

    • 52 min
    #45 – Soluções tecnológicas que transformam vidas | Entrevistado: Vinicius Lima

    #45 – Soluções tecnológicas que transformam vidas | Entrevistado: Vinicius Lima

    As inovações vem transformando a forma como vivemos - não se limitando apenas aos negócios. Nesse sentido, soluções que geram bem-estar e qualidade de vida são cada vez mais comuns.







    Para falar sobre o assunto, conversamos com Vinicius Lima, CEO da Escala, empresa que oferece aplicativos na área de saúde.







    No início da entrevista, Vinicius conta um pouco da sua trajetória. Ele é formado em Ciência da Computação pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), e desde sempre se interessou por programação, conhecendo linguagens básicas aos 12 anos de idade. Natural de Barretos, o entrevistado também conta que o Hospital de Amor, referência no combate ao câncer, o inspirou a desenvolver trabalhos na área da saúde. 







    O CEO da Escala conta o que despertou seu desejo em empreender: “Por conta da minha faculdade, que era federal, havia uma tendência que eu seguisse o caminho da pesquisa. Isso me incomodava, pois eu queria algo que gerasse resultados rápidos.”







    Vinicius também relata a sua experiência trabalhando em uma startup da Alemanha. Lá, ele percebeu que não precisava de uma equipe numerosa para gerar resultados. “A empresa era pequena, com nove pessoas, e eles conquistavam um faturamento alto. Minha primeira experiência como empreendedor foi lá, e isso moldou minha forma de trabalhar, de ver startups”, conta ele.







    Ainda sobre essa experiência na Alemanha, o entrevistado conta alguns diferenciais das startups de lá para as brasileiras: “Uma das coisas que me chamou a atenção foi que o empreendedor que fundou a startup já tinha tido outras experiências empreendendo. Quando você olhava para startups vizinhas, era a mesma coisa. Ou seja, a quantidade de profissionais que viveram aquilo e estavam empreendendo era muito alta.” Para ele, há muito tempo existe uma massa crítica de empreendedores na Alemanha, algo que só agora ocorre no Brasil.







    Além disso, Vinicius relata que a Alemanha é um país que ama processos, e que consegue combinar isso com a paixão do empreendedor. Por fim, ele ressalta que um ponto importante no caso do Brasil é ser “um mar de problemas”, prontos para serem resolvidos.









    https://www.youtube.com/watch?v=CsQHDDpwWcs









    A partir daí, o CEO conta como se transformou em coordenador de inovação do Hospital Albert Einstein. Primeiramente, ele buscava uma oportunidade que unisse seu lado técnico com o de inovação. Foi quando ele conquistou a chance de trabalhar em um laboratório de inovação do hospital. Em seguida, Vinicius explica que antes de atuar no lado técnico, ele precisou entender a rotina do local, que era bastante complexa. Foi aí que ele notou questões mais delicadas na gestão desse tipo de ambiente: “Um dos principais problemas que eu encontrei atuando com o time de operação estava relacionado a problemas administrativos.” 







    Vinicius conta que o ecossistema do Einstein era muito complexo, e que a gestão do horário de trabalho era um desafio. Para ele, esse tipo de problema era bastante sério para um hospital. “A carga administrativa que esse problema gerava acabava trazendo várias consequências até mesmo para o cuidado, já que havia buracos na escala, por exemplo”, explica ele. Foi aí que Vinicius desenvolveu um app que fazia a gestão da escala dos profissionais.







    Hoje em dia, ele enxerga a solução como ideal não apenas para a saúde (apesar de ser uma healthtech), mas para gestores e RH como um todo. E ele conta que a Escala já está atuando além da área em que foi concebida: “Hoje, nós estamos trabalhando em várias empresas de diversos nichos, apesar do nosso portfólio estar relacionado com a saúde.”







    E como é criar uma solução dentro de uma empresa, e levar isso para fora? Vinicius responde falando que,

    • 59 min
    #44 – O que ninguém fala sobre empreendedorismo | Entrevistados: Cadu Cerizze e Erick Vils

    #44 – O que ninguém fala sobre empreendedorismo | Entrevistados: Cadu Cerizze e Erick Vils

    Empreender não é fácil - é uma carreira solitária e de muitas responsabilidades. Por isso, saber o essencial sobre o assunto é fundamental!







    Para ajudar, conversamos com Erick Vils e Cadu Cerizze, investidores anjo e empreendedores que estão à frente da Mokaly, empresa que oferece soluções para a transição da experiência do escritório presencial para o remoto.







    Sobre a trajetória dos dois, Erick conta que ambos nasceram em uma região próxima no Rio de Janeiro, mas que só se conheceram em um projeto piloto, de empresa para empresa. Cadu contou um pouco sobre esse projeto: “Começamos esse projeto há anos atrás, e depois disso tivemos um relacionamento super complementar, gostamos de trabalhar em conjunto. Nos encontramos em co-working, trabalhamos em projetos diferentes e em empresas diferentes.” Cadu também diz que o trabalho flui bem pelo fato de Erick ser especialista em tecnologia, enquanto que ele foca na parte do negócio.









    https://www.youtube.com/watch?v=aoobrPNtVnU









    Erick e Cadu também explicam o que constitui ser um empreendedor de fato. Para Erick, um empreendedor é aquele que está disposto a correr mais riscos. Enquanto isso, Cadu conta que o conceito de empreendedorismo em uma startup possui um diferencial, que é de toda a capacidade tecnológica que ela dispõe.







    Sobre o empreendedor no Brasil, Cerizze diz os pontos que favorecem ser brasileiro nesse sentido: “Por ser brasileiro, precisamos ser muito criativos para lidar com muitos problemas. O brasileiro identifica problemas, e dentro de cada problema existe uma oportunidade.” Enquanto isso, Erick destaca que o brasileiro nem sempre é motivado a empreender, por conta do excesso de burocracia. Por outro lado, ele diz que esse fator também se mistura nesse caldeirão, que faz com que o brasileiro adquira uma capacidade de se adaptar e empreender.







    Aliás, Erick foi diretor da Associação Brasileira de Franchising (ABF) durante dois anos, e esclarece algumas impressões que a maioria tem sobre ser um franqueado e na teoria não ser empreendedor. Perguntado sobre isso, ele responde: “Alguém que assume uma franquia também está correndo riscos”, e complementa: “O risco em ser um franqueado diminui, mas não é eliminado.”







    Cadu também ressalta que alguém com um cargo de analista ou gerente também pode ter uma mentalidade empreendedora, se destacando em uma estrutura meritocrática. Além disso, o entrevistado também desmistifica a questão de ter uma ideia própria para ser um empreendedor. “Às vezes, você pode olhar para o negócio de alguém que você admira e ajudar a pessoa nesta trajetória”, explica ele.







    Em seguida, Erick ressalta que nem sempre você terá um “click” para uma ideia, mas que os testes podem fazer com que a gente observe um problema.







    Outro ponto abordado na conversa foi como as startups são mais atrativas para investidores em comparação a empresas que tem um plano mais definido de negócio. Segundo Cadu, a resposta para essa tendência está na forma como as startups planejam. “O planejamento de startup exige que você se adapte com mais velocidade. Muitas coisas pegam a gente de surpresa, e essa capacidade de se adaptar tem sido testada”, diz o entrevistado.







    Erick complementa relatando a sua situação em particular: “No meu caso, eu não apenas invisto, mas ajudo nessas soluções.” Ele também conta que o que o motiva a ser um empreendedor é a possibilidade de solucionar problemas.







    E qual é o problema que a Mokaly resolve? Erick responde: “A integração de times distribuídos. Pegamos aspectos do presencial e do virtual, combinando ambos os mundos.” Cadu também responde, dizendo que a tecnologia que a Mokaly oferece surgiu em um momento obrigatório, por conta da pandemia.

    • 59 min

Top Podcasts In Education