10 episódios

Podcast e programa de rádio sobre ciência, tecnologia e cultura produzido pelo Labjor-Unicamp em parceria com a Rádio Unicamp. Nosso conteúdo é jornalístico e de divulgação científica, com episódios quinzenais que alternam entre dois formatos: programa temático e giro de notícias.

Oxigênio Oxigênio

    • Ciências naturais
    • 4.7, 21 avaliações

Podcast e programa de rádio sobre ciência, tecnologia e cultura produzido pelo Labjor-Unicamp em parceria com a Rádio Unicamp. Nosso conteúdo é jornalístico e de divulgação científica, com episódios quinzenais que alternam entre dois formatos: programa temático e giro de notícias.

    #98 – Temático Memórias: Episódio 1 – O Palácio

    #98 – Temático Memórias: Episódio 1 – O Palácio

    http://oxigenio.comciencia.br/wp-content/uploads/2020/07/Memorias_Ep1_OPalacio.mp3



    Este episódio do Oxigênio traz a primeira parte de um programa que vai tratar das memórias traumáticas. Para introduzir o tema,  no entanto, o Bruno Moraes, a Caroline Maia e o Vinicius Alves começaram falando sobre as memórias, mostrando o que são e como funcionam, como constituem a identidade, questões abordadas sob o ponto de vista da Biologia, da História e até dos games ou indústria cultural. Para trazer explicações consistentes, o trio conversou com a neurobiologista Sophia LaBanca, com a bióloga Juliana Carlota Kramer Soares e com a historiadora Ana Carolina de Moura Delfim Maciel. Roteiro, apresentação e edição ficaram por conta do Bruno, que teve a colaboração da Caroline e do Vinicius na apresentação e elaboração do roteiro, e do Gustavo Campos na edição. A coordenação do Oxigênio é de Simone Pallone.



    ___________________________________



    Sophia LaBanca: A identidade é construída através das memórias. Daí você pega a questão da mortalidade também ligada à memória.



    William Berger: E a porta de entrada das memórias no nosso cérebro, é uma região do cérebro que tá alí do lado da amígdala, que é o hipocampo.



    Juliana Carlota Kramer Soares: Então eu acho que o grande desafio de quem estuda a memória é tentar entender como esse processo ocorre. O que acontece no nosso cérebro quando a gente aprende algo novo?



    Ana Carolina de Moura Delfim Maciel: Tem uma citação da Frances Yates, no livro “A Arte da Memória”, que eu gosto muito. Que é: “a arte da memória é como uma escrita interior”.



    Carol: Como funciona a nossa memória, e o quanto essa ligação com o passado constrói a experiência do momento presente?



    Vinícius: Qual a diferença entre se lembrar de uma situação específica e se lembrar de uma informação ou uma técnica aprendida?



    Bruno: E como diferentes ciências enxergam essas relações, e o que elas têm a nos dizer sobre o que nos constitui como pessoas e como parte de uma sociedade?



    Vinícius: Qual a relação entre memórias ruins e o trauma, e o quanto da superação desse trauma depende da superação da memória?



    Carol: O Oxigênio de hoje é o primeiro de dois capítulos voltados a entender a relação entre o trauma e a memória, e nessa parte inicial vamos nos concentrar na questão da memória em si: o que ela é, como se forma, e como NOS forma. Eu sou Caroline Maia…



    Vinícius: Eu sou Vinícius Alves...



    Bruno: E eu sou o Bruno Moraes. E começa agora: “Memórias: Episódio 1 - O Palácio”



    Vinícius: A ideia para este episódio veio de um artigo sobre a extinção de memórias traumáticas, mas a primeira entrevista do programa foi completamente acidental.



    Bruno: Pois é. Nós já estávamos discutindo a possibilidade de fazer um programa baseado numa publicação de neurociência sobre a extinção de memórias traumáticas e procurando algumas fontes. Daí, num domingo qualquer, depois de terminar a faxina de sempre, eu fui checar meu WhatsApp e vi que minha amiga Sophia LaBanca, neurobiologista e divulgadora científica, que já foi da equipe do Oxigênio, tinha mandado mensagem, falando que tinha terminado de jogar os dez títulos da série de videogames Kingdom Hearts.



    Carol: O que o Bruno não esperava é que, nessa conversa despretensiosa de domingo, o tema desse programa, que já estava em produção, iria dar as caras.



    [Trechos de Conversa]



    Bruno: “Po, e isso nem é tão difícil de fazer, né, cara?”



    Sophia: “Então, né, Bruno? Eu concordo com você que não é algo difícil de se montar...”



    Bruno: “Ah, entendi! Eu achei que tinha sido exatamente o contrário...”



    Sophia: “Mas enfim, está sendo boa essa conversa com você, porque está me ajudando a elaborar um

    • 44 min
    # 97 – Quarentena ep. 4 – Os Bastidores da Ciência

    # 97 – Quarentena ep. 4 – Os Bastidores da Ciência

    http://oxigenio.comciencia.br/wp-content/uploads/2020/07/23julho_ep04.mp3



    A pandemia tem mostrado a importância da ciência no combate ao novo Coronavírus. Mas você já se perguntou sobre quem é esse cientista que está estudando a vacina? Quem são essas pessoas por trás dos dados que acompanhamos todos os dias? Ou o motivo de algumas soluções demorarem tanto a chegar? Isso tudo é discutido neste episódio do QUARENTENA, com a participação de Natalia Pasternak (bióloga e presidente do Instituto Questão de Ciência), Altay Lino de Souza (professor da Universidade Federal de São Paulo e produtor do Naruhodo Podcast) e Rafael Izbicki (estatístico e professor da Universidade Federal de São Carlos). A produção e apresentação do programa são de Carol Sotério. 



    _________________________



    Carol: Elementar, meu caro Watson.



    Essa expressão tão conhecida surgiu em meio a uma encenação do detetive mais famoso da ficção: Sherlock Holmes. Criado por sir Arthur Conan Doyle, um escritor britânico, o personagem originalmente retratado em livros ajudou na construção do estereótipo de um cientista excêntrico, genial e não muito sociável.



    A verdade é que não costumamos ver esse tipo de personagem no dia-a-dia. Mas sabemos que os cientistas estão por aí. Nesta pandemia, recebemos notícias o tempo todo sobre essas pessoas. Elas estão desenvolvendo tratamentos, fabricando respiradores, estudando o novo coronavírus ou ainda fazendo previsões sobre o impacto da Covid-19 em todo o mundo. Mas como é que tudo isso é realmente feito? Como é a ciência longe da ficção?



    Carol: Você está ouvindo o QUARENTENA. Eu sou a Carol, e o no episódio de hoje falaremos sobre os bastidores da ciência em tempos de pandemia.



    Carol: No livro chamado “um estudo em vermelho”, a primeira obra que apresenta o personagem Sherlock Holmes, vemos a descrição do cientista pelos olhos de seu colega, o médico Watson. Com uma listinha, Watson enumera características sobre o detetive: uma pessoa que possui um vasto conhecimento de química, algumas habilidades musicais e cheio de mistérios. Na vida real, o cientista está longe de ser misterioso, podendo estar mais próximo de você do que possa imaginar. Cerca de 60% da pesquisa que é desenvolvida no Brasil vem de 15 universidades públicas, entre elas a UNICAMP. Mas para estar qualificado pra fazer uma pesquisa de excelência nessas instituições, é preciso estudar muitos anos. Em média, uma graduação leva cinco anos; um mestrado, dois; um doutorado quatro anos e um estágio de pós-doutorado pode durar de seis meses a seis anos, variando entre os programas e as oportunidades de outros trabalhos que vão aparecer no caminho. Esse trabalho, muitas vezes, requer um regime de dedicação exclusiva, isto é, que seja sua única ocupação, e é remunerado com as bolsas de pesquisa com valores não atualizados desde 2013 no Brasil. Sobre isso, a nossa entrevistada, a bióloga Natalia Pasternak e presidente do Instituto Questão de Ciência, tem algo a nos falar:



    Natalia: As pessoas realmente não têm muita noção de como a ciência funciona no Brasil, como é o trabalho do cientista, qual que é o nível de dedicação, o que um docente faz, o que um pós-doc faz, o que um estudante de pós-graduação faz - na cabeça da maioria das pessoas, inclusive, os estudantes de graduação não são nem profissionais. Eles não entendem que aquele já é um profissional formado que está fazendo um trabalho de pesquisa remunerado por uma bolsa de estudos. E daí a gente junta tudo e fica justamente com aquela impressão que as pessoas têm de que as universidades não servem pra nada. Eles não entendem que as universidades são grandes centros de pesquisa, não são apenas escolas. E isso é algo que também se reflete muito dentro da universidade, que

    • 23 min
    Série Corpo - episódio 5 - O peso do peso

    Série Corpo - episódio 5 - O peso do peso

    http://oxigenio.comciencia.br/wp-content/uploads/2020/07/Ep-5-O-peso-do-peso-revisado.mp3

    Obesidade, corpo gordo, plus size. Para falar sobre peso corporal precisamos ir além da balança. Em “O peso do peso”, a gente navega pela história da Júlia, uma professora de balé que ensina outros tipos de corpos a dançar, e discute os vários sentidos do corpo gordo a partir da fisiologia do exercício e da história do peso no Brasil. Participaram do episódio a Cláudia Cavaglieri, da Faculdade de Educação Física da Unicamp, e Denise Bernuzzi de Sant’Anna, historiadora da PUC São Paulo. A série Corpo faz parte do projeto “Histórias para pensar o corpo na ciência”, que é financiado pela FAPESP (2019/18823-0) e coordenado pelo professor Bruno Rodrigues (FEF/Unicamp).

    Segue o roteiro completo.

    SAMUEL RIBEIRO - Oi. O que você tá ouvindo é uma apresentação de balé. O som vem de um vídeo, que eu quero que você imagine aí. Fecha os olhos. Tem a plateia, as cortinas, a iluminação... e no meio do palco uma bailarina profissional, graciosa, dançando na ponta dos pés. Visualizou?

    Agora diz pra mim: como é que era o corpo dessa bailarina? Ela era magra, gorda, musculosa? E por que que você imaginou ela desse jeito?

    Eu sou Samuel Ribeiro e este é o Corpo, podcast que fala de histórias e de movimento humano. E a gente começa com a Júlia... a bailarina.

    JÚLIA DEL BIANCO - Meu nome é Júlia Del Bianco, eu sou bailarina, professora de dança, e também sou modelo plus size e influenciadora digital.

    SAMUEL - A Júlia faz balé clássico desde criança e se formou em Dança na Unicamp. Ela já deu aula em escolas e ONGs, e é fundadora da Dance for Plus, uma escola itinerante que traz a dança pra quem não se encaixa nos padrões de corpo daquela bailarina... que muita gente deve ter imaginado junto com a música.

    O trabalho da Júlia segue na linha de todo um movimento que aconteceu nas últimas décadas, e que luta contra o preconceito e a estigmatização do corpo gordo. E tem a ver também com as experiências que ela viveu quando era aluna de balé...

    JÚLIA - Eu hoje, eu olhando as minhas fotos, eu considero que eu era uma pessoa magra. Mas eu sempre tive mais peito, mais coxa, é, mais bunda, e pra uma bailarina isso não é aceitável. Mas quando eu comecei a dançar era uma coisa assim, que você tinha que ser uma tábua assim, sem nada.

    Então eu era essa pessoa um pouquinho mais curvilínea no meio de um monte de bailarinas que eram mais retas, assim, com o corpo mais reto. Então eu sempre tive um corpo fora do padrão do balé.

    SAMUEL - A Júlia tinha um dilema ali na adolescência: ela era uma bailarina e se dedicava nos treinos e nos ensaios, só que ao mesmo tempo o ambiente do balé tava ali dizendo que o corpo dela... não era corpo de bailarina.

    Bom, o tempo foi passando e a Júlia engordou...

    JÚLIA - ... só que daí eu comecei a perceber um outro lado. Eu comecei a perceber um lado de que eu ia comprar roupa e eu não tinha roupa pra eu comprar, mesmo que fosse de ginástica pra eu querer fazer alguma coisa pra emagrecer, entendeu?

    SAMUEL - E começou a sentir na pele uma série de outras pressões por causa do corpo, inclusive questões de acessibilidade...

    JÚLIA - Acessibilidade de as vezes não caber nos lugares, de... eu sempre dancei, sempre fui ativa, mas eu era tida como sedentária. Então eu comecei a ver um outro lado da moeda né.

    SAMUEL - Aí, vendo esse outro lado da moeda, ela virou professora e quis ensinar dança de um jeito que não deixasse ninguém de fora. E além de ajudar as alunas, ela também acabou se ajudando muito nesse processo.

    JÚLIA - ... eu comecei a ver que eu tinha um impacto muito grande nas minhas alunas, né, e que elas melhoravam a autoestima delas.

    SAMUEL - A Júlia pensou...

    JÚLIA - ... "nossa, mas eu faço tã

    • 26 min
    #95 Quarentena – Envelhe(ser)

    #95 Quarentena – Envelhe(ser)

    http://oxigenio.comciencia.br/wp-content/uploads/2020/06/EP03ENVELHESER.mp3



    Nesta pandemia, os cuidados com os idosos precisam ser redobrados! Questões sobre as necessidades especiais, o distanciamento social e as políticas públicas necessárias para assistir essa parte da população são discutidas nesse terceiro episódio da série Quarentena. Foram entrevistados os especialistas: Karina Gramani Say, fisioterapeuta e professora do departamento de Gerontologia da UFSCar; Marco Túlio Cintra, médico geriatra, professor da UFMG e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia em Minas Gerais; e Maria Santos, filha da Dona Joana (81 anos) e muito experiente no cuidado de pais idosos. 



    Carol: Desde que passamos a existir, atravessamos as mais diferentes fases da vida. Vida essa com início, meio e fim. Nascemos necessitando de cuidados alheios. Depois, ao crescer, nos tornamos independentes. Mas ao envelhecer, uma parte da independência vai embora e a necessidade de cuidados alheios volta, em maior ou menor intensidade.



    Em tempos de pandemia do novo coronavírus, o cuidado com o outro se torna ainda mais importante, especialmente com aqueles que já atingiram a terceira idade. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a OMS, essa fase se inicia por volta dos 60 anos, variando entre os países. No Brasil, a estimativa de vida é de cerca de 72 anos para os homens e 79 para as mulheres, segundo o IBGE. Essa diferença é chamada de sobremortalidade masculina, e as razões que definem esses números são várias, entre elas as causas não naturais, como a violência e os acidentes de trânsito. Mas se por um lado temos observado diversos familiares preocupados com seus entes de mais idade, de outro vemos um crescente retrato do abandono.



    Carol: Você está ouvindo o QUARENTENA. Eu sou a Carol e no episódio de hoje falaremos sobre a velhice em tempos de pandemia.



    No conto “Feliz aniversário”, a escritora Clarice Lispector retrata a velhice e as relações familiares. Descrevendo o ambiente da comemoração dos 89 anos da dona Anita, Clarice ressalta algumas situações que, às vezes, chegam junto com a idade: a presença familiar por obrigação, a falta de colaboração entre os filhos e a inversão de papéis.



    E quando a mesa estava imunda, as mães enervadas com o barulho que os filhos faziam, enquanto as avós se recostavam complacentes nas cadeiras, então fecharam a inútil luz do corredor para acender a vela do bolo, uma vela grande com um papelzinho colado onde estava escrito “89″. Mas ninguém elogiou a idéia de Zilda, e ela se perguntou angustiada se eles não estariam pensando que fora por economia de velas — ninguém se lembrando de que ninguém havia contribuído com uma caixa de fósforos sequer para a comida da festa que ela, Zilda, servia como uma escrava, os pés exaustos e o coração revoltado. Então acenderam a vela. E então José, o líder, cantou com muita força, entusiasmando com um olhar autoritário os mais hesitantes ou surpreendidos, “vamos! todos de uma vez!” — e todos de repente começaram a cantar alto como soldados:  



     



    Happy birthday to you / Parabéns pra você / Muitas felicidades / Muitos anos de vida



    Carol: Vemos que a dona Anita do conto chegou aos 89 anos, uma idade já acima da expectativa média de vida para as mulheres brasileiras. Segundo o IBGE, cerca de 14% da população brasileira é composta de idosos, um número que está por volta de 30 milhões de pessoas. Falamos tanto sobre envelhecer, mas o que de fato significa isso? A palavra da vez está com a Karina Gramani Say do departamento de gerontologia da UFSCar.



    Karina: Primeiro é importante a gente entender que velhice é uma fase da vida - a fase mais madura da vida - mas ela é mais uma fase da vida assim como a infância, a adolescência, a vida adulta

    • 34 min
    Esperando Betelgeuse

    Esperando Betelgeuse

    http://oxigenio.comciencia.br/wp-content/uploads/2020/06/Oxigenio94-Esperando_Betelgeuse.mp3



    Neste programa contamos a história da estrela Betelgeuse que, no final de 2019, passou a apresentar um comportamento estranho, o que levou muita gente a acreditar que estava prestes a testemunhar um evento único. E astrônomos que estudam a estrela mais de perto levantaram hipóteses do que estava acontecendo. Quem nos ajuda a contar esta história é Geisa Ponte, mestranda em Astrofísica no Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie, e Vladimir Jearim, pesquisador do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST).



    GEISA: A gente ver uma comportamento inesperado e inédito que nunca tinha sido registrado nela e aí juntou com esse gatilho com as ondas gravitacionais que não se confirmou, então isso tudo levou a uma crescente de expectativa realmente, inclusive dentro da comunidade científica.



    OSCAR: Neste programa vou trazer a história de uma estrela chamada Betelgeuse que, no final do ano passado, começou a ter um comportamento estranho. 



    SAMUEL: Astrônomos do mundo todo começaram a observar mais de perto e estudar o que poderia estar acontecendo. Isso também chamou a atenção de bastante gente…. que começou a acompanhar o assunto na internet com muita expectativa.



    Eu sou Samuel



    OSCAR: Eu sou o Oscar e esse é o Oxigênio



    OSCAR: Quem estava falando no começo do programa é a Geisa Ponte



    GEISA: Eu trabalho com astrofísica estelar observacional usando dados da missão espacial TESS da NASA para procurar variação de brilho de estrelas de emi solares. E para investigar como que essa variação de brilho tem a ver com o comportamento magnético dessas estrelas. E a gente vai falar um pouco sobre uma estrela que é muito diferente das quais eu trabalho.



    OSCAR: Eu de fora, assim leigo, você falando me pareceu dentro do assunto. Mas, pelo jeito, não é tanto assim.



    GEISA: É, bom, ainda é dentro de astrofísica estelar, né? Principalmente, observacional essa questão.



    SAMUEL: Mas antes de avançar mais no que estava acontecendo, a gente precisa falar sobre Betelgeuse.



    OSCAR: Além do nome do personagem, se você é fã do Guia do Mochileiro das Galáxias deve lembrar que o Ford Prefect é de um planeta perto dessa estrela.



    GEISA: Eu trabalho com estrelas que a gente diz que é pequena, estrelas pequenininhas do tipo solar e betelgeuse é muito muito grandona. Betelgeuse é mais ou menos 900 vezes o tamanho do sol.



    OSCAR: Para tentar dar uma ideia melhor , o tamanho de betelgeuse é equivalente à órbita de júpiter. Se a gente pegasse betelgeuse e colocasse no lugar do sol, ela engoliria mercúrio, vênus, a Terra, Marte e chegaria até júpiter.



    GEISA: Por que mais ou menos? Porque existe as imprecisões que são inerentes a medidas, análise, instrumentos tudo mais. Mas também porque ela pulsa, esse raio dela varia, ela é uma estrela pulsante



    SAMUEL: Betelgeuse fica na constelação de Orion. Se você quiser encontrar no céu, a melhor forma é primeiro procurar pelas três Marias



    VLADIMIR: Então a pessoa tem que identificar as três marias, a um lado e a outro das três marias quase a maneira diametral oposta você vai ter duas estrelas brilhantes.



    SAMUEL: Esse é o Vladimir.



    VLADIMIR: Meu nome é Vladimir Jearim de Pena Soares



    SAMUEL: Ele é pesquisador do Museu de Astronomia e Ciências Afins



    VLADIMIR: Vai ter uma estrela amarelada, avermelhada, brilhante e vai ter uma estrela branco-azulada. A avermelhada é Betelgeuse.



    GEISA: Isso, ela é bem vermelha, dá para notar que ela é bem vermelha. E ela vai estar na parte de baixo. Porque a gente está no hemisfério sul, então, na verdade, Orion está de cabeça para baixo.

    • 27 min
    #93 Série Corpo, episódio 4 – Outra quadra

    #93 Série Corpo, episódio 4 – Outra quadra

    Daniel é um professor de inglês e atleta de esgrima em cadeira de rodas. Maria Luiza Tanure Alves é professora da Faculdade de Educação Física da Unicamp e estuda formas de ensinar o esporte paralímpico na escola para promover a inclusão. Em “Outra quadra”, contamos as histórias dos dois e falamos de suas memórias com as aulas de Educação Física. A série Corpo faz parte do projeto “Histórias para pensar o corpo na ciência”, que é financiado pela FAPESP (2019/18823-0) e coordenado pelo professor Bruno Rodrigues (FEF/Unicamp).

    SAMUEL RIBEIRO

    Oi. Este é o quarto episódio do Corpo, podcast que fala de pessoas e de movimento e é produzido aqui na Unicamp. Eu sou Samuel Ribeiro, e hoje... a gente começa com a história do Daniel.

    SAMUEL

    Parte 1: o esgrimista em quarentena.

    SAMUEL

    E pra você assim, que fazia tanta coisa, e tinha uma rotina de treino, de sair, de dirigir, de ir pra Unicamp, como que tá sendo agora esse período do isolamento?

    DANIEL TIBIRIÇÁ

    Ah tá sendo um baque, cara, tá sendo um baque. Eu tô fazendo o possível pra não me perder de... o foco né, o momentum.

    SAMUEL

    Esse é o Dani, um amigo meu. A gente trabalhou junto em 2012 numa empresa de tecnologia aqui da região de Campinas.

    DANIEL

    Bom meu nome é Daniel Tibiriçá. Eu sou atleta de esporte paralímpico...

    SAMUEL

    Além de atleta ele é professor de inglês e assim como eu tá trabalhando de casa agora durante a pandemia.

    DANIEL

    Eu pratico esgrima em cadeira de rodas principalmente, mas eu também já me envolvi com o basquete em cadeira de rodas, parabadminton e também tô trabalhando com o Wushu adaptado.

    SAMUEL

    A locomoção do Dani é prejudicada desde que ele era pequeno, porque ele nasceu com uma malformação na coluna chamada lipomielomeningocele.



    DANIEL

    Eu andava mas eu... eu... eu cambaleava, eu jogava as pernas pro lado pra fazer a marcha, né. Então precisei fazer fisioterapia né, pra que não acontecesse nenhum tipo de desvio no desenvolvimento da minha marcha, né. Então eu fazia fisioterapia, eu intermitentemente eu usava órteses, né, quando eu era criança, eu usava órteses durante o período, depois eu não precisava mais. Depois piorava a minha marcha eu tinha que voltar a usar órteses.

    SAMUEL

    Na adolescência ele treinava Wushu, que a gente também chama de kung fu, só que conforme ele foi crescendo o problema na locomoção foi piorando. Primeiro ele passou a usar bengala, e aí ele pensou...

    DANIEL

    ... bom o Wushu já acabou, não tem o que fazer.

    SAMUEL

    Depois foi pra cadeira de rodas, e isso foi mais ou menos na época da Copa.

    DANIEL

    ... a Copa do Mundo de 2014 fez eu começar a pensar no esporte novamente e aí 2016 estava vindo né, tava no horizonte, e aí eu comecei a contemplar o esporte paralímpico né, porque Olimpíada também, fiquei sabendo da Paralimpíada, e aí comecei a pensar no esporte paralímpico.

    SAMUEL

    Bom, e o primeiro passo pra pensar em praticar um esporte era trocar a cadeira de rodas...

    DANIEL

    ... porque assim, a cadeira que eu tinha antes era um trambolhão né. Não era uma cadeira muito dinâmica. Aí essa cadeira nova que eu fui comprar era uma cadeira um pouco menor, um pouco mais leve, um pouco mais ágil. Aí normalmente o que acontece? Quando as pessoas sentam, mudam de uma cadeira grandona trambolho pra uma cadeira pequena e mais leve, ela tem um pouco de dificuldade, ela se sente meio assim sem muito equilíbrio. É um pouco estranho, as pessoas costumam estranhar. Só que eu sentei e eu não tive nenhum problema. Eu comecei a dar volta pela loja, a loja tinha os corredores lá, eu comecei a fazer ziguezague em volta da loja o cara falou tipo assim "oh, você leva jeito para jogar basquete, você já pensou em jogar basquete?".

    SAMUEL

    Aí o Dani falou...

    DANIEL

    ...

    • 16 min

Opiniões de clientes

4.7 de 5
21 avaliações

21 avaliações

lelelobo ,

Ótimo podcast!

Ciência divertida e acessível!

Maiko-l ,

Muito bom

Excelente trabalho, tema diversificados e interessantes. A única critica é com a qualidade dos áudios em algumas entrevistas, mas fora isso nota 10.

gustavoomr ,

Demaaais!!

Alto nível. Imensos parabéns a todos que fazem o Oxigênio. Não percam a impulsão, por favor e, pelo Brasil.

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