Pergunta Simples

Jorge Correia

O Pergunta Simples é um podcast sobre comunicação. Sobre os dilemas da comunicação. Subscreva gratuitamente e ouça no seu telemóvel de forma automática: https://perguntasimples.com/subscrever/ Para todos os que querem aprender a comunicar melhor. Para si que quer aprender algo mais sobre quem pratica bem a arte de comunicar. Ouço pessoas falar do nosso mundo. De sociedade, política, economia, saúde e educação.

  1. 15 hr ago

    O que as crianças ouvem quando pensas que não ouvem? Rute Agulhas

    🔔 Receba novos episódios 🎧|📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ Há um adolescente de catorze anos que, numa aula de cidadania, disse que o amor é a maior confusão que existe na vida das pessoas. Não era um miúdo sem amor. Era um miúdo que cresceu dentro de um conflito parental — e que aprendeu, pelo que viu e ouviu em casa, que o compromisso não vale a pena. Rute Agulhas conta esta história com a naturalidade de quem a ouviu muitas vezes. E é aí que esta conversa se torna diferente de tudo o que se diz habitualmente sobre psicologia, violência e infância. Destaques desta conversa: A carapaça que a profissão obriga a construir — e o preço que se paga em casa O conflito de lealdade nas crianças de pais divorciados — a criança que só consegue ser ela própria depois de virar a esquina "O meu pai separou-se de nós" — como as crianças processam o que os adultos lhes comunicam sem querer Como se ouve uma criança que não fala — fantoches, chão, paciência e o sapo que contava o que ela não conseguia dizer "Não tem escrito na testa" — a desconstrução do estereótipo do agressor Trabalhar com agressores — porque a prisão não resolve e o que isso significa A violência emocional e sexual dentro das relações que ainda não é reconhecida como violência O humor negro como estratégia de sobrevivência — os narizes de palhaço na secretária As cenouras — a imagem de um abuso que ficou para a vida "O amor é a maior confusão que existe na vida das pessoas." — um adolescente de 14 anos, citado por Rute Agulhas 🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/o-que-as-criancas-ouvem-quando-pensas-que-nao-ouvem-rute-agulhas/ 🎦 YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 🎧 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm 🍎 Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 📺 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples 🌐 Website: https://www.perguntasimples.com

    49 min
  2. 27 May

    Como Salvar o Mundo? Rui Zink

    🔔 Receba novos episódios 🎧|📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ Há uma diferença entre humor e sarcasmo que a maior parte das pessoas nunca pensou até alguém a formular em voz alta. O humor é uma forma de ver o mundo. O sarcasmo é quando a maldade já superou o humor — e a pessoa ainda acha que está a ser engraçada. É uma das muitas ideias desta conversa que ficam a ecoar muito depois de terminada. Destaques desta conversa: O que significa ser um optimista informado — e porque é que qualquer outra coisa não funciona A diferença entre humor e sarcasmo — e o que isso revela sobre o tempo em que vivemos A casta intelectual que desdém as redes sociais — e o que isso diz sobre quem tem direito a ter opinião A história do avô preso pela PIDE e do bairro que o denunciou — e depois protegeu a família Como a inteligência artificial está a apagar a luz interior — e porque o pobre deve desconfiar de tudo o que é grátis As cadeiras da treta — português, música, desenho — e porque são as únicas que ensinam a viver O que o Clube dos Poetas Mortos com o Diogo Infante tem a dizer sobre o essencial e o acessório Os preconceitos que vivem dentro de nós sem que saibamos — e o momento em que aparecem na montra A metáfora da moeda e o tempo feio em que vivemos O que é uma vida boa — e porque só se sabe quando termina "O sarcasmo é quando a maldade já superou o humor — e a pessoa ainda acha que está a ser engraçada." 🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/como-salvar-o-mundo-rui-zink/ 🎦 YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 🎧 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm 🍎 Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 📺 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples 🌐 Website: https://www.perguntasimples.com

    55 min
  3. 20 May

    Quantas pessoas cabem dentro de uma pessoa? Ricardo Belo Morais

    🔔 Receba novos episódios 🎧|📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ Fernando Pessoa publicou em vida um único livro de poesia em português. Quarenta e quatro poemas, preparados durante quase vinte anos. O resto ficava numa arca. E o resto era quase tudo. Ricardo Belo de Morais passou os últimos anos dentro dessa arca e encontrou um retrato de Pessoa que não é celebração nem inventário — é uma interrogação sobre o que significa comunicar bem, sobre o preço de uma vida entregue à obra, e sobre quantas pessoas consegue uma pessoa ser ao mesmo tempo. Destaques desta conversa: A Arca de Fernando Pessoa foi vendida em 2008 para um colecionador privado que ainda hoje ninguém sabe quem é O perfeccionismo como comunicação: Pessoa só publicava o que considerava 200% perfeito; o resto ficava guardado O derrotado-resistente: "Até nos meus exércitos sonhados sofreram derrotas, até em sonhos" Pessoa antecipou a narrativa publicitária e as relações públicas décadas antes de existirem como conceitos Os apócrifos pessoanos: frases que nunca escreveu circulam como suas, incluindo o famoso "pedras no caminho" Os heterónimos como tabuleiro de xadrez: multiplicação consciente, não divisão patológica O fingimento como verdade: "Finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente" Ofélia: "Culpa tem o Fernando que um dia tivesse a triste ideia de gostar de si" A missão monástica: a obra primeiro, tudo o resto depois, incluindo o amor e a saúde O Nobel: Pessoa desejava-o, tinha autoconsciência da qualidade do trabalho, e não chegou a tempo "Fernando Pessoa escreveu o que escreveu. Não escreveu aquilo que nós gostávamos que ele tivesse escrito." 🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/quantas-pessoas-cabem-dentro-de-uma-pessoa-ricardo-belo-morais/ 🎦 YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 🎧 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm 🍎 Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 📺 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples 🌐 Website: https://www.perguntasimples.com

    52 min
  4. 13 May

    Como se pergunta bem? Carlos Daniel

    🔔 Receba novos episódios em https://perguntasimples.com/subscrever/ Há uma diferença pequena entre as perguntas que acabam em ponto de interrogação e as que acabam em reticências. Uma obriga a responder. A outra dá espaço para se dizer o que já se queria dizer. Carlos Daniel faz perguntas em direto há mais de trinta anos, em momentos altos da vida do país, e nesta conversa explica como esta distinção mínima define grande parte do estado actual da comunicação pública. Destaques desta conversa: A pergunta como ofício: porque uma boa pergunta acaba em ponto de interrogação, nunca em reticências A lealdade do jornalista: ao público, não ao chefe nem ao patrão A profissionalização da resposta: eles apostam na resposta, nós apostamos na pergunta A agressividade certa: está no conteúdo, não no tom Credibilidade por acumulação: anos a construir, um instante a destruir A escrita oral: porque se escreve para dizer, não para ler O primeiro Jornal da Tarde: o dia a seguir à morte de Ayrton Senna, com vinte e quatro anos O peso do direto: trabalhar sem rede, com as redes a vir até nós Sociologia e jornalismo: a regularidade é mais relevante que o episódio O serviço público hoje: porque importa mais do que importou antes "Uma boa pergunta acaba com um ponto de interrogação, em vez de acabar com reticências." Episódio: https://perguntasimples.com/como-se-pergunta-bem-carlos-daniel YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples Website: https://www.perguntasimples.com

    50 min
  5. 6 May

    Falar em público é um privilégio? Maria Castello Branco

    🔔 Receba novos episódios 🎧|📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ Há uma pergunta que raramente fazemos sobre quem fala em público. Não sobre o que diz, nem sobre como diz. Sobre quem lhe disse que podia dizer. Maria Castello Branco cresceu numa casa onde a sua voz foi tratada como algo que valia a pena ouvir. E argumenta que isso, mais do que qualquer talento ou formação, explica tudo o que veio a seguir.Destaques desta conversa: A voz como herança, não como talento: quem a dá, e o que acontece a quem não a recebe O que se perde em trinta segundos: a rapidez mediática e o custo da ideia pontiaguda A técnica televisiva: porque começa sempre pela conclusão, e o que isso revela sobre comunicação Rádio vs. televisão: o peso da imagem e a intimidade do ouvido O problema do racionalismo: porque a razão não chega quando o medo já chegou primeiro O pensamento clássico chinês: a coexistência do nada e do algo, e o que Aristóteles não consegue explicar Portugal e a falta de cultura cívica: Tocqueville, o bowling e o vizinho que não conhecemos O ego domado pelo absurdo: como se vive com o erro em público Os tribunais medievais de animais: e o que o Descartes matou quando criou o sujeito moderno "O maior privilégio de todos é sentir que a minha voz importa."🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/falar-em-publico-e-um-privilegio-maria-castello-branco/ 🎦 YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 🎧 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm 🍎 Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 📺 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples 🌐 Website: https://www.perguntasimples.com

    1hr 2min
  6. 29 Apr

    Quem Decide o que Mereces Perceber? João Maria Jonet

    🔔 Receba novos episódios 🎧|📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ João Maria Jonet é analista, comentador televisivo, estudioso das eleições americanas e vereador eleito em Cascais. Viveu a linguagem do poder de todos os lados — como quem estuda, como quem explica, como quem prepara candidatos e como quem se candidata. Nesta conversa fala sobre o degrau entre quem governa e quem é governado, sobre o que as palavras fazem quando servem para proteger quem as diz em vez de chegar a quem as ouve — e sobre o que se perde quando se entra no sistema que se criticava. Neste episódio: "As coisas difíceis de compreender são mais fáceis de controlar pelos poucos que compreendem" O político treinado a não se comprometer — e que deixou de saber o que pensa A omissão estratégica: não mentir, mas não dizer tudo Trump como comunicador — o que percebeu antes de toda a gente As redes sociais e o que fizeram ao pensamento de quem as praticou O dado que muda tudo: quanto mais informação, melhor a decisão — por 30 pontos "Não sou isento — vocês é que concordam comigo" Contribuíste para o problema que dizes querer resolver? "As coisas que são difíceis de compreender são mais fáceis de controlar pelos poucos que compreendem." 🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/quem-decide-o-que-mereces-perceber-joao-maria-jonet/ 🎦 YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 🎧 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm 🍎 Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 📺 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples 🌐 Website: https://www.perguntasimples.com

    57 min
  7. 22 Apr

    Para que serve um jornalista? Tânia Laranjo

    🔔 Receba novos episódios 🎧|📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ Tânia Laranjo é repórter há trinta anos. Chegou à televisão quando lhe disseram que não tinha figura nem voz para o ecrã. Ficou na mesma. Hoje é um dos rostos mais reconhecidos do jornalismo português, não porque aparece, mas porque vai. Aos incêndios, aos temporais, aos tribunais, às aldeias que ninguém visita. Nesta conversa falámos sobre o que se perde quando o jornalismo deixa de sair à rua e sobre o que ainda sobra quando alguém decide ir à janela. Neste episódio: O jornalismo que se aburguesou e o que se perde quando ninguém chega primeiro Ser a primeira a chegar e porque isso define a qualidade do que se conta O incêndio em Gramassa e a decisão de sair do papel de jornalista As fontes como relações sagradas e a única razão para quebrá-las O segredo de justiça contra o interesse público e o processo que ganhou no Tribunal Europeu A entrevista de 45 minutos ao Presidente Marcelo durante o temporal O que é uma boa pergunta e porque é sempre simples A filha que quis ser jornalista apesar de tudo "O jornalista tem que ir à janela e dizer se está a chover ou se está a sol. Não serve para fazer perguntas, serve para dar respostas." 🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/para-que-serve-um-jornalista-tania-laranjo/ 🎦 YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 🎧 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm 🍎 Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 📺 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples 🌐 Website: https://www.perguntasimples.com

    52 min
  8. 15 Apr

    A tua opinião vale alguma coisa? Desidério Murcho

    🔔 Receba novos episódios 🎧|📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ Desidério Murcho é filósofo e uma das vozes mais incómodas do pensamento contemporâneo em língua portuguesa. Nesta conversa diz que a linguagem humana evoluiu principalmente para enganar, que raciocinar bem é contra-natura, e que dizer "é a minha opinião" é o pior argumento possível. Não é uma conversa tranquilizadora. É uma conversa necessária. **Neste episódio:** - **Por que razão a filosofia nasce com fake news** - **Como o cérebro humano evoluiu para enganar e não para raciocinar** - **Por que razão as opiniões não valem todas o mesmo** - **O que é a diferença epistémica apropriada e porque a perdemos** - **O experimento do mesmo vídeo visto de forma oposta por dois grupos** - **Por que razão dizer "não sei" é um ato de coragem** - **Eudaimonia: a palavra portuguesa que perdemos e devíamos ressuscitar** - **Por que razão "penso logo existo" é uma falácia** *"Nós somos pavões. Só que os pavões fazem essa coisa com as penas. Nós fazemos com o discurso."* --- 🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/a-tua-opiniao-vale-alguma-coisa-desiderio-murcho 🎦 YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 🎧 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm 🍎 Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 📺 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples 🌐 Website: https://www.perguntasimples.com

    1hr 7min

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