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O Podcast Canaltech é um resumo das notícias de tecnologia, para começar o seu dia. De terça a sábado, a partir das 7h nos seus tocadores de podcasts.

  1. 13 hr ago

    O iPhone Duo pode mudar o mercado de celulares dobráveis?

    A Apple finalmente entrou no mercado de celulares dobráveis. Depois de anos acompanhando a evolução desse segmento, a empresa apresentou o iPhone Duo e abriu uma nova fase na disputa com Samsung, Motorola, Xiaomi, Huawei e Google. Mas a espera valeu a pena? O primeiro dobrável da Apple realmente oferece algo diferente dos aparelhos que já estão no mercado? Essas perguntas estão no novo episódio do Podcast Canaltech. Marcelo Fischer conversa com Bruno Bertonzin, redator de produtos do Canaltech, sobre os principais lançamentos da Apple e as mudanças na estratégia da empresa. Além do iPhone Duo, a companhia apresentou os novos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max. A geração traz câmera com abertura variável, novo processador e melhorias de eficiência energética, mas mantém a tradição de mudanças mais discretas entre um ano e outro. Outra novidade está no calendário. A Apple deixou o iPhone 18 convencional para o começo do próximo ano, quando o aparelho deve dividir espaço com uma nova versão de entrada. Na avaliação de Bruno, essa decisão pode ajudar a empresa a manter seus celulares em evidência no período em que concorrentes como Samsung e Xiaomi apresentam seus principais lançamentos. O grande assunto da conversa, porém, é o iPhone Duo. Bruno explica por que a Apple demorou tanto para lançar um dobrável e compara o aparelho com os modelos mais recentes da Samsung. Entre os destaques estão o suporte à Apple Pencil, as animações criadas para a transição entre as telas e recursos que aproveitam o celular parcialmente dobrado. Por outro lado, espessura, peso, design e preço ainda podem favorecer os concorrentes. A chegada da Apple também pode acelerar a evolução de todo o segmento. Com uma nova gigante na disputa, outras fabricantes ganham mais pressão para recuperar recursos, aprimorar seus aparelhos e tornar os celulares dobráveis mais atraentes. Você também vai conferir: Robôs da OpenAI criam rede para se comunicar sem autorização, WhatsApp ganha novo visual com efeito de vidro no iPhone e roubos de carros elétricos mais que dobram em São Paulo. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Viviane França, Marcelo Fischer e Danielle Cassita. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Natalia Improta e a arte da capa é de Erick Teixeira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    O iPhone Duo pode mudar o mercado de celulares dobráveis?
  2. 1 day ago

    Como levar inteligência artificial para a escola pública?

    Inteligência artificial, plataformas digitais e análise de dados já fazem parte das discussões sobre o futuro da educação. Mas como levar essas tecnologias para a escola pública sem ignorar desafios como acesso à internet, infraestrutura e falta de tempo dos professores? Esse é um dos temas do novo episódio do Podcast Canaltech, gravado durante o HackTown 2026, em Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais. O repórter João Melo acompanhou o evento e conversou com Bianca Dantas Silva, gerente de inovação da Fundação 1Bi, organização que desenvolve tecnologias sociais gratuitas em parceria com professores de escolas públicas. Entre os projetos está o AprendiZAP, plataforma que reúne conteúdos pedagógicos, atividades, avaliações e formação continuada para educadores. A iniciativa também conta com Mari, uma assistente de inteligência artificial treinada com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e metodologias da plataforma. A proposta é usar a IA para apoiar tarefas reais do cotidiano dos professores, como adaptar materiais às necessidades dos estudantes ou preparar uma mensagem para os familiares. Mas inovação, nesse caso, não significa depender apenas da internet. A Fundação também trabalha com conteúdos que podem ser impressos, baixados ou usados offline para atender escolas com diferentes condições de infraestrutura. Na conversa, Bianca explica ainda como os dados podem ajudar a acompanhar a aprendizagem, quais cuidados são necessários no uso da inteligência artificial e por que a tecnologia precisa ser pensada como ferramenta de apoio ao professor. Você também vai conferir: Meta falha em barrar anúncios de abuso infantil criado por IA, Casio lança relógio “indestrutível” para condições extremas e filme revive a turbulenta demissão de Sam Altman da OpenAI.  Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Marcelo Fischer, Nathan Vieira e Jaqueline Sousa. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Leandro Gomes e a arte da capa é de Erick Teixeira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Como levar inteligência artificial para a escola pública?
  3. 2 days ago

    Tecnologia pode ajudar a diminuir a desigualdade no mercado de trabalho?

    A presença feminina ainda é pequena em setores historicamente ocupados por homens e a Transpetro é um exemplo desse desafio. Hoje, as mulheres representam apenas 15% do quadro de funcionários da companhia, enquanto os homens são 85%. Para tentar mudar esse cenário, a empresa estabeleceu metas progressivas para ampliar a participação feminina em cargos de liderança até 2030. As ações incluem programas voltados ao desenvolvimento de lideranças femininas e mudanças nos processos internos de recrutamento e seleção. Em entrevista ao Podcast Canaltech durante o Summit Mulheres nas Profissões, Juliana Orta, gerente executiva de Recursos Humanos da Transpetro, explicou que o desafio começa antes mesmo da contratação. Por ser uma empresa estatal, a admissão de funcionários acontece por meio de processos seletivos públicos. Isso limita a possibilidade de a companhia escolher diretamente quem será contratado. A estratégia, segundo a executiva, é estimular mais mulheres a disputar essas vagas. Entre as iniciativas estão visitas a universidades e centros técnicos para apresentar oportunidades profissionais e incentivar candidatas a participarem dos processos seletivos. A companhia também mantém convênios para apoiar a formação de mulheres na engenharia. Outra mudança está prevista para um novo processo seletivo público da Transpetro, que contará com um mecanismo de paridade de gênero. A proposta é aumentar o equilíbrio entre homens e mulheres entre os profissionais selecionados. Dentro da companhia, a estratégia também passa pelas posições de liderança. A Transpetro possui metas definidas pelo conselho de administração e acompanhadas anualmente para aumentar a representatividade feminina até 2030. Tecnologia e inteligência artificial também começam a fazer parte dessa transformação. Embora a IA não seja utilizada na admissão por processo seletivo público, a Transpetro já recorre à tecnologia e à automação em etapas de processos internos para posições de liderança. Segundo Juliana, porém, o uso ainda acontece com cautela e acompanhado de avaliações humanas. Para a executiva, transformar um ambiente historicamente masculino exige principalmente consistência. Mudanças culturais levam tempo, e a expectativa é que a representatividade avance até que metas específicas de gênero deixem de ser necessárias. Você também vai conferir: ONU alerta para riscos de IAs poderosas demais, golpe do sósia usa semelhança facial para roubar identidades e GPT-6 Astra chega mais poderoso e com alerta de segurança Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Marcelo Fischer, Nathan Vieira e André Magalhães. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Yuri Souza e a arte da capa é de Erick Teixeira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Tecnologia pode ajudar a diminuir a desigualdade no mercado de trabalho?
  4. 3 days ago

    Como dados e IA estão transformando grandes projetos de construção

    Empresas acumularam enormes quantidades de dados nos últimos anos. Mas, quando o assunto é inteligência artificial, ter mais informação nem sempre significa conseguir resultados melhores. Para Sasha Crotty, executiva da Autodesk responsável pela estratégia de dados para arquitetura, engenharia e construção, um dos principais desafios agora é melhorar a qualidade das informações e torná-las acessíveis para diferentes profissionais e sistemas. Em entrevista ao Podcast Canaltech, Crotty explica que dados organizados podem permitir que a IA encontre riscos que seriam difíceis de identificar manualmente. Em uma obra, por exemplo, a tecnologia pode analisar o atraso na entrega de um material, calcular o impacto nas etapas seguintes e ajudar a reorganizar o cronograma. E o Brasil pode estar em uma posição interessante nessa transformação. A partir das conversas que teve com empresas no país, Crotty avalia que o mercado brasileiro está entre os líderes em alguns aspectos relacionados à estruturação, organização e consistência dos dados. A evolução também levanta questões sobre privacidade, propriedade dos dados e o papel das pessoas nas decisões tomadas com ajuda da IA. Para Crotty, os seres humanos continuam responsáveis por definir os limites e objetivos da tecnologia. Ela compara a IA a uma colega de trabalho, mas ressalta que, às vezes, ela se parece mais com uma estagiária que ainda precisa aprender a ser profissional. No futuro, essa relação pode se tornar ainda mais próxima. Em vez de apenas receber comandos, agentes de IA poderão acompanhar projetos continuamente, apresentar alternativas e mostrar o impacto de uma decisão em fatores como custo e sustentabilidade. Você também vai conferir: Elon Musk prevê 1 bilhão de robôs no mundo até 2036, TikTok vai permitir áudios nos comentários dos vídeos e Senado aprova incentivo para atrair data centers de IA ao Brasil. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Renato Moura e Viviane França. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Vicenzo Varin e a arte da capa é de Erick Teixeira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Como dados e IA estão transformando grandes projetos de construção
  5. 4 days ago

    O que faz uma região virar um polo de inovação?

    Durante muito tempo, falar de startups e tecnologia no Brasil significava olhar principalmente para os grandes centros econômicos. Mas esse mapa começa a ficar mais diverso, com novos ecossistemas de inovação ganhando espaço em diferentes regiões do país. Santa Catarina é um dos exemplos mais consolidados desse movimento. O estado levou cerca de quatro décadas para construir um ecossistema que hoje é referência nacional e tenta levar esse desenvolvimento para além de Florianópolis. Em entrevista ao Podcast Canaltech, Fábio Wagner Pinto, secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina, explica que essa trajetória foi construída a partir da colaboração entre empresas, universidades, entidades e poder público. A estratégia agora passa também por aproveitar as características econômicas de cada região. No oeste catarinense, por exemplo, a força do agronegócio abre espaço para soluções voltadas ao setor. No norte, aparecem áreas como as indústrias metalmecânica e moveleira. Para Fábio, políticas públicas podem ajudar a desenvolver novos polos de inovação, desde que estejam conectadas às vocações locais. Outro desafio é aproximar a pesquisa acadêmica dos problemas enfrentados pelas empresas, aumentando as chances de transformar conhecimento em produtos e negócios. Quando o olhar se amplia para o restante do Brasil, outros sinais de descentralização começam a aparecer. Rodrigo Soares, presidente do Sebrae Nacional, afirma que a plataforma da entidade já reúne 26 mil startups. Segundo ele, o Nordeste passou da terceira para a segunda posição entre as regiões com maior número de startups dentro da atuação do Sebrae. No Norte, o executivo destaca 400 startups aceleradas pelo programa Inova Amazônia. Para Soares, esses movimentos mostram que empreendedores de diferentes partes do país começam a encontrar mais oportunidades para desenvolver seus negócios sem depender exclusivamente dos polos tradicionais. O cenário também acontece em um momento de amadurecimento do mercado brasileiro de startups. Depois de um período marcado por grandes rodadas de investimento e crescimento acelerado, empresas passaram a enfrentar um ambiente de capital mais seletivo e maior cobrança por sustentabilidade dos negócios. Para o presidente do Sebrae, um dos desafios é ajudar essas empresas a atravessar o chamado “vale da morte”, período em que uma startup ainda precisa provar seu modelo de negócio e conquistar condições para continuar crescendo. As duas entrevistas foram gravadas durante o Startup Summit 2026, em Florianópolis, evento que reuniu startups, investidores, grandes empresas e delegações internacionais. Você também vai conferir: Óculos da Meta vão impedir gravações escondidas, WhatsApp vai te lembrar daquela mensagem que você esqueceu de enviar e Empresas brasileiras avançam na IA, mas ainda têm dificuldade para medir o retorno. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Renato Moura, Marcelo Fischer e Bruno de Blasi. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Vicenzo Varin e a arte da capa é de Erick Teixeira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    O que faz uma região virar um polo de inovação?
  6. 6 days ago

    A nova geração de notebooks quer aposentar o carregador?

    Durante muito tempo, escolher um notebook potente significava aceitar alguns compromissos: máquinas mais pesadas, baterias que duravam menos e desempenho reduzido quando o computador era desconectado da tomada. A ASUS quer mudar essa lógica com o Zenbook A16, novo notebook premium da marca que chega ao Brasil combinando uma tela de 16 polegadas com peso de apenas 1,2 kg. Em entrevista ao Podcast Canaltech, Murilo Tunholli, da ASUS Brasil, explica que uma das principais apostas do modelo está no Snapdragon X2 Elite Extreme, da Qualcomm. O processador usa arquitetura ARM, que busca combinar desempenho com maior eficiência energética. Segundo o executivo, a proposta é fazer com que o notebook mantenha uma experiência semelhante mesmo quando está longe da tomada. A comparação feita durante a entrevista é com o celular. Ninguém espera que um smartphone fique mais potente quando é conectado ao carregador. A ideia é aproximar o comportamento do notebook dessa experiência. A bateria também ganha destaque. A ASUS estima até 21 horas de reprodução de vídeo offline. Em situações mais próximas do cotidiano, a empresa fala em até 18 horas de streaming e mais de 15 horas de navegação na internet. Outro desafio foi chegar a esses números sem transformar o A16 em um notebook pesado. A fabricante optou por uma bateria de 70 Wh e reorganizou componentes internos para preservar o peso de 1,2 kg. O desempenho gráfico também faz parte da estratégia. A GPU integrada Adreno é voltada principalmente para produtividade e aplicações de criação, mas a ASUS afirma que o avanço dos gráficos integrados começa a diminuir a necessidade de uma placa de vídeo dedicada em determinadas atividades. No Brasil, o Zenbook A16 chega inicialmente vendido exclusivamente pela loja online da ASUS por R$ 22.999. A empresa pretende acompanhar a recepção do produto antes de decidir sobre uma eventual expansão para outros canais. A estratégia já foi adotada com o Zenbook A14, que começou como produto importado e, após a aceitação no mercado brasileiro, passou a ter fabricação local e presença em mais varejistas. Durante a conversa, Murilo também explica como tecnologias apresentadas primeiro nos modelos premium podem chegar posteriormente a outros produtos do catálogo da ASUS. Você também vai conferir: Netflix supera auge da TV paga com plano que exibe anúncios, estudo revela quanto dura a bateria de um carro elétrico e 6G poderá funcionar como radar e detectar até quem está offline. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Marcelo Fischer, Danielle Cassita e João Melo. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Vicenzo Varin e a arte da capa é de Erick Teixeira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    A nova geração de notebooks quer aposentar o carregador?
  7. 4 Sept

    Alexa com IA quer entender contexto e agir cada vez mais por você

    A Alexa chegou ao Brasil em 2019 conhecida principalmente como uma caixa de som inteligente capaz de tocar músicas, responder perguntas e executar comandos simples. Sete anos depois, a Amazon tenta levar a assistente para uma nova fase. Com a Alexa Plus, a proposta é transformar aquela lógica de comandos mais rígidos em uma conversa mais natural. A nova versão usa inteligência artificial generativa para entender melhor o contexto, manter o assunto entre uma pergunta e outra e personalizar respostas a partir das informações compartilhadas pelo usuário. Em entrevista ao Podcast Canaltech, Talita Taliberti, country manager de Alexa no Brasil, explica que essa evolução exigiu uma reformulação da arquitetura por trás da assistente. Segundo a executiva, a Alexa Plus trabalha com mais de 70 modelos de linguagem diferentes. A escolha do modelo depende do tipo de tarefa realizada. Um pedido para criar uma história, por exemplo, exige uma abordagem diferente de um comando para acender uma lâmpada. Essa diferença também é importante para reduzir erros. Em tarefas criativas, uma resposta ruim pode ser corrigida pelo usuário. Já em uma casa conectada, a precisão se torna mais crítica: ao interpretar que uma sala está escura, a assistente precisa entender que deve acender as luzes e não executar outra ação por engano. A mudança também aponta para uma Alexa capaz de fazer mais coisas no mundo real. A Amazon já demonstrou, por exemplo, uma integração em desenvolvimento que permitirá pedir um Uber diretamente por voz. Essa transformação acontece enquanto a casa conectada ganha espaço no Brasil. De acordo com dados apresentados pela Amazon durante a entrevista, 2025 terminou com 29 milhões de dispositivos de casa conectada ativos e integrados à Alexa no país, crescimento de 32% em relação ao ano anterior. Talita também destaca o impacto da automação para pessoas com deficiência ou limitações físicas, já que comandos por voz podem proporcionar mais autonomia em tarefas cotidianas. Ao mesmo tempo, uma assistente que aprende preferências, guarda informações e está presente dentro de casa levanta uma questão inevitável: privacidade. A executiva explica quais controles estão disponíveis para o usuário, incluindo o bloqueio físico de microfone e câmera, além da possibilidade de administrar e apagar históricos de voz. Para o futuro, a Amazon enxerga uma Alexa cada vez mais proativa. Em vez de esperar sempre por um comando, a ideia é que a assistente consiga entender hábitos e antecipar algumas necessidades sem ultrapassar os limites definidos pelo próprio usuário. Você também vai conferir: OpenAI cria “botão de emergência” para desligar IAs fora de controle, PF consegue recuperar mensagens apagadas do WhatsApp e Novo retrovisor consegue identificar distrações do motorista. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Viviane França, André Magalhães e Danielle Cassita. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Yuri Souza e a arte da capa é de Erick Teixeira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Alexa com IA quer entender contexto e agir cada vez mais por você
  8. 3 Sept

    Por que o Brasil não deveria depender das IAs das big techs

    Elas respondem perguntas, escrevem textos, ajudam a programar e estão começando a ser incorporadas a diferentes serviços. Mas existe uma questão que vai além do que aparece na tela: quem controla a tecnologia por trás dessas ferramentas? Hoje, os modelos mais avançados de inteligência artificial são desenvolvidos principalmente por grandes empresas estrangeiras. Para Felipe Iszlaji, sócio-fundador e CEO da Clarisse.ai, depender exclusivamente dessas tecnologias pode deixar países e empresas vulneráveis a mudanças de preço, restrições de acesso e decisões tomadas fora do Brasil. Em entrevista ao Podcast Canaltech, o executivo defende que a inteligência artificial generativa deve ser encarada cada vez mais como uma infraestrutura tecnológica, assim como aconteceu com outras tecnologias essenciais. Isso não significa, porém, que o Brasil precise gastar bilhões de dólares tentando construir do zero um concorrente para os modelos mais avançados do mundo. Segundo Iszlaji, uma alternativa é aproveitar modelos abertos e adaptá-los com dados brasileiros. A estratégia permitiria desenvolver sistemas menores, mais baratos e especializados em áreas importantes para empresas e para o setor público. A língua também entra nessa discussão. Embora os principais modelos disponíveis hoje consigam conversar em português, o executivo argumenta que ainda existem diferenças na forma como essas ferramentas compreendem e produzem conteúdo relacionado à cultura e à linguagem brasileira. Durante a conversa, ele cita construções comuns em textos gerados por IA que parecem naturais em inglês, mas pouco espontâneas em português. Para setores como mídia, editoras e produção de conteúdo, essa diferença pode ter impacto direto no trabalho. O episódio também discute os cuidados necessários no uso individual dessas ferramentas. Iszlaji alerta para o risco de tratar sistemas de inteligência artificial como se fossem pessoas e de recorrer a eles para todas as decisões do cotidiano. A recomendação é usar a tecnologia de maneira crítica, buscando aplicações que realmente economizem tempo ou gerem valor, sem terceirizar completamente o próprio raciocínio. Você também vai conferir: Xiaomi lança celular com bateria gigante por cerca de R$ 1.900, Magalu fecha parceria para vender produtos no Mercado Livre e Google lança aulão gratuito para ajudar estudantes no Enem. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Nathan Vieira e Marcelo Fischer. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Natália Improta e a arte da capa é de Erick Teixeira. O Podcast Canaltech está concorrendo para entrar no Top 20 do Prêmio iBest 2026! Se você acompanha nossos episódios, curte as entrevistas e gosta do conteúdo que produzimos todos os dias, sua ajuda pode fazer toda a diferença. Vote no Podcast Canaltech aqui. É rápido, gratuito e você pode votar até 3 vezes por dia. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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