18 episódios

O programa Brasil Latino traz um panorama da América Latina a partir da produção acadêmica da Universidade de São Paulo e da visão de personalidades da sociedade brasileira. As entrevistas abordam temas da atualidade e da história do continente nas diferentes áreas do conhecimento, sempre com a participação de professores, pesquisadores e especialistas.

Brasil Latino - USP Jornal da USP

    • Educação
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O programa Brasil Latino traz um panorama da América Latina a partir da produção acadêmica da Universidade de São Paulo e da visão de personalidades da sociedade brasileira. As entrevistas abordam temas da atualidade e da história do continente nas diferentes áreas do conhecimento, sempre com a participação de professores, pesquisadores e especialistas.

    Brasil Latino: Victor del Vecchio e a imigração na pandemia

    Brasil Latino: Victor del Vecchio e a imigração na pandemia

    A desigualdade social que marca a história do continente latino-americano fica mais acentuada no atual quadro da covid-19. Espalhada por praticamente todos os países, a doença exige medidas severas de controle sobre a mobilidade das pessoas e a adoção de protocolos sanitários rígidos.
    Além da população mais pobre das periferias das grandes cidades, existe um contingente que está sendo bastante afetado: os imigrantes. Com o fechamento das fronteiras entre os países, muitos deles vivem uma situação crítica, sendo obrigados a recorrer ao auxílio de entidades beneficentes para sobreviver. Sua situação jurídica está paralisada e muitos que desejam voltar ao seu país de origem, não podem fazê-lo.
    Como fica a situação dos imigrantes em meio à pandemia? Que respostas é possível dar a eles para garantir condições mínimas de vida? Essas e outras questões foram debatidas nesta edição do Brasil Latino, que teve a participação do advogado Victor del Vecchio, consultor da ONU Migração e pesquisador do Grupo de Estudos sobre Proteção Internacional de Minorias da Universidade de São Paulo (Gepim-USP).

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    O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer.

    • 54 min
    Brasil Latino – Paulo Feldmann e a economia mundial pós-pandemia

    Brasil Latino – Paulo Feldmann e a economia mundial pós-pandemia

    A pandemia do novo coronavírus mostrou os limites da soberania de muitos países. Praticamente todos os insumos de saúde são produzidos atualmente na China, paradoxalmente onde teve início a doença. Respiradores mecânicos, máscaras e equipamentos de terapia intensiva, entre outros itens, mostram que a dependência gerada pela globalização vai precisar ser revista caso as nações queiram reassumir o seu destino.
    Em entrevista ao Brasil Latino, no dia 18 de maio, o professor Paulo Feldmann, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, diz que a produção nacional terá muito mais peso do que o atual processo de terceirização ou de importação que tem caracterizado o comércio mundial. A pandemia pode mudar completamente essa relação de dependência.
    Para ele, o Brasil tem uma grande chance de sair bem da crise econômica porque possui um grande mercado interno. Restará tomar decisões políticas ousadas, como a taxação sobre as grandes fortunas, e oferecer maior garantia jurídica para os investimentos externos. Outro fator que segundo Feldmann precisará ser superado é a baixa qualificação da mão de obra nacional. Um trabalhador brasileiro produz de quatro a cinco vezes menos que um operário norte-americano ou sul-coreano. Mas, isso, adverte ele, não é culpa do trabalhador e sim das condições tecnológicas nas quais ele opera. “O Brasil dispõe de máquinas ultrapassadas em seu parque industrial, equipamentos que já não são usados há mais de 25 anos nos Estados Unidos e é esse o investimento que precisa ser feito para resgatar a nossa soberania”, afirma.

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    • 54 min
    Brasil Latino: Kelly Agopyan e Paloma Pitre falam sobre democracia participativa

    Brasil Latino: Kelly Agopyan e Paloma Pitre falam sobre democracia participativa

    A América Latina tem atualmente mais de 650 milhões de habitantes espalhados em 34 países. Cerca de 70% dos latino-americanos moram nas zonas urbanas. Com isso, tem crescido a importância das grandes cidades. Três capitais estão entre as 20 maiores do mundo. São elas: Buenos Aires, Cidade do México e São Paulo.
    Os desafios de um continente historicamente desigual ficam ainda maiores no caso das grandes cidades latino-americanas. Um desses desafios é a superação dos graves problemas sociais com o envolvimento da população. É o caso da democracia participativa na formulação das políticas públicas e a necessidade do direito à cidade a quem nela vive.
    No Brasil Latino desta semana, o debate é sobre a participação popular a partir do estudo comparativo de duas grandes cidades latino-americanas: São Paulo e Cidade do México. Para falar desse tema, as entrevistadas são Kelly Komatsu Agopyan, graduada em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e doutoranda no programa de pós-graduação do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo, e Paloma Gerzeli Pitre, graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, pesquisadora do Centro de Direitos Humanos e Empresas da Fundação Getúlio Vargas e mestranda no Programa de Pós-graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo.

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    O Brasil Latino vai ao ar toda segunda-feira, às 17h, pela Rádio USP FM 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto). As edições do programa estão disponibilizadas em @brlatino, nos podcasts do Jornal da USP (jornal.usp.br) e nos agregadores de áudio como Spotify, iTunes e Deezer.

    • 57 min
    Brasil Latino – Carolina Larriera e o filme “Sérgio”

    Brasil Latino – Carolina Larriera e o filme “Sérgio”

    Desde que se conheceram no Timor Leste, em 1999, Sergio Vieira de Mello e Carolina Larriera decidiram ficar juntos. Ele, reconhecido internacionalmente por liderar missões humanitárias de alto risco da ONU, e ela, economista argentina que trabalhava na entidade, em Nova York. As alianças estavam prontas para o casamento, mas a fatalidade veio antes. Mesmo cansado e já pensando em voltar a morar em sua cidade natal, o Rio de Janeiro, ele aceitou o convite de seu amigo, o secretário-geral Kofi Anan, para liderar a missão diplomática das Nações Unidas no Iraque, após a invasão norte-americana em março de 2003. Nomeado como Alto Comissário para os Direitos Humanos da ONU, Sergio fez duas exigências: ficaria apenas quatro meses e levaria Carolina junto na sua equipe. Em 19 de agosto de 2003, 15 dias antes do fim de sua estadia em Bagdá, um caminhão-bomba explodiu na sede da ONU e matou 21 pessoas, entre elas Sergio Vieira de Mello. Carolina se salvou por pouco.
    Morando atualmente no Rio de Janeiro, ela e sua sogra, Gilda, mantem o Centro Sergio Vieira de Mello (https://sergiovieirademello.org/index_fr.html) que atua na promoção da coexistência pacífica e da tolerância entre as pessoas e as nações, formando lideranças jovens para as negociações de conflito e o diálogo multilateral, bandeiras empunhadas por Sergio, um brasileiro que trabalhou 34 anos na ONU e chegou a ser cogitado para assumir o cargo de secretário-geral sem nunca ter sido diplomata de carreira em seu próprio país. É essa a história que o filme “Sergio” conta e que, na voz de Carolina Larriera, o Brasil Latino apresenta na edição de 4 de maio.

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    • 55 min
    Brasil Latino – Alexandre Padilha e a pandemia da covid-19

    Brasil Latino – Alexandre Padilha e a pandemia da covid-19

    Em entrevista ao programa Brasil Latino, no dia 27 de abril, o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) promove uma guerra federativa quando deveria estar liderando uma ampla operação de guerra para combater a covid-19. “Ele desagrega, critica governadores e prefeitos e diz que não é sua responsabilidade, uma completa inversão de papéis”, disse.
    Para ele, que também é deputado federal pelo PT de São Paulo, o Congresso Nacional tem tomado decisões importantes como o auxílio emergencial para os setores mais vulneráveis da população e o apoio aos pequenos e médios empresários. “É o momento em que o mais importante é salvar vidas porque a economia a gente recupera lá na frente”, ressaltou.
    Segundo Padilha, o isolamento é a principal arma na guerra contra a doença. Relaxamento da quarentena só depois de diminuir a disseminação, especialmente nas áreas mais pobres. Nesse sentido, o ex-ministro da Saúde elogia a atuação do governador João Doria que atuou no momento certo ao decretar o distanciamento social.

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    • 52 s
    Brasil Latino – A trajetória do teólogo que criou a Psicologia da Libertação na América Central

    Brasil Latino – A trajetória do teólogo que criou a Psicologia da Libertação na América Central

    O jesuíta espanhol Ignácio Martín-Baró, assassinado em El Salvador em 1989, trouxe grande contribuição para o estudo da violência na América Latina e é tema de grupo de estudos no Instituto de Psicologia da USP
    A guerra civil em El Salvador, o menor dos países centro-americanos, terminou oficialmente em 1992, com o Acordo de Esquipulas. Mas deixou um imenso rastro de sangue. Estimativas falam em mais de 50 mil mortos em duas décadas de conflito. E foi a partir desse cenário de violência que o jesuíta espanhol Ignácio Martín-Baró criou uma nova forma de praticar a psicologia. A brutal desigualdade o levou a conhecer as comunidades pobres e a entender que um processo terapêutico só faria sentido se considerasse as condições específicas de cada indivíduo em seu meio social. Foi assim que ele criou a Psicologia da Libertação, que se tornou uma referência teórica no continente latino-americano.
    No Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, Martín-Baró é tema de um grupo de pesquisa que funciona há quatro anos, sob coordenação da diretora do IP, Marilene Proença. Ela e os professores Ignácio Dobles (Universidade da Costa Rica), Fernando Lacerda (Universidade Federal de Goiás) e José Fernando Andrade Costa (Universidade Estadual de Feira de Santana) concederam entrevista exclusiva ao Brasil Latino para falar da obra de Ignácio Martín-Baró e sua influência na psicologia latino-americana.
     
    Ficha técnica
    Marco Piva – Apresentador
    Alexandre Vega – Produtor
    Benê Ribeiro – Editor de áudio
    Natasha Sanchez – Estagiária
    Para entrar em contato escreva para ouvinte@usp.br

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