39 episódios

Este é o Como Começar, podcast de cultura do Nexo, um jornal digital para quem busca explicações precisas e interpretações equilibradas sobre os principais fatos do Brasil e do mundo. O programa se debruça, a cada episódio, sobre a obra de um autor ou movimento da literatura, da música ou do cinema

Como Começar Nexo Jornal

    • Artes
    • 4.5 • 146 avaliações

Este é o Como Começar, podcast de cultura do Nexo, um jornal digital para quem busca explicações precisas e interpretações equilibradas sobre os principais fatos do Brasil e do mundo. O programa se debruça, a cada episódio, sobre a obra de um autor ou movimento da literatura, da música ou do cinema

    Como começar a ler Gabriel García Márquez

    Como começar a ler Gabriel García Márquez

    O escritor colombiano Gabriel García Márquez é conhecido por ser um dos maiores expoentes do realismo mágico, corrente literária latino-americana que mistura aspectos da realidade com o folclore e a ficção. Também foi jornalista, diretor de cinema e uma voz potente contra regimes autoritários que tomaram a América Latina na segunda metade do século 20.

    García Márquez foi o primeiro e único escritor da Colômbia a conquistar o Nobel de Literatura, em 1982. Gabo, como é conhecido no país, usou a sua visibilidade internacional para difundir a cultura hispano-americana e projetar outros artistas da região. Também é fundador da Fundação Gabo, que promove treinamentos e premiações para jornalistas latino-americanos.

    Para abordar os diferentes aspectos que marcam a trajetória do autor, este episódio do “Como começar”, o podcast de cultura do Nexo, conversou com:

    - Alexandre Barbosa, pesquisador de comunicação e cultura popular da América Latina e gerente de relações acadêmicas no Memorial da América Latina, em São Paulo
    - Felipe Vieira, historiador e pesquisador da obra de García Márquez
    - Joana Rodrigues, professora do curso de letras da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e especialista em literatura espanhola e hispano-americana

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    Livros citados no programa:

    Cem Anos de Solidão (1967)
    Amor nos tempos do Cólera (1985)
    Crônica de uma Morte Anunciada (1981)
    Outono do Patriarca (1975)
    Cheiro de Goiaba (1982)
    Notícias de um sequestro (1996)
    Relato de um Náufrago (1955)
    A aventura de Miguel Littin clandestino no Chile (1986)
    Eu não vim fazer um discurso (2014)
    Ninguém escreve ao coronel (1961)
    Os funerais da mamãe grande (1962)
    Doze Contos Peregrinos (1992)

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    Músicas do programa:

    Despedida - Shakira
    Macondo - Óscar Chávez
    Los cien años de Macondo - Los Hispanos
    Afrosound - Caminito Serrano
    Puerto Candelaria - Senderito de Amor
    Los Cumbia Stars San Marcos Y Porro Bonito
    White Suit - Antonio Pinto
    Gracias a la vida - Mercedes Sosa
    Latinoamerica - Calle 13
    Aguacero - Perotá Chingó

    • 31 min
    Como começar a ouvir bandas do movimento riot grrrl

    Como começar a ouvir bandas do movimento riot grrrl

    Se hoje é comum que grandes artistas do pop compartilhem mensagens de empoderamento feminino, no início dos anos 1990, o cenário da música era bem diferente. Este podcast recupera a história de um movimento do punk rock feito por mulheres que levantou a bandeira do feminismo quando isso ainda não a coisa mais normal — e nem segura — a se fazer.

    Trata-se do riot grrrl, que tem suas origens na cidade de Olympia, capital do estado de Washington, nos Estados Unidos. Com letras contestadoras e uma estética que subvertia ideias tradicionais associadas à feminilidade, a influência dessa cena local se espalhou pelo mundo e deixou sua marca no mainstream.

    Para destrinchar o legado desse movimento e montar um roteiro introdutório de músicas indispensáveis, o Nexo conversou com:

    - Leticia Marques, cineasta e diretora do documentário “Faça você mesma”, sobre o riot grrrl brasileiro;
    - Camila Puni, artista e pesquisadora de zines que já deu aulas na Universidade de Tulane em Nova Orleans, nos Estados Unidos, e participou de residência artística no LA Zine Fest, na Califórnia;
    - Bah Lutz, vocalista da Bertha Lutz, banda de punk feminista de Belo Horizonte.

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    Músicas do programa
    - Bikini Kill – Double Dare Ya
    - Bratmobile – Cherry Bomb
    - Sleater-Kinney – Dig Me Out
    - Excuse 17 – Watchmaker
    - Team Dresch – Uncle Phranc
    - Dominatrix – Patriarchal Laws
    - Mercenárias – Inimigo
    - Mercenárias – Me perco
    - Bertha Lutz – Sangue negro
    - Bikini Kill – Rebel Girl
    - Bikini Kill – Feels Blind
    - Bikini Kill – Suck My Left One
    - Bikini Kill – I Like Fucking
    - Sleater-Kinney – I Wanna Be Your Joey Ramone
    - Sleater-Kinney – Let’s Call It Love
    - Bratmobile – Cool Schmool
    - Team Dresch – Fagetarian and Dyke
    - Team Dresch – Hate the Christian Right
    - Tamar-kali – Boot
    - Tamar-kali – Pearl
    - Dominatrix – No Make Up Tips
    - TPM – Racismo
    - Bulimia – Punk rock não é só pro seu namorado
    - Bertha Lutz – Preta gorda sapatão
    - Spice Girls – Wannabe
    - Pussy Riot – Make America Great Again
    - TPM – Noise rock brutal urso punkinho gralha

    • 37 min
    Como começar a ver 007

    Como começar a ver 007

    Vinte e cinco filmes. Essa é a marca que a franquia James Bond bateria com “007 — Sem tempo para morrer”, se tivesse sido lançado em abril de 2020. Com a pandemia do novo coronavírus, o filme foi adiado para novembro.

    Será a quinta vez, e provavelmente última, que Daniel Craig encarna o espião mais famoso do cinema. Antes dele, cinco outros atores deram vida às aventuras internacionais do agente, que começaram na década de 1950 a partir dos livros de Ian Fleming.

    Bond enfrentou dezenas de vilões, em especial russos, levantando a bandeira do anticomunismo no cinema num momento em que EUA e União Soviética rivalizavam na Guerra Fria. Contava, para isso, com gadgets, carros, roupas e bebidas caras. Flertava também com diversas mulheres que cruzavam seu caminho.

    Neste podcast, o Nexo conta a trajetória do espião e como ela se relaciona com a história do cinema e do mundo. Ao longo desses quase 60 anos, a franquia precisou se reinventar, especialmente na caracterização feminina e racial. Mas as mudanças extrapolam as demandas de representatividade.

    Marcos Kontze, jornalista e criador do site James Bond Brasil, há nove anos no ar; Raphaela Ximenes, jornalista, pesquisadora e crítica de cinema membro do coletivo Elvira de mulheres críticas; e Roberto Sadovski, jornalista e crítico de cinema do site Uol, ajudam a fazer esse resgate histórico.

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    Filmes citados
    Filmes da franquia 007
    “007 — Nunca mais outra vez” (Irvin Kershner, 1983)
    “Tom Jones” (Tony Richardson, 1963)
    “A hard day’s night” (Richard Lester, 1964)
    “A identidade Bourne” (Doug Liman, 2002)
    “Batman begins” (Christopher Nolan, 2005)
    “Austin Powers” (Jay Roach, 1997)

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    Músicas do programa
    Dr. No’s theme — Monty Norman (trilha “Dr. No”)
    James Bond theme — Monty Norman (trilha “Dr. No”)
    Dr. No’s fantasy — Monty Norman (trilha “Dr. No”)
    Dum di-di dum dum — Monty Norman
    Misirlou — Dick Dale and the Del-Tones
    Skyfall — Adele (trilha “Skyfall”)
    No time to die — Billie Eilish (trilha “Sem tempo para morrer”)
    Thunderball — Tom Jones (trilha “007 contra a chantagem atômica”)
    Live and let die — Wings (trilha “Com 007 viva e deixe morrer”)
    Die another day — Madonna (trilha “Um novo dia para morrer”)
    The Living Daylights — A-ha (trilha “007 Marcado para morte”)
    Goldfinger — Shirley Bassey (trilha “Goldfinger”)
    Diamonds are forever — Shirley Bassey (trilha “Diamantes são eternos”)
    Fatal Weakness — Eric Serra (trilha “Goldeneye”)
    Another way to die — Alicia Keys e Jack White (trilha “Quantum of Solace”)
    A hard day’s night — The Beatles (trilha “A hard day’s night”)
    Theme from Shaft — Isaac Hayes (trilha “Shaft”)
    Terminator 2 Theme — Brad Fiedel (trilha “Exterminador do futuro 2”)
    Extreme Ways — Moby (trilha “Identidade Bourne”)

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    Referências teóricas
    “Why does James Bond sound like James Bond”, Dan Golding
    https://www.youtube.com/watch?v=cL31rRUMRUY

    International Journal of James Bond Studies
    https://jamesbondstudies.ac.uk/articles

    “Beyond Bond: Spies in Fiction and Film”, Wesley Britton
    https://bit.ly/2Yglugh

    “The Case of Mr. Fleming”, Bernard Bergonzi, à revista The Twentieth Century
    https://www.theguardian.com/theguardian/from-the-archive-blog/2012/oct/01/ian-fleming-james-bond-1958-archive

    “Hollywood Cinema: An Introduction”, Ian Craven e Richard Maltby
    https://books.google.com.br/books/about/Hollywood_Cinema.html?id=EGgengEACAAJ&source=kp_cover&redir_esc=y

    “Sex, sadism and snobbery”, Paul Johnson, à revista New Statesman:
    https://www.independent.co.uk/voices/commentators/sarah-churchwell-the-enduring-thrill-of-sex-sadism-and-snobbery-835155.html

    “Shaken Not Stirred: The Cold War Politics of James Bond, From Novel to Film”, Noah Jacoby Lewis
    https://ojs.lib.uwo.ca/in

    • 49 min
    Como começar a ler poesia

    Como começar a ler poesia

    É possível encontrar poesia em todo lugar: nas páginas, na música, na dramaturgia, na timeline de redes sociais. Mesmo assim, como gênero literário, a poesia pode intimidar – é normal que muita gente tenha uma certa resistência a abrir um livro de poemas.

    Este podcast fala com pesquisadoras e poetas sobre as principais características dos formatos da poesia, a evolução do gênero, as competições de slam e o fôlego novo que os “instapoetas” trouxeram para o mercado editorial. Eles dão dicas de como encontrar o tipo de poesia que tem mais a ver com você.

    Foram entrevistadas as professoras Annie Gisele Fernandes, da USP, e Susanna Busato, da Unesp, a pesquisadora e campeã de slam Roberta Estrela D'Alva, e os poetas Ricardo Aleixo e Francisco Mallmann.

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    Músicas e trechos usados no programa:

    Documentário - Poetas do Repente
    Soneto da Fidelidade/Eu sei que vou te amar - Vinicius de Moraes e Tom Jobim
    Capítulo 4, versículo 3 - Racionais MCs
    Rap Du Bom Parte II - Rappin Hood (part. Caetano Veloso)

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    Autores citados:

    Augusto de Campos
    Pieta Poeta
    Mano Brown
    Rupi Kaur
    Ana Cristina Cesar
    Cacaso
    Francisco Alvim
    Paulo Leminski
    Vinicius de Moraes
    Francesco Petrarca
    Luís de Camões
    Manuel Bandeira
    Mário de Andrade
    Oswald de Andrade
    Carlos Drummond de Andrade
    Sophia de Mello Breyner Andresen
    Gregório de Matos
    Belchior
    Chico Buarque
    Caetano Veloso
    Angélica Freitas
    Ana Martins Marques
    Hilda Hilst
    Sylvia Plath
    João Cabral de Melo Neto
    Conceição Evaristo

    • 36 min
    Como começar a ouvir ópera

    Como começar a ouvir ópera

    Uma história contada por meio de música. Essa é a premissa básica da ópera, gênero teatral surgido no final do século 16 e que foi muito popular no mundo todo até meados do século 20.

    Com tramas dos mais diversos tipos e estilos musicais diferentes, a ópera, durante muitos anos, foi uma das principais formas de entretenimento do povo. Porém, com o passar dos séculos, ficou taxada como uma arte elitista.

    Neste podcast, o Nexo ouviu a maestrina Vânia Pajares, mestre em artes pela Unicamp, e o cantor Leonardo Neiva, que já protagonizou óperas em palcos do mundo todo.

    • 19 min
    Como começar a ver cinema sul-coreano

    Como começar a ver cinema sul-coreano

    Ganhador da Palma de Ouro no festival de Cannes de 2019 e do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro em 2020, “Parasita” já contabiliza mais de 100 outros prêmios ao redor do mundo. O longa sul-coreano é ainda o primeiro do país a ser indicado às principais categorias do Oscar: além de “Melhor Filme Estrangeiro”, aparece entre os americanos nas listas de “Melhor Filme”, “Melhor Direção” e “Melhor Roteiro Original”.

    Não é um fenômeno espontâneo: Bong Joon-ho, diretor do filme, é de uma geração de cineastas que vem se destacando em festivais internacionais há mais de uma década. Park Chan-wook, Kim Ki-duk, Lee Chang-dong e Hong Sang-soo são apenas alguns deles.

    Atentos à visibilidade que a cultura pode trazer ao país, também evidente na força do k-pop, desde a década de 1990 o governo sul-coreano fomenta a produção artística e garante a exibição dos filmes em salas comerciais, consolidando assim uma indústria nacional que, agora mais do que nunca, consegue exportar seu produto.

    Neste podcast, o Nexo ouviu Cássio Starling Carlos, crítico de cinema da Folha de S.Paulo, e Josmar Reyes, professor de realização audiovisual da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos - RS). Eles comentaram as características e leituras da filmografia sul-coreana.

    Filmes citados:

    - “The widow” (Park Nam-ok, 1955)
    - “A empregada” (Kim Ki-young, 1960)
    - “Three friends” (Yim Soon-rye, 1996)
    - “Peppermint candy” (Lee Chang-dong, 1999)
    - “Keeping the vision alive” (Yim Soon-rye, 2001)
    - “Oasis” (Lee Chang-dong, 2002)
    - “Mr. vingança” (Park Chan-wook, 2002)
    - “Oldboy” (Park Chan-wook, 2003)
    - “Primavera, verão, outono, inverno… primavera” (Kim Ki-duk, 2003)
    - “Lady vingança” (Park Chan-wook, 2004)
    - “A samaritana” (Kim Ki-duk, 2004)
    - “O hospedeiro” (Bong Joon-ho, 2007)
    - “Forever the moment” (Yim Soon-rye, 2008)
    - “Sede de sangue” (Park Chan-wook, 2009)
    - “Eu vi o diabo” (Kim Jee-woon, 2010)
    - “Poesia” (Lee Chang-dong, 2011)
    - “O expresso do amanhã” (Bong Joon-ho, 2013)
    - “Certo agora, errado antes” (Hong Sang-soo, 2015)
    - “O lamento” (Na Hong-jin, 2016)
    - “A criada” (Park Chan-wook, 2016)
    - “The truth beneath” (Lee Kyoung-mi, 2016)
    - “Na praia à noite sozinha” (Hong Sang-soo, 2017)
    - “Okja” (Bong Joon-ho, 2017)
    - “Em chamas” (Lee Chang-dong, 2018)
    - “Parasita” (Bong Joon-ho, 2019)

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    Músicas do programa:

    - The Belt of Faith - Jung Jae-il (trilha “Parasita”)
    - Cries and Whispers - Jo Yeong-wook (trilha “Oldboy”)
    - The Last Waltz - Jo yeong-wook (trilha “Oldboy”)
    - Jeongseon Arirang - Kim Young-im (trilha “Primavera, Verão, Outono, Inverno… Primavera”)
    - Welcome to Jurassic Park - John Williams (trilha “Jurassic Park”)
    - Generique - Miles Davis (trilha “Em Chamas”)
    - Opening - Jung Jae-il (trilha “Parasita”)
    - Devil’s Bossa - Mowg (trilha “Eu vi o diabo”)
    - Dream - Mowg (trilha “Em chamas”)
    - The Footsteps of My Dear Love - Jo Yeoung-wook part. Gain, Minseo (trilha “A criada”)

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    Textos citados:

    - A Sociohistorical Contextual Analysis of the Use of Violence in Park Chan-wook's Vengeance Trilogy:
    http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.918.2663&rep=rep1&type=pdf

    - Beyond good and evil: revenge in South Korean cinema:
    https://www.easternkicks.com/features/beyond-good-and-evil-revenge-in-south-korean-cinema

    • 25 min

Opiniões de clientes

4.5 de 5
146 avaliações

146 avaliações

bazlu1 ,

O melhor jornal deste país

Concerteza o Nexo é um dos melhores projetos deste país

Julyanna Santos ,

Incrível!

Temas maravilhosos com especialistas incrível! Super indico!

Marcus Dex ,

Queda no interesse do assunto

O assunto está se repetindo faz vários episódios, o que faz perder o interesse pelo podcast.

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