Conversa Intrusiva

Marcos Rutherford

Não gosto da ideia de passar por tudo sozinho e assim como pensamentos que vem quando nós não queremos, a vida sempre nos surpreende com lições dolorosas para um amadurecimento que nem sempre a gente tá procurando. Me chamo Marcos Rutherford e criei esse podcast como um espaço para compartilhar experiências e desabafos de uma pessoa que também não sabe de nada e tá vivendo tudo isso pela primeira vez. De forma intrusiva, pretendo que cada uma das nossas conversas sejam multilaterais e incômodas, mas acolhedoras ao mesmo tempo porque ninguém merece passar pelos vinte anos sozinho.

Episódios

  1. há 3 h

    o silêncio depois de aceitar algo que você nunca quis

    Inevitavelmente vivemos os anos mais dolorosos de nossas vidas durante os vinte anos de idade. Não por experiências negativas de fato, mas sim pelo processo de aprender que é impraticável sem a dor. Amores não correspondidos, lidar com a rotina de um primeiro emprego, aprender a declarar o próprio imposto de renda e até amizades que acompanharam a gente a vida toda e, reciprocamente, não fazem mais parte do nosso cotidiano.  Tudo isso é aprendizado, mesmo marcado por uma dor, seja ela do incômodo ou da indiferença, é necessário passar pela experiência para amadurecer e crescer. Estar nos 20 anos é como entrar com um corte exposto em um tanque de tubarões: a todo momento você vai estar lidando com algo tirando um pedaço de você, da sua atenção, energia ou crença. Você é colocado em dúvida por si mesmo, não entende o que é evolução ou retrocesso, o que quer ou deixa de querer e, do nada, quando menos espera, você dá de cara com a necessidade de se ausentar da sua própria vida. Se ausentar da sua própria vida não é deixar as coisas acontecerem sem sua interferência, é sobre deixar que aquele momento perpasse por você sem que você necessariamente deposite energia naquilo, porque tem mais coisa pra cuidar, você tem a si mesmo para tomar de conta. Muitas vezes é difícil, no auge da juventude, você ser praticamente obrigado a parar o cotidiano com a energia do “fazer acontecer” e adotar um ritmo do “olhe para você”. É geral, acontece na faculdade, no trabalho e, por mais que não seja o que eu foquei em expressar nesse episódio, dentro dos nossos relacionamentos amorosos.  Amar é difícil, é complexo e além de lidar com a gente, passamos a lidar com o outro. Por mais que haja paixão e sentimento, que trazem uma base sólida para se firmar na hora de arriscar, a “pista está salgada”, então é muito difícil confiar em alguém, reduzir expectativas e ações a um like no story do Instagram e mesmo assim passar pelo processo de um término que você não escolheu viver. Nesse episódio trago um caso pessoal com uma narrativa detalhada afim de generalizar a situação e tirar um aprendizado disso, afinal, a vida é sobre esse movimento: nós seguimos no meio da dor, num breu caótico e só depois que enxergamos a luz no fim do túnel, entendemos as nossas ações e começamos a nos perdoar por ter sentido toda aquela dor. É como um término que você não quer sair, que você fica remoendo e depois entende que não te cabia ali. A conversa intrusiva de hoje é justamente sobre essas coisas que não escolhemos, mas elas escolhem a gente, assim como o nome do nosso podcast que chegou do nada e ficou.

    o silêncio depois de aceitar algo que você nunca quis

Sobre

Não gosto da ideia de passar por tudo sozinho e assim como pensamentos que vem quando nós não queremos, a vida sempre nos surpreende com lições dolorosas para um amadurecimento que nem sempre a gente tá procurando. Me chamo Marcos Rutherford e criei esse podcast como um espaço para compartilhar experiências e desabafos de uma pessoa que também não sabe de nada e tá vivendo tudo isso pela primeira vez. De forma intrusiva, pretendo que cada uma das nossas conversas sejam multilaterais e incômodas, mas acolhedoras ao mesmo tempo porque ninguém merece passar pelos vinte anos sozinho.