Fractais: Caminhos típicos por pessoas atípicas. Neurodivergência, Autismo, TDAH e Altas Habilidades

Fractais: Caminhos típicos por pessoas atípicas: Neurodivergência, autismo, TDAH

Constituído por quatro pessoas inquietas, plurais e neurodivergentes, o podcast Fractais propõe-se a discutir os temas e caminhos das nossas vidas a partir desses nossos lugares: o autismo, o TDAH, as altas habilidades. Como traduzir a beleza e a dor de sermos quem somos? Reconhecer e falar sobre nossas neurodivergências pode dar clareza a mais pessoas sobre suas condições e fazer ampliar, não só o conhecimento que podemos ter de nós mesmos, como também nossa própria comunidade. Quantos somos nós? Quem somos nós? Podcasters: Alexandre Valverde, Daniela Dutra, Felipe Wasserman e Hid Miguel.

  1. há 3 dias

    Como lidamos com o Stress como Autistas

    Descrição do episódioE se o estresse não fosse apenas pressão, mas um sinal de que você absorve o estado do mundo de maneira mais intensa do que outras pessoas? Neste episódio de Fractais, Danielle Dutra, Felipe, Hid — Menino sem camiseta — e o psiquiatra Dr. Alexandre Valverde analisam o estresse sob uma perspectiva neurodivergente: da pressão no trabalho ao cansaço político, passando pelo tipo de caos cotidiano que pode parecer existencial quando sua mente conecta todos os pontos ao mesmo tempo.Felipe fala sobre a parte mais estressante de precisar demitir alguém — não necessariamente o ato em si, mas a normalidade forçada que vem antes, quando é preciso agir como se nada estivesse acontecendo. A partir daí, a conversa se amplia para temas como mascaramento emocional, culpa, pressão institucional e o conflito entre ser humano e seguir regras corporativas e legais.Você vai descobrir: Por que alguns estresses são imediatos, enquanto outros se acumulam a partir de padrões existenciais e de longo prazo;Como o autismo, o TDAH e a hiperconexão podem fazer um pequeno gatilho reverberar em todas as áreas da vida;Por que o embarque em um avião, o colapso climático, a Black Friday e a repetição política podem parecer versões diferentes do mesmo problema;Como o “balde da tolerância”, apresentado por Dani, ajuda a explicar por que algumas pessoas atingem a sobrecarga mais rapidamente;Por que o Dr. Alexandre entende o estresse como uma tensão que pode tanto paralisar quanto impulsionar mudanças.A conversa também passa pelo custo emocional da injustiça, pelo cansaço provocado pela repetição de padrões sociais e pela pergunta sobre o que realmente ajuda quando os conselhos tradicionais — como “vá fazer algo de que você gosta” — deixam de funcionar. Para algumas pessoas, o estresse passa com uma noite de sono. Para outras, ele permanece, alimenta a ruminação e mantém o corpo em estado de alerta muito depois de o momento ter passado.Este episódio é importante porque o estresse não é apenas pessoal: ele também é cultural, político, físico e ambiental. Se você já sentiu que sua reação era “exagerada” ou que carregava mais do mundo do que as pessoas ao seu redor conseguiam perceber, esta conversa pode fazer você se sentir compreendido. Um episódio especialmente relevante para pessoas neurodivergentes, sobrecarregadas ou que tentam entender uma mente capaz de transformar pequenos acontecimentos em grandes significados.

    Como lidamos com o Stress como Autistas
  2. 9 de set.

    O espelho e o relogio

    Envelhecer não é apenas ficar mais velho — trata-se daquilo a que seu corpo, sua mente e sua vida expõem você ao longo do tempo. Nesta conversa brutalmente honesta do Fractais, Felipe, Dani Dutra, Hid Miguel e Alexandre Valverde desvendam os verdadeiros marcadores do envelhecimento: a dor, as mudanças de prioridades, a tolerância cada vez menor e a estranha sensação de que sua idade interior nunca condiz muito bem com o número no seu bolo de aniversário. Felipe abre o episódio com um choque de realidade muito pessoal após completar 45 anos, e então manda a real sobre como uma hérnia de disco grave transformou o envelhecimento de uma ideia abstrata em um limite diário do que seu corpo consegue fazer. A partir daí, o grupo analisa o assunto por todos os ângulos — não como uma palestra, mas como uma troca afiada, engraçada e profundamente humana sobre o que muda primeiro: o corpo, a mente ou a maneira como você vê o mundo. Você vai descobrir: Por que a "idade ponderada" pode explicar o motivo de casamento, filhos e grandes eventos da vida fazerem algumas pessoas se sentirem mais velhas mais rápido. Como a dor, a rigidez e a perda da capacidade atlética podem se tornar um medo do envelhecimento maior do que a estética. Por que Alexandre descreve o envelhecimento como uma espécie de oxidação — a exposição à vida se acumulando ao longo do tempo. Como Dani ressignifica a maturidade como a perda do filtro, mas não necessariamente da ética. Por que Felipe sente que está se tornando mais flexível em alguns aspectos e mais incerto em outros à medida que seu conhecimento aumenta. Como as viagens, a instabilidade climática e um mundo em transformação fazem com que velhas suposições sobre liberdade e planejamento pareçam ultrapassadas. A conversa se torna especialmente envolvente quando o grupo conecta o envelhecimento pessoal a questões sociais mais amplas: dependência, legado, filhos, controle e se realmente fomos feitos para envelhecer no mundo que criamos. Alexandre traz uma visão aguçada sobre corpo, identidade e neurodivergência; Dani leva a discussão para a ética, o meio ambiente e o que significa envelhecer dentro de um mundo que está ficando mais rápido e mais frágil; Felipe fundamenta tudo na experiência vivida, desde a recuperação e a dor até a urgência de querer viver plenamente antes que o corpo diga não. Este episódio é para qualquer um que já se olhou no espelho, sentiu uma dor nova, mudou de ideia sobre o que importa, ou de repente percebeu que o tempo está passando mais rápido do que seus planos. É reflexivo, engraçado e perturbador no melhor sentido — o tipo de conversa que faz você repensar seu corpo, suas escolhas e o que realmente significa ser "velho".

    O espelho e o relogio
  3. 25 de ago.

    Descobrindo a terapia ocupacional

    A terapia ocupacional não é sobre "manter ocupado" - é sobre resgatar a vida quando o cotidiano começa a desmontar. Neste episódio, Dani Dutra recebe Priscylla Cavalcanti, terapeuta ocupacional, para uma conversa profunda e surpreendentemente prática sobre neurodivergência, participação ocupacional e como o que parece simples - comer, dormir, se vestir, sair da cama - pode virar um enorme campo de sofrimento e descoberta.Priscylla explica, de forma clara e acessível, o que a terapia ocupacional realmente faz, por que ela nasceu no pós-guerra e como essa profissão se expandiu muito além da reabilitação física. Ela mostra por que cognição, sensorial, emoção, corpo e contexto social nunca funcionam separados, e por que o olhar do terapeuta ocupacional é essencialmente sistêmico. Também desmonta a ideia de que terapia ocupacional é "fazer atividade" e revela o que muda quando o foco passa a ser a relação entre a pessoa e suas ocupações.Você vai descobrir: por que a terapia ocupacional abrange sono, autocuidado, trabalho, lazer e muito maiscomo a cognição impacta a vida prática de um jeito muito maior do que parecea diferença entre trabalhar com reabilitação, habilitação e resgate de participaçãopor que a integração sensorial virou um assunto tão popular - e onde mora o risco de reduzir tudo a issocomo o diagnóstico tardio de TDAH, autismo e superdotação mudou a forma como Priscylla enxerga sua própria práticaA conversa também traz um recorte poderoso sobre infância, alimentação seletiva, rotina familiar e a diferença entre uma criança neurodivergente e uma neurotípica no tempo, no esforço e na experiência de fazer as coisas do dia a dia. Priscylla compartilha casos reais da clínica, fala sobre a dor ocupacional vivida por famílias e mostra como a intervenção começa muito antes de qualquer protocolo: começa ouvindo, avaliando e entendendo o que a pessoa consegue sustentar de verdade.Priscylla Cavalcanti é terapeuta ocupacional e atua com crianças, adolescentes e, mais recentemente, adultos, com foco em neurodivergência, saúde mental e desafios ocupacionais. Ela traz a perspectiva de quem vive a profissão por dentro e também por fora, com diagnóstico e olhar clínico ao mesmo tempo.No fim, o episódio amplia uma ideia que fica reverberando: existir também é ocupacional. Se você já se perguntou por que tanta gente neurodivergente sofre com o que parece "básico", ou por que a terapia ocupacional é tão diferente do que o nome sugere, este episódio é essencial.

    Descobrindo a terapia ocupacional
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Constituído por quatro pessoas inquietas, plurais e neurodivergentes, o podcast Fractais propõe-se a discutir os temas e caminhos das nossas vidas a partir desses nossos lugares: o autismo, o TDAH, as altas habilidades. Como traduzir a beleza e a dor de sermos quem somos? Reconhecer e falar sobre nossas neurodivergências pode dar clareza a mais pessoas sobre suas condições e fazer ampliar, não só o conhecimento que podemos ter de nós mesmos, como também nossa própria comunidade. Quantos somos nós? Quem somos nós? Podcasters: Alexandre Valverde, Daniela Dutra, Felipe Wasserman e Hid Miguel.

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