Birras de Mãe

Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.

  1. 10 de set.

    Pedro Santa-Clara: "A educação falhou e não podemos ser complacentes"

    As estrelas alinharam-se para este novo episódio do BIRRAS COM. Desafiámos Pedro Santa-Clara, professor universitário, investigador e empreendedor que se tem dedicado a revolucionar a Educação em Portugal, para vir partilhar as suas birras. Pedro Santa-Clara aceitou – ou não fosse um enorme fã de birras que, quando bem concretizadas, podem mudar o mundo! – e foi exactamente na manhã da gravação que foram conhecidos os resultados do PISA e se tornou pública a notícia de que Portugal regrediu vinte anos a Matemática e a Leitura. O privilégio desta conversa, e a sorte de estar gravada para que a possam ouvir e voltar a ouvir, recorda-nos a razão de ser deste podcast. Pedro Santa-Clara é alguém que admiramos de cada vez que passamos pela NOVA SBE e nos lembramos de que, numa altura de crise, angariou 54 milhões de euros para criar um novo conceito de universidade — cujo mestrado de Gestão é o 2.º melhor do mundo, segundo o ranking mundial do Financial Times. Admirámo-lo quando constatamos que os seus projectos Escola 42 e TUMO oferecem gratuitamente uma experiência educativa diferente e de alta qualidade a milhares de adolescentes e jovens. E espanta-nos com a coragem com que fala sobre a urgência de reformar a escola e se indigna com a complacência com que aceitamos que os nossos filhos e netos sejam sacrificados pela incapacidade de os prepararmos para o futuro. Sem medo, relembra os efeitos da falta de professores, das sucessivas greves e de toda a entropia de um sistema centralizado num ministério, sem que se peçam responsabilidades. Não perca este episódio que até nós vamos ouvir outra vez! See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Pedro Santa-Clara: "A educação falhou e não podemos ser complacentes"
  2. 23 de jul.

    A armadilha de imaginar que dar de mamar é instintivo

    Hoje falamos de leite materno, de amamentação e de gorilas, e não por esta ordem. Metemos os nossos primos nesta história porque foi com eles que a ciência comprovou que dar de mamar não é tão “instintivo” como se imaginava: quando estes animais crescem em cativeiro deixam de saber alimentar as crias, ao contrário do que acontece com os cães e os gatos. Ou seja, à natureza é preciso que se junte a aprendizagem, de preferência pelo exemplo. Por outras palavras, dizer às mães que basta confiarem no instinto é meio caminho andado para a desgraça, avisa Joanna Wolfarth, autora de “Milk – uma história íntima da amamentação”. Foi o ponto de partida para esta conversa que não deve perder. Falamos, também, da importância vital do leite humano para os bebés prematuros e da necessidade de doações de mães a amamentar nos primeiros seis meses após o parto, que sejam saudáveis e não tomem medicação incompatível. Prometemos deixar-lhe aqui os contactos caso possa ajudar a suprir esta falta — aqui ficam, assim como o pedido de que nos diga se funcionam bem. Em Lisboa, Banco de Leite Humano da Maternidade Dr. Alfredo da Costa (MAC). Dizem: “Se é mãe a amamentar e tem excesso de leite, pode doar entrando em contacto através do telefone 96 133 37 30 (todos os dias, das 08h às 16h) ou pelo e-mail bancodeleite@ulssjose.min-saude.pt. O serviço disponibiliza equipas de voluntários que podem recolher o leite directamente no seu domicílio. No Porto, o Banco de Leite Humano do Norte, centraliza as doações de toda a região Norte para apoiar recém-nascidos internados. Funciona na Maternidade do Hospital de São João, também fornece o material de colheita e organiza a recolha do leite directamente em casa da dadora. O e-mail é blh@ulswsjoao.min-saude.pt. O telefone indicado é o geral 225 512 100, com a indicação de que solicite a transferência para a equipa do Banco de Leite. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  3. 9 de jul.

    Birras com... Maria Mascarenhas: “Já não temos idade para ter medo do ridículo”

    Maria Mascarenhas já tinha feito muita coisa na vida — design gráfico, voluntariado, e mais importante, dado à luz cinco filhos —, quando venceu a timidez e realizou a proeza de pôr os pés num palco, e cantar. Não lhe foi fácil expor-se, sob os holofotes, mas a paixão pelo teatro musical semeada nela pela avó acabou por vencer. Foi o primeiro passo, de um muito maior: aventurou-se a fundar uma escola de teatro musical, a Stagedoor, onde conseguiu aliar tudo aquilo de que mais gostava: cenários, figurinos, produção, teatro, música, dança, mas também uma vertente pedagógica muito forte, enraizada na entreajuda, no apoio entre alunos e professores e na realização do potencial de cada um. Uma escola onde se cresce em técnica e talento, claro, mas também como pessoa. E se curam feridas, num tempo em que com uma exposição excessiva às redes sociais, muitos adolescentes chegam à Stagedoor com a auto-estima de rastos, envergonhados por se acharem demasiado altos ou baixos, gordos ou magros, ansiosos e infelizes, a precisarem de voltar a acreditar em si próprios, tomando consciência de que ali não há portas fechadas. Percebe porque convidamos a Maria para este Birras Com? É que se a mãe/ filha destas Birras já estava há muito convertida, a avó acabou este episódio inspirada por quem garante que “já não temos idade para ter medo do ridículo”. Não se admirem se a virem um destes dias a fazer sapateado! Errata: na apresentação durante o podcast Ana Stilwell disse que Maria Mascarenhas encenou um musical, quando queria dizer que fez a “direcção artística”. See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Birras com... Maria Mascarenhas: “Já não temos idade para ter medo do ridículo”

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Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.

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