SommCast TV

SommCast T V

O SommCast TV é um espaço para quem gosta de sentar à mesa, servir uma taça, puxar uma boa conversa e deixar a história acontecer. Aqui, bebidas, gastronomia, viagens, cultura e experiências se encontram de forma leve, curiosa e humana. Cada episódio nasce do prazer de descobrir, provar, ouvir e compartilhar — sem pressa, sem regras rígidas, sem fórmulas prontas. O SommCast TV transforma encontros em histórias e histórias em experiências. É sobre o ritual do copo, o sabor da comida, o caminho da viagem, o contexto por trás de cada escolha e as pessoas que dão sentido a tudo isso. Se você ac

  1. [SommCast] Raphael Zanette - Fundador do VINO!, maior rede de wine bars do Brasil #EP156

    há 2 dias

    [SommCast] Raphael Zanette - Fundador do VINO!, maior rede de wine bars do Brasil #EP156

    O vinho ainda pode parecer complicado, caro e distante para muita gente. Raphael Zanette decidiu enfrentar justamente essas barreiras. Fundador do VINO!, a maior rede de wine bars do Brasil, ele construiu sua trajetória a partir de uma percepção simples: vinho não deveria viver apenas nas prateleiras. Precisava estar na mesa, cercado de comida, conversa, música e gente. Neste episódio, Raphael relembra a entrada no mercado como franqueado de uma importadora, quando as lojas especializadas eram escuras, silenciosas e atendidas por vendedores de terno e gravata. A falta de movimento fez nascer experiências com sopas, codorna com polenta e vinhos vendidos a preço de loja. Foi assim que ele descobriu que a gastronomia era o caminho para apresentar novos rótulos, criar vínculos e fazer o consumidor perder o medo da taça. A conversa passa pelo nascimento do Terra Madre, pela criação do VINO!, pela transformação do varejo diante do avanço dos supermercados e do comércio eletrônico e pela virada definitiva para o modelo de wine bar. Mais do que contar a história de uma marca, o episódio revela os bastidores de quem atravessou crises, pandemia e mudanças de consumo. Raphael fala sem romantizar sobre resiliência, margem, importação, conflito entre canais, escolha de franqueados e sustentabilidade das operações. Uma conversa sobre vinho, adaptação e negócios construídos com visão de longo prazo. Descubra como o VINO! ajudou a transformar a forma como o brasileiro bebe e se relaciona com o vinho. Destaques 🍷 Da loja intimidadora ao vinho sem cerimônia No início dos anos 2000, o mercado especializado atendia um público pequeno e elitizado. Raphael percebeu que ambientes formais afastavam justamente quem estava começando. O VINO! nasceu com mais luz, música, proximidade e liberdade para descobrir. 🍲 A gastronomia como ferramenta de transformação Sopas preparadas por sua mãe, codorna com polenta e pedidos enviados por restaurantes parceiros ajudaram a provar uma tese: as pessoas permanecem mais, experimentam mais e se conectam melhor com o vinho quando existe comida à mesa. 🏪 O nascimento do VINO! Criada em 2005, a marca começou como uma loja de vinhos ligada a um restaurante. Ao longo dos anos, precisou se reinventar até chegar ao modelo em que o vinho é protagonista, mas nunca aparece isolado da experiência. 📱 A revolução do comércio eletrônico A chegada dos e-commerces e a entrada dos supermercados no setor mudaram o jogo. As lojas especializadas perderam conveniência e passaram a competir até com as próprias importadoras que as abasteciam. 🍽️ Vinte anos de restaurante sem romantização Manter uma operação gastronômica aberta por duas décadas exige muito mais do que boa comida. Crises, erros, mudanças de comportamento e a pandemia colocaram à prova a capacidade de adaptação dos negócios. 🧭 A transformação em wine bar Em 2016, o VINO! adotou o modelo de bar de vinhos: serviço descontraído, rótulos por taça, curadoria, boa gastronomia e nenhuma pretensão de transformar o vinho em uma aula formal. 🤝 Franquia como negócio de dono A escolha pelo modelo de franquias não aconteceu apenas para acelerar a expansão. Raphael acredita que o vinho depende de relacionamento e presença. Por isso, procura parceiros dispostos a viver a operação e conhecer os clientes. 📈 O verdadeiro papel do franqueador Para Raphael, o principal compromisso da franqueadora é ajudar o franqueado a ganhar dinheiro, operar melhor e construir um negócio saudável no longo prazo. 🔄 Reinventar-se antes de ser obrigado A trajetória do VINO! mostra que formatos de sucesso também envelhecem. O crescimento veio da capacidade de observar o mercado, abandonar modelos que deixaram de funcionar e criar novas razões para o público voltar.

    2h4min
  2. [A Origem do Sabor] Monica Resende - Proprietária e Queijista da Mestre Queijeiro #EP06

    há 5 dias

    [A Origem do Sabor] Monica Resende - Proprietária e Queijista da Mestre Queijeiro #EP06

    Monica Resende carrega Minas na memória, no paladar e na forma de olhar para o alimento. Proprietária e queijista da Mestre Queijeiro, ela chega ao A Origem do Sabor para uma conversa que vai além da loja, da vitrine e da tábua: fala de origem, virada de vida, depressão, pão de queijo, coragem e de como um produto artesanal pode conectar campo, cidade, cultura e identidade. No papo com Elvio Rocha, Monica revisita sua trajetória da infância entre Minas e Goiás até a chegada ao universo dos queijos artesanais, passando pela biomedicina, pela vida em Londres, pelo mercado de eventos e pela decisão de assumir a Mestre Queijeiro em 2018. A conversa entra nos bastidores reais de quem trabalha com queijo no Brasil: logística cara, estoque imprevisível, produtores familiares, maturação, perdas, oscilação de mercado e o desafio de explicar por que um queijo artesanal não pode ser comparado apenas pelo preço. Mais do que falar de queijo, este episódio fala sobre valor. Sobre entender que cada casca, textura e aroma carregam tempo, cuidado, território e gente. Monica defende a democratização do acesso ao queijo artesanal, mas sem reduzir sua importância cultural. Uma conversa para quem ama comer bem, quer entender melhor o Brasil pela mesa e acredita que sabor também é memória, pertencimento e escolha. Destaques 🧀 A trajetória de Monica Resende De Uberaba e Abadia dos Dourados até São Paulo, Monica construiu uma história marcada por mudança, reinvenção e vínculo com o alimento. Antes dos queijos, passou pela biomedicina, viveu em Londres, trabalhou com eventos e encontrou no pão de queijo o primeiro caminho para empreender. 🌾 Queijo como expressão de origem A conversa mostra como o queijo artesanal brasileiro vai além da técnica. Cada produtor imprime sua história, sua região, seu jeito de viver e sua personalidade no produto. O queijo vira uma leitura do território, da família, do manejo e da cultura de quem faz. 🚚 Os bastidores da cadeia artesanal O episódio também fala da parte menos romântica do mercado: logística, estoque, variação de demanda, custo de transporte e imprevisibilidade. Trazer um queijo do Marajó, do Ceará, de Minas ou do Amazonas até São Paulo envolve uma cadeia complexa, cara e cheia de ajustes. 💰 Preço, valor e percepção do consumidor Um dos pontos mais fortes é a diferença entre “estar caro” e “não valer”. Monica provoca uma reflexão importante: um queijo maturado por 14 ou 15 meses, feito com leite selecionado e cuidado manual, não pode ser comparado com um produto industrial apenas pelo preço por quilo. 🇧🇷 A brasilidade do queijo O episódio defende uma ideia central: o Brasil precisa olhar para seus queijos com menos comparação estrangeira e mais orgulho próprio. Canastra, Mantiqueira, Marajó, Ceará, Amazonas, Rio Grande do Sul e São Paulo aparecem como parte de um mapa vivo de sabores. 🍫 Harmonizações que arrepiam Entre queijos brasileiros, chocolate baiano, cremosos, azuis e maturados, a conversa passa pelo prazer da mesa. Monica e Elvio mostram que harmonizar não é regra engessada: é encontro, surpresa e sensação. 🐑 Leites, complexidade e diversidade Monica fala sobre a riqueza dos queijos de vaca, cabra, búfala e ovelha, destacando a complexidade dos queijos de ovelha quando bem maturados. O tema abre uma reflexão sobre diversidade produtiva, sazonalidade e repertório. 🌱 O futuro do queijo artesanal brasileiro Para Monica, o crescimento do setor deve ser moderado, mas consistente. O caminho passa por cultura, educação do consumidor, valorização dos produtores e mais acesso. Comer um bom queijo artesanal é também se conectar com o país, com o campo e com quem produz.

    1h 22min
  3. [SommCast] Ari Gorenstein - Da Evino à Villa Porto Vinhos #EP155

    há 6 dias

    [SommCast] Ari Gorenstein - Da Evino à Villa Porto Vinhos #EP155

    Ari Gorenstein não chegou ao vinho por herança ou tradição familiar. Engenheiro de formação, ele encontrou na França uma porta de entrada para a cultura do vinho — primeiro como curiosidade, depois como paixão e, mais tarde, como projeto profissional. De um clube de enologia em Lyon à fundação da Evino, sua trajetória ajuda a explicar uma das maiores transformações recentes do mercado brasileiro. Neste episódio do SommCast, gravado na Wine South America, Ari fala sobre democratização do vinho, e-commerce, comportamento de consumo e os bastidores de uma marca que ajudou a tirar o vinho de um lugar intimidador. A conversa passa por curadoria, linguagem acessível, kits, dados, tecnologia e pela ideia de que vender vinho não é apenas oferecer rótulos — é entender ocasião, desejo, bolso e jornada do consumidor. O papo também entra na pandemia, na explosão do consumo online, nos desafios logísticos, na fusão com a Grand Cru, na criação do grupo Víssimo e no novo ciclo de Ari como CEO da Villa Porto Vinhos. Um episódio para quem quer entender vinho como negócio, cultura e comportamento — e perceber que democratizar não é simplificar demais, é abrir caminho para mais gente beber melhor. Destaques 🍷 A primeira memória com vinho Ari relembra os vinhos que circulavam em festas de família e eventos da comunidade judaica, como o famoso Liebfraumilch da garrafa azul. A lembrança abre espaço para falar sobre como certos rótulos ajudaram a popularizar o consumo, mas também criaram preconceitos que ainda cercam algumas origens. 🇫🇷 A França como virada de chave Durante um intercâmbio em Lyon, Ari entrou em um clube de enologia para se aproximar da cultura francesa e praticar o idioma. O que começou como socialização virou interesse real por regiões, produtores, viagens e pela presença do vinho na vida cotidiana. 🚀 A tese da democratização A Evino nasceu de uma percepção clara: o vinho no Brasil ainda afastava muita gente. Havia barreiras de preço, linguagem, canal e confiança. O digital apareceu como caminho para criar uma experiência menos intimidadora, com curadoria e comunicação mais direta. 🛒 Curadoria e comportamento de compra Os kits e bundles ganharam força porque simplificavam a escolha. Em vez de deixar o consumidor perdido entre centenas de rótulos, a Evino organizava a compra por ocasião, preço, descoberta ou conveniência — uma mudança importante na forma de vender vinho. 📊 Dados e personalização Ari explica como dados de navegação, compra, abandono de carrinho, ticket médio e preferências ajudavam a entender melhor o consumidor. A ideia era segmentar ofertas, ajustar comunicação e acompanhar a jornada de quem estava começando ou evoluindo no vinho. 📦 O desafio do e-commerce em 2013 Comprar vinho online hoje parece natural, mas no começo havia medo de golpe, pouca infraestrutura tecnológica e grandes desafios logísticos. Vender garrafas de vidro, líquido e com risco de avaria exigia construir processos quase do zero. 🦠 A pandemia e o vinho em casa Durante a pandemia, o vinho entrou no almoço, no happy hour, nas lives e nos pequenos rituais domésticos. Ao mesmo tempo, a operação precisou acelerar importações, reforçar logística e buscar alternativas para atender uma demanda inesperada. 🏢 Evino, Grand Cru e Víssimo A fusão com a Grand Cru e a criação do grupo Víssimo uniram marcas com forças complementares: a presença digital e popular da Evino com o prestígio, as lojas e o universo premium da Grand Cru. A decisão foi preservar as marcas para o consumidor e integrar a operação por trás. 🍾 O novo ciclo na Villa Porto Depois de mais de uma década ligado à Evino e ao grupo Víssimo, Ari assume um novo desafio na Villa Porto Vinhos. Agora, o foco está em acelerar uma operação de importação e distribuição, com atuação forte no B2B, on-trade e off-trade.

    1h 7min
  4. [SommCast] Jorgito Donadelli - Socio-proprietário da Sacramento Vinifer #EP154

    8 de jun.

    [SommCast] Jorgito Donadelli - Socio-proprietário da Sacramento Vinifer #EP154

    Antes de ser um vinho premiado, o Sabina nasceu como uma promessa de família. Neste episódio do SommCast, Jorgito Donadelli, sócio-proprietário da Sacramentos Vinifer, conta como o projeto começou na memória da avó Sabina, na canequinha de alumínio, nas raízes italianas e no sonho de um pai que queria transformar afeto em vinho. A conversa passa pela Serra da Canastra, pela descoberta da dupla poda, pela influência de nomes como Murillo Regina, Eduardo Milan, Pedro Parra e Alejandro Cardoso, e por uma decisão que mudou tudo: criar um vinho moderno, gastronômico, de acidez viva, menos extraído e na contramão dos tintos muito alcoólicos e amadeirados que dominavam parte do mercado. Mais do que uma história de medalhas, este episódio fala sobre origem, escuta, coragem e obsessão por fazer bem-feito. Da escolha do nome Sabina ao nascimento da linha de espumantes Antonela, dos testes com rolhas às experiências com fudres, concreto e ânforas, Jorgito mostra como grandes projetos nascem quando técnica e emoção caminham juntas. Destaques 🍷 A origem emocional do Sabina O vinho nasce como homenagem à avó de Jorgito, Sabina, mãe de seu pai, que tomava vinho em uma canequinha de alumínio e carregava a memória dos ancestrais italianos. O nome não veio de marketing: veio de uma história real de família. ⛰️ Serra da Canastra e uma nova viticultura A Sacramento Vinifer surge em Sacramento, Minas Gerais, na região da Serra da Canastra, mostrando como a dupla poda abriu novas possibilidades para o Sudeste e ampliou o mapa do vinho brasileiro de qualidade. 🌱 Dupla poda e mudança de paradigma A conversa reforça como a dupla poda permite colher no inverno, fugindo das chuvas de verão e trazendo mais controle, sanidade e precisão para regiões antes pouco associadas aos vinhos finos. 🧠 Os “anjos” no caminho da Sacramento Jorgito fala de figuras decisivas para o projeto: Murillo Regina, Eduardo Milan, Pedro Parra e Alejandro Cardoso. Cada um entrou em um momento-chave, ajudando a transformar um sonho familiar em um vinho com identidade. 🚚 A decisão de levar a uva ao Sul Mesmo com a fazenda em Minas, a família decidiu transportar as uvas em caminhão refrigerado até o Rio Grande do Sul para que Alejandro acompanhasse a vinificação de perto. Uma escolha difícil, mas coerente com a busca por excelência. 🍇 Um Syrah brasileiro na contramão O Sabina surge com frescor, tensão, acidez, menor teor alcoólico e perfil gastronômico. Em vez de potência e excesso de madeira, a Sacramento apostou em fluidez — um vinho que pede mais um gole. 🥂 Antonela e a expansão da linha Depois do Sabina, veio a linha de espumantes Antonela, homenagem à sobrinha de Jorgito, bisneta de Sabina. A proposta mantém o DNA da casa: frescor, acidez e vinhos pensados para conversar entre si. 🧪 Experimentação sem medo O episódio também revela os bastidores de testes com fudres, barricas, concreto, ânforas e diferentes formatos de vinificação. Uma vinícola jovem, mas com mentalidade de pesquisa, inquietação e construção de estilo próprio. ✨ Mais do que medalha: essência O Sabina chamou atenção pelos prêmios, mas o episódio mostra o que existe por trás do rótulo: família, memória, risco, técnica e uma vontade enorme de fazer algo relevante para o vinho brasileiro.

    2h6min
  5. [A Origem do Sabor] Guga Andrade - Sommelier Revelação em 2022 pela ABS-SP #EP05

    5 de jun.

    [A Origem do Sabor] Guga Andrade - Sommelier Revelação em 2022 pela ABS-SP #EP05

    Existe sabor que nasce na técnica. E existe sabor que nasce antes: na pia do restaurante, no fogão da mãe, no cheiro do pão fermentando, na roça, no queijo curando na madeira, no café colhido por quem conhece cada canto da terra. Neste episódio de A Origem do Sabor, Guga Andrade, sommelier de vinhos — e também de cachaça — chega para uma conversa que vai muito além da taça. É um papo sobre serviço, memória, campo, trabalho e tudo aquilo que transforma um produto em experiência. A conversa começa na trajetória de Guga, que entrou cedo no universo da gastronomia, aprendendo com a mãe que nada se constrói de cima para baixo. Da pia à panificação, da hotelaria aos restaurantes, do vinho à cachaça, ele revisita encontros, pessoas e lugares que formaram seu olhar. No caminho, aparecem Minas Gerais, queijo artesanal, café, cachaça, espumante brasileiro, terroir, vinhos naturais, sulfito, madeira, fermentação e uma pergunta central: o que faz um alimento ter origem de verdade? Mais do que explicar vinho, Guga provoca uma forma mais sensível de consumir. Entender o solo, a mão do agricultor, o tempo da maturação, o cuidado com o animal, a escolha da colheita, a madeira onde o queijo ou o vinho repousa — tudo isso muda o sabor. O convite do episódio é esse: beber, comer e viver com mais presença. Destaques 🍷 Vinho como memória, não como pose Guga relembra o primeiro vinho que marcou sua vida: um Liebfraumilch em garrafa azul, tomado em copo americano na casa da tia, em Minas. A lembrança não vem como glamour, mas como afeto. É aí que o episódio ganha força: o vinho deixa de ser símbolo distante e vira memória familiar, conversa de mesa e ponto de partida para uma vida inteira no serviço. 👨‍🍳 A escola invisível da gastronomia Antes de falar de vinho, Guga fala de pia. Aos 14 anos, querendo vestir a camisa branca e a gravata borboleta, foi colocado pela mãe para lavar louça. A lição ficou: quem quer servir precisa entender o processo inteiro. Da pia à cozinha, da padaria à hotelaria, sua trajetória mostra que hospitalidade nasce da vivência diária, do corpo cansado, do olhar atento e do respeito por cada etapa. 🧀 Queijo, café e cachaça: Minas como território de origem O episódio passa por Bicas da Serra, Varginha, Monsenhor Paulo e outras memórias mineiras para mostrar que origem não é discurso bonito de rótulo. É cuidado com a vaca, com o leite, com a madeira, com o café, com a cachaça e com a terra. Quando Guga fala de produtores que vivem “7 por 24” aquilo que fazem, ele traduz uma ideia central do programa: alimento com verdade nasce de gente integrada ao ambiente. 🌱 Terroir explicado pela experiência Em vez de tratar terroir como palavra difícil, a conversa traz imagens concretas: solo, salinidade, névoa do mar, videiras expostas ao clima, rochas vulcânicas, xisto, água, raiz e mão do agricultor. Guga conta a experiência de provar um vinho chileno marcado pela salinidade do ambiente e perceber, na taça, o impacto direto daquele lugar. O terroir deixa de ser teoria e vira sensação. 🍇 Vinho natural, sulfito e os limites da ideologia O papo também entra em temas que costumam dividir opiniões: leveduras selvagens, vinhos naturais, defeitos, sulfito e transporte. Guga defende uma visão menos dogmática: existe vinho natural incrível, mas também existem problemas que não podem ser vendidos como qualidade. A conversa mostra que fazer vinho é equilibrar identidade, técnica, segurança e prazer — sem transformar tendência em religião. 🥂 Harmonização como liberdade No fechamento, Guga propõe uma ideia bonita: a melhor harmonização pode ser você com você mesmo. Abrir uma garrafa, colocar uma música, desligar o telefone, prestar atenção no sabor, no amargor, no retorno de boca, no momento. É uma defesa simples e poderosa do prazer consciente: vinho não precisa ser prova. Pode ser presença, pausa e conexão.

    1h 9min
  6. [SommCast] Caroline Dani - Biomédica, mestre, doutora, pós doutora, Sommelière e presidente da ABS RS #EP153

    4 de jun.

    [SommCast] Caroline Dani - Biomédica, mestre, doutora, pós doutora, Sommelière e presidente da ABS RS #EP153

    Caroline Dani carrega o vinho no DNA — mas sem romantização. Filha de enólogo, neta de viticultor e criada dentro de vinícola em Flores da Cunha, ela tentou fugir desse universo, foi para a biomedicina, virou pesquisadora, mestre, doutora e pós-doutora… até voltar para a uva pelo caminho da ciência. Hoje, como sommelière e presidente da ABS-RS, une pesquisa, educação e mercado para discutir vinho, saúde e consumo com responsabilidade. Gravado na Wine South America, o episódio passa por temas que vão muito além da taça: os estudos sobre suco de uva e performance esportiva, os mitos sobre vinho e saúde, a dieta mediterrânea, o avanço dos produtos low alcohol e zero álcool, o papel da água no consumo responsável e os desafios de formar sommeliers em um país continental. Caroline também traz uma visão forte sobre o vinho brasileiro: sem conhecimento, não existe cultura do vinho. E sem cultura, o consumidor segue escolhendo o caminho mais fácil. Um episódio para quem quer entender o vinho nacional com mais ciência, profundidade e realidade — sem perder o prazer da mesa compartilhada. Destaques 🍇 Da infância na vinícola à ciência da uva Caroline cresceu entre vinhedos, garrafas e rotina de cantina. Mas encontrou na pesquisa uma nova forma de voltar para esse universo, conectando saúde, ciência, vinho e educação. 🧬 Vinho e saúde: menos promessa, mais responsabilidade A conversa desmonta a ideia simplista de que “vinho faz bem” sozinho. Para Caroline, qualquer benefício precisa estar dentro de um contexto maior: alimentação, exercício, descanso, convivência e moderação. 🥤 O potencial do suco de uva brasileiro O episódio mostra como o suco de uva ganhou relevância na cadeia vitivinícola. Caroline fala de estudos com idosos, atletas e pesquisas que apontam seu papel como aliado energético e anti-inflamatório. 🥂 Low alcohol, zero álcool e novos consumidores Para Caroline, os produtos com baixo ou nenhum teor alcoólico já são realidade. O ponto não é substituir o vinho tradicional, mas entender novas ocasiões de consumo e novos públicos. 💧 Água e vinho: consumo responsável também é cultura A moderação aparece como parte essencial da experiência. Água e vinho podem caminhar juntos quando o consumo é pensado com equilíbrio e maturidade. 🌱 Terroir, polifenóis e a força da natureza Solo, incidência solar, estresse da videira e clima entram na conversa para explicar, de forma acessível, como a natureza impacta cor, tanino, acidez e estrutura do vinho. 🎓 ABS-RS e formação de sommeliers Como presidente da ABS-RS, Caroline fala dos desafios de formar profissionais, adaptar o ensino para o online e manter a qualidade da experiência de degustação à distância. 🇧🇷 Cultura do vinho brasileiro depende de conhecimento Uma das grandes mensagens do episódio é direta: não existe cultura do vinho sem educação. Valorizar o produto nacional passa por formar consumidores e profissionais mais preparados. 🎪 Wine South America como vitrine do setor Gravado em Bento Gonçalves, o papo reforça a importância da feira como espaço de negócios, capacitação, encontro e fortalecimento da cadeia do vinho brasileiro.

    1h 5min

Sobre

O SommCast TV é um espaço para quem gosta de sentar à mesa, servir uma taça, puxar uma boa conversa e deixar a história acontecer. Aqui, bebidas, gastronomia, viagens, cultura e experiências se encontram de forma leve, curiosa e humana. Cada episódio nasce do prazer de descobrir, provar, ouvir e compartilhar — sem pressa, sem regras rígidas, sem fórmulas prontas. O SommCast TV transforma encontros em histórias e histórias em experiências. É sobre o ritual do copo, o sabor da comida, o caminho da viagem, o contexto por trás de cada escolha e as pessoas que dão sentido a tudo isso. Se você ac

Você também pode gostar de