Entre Olhares

O podcast da Strabpedia - Nosso objetivo é criar uma comunidade global de troca de conhecimento teórico e prático. Através do uso de tecnologia e inovação, conectamos os oftalmologistas às últimas evidências científicas, de forma dinâmica e acessível.

  1. 8 de set.

    13. Alergia ocular na criança: o que importa na prática e o que você pode simplificar

    Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO "Transforma o quarto do seu filho numa cozinha." A frase, que a Dra. Luisa Hopker carrega desde os tempos de criança alérgica e repete até hoje no consultório, é a forma mais visual de explicar controle ambiental para qualquer família. Sem cortina, sem bicho de pelúcia, sem mantinha da avó que nunca foi lavada. Se os ácaros estão formando colônia em cima do nariz da criança, não adianta prescrever o melhor colírio do mundo. Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker voltam à oftalmopediatria para destrinchar a conjuntivite alérgica com foco total na prática. A Dra. Júlia propõe uma simplificação da classificação que fez o clique na cabeça dela: esqueça o mecanismo imunológico por um momento e concentre-se na pergunta que realmente muda a conduta, tem acometimento corneano ou não? Se não tem, é conjuntivite. Se tem, é ceratoconjuntivite (vernal ou atópica), e o tratamento, o acompanhamento e a conversa com a família mudam completamente. A vernal melhora com a idade. A atópica, não. E essa diferença precisa estar clara desde a primeira consulta. A conversa avança para a escadinha de tratamento: anti-histamínico de ação múltipla (olopatadina ou cetotifeno) como base, corticoide de alta potência em curso breve para as crises com acometimento corneano e tacrolimus como o divisor de águas que mudou a história da alergia ocular grave. A Dra. Júlia detalha como usa o tacrolimus 0,03% manipulado, quando entra com a pomada dermatológica como alternativa acessível, como lida com a ardência que leva à não adesão e porque, nos casos de risco, já associa timolol antes mesmo de medir a pressão. Passam ainda pela úlcera de escudo, pela injeção supratarsal de triancinolona e pelo papel da retinoscopia na triagem precoce do ceratocone em crianças alérgicas. E ainda: Por que alinhar expectativa desde o início: é um quadro crônico, não vai curar e parar o tratamento traz de volta as crisesA anamnese que faz diferença: gatilhos, comemorativos atópicos, diário de crise e histórico familiarQuando subir a dose do tacrolimus e como fazer o desmame sem perder o controle ARTIGOS CITADOS Ronconi CS, Issaho DC, Ejzenbaum F, Hopker LM, Solé D, Chong-Neto HJ, Moreira ATR, Tabuse MK, Santos MS, Rossetto JD. Brazilian guidelines for the monitoring and treatment of pediatric allergic conjunctivitis. Arq Bras Oftalmol. 2023;86(5):e2022. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34852049/ DICAS DO EPISÓDIO 📱 Aplicativos de audiolivro: Storytel e Audible 📖 The Moment of the Lift, Melinda Gates (disponível em audiolivro narrado pela autora) 🎙️ Podcast Mamilos, com Juliana Wallauer e Cris Bartis PARTICIPANTES Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso strabpedia@gmail.com HASHTAGS #AlergiaOcular #ConjuntiviteAlérgica #Oftalmopediatria #Tacrolimus #SaúdeOcular #Oftalmologia

    13. Alergia ocular na criança: o que importa na prática e o que você pode simplificar
  2. 25 de ago.

    12. Casos de cirurgia ajustável: inervacional, paresias e o que a cirurgia ensina sobre fisiologia

    Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO "Nossa, aquelas imagens tortas que eu via não estão mais tortas." O paciente falou isso espontaneamente, antes que a Dra. Luisa Hopker perguntasse qualquer coisa, no momento em que sentou na mesa de cirurgia após uma plicatura com transposição temporal do reto inferior. Ela nem esperava que a torção fosse tão perceptível para ele. Respostas assim só aparecem na cirurgia ajustável e são elas que fazem desse tipo de cirurgia uma aula de fisiologia motora ao vivo. Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker trazem casos de ajustável que vão além do alinhamento e entram no território da cirurgia inervacional. A Dra. Júlia abre com um caso de paralisia de terceiro par com regeneração aberrante, onde a ajustável permitiu estudar em tempo real quanta função sobrava no reto medial e quanto enfraquecimento era necessário para que a ptose se corrigisse pela inervação cruzada. Depois, traz um caso de paresia recorrente de sexto par em que optou por recuar o reto medial contralateral, explicando o conceito de "match the defect": o recuo é mais potente justamente na direção onde o desvio é maior, porque é onde o músculo enfraquecido atua. A Dra. Luisa apresenta o mesmo tipo de caso, paresia recorrente de sexto, mas com abordagem oposta: plicatura ajustável do reto lateral parético, mostrando que caminhos diferentes podem chegar ao mesmo resultado. A conversa reforça uma mensagem importante para quem está em formação: ouvir soluções diferentes para o mesmo caso não é motivo de angústia, é construção de repertório. Encerram com o bloco pessoal: a Dra. Júlia conta o episódio do saco de balas Fini no consultório e como a reação não verbal dela, percebida pelo pai do paciente mesmo por trás da máscara, abriu os olhos dela para o quanto a linguagem corporal conecta ou desconecta a gente das famílias. A Dra. Luisa fala sobre os anos que passou num hospital de trauma público em Curitiba, os casos que a moldaram como ser humano e como transitar entre a "vida cheirosa" do consultório e a realidade da periferia deu a ela um chão que nenhum fellowship daria. E ainda: Por que a cirurgia ajustável é uma aula de fisiologia motora que nenhum livro substituiComo a transposição horizontal de um músculo vertical pode corrigir torção sintomáticaQuando fortalecer o músculo parético e quando enfraquecer o agonista contralateral nas paresias de sexto parPARTICIPANTESDra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn CONTATOEstá com dúvida? Entre em contato pelo nosso strabpedia@gmail.com HASHTAGS #CirurgiaAjustável #Estrabismo #CirurgiaInervacional #ParesiaDeSexto #Oftalmologia #SaúdeOcular

    12. Casos de cirurgia ajustável: inervacional, paresias e o que a cirurgia ensina sobre fisiologia
  3. 11 de ago.

    11. Sutura ajustável na prática: da escolha do paciente ao nó

    Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO "Não fica tentando me distrair só pra eu ficar mais confortável, porque eu sei o que você tá fazendo." A frase, dita por um paciente durante uma consulta, poderia ser muito bem empregada no meio da cirurgia com anestesia tópica e resume o nível de consciência — e de parceria — que a sutura ajustável exige. É uma técnica que não perdoa improvisação: escolha errada de paciente, equipe desalinhada ou planejamento frágil e o desconforto vira caos. Mas quando tudo se encaixa, o resultado é difícil de bater. Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker destrincharam cada etapa da cirurgia ajustável single-stage (SSASS) como fazem no dia a dia. Começam pela seleção do paciente, o teste do cotonete, os sinais durante o exame que já mostram quem vai tolerar e quem não vai e por que adultos jovens motivados e idosos com exotropia adquirida são os melhores perfis para começar. Passam pela hierarquia de dor entre os músculos (reto lateral quase indolor, verticais bem mais desconfortáveis) e pela dica prática de pedir ao paciente que olhe na direção oposta ao músculo operado para relaxar a tração. A anestesia ganha um bloco inteiro: propofol e fentanil como base, o papel da pré-medicação venosa (ondansetrona, dipirona, dexametasona e tramadol), a quetamina em dose baixa com cuidado pelo risco de nistagmo e o score de Ramsey 3 como alvo. A Dra. Júlia conta como construiu a parceria com sua anestesista, das primeiras cirurgias em que o despertar demorava até o ponto atual em que é quase imediato. A Dra. Luisa detalha sua técnica de nó e como usa o cover test deitado como triagem antes de decidir se senta o paciente. A conversa ainda passa pela experiência da Dra. Júlia com a Dra. Capó no Bascom Palmer, que opera em dois tempos e ajusta no consultório. Pelo conceito de exodrift e por que deixar o paciente em leve esotropia na mesa é o certo mesmo quando ele diz que está vendo duplo, incluindo a história da Dra. Luisa que operou em um hospital na China, com a cirurgia sendo transmitida ao vivo para um auditório precisou manter a conduta sob pressão. E ainda: Por que a cirurgia ajustável não serve para compensar um plano ruim, ela refina um plano que você já temO artigo da Academia Americana que mostra 86% de sucesso com ajustável na exotropia contra 59% sem sutura ajustávelComo reservar a ajustável para o último horário do dia muda completamente o nível de estresse da equipeARTIGOS CITADOS Heidary G, Aakalu VK, Binenbaum G, et al. Adjustable Sutures in the Treatment of Strabismus: A Report by the American Academy of Ophthalmology. Ophthalmology. 2022;129(1):100-109. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34446304/ Estudo indiano prospectivo sobre sedação consciente em cirurgia ajustável single-stage (citado pela Dra. Luisa): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40679409/ DICAS DO EPISÓDIO 📖 Despertar Materno: Guia para uma criação consciente de 0 a 6 anos — Cristina Martinez e Vivian Cirineu (Editora Literare Books) 🎵 Jorge Drexler — cantor e compositor uruguaio, ex-otorrinolaringologista, vencedor do Oscar de melhor canção. https://open.spotify.com/artist/4ssUf5gLb1GBLxi1BhPrVt PARTICIPANTESDra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso strabpedia@gmail.com HASHTAGS #SuturaAjustável #CirurgiaDeEstrabismo #Estrabismo #Oftalmologia #AnestesiaTópica #SaúdeOcular

    11. Sutura ajustável na prática: da escolha do paciente ao nó
  4. 28 de jul.

    10. Casos clínicos de diplopia: cirurgia ajustável na prática

    Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO "Dona fulana, o que você tá vendo?" "Uma maior e uma menor." "Não, dona fulana, maior e menor não pode. Tem que estar em cima ou embaixo." A cena aconteceu no centro cirúrgico, com uma paciente de 86 anos na mesa durante uma cirurgia com sutura ajustável e resume bem o que esse episódio entrega: a realidade crua de quando o caso sai do planejamento e você precisa decidir ali, ao vivo. A Dra. Júlia Rossetto abre com esse caso — uma hipotropia grande pós-catarata em uma paciente idosa que ninguém apostaria em levar para ajustável. A própria anestesista questionou. Mas a motivação da paciente era clara, a cirurgia foi feita e o resultado mudou a vida dela.  A Dra. Luisa Hopker traz um caso complementar: uma paciente de 50 anos, ansiosa e perfeccionista, com ET adquirido maior para longe, em que o recuo de um reto medial não foi suficiente e ela precisou decidir, durante a cirurgia, mexer no segundo olho — algo que não estava no plano original e que só foi possível por ser ajustável. A conversa passa pela construção de parcerias profissionais — o que fazer quando um colega parceiro atende mal o seu paciente, como dar feedback sem comprometer sua relação e por que isso fortalece o cuidado.  E encerra com um dos relatos mais pessoais do podcast: a Dra. Luisa conta como uma doença rara durante a gestação, com diagnóstico tardio e quimioterapia, mudou para sempre a forma como ela se coloca diante de cada paciente. A falta de empatia de um oncologista que não conseguiu enxergá-la como pessoa — só como mais um caso — se tornou a referência do que ela nunca quer reproduzir. E ainda: Por que a cirurgia ajustável pode ser desconfortável para o cirurgião, não para o paciente — e como alinhar isso com a equipe anestésicaQuando decidir operar o segundo olho durante uma cirurgia ajustável e como comunicar isso ao acompanhanteComo a experiência de ser paciente transforma a prática médica e a relação com o outro lado do consultórioPARTICIPANTES Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso strabpedia@gmail.com HASHTAGS #Diplopia #CirurgiaAjustável #Estrabismo #Oftalmologia #Empatia #SaúdeOcular

    10. Casos clínicos de diplopia: cirurgia ajustável na prática
  5. 14 de jul.

    09. Diplopia no adulto: o raciocínio que simplifica o caso difícil

    Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO  "Já passei em 16 oftalmologistas." A paciente chegou com cinco óculos diferentes na bolsa, cada um feito por um profissional diferente que achou que o problema era o multifocal, a óptica ou o centro óptico da lente. Na verdade, ela tinha uma hipertropia de 2 prismas e enxergava a sombra da segunda imagem há anos, sem ninguém ter identificado.  Histórias assim chegam o tempo inteiro para quem atende estrabismo e quase sempre o problema é o mesmo: a dificuldade de diagnosticar a diplopia e o estrabismo subjacente. Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker constroem, passo a passo, o raciocínio clínico da diplopia binocular no adulto e no idoso. Começam pela anamnese dirigida, as perguntas-chave que já armam o diagnóstico antes mesmo de sentar o paciente na cadeira (monocular ou binocular? piora para longe ou para perto? inclinar a cabeça muda algo?), e seguem para o exame: refração bem feita como ponto de partida, prisma e cover test objetivo antes de ir para a medida subjetiva, e por que testar a vergência fusional muda completamente o planejamento cirúrgico. A conversa avança para a conduta: quando prescrever prisma (e o limite prático de 10 a 12 divididos entre os dois olhos), quando propor cirurgia ajustável e como apresentar essa transição para o paciente que resiste.  O caso que ilustra isso é o de uma paciente de 87 anos com exotropia adquirida que usou prisma por anos até voltar aos 92 pedindo cirurgia, justamente o cenário que a Dra. Luisa não esperava, e que abriu uma reflexão sobre como a leitura do paciente precisa ser reavaliada ao longo do tempo.  Encerram com as dicas do episódio: o livro "Negocie como se sua vida dependesse disso", de Chris Voss, sobre escuta ativa e negociação, e "O Palhaço e o Psicanalista", sobre como a escuta transforma a relação com o paciente. E ainda: Como diferenciar diplopia monocular de binocular já na anamnese e por que isso muda tudoSinais de alarme que pedem investigação neurológica antes de qualquer condutaPor que medir a vergência fusional máxima ajuda a calcular a dose cirúrgica e evitar hipocorreção PARTICIPANTES Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn CONTATO  Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso strabpedia@gmail.com HASHTAGS  #Diplopia #Estrabismo #CirurgiaAjustável #Oftalmologia #SaúdeOcular

    09. Diplopia no adulto: o raciocínio que simplifica o caso difícil
  6. 1 de jul.

    08. Miopia na prática: casos reais e quando fugir do protocolo

    Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO "Eu vim do Google." Foi assim que uma mãe alta míope começou a consulta com a Dra. Júlia Rossetto, já sabendo exatamente o tratamento que queria para a filha de 12 anos — mesmo sem progressão documentada, mesmo fora do protocolo. Casos assim são o coração deste episódio, que dá continuidade ao anterior sobre controle de miopia na infância e mostra o que acontece quando a "receita de bolo" encontra a realidade do consultório. A Dra. Luisa Hopker abre com o caso de uma menina de 7 anos com -2,50 nos dois olhos, biometria de 24,24mm aos 8 anos e uma progressão de 1 dioptria em menos de um ano documentada nas prescrições anteriores. Um caso de “resposta de livro” à lente com defocus, incluindo aquela redução inicial da miopia e do comprimento axial que ainda causa estranheza em quem está começando.  Já a Dra. Júlia traz a discussão delicada sobre prescrever fora do protocolo: como alinhar expectativa com a família, como documentar no prontuário e por que ela evita descrever efeitos colaterais em detalhes para não induzir queixas nas crianças. A conversa avança para uma atualização importante em atropina: por que a Dra. Luisa deixou de usar a 0,01% na maioria dos casos e hoje começa direto na 0,025% tanto em míopes quanto em pré-míopes, pra qual casos reservar a 0,05% e como fazer o desmame reduzindo concentração.  Encerram com o novo bloco pessoal do podcast: a Dra. Júlia relembra o que aprendeu sobre paciência com a Dra. Hilda Capó no Bascom Palmer e conta como isso mudou sua conduta com uma paciente idosa com diplopia pós-catarata. A Dra. Luisa fala sobre como os anos de balé moldam até hoje sua cirurgia e sua relação com o palco — literal e figurado. E ainda: Como identificar e manejar o pré-míope antes que ele precise de óculosPor que documentar no prontuário sempre que a conduta foge do protocoloComo usar a curva de crescimento ocular para alinhar expectativa com a famíliaPARTICIPANTES Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso strabpedia@gmail.com HASHTAGS #Miopia #ControleDaMiopia #Oftalmopediatria #CasosClínicos #Oftalmologia

    08. Miopia na prática: casos reais e quando fugir do protocolo
  7. 16 de jun.

    07. Segredos para avaliar a miopia no consultório em 2026

    Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO "Pera aí, deixa eu olhar seu tablet." A frase, dita por um pai no meio da consulta da filha adolescente, terminou na descoberta de seis horas diárias maratonando série, enquanto os pais juravam que o tempo de tela era controlado. Cenas como essa fazem parte do dia a dia de qualquer oftalmologista hoje, e por uma razão simples: a miopia deixou de ser "passar óculos" e virou uma das discussões mais importantes do consultório. Não importa se você é oftalmopediatra ou oftalmologista geral, a família vai chegar perguntando sobre tratamento, e você precisa ter resposta. Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker destrincham o caminho completo: a anamnese sistematizada que precisa entrar no fluxo de toda consulta (tempo de tela, tipo de tela, atividade ao ar livre e refração dos pais), os exames de base na primeira consulta (refração cicloplegiada, biometria e topografia) e a definição objetiva de progressão pelos critérios refracional e biométrico. Mostram também uma divergência saudável entre elas: enquanto a Dra. Júlia tende a iniciar tratamento já na primeira consulta diante de fatores de risco claros, a Dra. Luisa argumenta que esperar seis meses para medir a taxa de progressão real ajuda a entender o impacto do tratamento depois. A conversa avança para os três pilares do controle da progressão — atropina em baixas doses (0,01%, 0,025% e 0,05%), lentes com defocus e ortoceratologia — e para artigos que mudaram a prática: a meta-análise do JAMA mostrando que acima de uma hora por dia de tela a progressão da miopia sobe exponencialmente, um editorial de Ken Nishal questionando se a eficácia da atropina 0,01% em algumas populações se deve à medicação ou às mudanças ambientais que vieram junto da campanha, e um estudo de 2026 sobre como a etnia interfere na resposta à atropina baixa-dose. Encerram com pérolas de consultório sobre o "controle parental" que se desfaz no fim de semana. E ainda: O que define um rápido progressor e quando ser mais agressivo desde a primeira consultaComo apresentar a curva de crescimento ocular para alinhar expectativa com os paisQuando combinar tratamentos, quando trocar e como desmamar atropina e lentes com defocusPARTICIPANTES Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn ARTIGOS CITADOS Nischal KK. Government instituted public health policy for myopia control in schools — the overlooked variable in myopia prevention interventions? Eye (Lond). 2025. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39433957/ Ha A, Lee YJ, Lee M, Shim SR, Kim YK. Digital Screen Time and Myopia: A Systematic Review and Dose-Response Meta-Analysis. JAMA Netw Open. 2025. https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2830598 CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso strabpedia@gmail.com HASHTAGS #Miopia #ControleDaMiopia #Oftalmopediatria #SaúdeOcular #Oftalmologia

    07. Segredos para avaliar a miopia no consultório em 2026
  8. 2 de jun.

    06. Exotropia Sensorial: quando e como indicar a cirurgia

    Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com   DESCRIÇÃO "Esse ser humano aqui do meu lado acabou de me pedir em casamento e eu quero meu olho alinhado na festa." A frase, dita por uma paciente no consultório da Dra. Júlia Rossetto, resume com precisão o que move uma pessoa a buscar cirurgia de estrabismo na fase adulta. Dois casos atendidos no mesmo dia revelam algo que vai muito além do exame clínico: entender o momento emocional de cada paciente faz parte do diagnóstico. Uma chegou pronta para operar, a outra precisava de tempo para decidir. A conduta foi completamente diferente para cada uma, e foi essa diferença que abriu o episódio mais revelador sobre exotropia sensorial feito até agora. A Dra. Luisa Hopker aprofunda a discussão a partir da sua própria experiência cirúrgica. Ela defende o bloqueio peribulbar com sedação como primeira escolha na exotropia sensorial do adulto, apontando vantagens práticas e sistêmicas em relação à anestesia geral. A conversa avança para um caso clínico complexo que ela acompanhou por anos: um paciente com olho hipotônico, histórico de descolamento de retina e indicação de enucleação por outro serviço. A decisão de operar, após discussão com retinólogo e termo de consentimento detalhado, resultou em satisfação total do paciente. O caso expõe com clareza as zonas cinzentas da prática clínica e o papel da conversa honesta na relação entre médico e paciente. E ainda: Como lidar com o paciente inseguro antes de marcar a cirurgiaEntenda os critérios para operar olho com risco de phthisis bulbiPor que o termo de consentimento precisa evoluir com a sua prática  PARTICIPANTES Dra. Júlia Dutra Rossetto  - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn   CAPÍTULOS 00:00 — Apresentação do podcast e tema do episódio01:10 — Dois casos de exotropia no mesmo dia: perfis opostos de paciente03:45 — Como conduzir a paciente motivada pelo casamento que chegou decidida07:20 — A paciente insegura e a estratégia de adiar a entrega do pré-operatório11:40 — Bloqueio peribulbar na exotropia sensorial: vantagens sobre anestesia geral15:30 — Caso clínico: paciente com olho hipotônico e indicação prévia de enucleação20:10 — Discussão com retinólogo e decisão compartilhada sobre o risco cirúrgico24:50 — Resultado pós-operatório e reflexão sobre zonas cinzentas da prática clínica28:30 — O papel do termo de consentimento em casos complexos31:00 — Resumo: exotropia sensorial como melhor caso para iniciar em cirurgia de estrabismo   CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso strabpedia@gmail.com   HASHTAGS #Estrabismo #CirurgiaOcular #Oftalmologia #SaúdeOcular #OftalmopediatriaClínica

    06. Exotropia Sensorial: quando e como indicar a cirurgia

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