Zysk: além do lucro

Zysk Consultoria Financeira

Aqui falamos de lucro no seu sentido mais amplo. Nossa conversa vai além da última linha da planilha. Te ajudo a cuidar do seu dinheiro priorizando o que realmente importa para você. zyskconsultoriafinanceira.substack.com

Episódios

  1. Zysk: além do lucro #10 - Como tomar decisões mais consistentes com o seu dinheiro e alinhar seus gastos ao que realmente importa

    há 3 dias

    Zysk: além do lucro #10 - Como tomar decisões mais consistentes com o seu dinheiro e alinhar seus gastos ao que realmente importa

    Olá, que bom ter você aqui na décima edição da Zysk: além do lucro. Está sendo muito gratificante poder compartilhar essas reflexões com vocês, obrigada por me acompanharem. Se eu te perguntar agora quais são as maiores prioridades na sua vida, o que vem à sua mente? Provavelmente, palavras como família, segurança, liberdade, conhecimento, conforto ou sucesso vão surgir naturalmente. Nós temos uma clareza quase intuitiva sobre aquilo que valorizamos. Mas nem sempre usamos o nosso dinheiro e o nosso tempo com o que realmente priorizamos, e por vezes isso gera frustração… Como conversarmos lá na segunda edição, é fácil cair na armadilha da acumulação. Ou quando chegamos lá, confundir estoque com fluxo, como conversamos na terceira edição. E no piloto automático do dia a dia, acabamos esquecendo de carimbar nossas escolhas com propósito como falamos na edição 8. Por isso, quero te fazer um convite simples, mas incrivelmente revelador para o seu momento atual. Na edição passada fizemos um exercício olhando para o passado, agora eu quero propor um exercício semelhante, mas olhando para o futuro. Passo 1: O Filtro das prioridades Selecione 5 coisas que são genuinamente importantes para você hoje, vou dar alguns exemplos, mas pode ficar livre pra escolher: Família • Segurança • Liberdade • Amizade • Conhecimento • Conforto • Sucesso • Beleza • Caridade • Diversão • Aceitação Passo 2: O Verdadeiro Investimento Com essas 5 prioridades em mente, pense: como seria investir seu tempo e seu dinheiro em experiências, situações ou momentos que alimentem diretamente essas escolhas? Se a segurança e a família venceram, talvez o investimento seja estruturar aquela proteção familiar robusta que traz paz de espírito. Se o conhecimento ou a liberdade são os pilares, talvez o foco seja abrir espaço para cursos, livros ou para a construção de uma transição de carreira planejada. É isso que traz a verdadeira sensação de uma vida rica. E isso não quer dizer que você precise gastar muito dinheiro com cada uma dessas prioridades: uma tarde de jogos de tabuleiro com a família, cursos online gratuitos. No planejamento financeiro a gente também entende que nem tudo é sobre dinheiro, por isso o papel de uma planejador financeiro é te ajudar a tomar decisões mais eficientes com o seu dinheiro para que você possa usar o seu tempo, com o que realmente importa. Passo 3: O Momento da Verdade (O Espelho) Agora, abra a sua agenda do último mês e dê uma olhada rápida no extrato da sua conta corrente e fatura do cartão. Eles refletem as prioridades que você acabou de listar? Ou você está dedicando seus recursos mais preciosos (tempo e dinheiro) a coisas que, no fundo, não te preenchem? Muitas vezes, a frustração financeira ou aquela sensação de “vazio” não vêm da falta de dinheiro, mas sim do desalinhamento entre com o que gastamos, seja por pura pressa ou conveniência, e o que realmente priorizamos. Às vezes acabamos economizando justamente naquilo que nos dá energia e vitalidade. Como seria um orçamento com propósito hoje? Desenhar um orçamento que prioriza seus valores não significa gastar sem limites com o que te importa. Significa dar direção. Significa proteger o dinheiro que vai realizar os seus sonhos específicos, em vez de apenas acumular por acumular. Se a sua rotina e as suas finanças atuais parecem distantes do que você realmente valoriza. Há espaço para ajuste. O planejamento financeiro existe justamente para ser o mapa que reorganiza essas velas, trazendo clareza e paz de espírito para a sua jornada, como falamos na primeira edição. … Além da planilha Aqui na Zysk além do lucro já: * apresentamos o planejamento financeiro como um GPS, * falamos sobre o perigo de acumular de mais e não usufruir, * sobre o perigo de gastar demais do que se construiu, * de entender o que é suficiente pra você, * sobre a importância do tempo nos investimentos, * a importância de respeitar o seu perfil na hora de investir, * a importância de treinar habilidades que estimulam o esforço de longo prazo, * a importância de se permitir sonhar e * a importância de alinhar o uso dos nosso principais recursos: tempo e dinheiro com o que realmente importa pra gente. É um prazer poder contar com vocês que nos acompanham seja pela newsletter, seja pelo podcast ou como clientes. Esse além da cifra é pra deixar a qui o meu muito obrigada a todos vocês! Se você sentir que é o momento de olhar para os seus números e desenhar esse mapa de forma personalizada e consistente, saiba que estou aqui para caminharmos juntos. Basta procurar no Instagram por Zysk Consultoria Financeira® e me chamar no Direct. Até a próxima sexta, Stephanie Kenig Planejadora Financeira Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

    6 min
  2. 5 de jun.

    Zysk: além do lucro #09 - Você tem gastado seus recursos com o que realmente importa pra você?

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. Na última newsletter a gente falou sobre autoconhecimento e eu vou continuar nesse tema mais um pouco. Quero convidar você à pensar nos últimos 10 anos, de 2016 para cá, e que você liste as 10 coisas mais incríveis que você viveu, experienciou, adquiriu, conquistou… ou seja 10 coisas que te marcaram. Agora olhe para o seu orçamento (e sua agenda). Você está destinando os seus recursos: dinheiro e tempo para viver novamente, ou ter experiências semelhantes, ou manter essas coisas que realmente te marcaram? Muitas vezes a gente acha que não tem tempo ou dinheiro para fazer o que a gente quer ou gosta, mas às vezes só estamos alocando mal os recursos que temos. Às vezes o dinheiro que falta pra fazer uma viagem está nos cafés fora de casa, nos almoços fora no trabalho ao invés de levar uma marmita, naquela compra online que você nem sabia que precisava, mas o preço estava tão bom que você comprou e quando chegou em casa você realmente não precisava e ela está lá encostada sem ninguém usar… Às vezes o tempo que falta para estar com quem a gente ama é o tempo que a gente acaba saindo com o pessoal do trabalho, o tempo que a gente resolve fazer mais aquele curso que a gente no fundo sabe que não precisava tanto… Se na sua lista tem momentos com família e amigos, você está conseguindo passar tempo de qualidade com eles? Se você se lembrou de viagens incríveis: você está investindo para a próxima? Se você anotou momentos livres, de descanso como está o planejamento para novos momentos assim? Se você se lembrou da conquista do seu carro ou da sua casa, você tem investido em manter esses bens bem-cuidados? Se na sua lista você se lembrou de algum momento de dificuldade superada, você tem investido para poder mitigar futuras situações semelhantes? Se você se lembrou de uma promoção no trabalho, ou ter conseguido o emprego que queria, você tem investido na sua carreira e na sua educação para novos momentos como esse? ….Além da planilha Vou dar alguns exemplos de reflexões que tive quando fiz esse exercício… Durante os últimos 10 anos, perdi familiares queridos: hoje eu valorizo ainda mais cada momento que passo com aqueles que eu amo, nem que seja sentados na sala vendo uma série depois da janta. Eu fiz viagens que foram a realização de sonhos: nos meus investimentos, viagens estão sempre na conta. Eu tive um problema de saúde que foi superado com sucesso: faço questão de ter um bom plano de saúde, me alimentar bem e incluir gastos com atividades físicas e algumas gratuitas no meu orçamento e na minha agenda. Esse desafio me reaproximou de vários amigos: na correria do dia a dia eu abro um espaço na agenda e no orçamento pra gente poder se ver sempre que possível. Eu fundei a Zysk Consultoria Financeira® e estou sempre atenta a novas oportunidades de estar atualizada e podendo oferecer o melhor para os meus clientes e para vocês que me acompanham por aqui. Minha reflexão para vocês essa semana é esse exercício: estamos realmente gastando nosso tempo e dinheiro com o que nos faz bem? Se você sentiu depois desse exercício que precisa reajustar o seu orçamento e seus investimentos pode me chamar lá no Instagram é só procurar por Zysk Consultoria Financeira® Até a próxima sexta, Stephanie Kenig Planejadora Financeira, CEA Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

    5 min
  3. 29 de mai.

    Zysk: além do lucro #08 - Quando foi que a gente parou de sonhar? E se a gente vivesse enquanto constrói o futuro?

    Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro. Se você perguntar para uma criança o que ela quer ser quando crescer, ela vai dizer que quer ser um astronauta que descobre dinossauros na lua ou uma bailarina advogada veterinária! E quando foi que o nosso sonho virou pagar as contas do mês? Se você conversa com um adulto e pergunta qual o sonho dele ele vai dizer: trabalhar até tantos anos e se aposentar numa casa na praia. Quando foi que pararmos de acreditar que a gente pode tudo que a gente quiser? Por que ser adulto tem que ser pesado? Por que parece que a gente só pode viver depois que se aposentar? Talvez, seja essa a causa da pressa que vemos no mundo de hoje de tanta gente nova querendo se aposentar cedo… E se a gente tornasse a vida mais leve, e se a gente se organizasse para viver enquanto constrói o futuro? Não do jeito pesado de “ai meu Deus, mais um pratinho para equilibrar!” Mas se organizar financeiramente, e na agenda, pra fazer o que nos faz bem! Tomar um café com os amigos ou familiares à tarde, um fim de semana com quem você ama. Se você sempre gostou de pintura, artes, cantar, tocar algum instrumento e acabou entendendo que era melhor escolher outra carreira, por que não ter um hobby relacionado a essa atividade que você tanto gosta? “Ai, mas eu não tenho tempo pra me dedicar e ficar boa nisso…” Mas é aí que está a graça do hobby: você não precisa ser bom nessa atividade, você só precisa ser feliz! Você pode fazer o quadro mais feio, você pode fazer um bolo que ficou solado, você pode cantar mal, você pode dançar de maneira estranha… mas você se divertiu no processo! Se você quiser se aperfeiçoar no seu hobby: “Poxa, eu gosto tanto disso, queria fazer um quadro que desse pra por na sala, um bolo que desse pra ser comido ou cantar de uma forma mais agradável pra mim” Por que não procurar alguns cursos ou vídeos ou aulas pra melhorar? Mas sem a obrigação de tirar 10, só pelo prazer de viver aquele momento. Então apesar da minha reflexão essa semana não parecer ter nenhuma relação com o planejamento financeiro na verdade ela é a mais importante de todo o planejamento. A base de qualquer planejamento financeiro é o autoconhecimento e priorizar o que te importa é equilibrar o presente bem vivido com um futuro proveitoso. Mas o que você vai querer construir para futuro, se não souber o que gosta? Você quer uma casa na praia ou na montanha? Você quer um imóvel de veraneio ou prefere a liberdade de sempre poder viajar para um lugar diferente? Você prefere fazer viagens para lugares perto ou menos viagens internacionais? Você gostaria de aprender algum idioma antes dessas viagens? Ou prefere aprender mais sobre a cultura do lugar antes de ir e quanto ao idioma você vai com guia? Você gosta mais de parques de diversões ou de museus e história? ….Além da planilha Pensando em escolhas eu lembrei de algo que aconteceu quando eu era pequena. Uma vez, eu fui na casa de um amigo e cheguei falando pra minha mãe que a casa dele era muito maior que a nossa. “Por que a gente não muda para o prédio dele?” E a resposta da minha mãe veio rápida: “Por que a gente mudaria? Te falta espaço ou alguma coisa aqui?” “Não, eu gosto daqui” “Então, se você é feliz aqui por que você quer mudar? Só por que alguém tem uma casa maior que a sua?” Às vezes a gente se impressiona de mais com o que o outro tem, admira e quer igual, mas será que o que satisfaz o outro, também é o que satisfaz a gente? Se o meu sonho é morar num sobrado no interior eu posso comprar um triplex no metro quadrado mais caro de São Paulo que eu não vou ficar mais feliz. Se eu tenho medo de voar, ter um helicóptero, por mais que me faça economizar mais tempo, não vai me fazer mais feliz ou confortável. Se eu gosto mais de piscina do que de mar, ter um barco pode não ser a melhor escolha para o meu dinheiro. Ah, mas eu aprendi que sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho! E eu não poderia concordar mais! Mas as dimensões dos seus sonhos fazem sentido com o que você quer e gosta? Não estou falando para você limitar seus sonhos, por causa do seu salário atual, por exemplo, nenhum um pouco! Se eu não posso ter um avião particular hoje, eu posso ter o sonho, a meta de ganhar o suficiente para poder ter um avião! Mas não é porque eu posso ter, que eu preciso ter… Eu ouvi de uma pessoa muito querida uma vez que o sonho dele era poder comprar uma Mercedes 0km! Ele trabalhou, investiu, atingiu um bom patamar financeiro e quando chegou lá, olhou no saldo do banco e falou “Agora eu posso comprar uma Mercedes!”. Ele então fechou o extrato e disse “Eu tenho o dinheiro pra comprar, mas eu não quero comprar”. Ele entendeu que não precisava do carro para mostrar para ninguém que podia, ele sabia que podia e isso bastava. Ah, mas e se ele comprasse? Estaria errado? Nenhum pouco! A gente trabalha e investe para realizar sonhos, só que os nossos sonhos e não os dos outros… Talvez essa pessoa tenha ouvido algum dia que ter uma Mercedes 0km era o sinal de sucesso e por isso esse marco era importante para ele e não o carro em si. Agora, se o sonho da vida dele era ter aquele carro, era só comprar e ser feliz, porque aí sim o carro traria felicidade. Agora se fosse só pra ser um marco de sucesso ou porque alguém disse que tem que ter pra ser alguém, era capaz de ele comprar o carro e nem se sentir tão mais feliz… …Além da cifra O tema do além da cifra de hoje é um clássico da literatura que muita gente conhece de nome, mas que acabou sendo muito mal compreendido ao longo do tempo: o livro Pollyanna, de Eleanor H. Porter (meu livro favorito quando pequena). Você já deve ter ouvido a expressão “síndrome de Pollyanna” sendo usada de forma irônica para descrever alguém bobo, infantil ou alienado, que ignora os problemas do mundo e vive sorrindo. Mas a verdade é que o livro original não trata disso. Na história, a personagem aprendeu o “Jogo do Contente” com seu pai para aprender a encontrar algo pelo qual ser grata em qualquer situação. É o famoso ver o copo meio-cheio, é a história dos 3 “ainda bem que” quando algo de ruim nos acontece que ficou tão famosa recentemente nas redes sociais. No inglês original, a palavra usada não é happy (contente/feliz no sentido comum), mas sim glad, que carrega o significado de um feliz de grato, agradecido. O jogo não nasce de uma vida perfeita; ele nasce da escassez, como uma ferramenta de resiliência para lidar com as dificuldades reais da vida. Ele também não tem a ver com o conformismo, quem já leu sabe que a Pollyanna continuava tendo sonhos, mas isso não a impedia de enxergar a beleza do que tinha no momento. O otimismo real não é ignorar que os problemas existem. É saber que, mesmo em uma semana difícil, a gente pode treinar o olhar para valorizar o que está dando certo. A grande virada do “Jogo do Contente” aplicado à nossa vida, e ao nosso patrimônio, é conseguir ser agradecido, feliz com o que temos enquanto enquanto construímos o que desejamos. É assim que podemos encontrar aquele equilíbrio que conversamos no começo dessa newsletter entre viver bem o presente que temos enquanto construímos o futuro que desejamos. O meu conselho pra você essa semana é: retome essa conversa com você mesmo: hoje, se você pudesse qualquer coisa: o que você seria/faria? E na sua realidade de hoje o que você tem pra ser grato? Até a próxima sexta, Stephanie Kenig Planejadora Financeira, CEA Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

    10 min
  4. 22 de mai.

    Zysk: além do lucro #07 - Completar um álbum de figurinha pode ensinar mais sobre finanças do que você imagina…

    Olá, que bom ter você mais uma vez na Zysk: além do lucro. Com a proximidade da Copa, um movimento nostálgico e muito vivo começa a tomar conta das bancas de jornal, praças, shoppings e salas de estar: o vai e vem dos pacotinhos de figurinhas. Para quem olha de fora, ou com lentes puramente matemáticas, colecionar um álbum pode parecer um gasto supérfluo, ou uma distração dos objetivos financeiros maiores. Mas, como você já sabe que por aqui nós olhamos além do lucro, eu convido você a dar um passo para trás e observar essa dinâmica com um olhar um pouco mais atento. O álbum de figurinhas pode ser uma ferramenta excelente de atividade fora do ambiente digital entre pessoas de todas as gerações. Além de ensinar e treinar habilidades importantes que podem ser aplicadas no planejamento financeiro. Se você está na dúvida se vale a pena entrar nessa brincadeira este ano, ou se já está com o seu álbum em mãos, separei três lições e um alerta essencial que essa atividade nos traz: 1. O treino sutil do longo prazo Vivemos na era em que tudo se resolve com um clique. Queremos o resultado agora, a entrega no mesmo dia, o investimento que rende absurdos amanhã. O álbum vai na contramão de tudo isso: ele é um exercício obrigatório de paciência. Se você comprar o álbum e a quantidade exata de pacotinhos que precisa para completá-lo não há garantia de que vai conseguir completá-lo de primeira (na verdade é quase certo de que não vai, porque basta uma repetida pra que o álbum não seja completado). Existe uma jornada ali. Existe a frustração da figurinha repetida, a resiliência de continuar procurando e a clareza de que grandes conquistas são feitas de pequenos passos consistentes. Finanças pessoais funcionam exatamente igual. O patrimônio que traz paz de espírito não nasce de um golpe de sorte; nasce da constância dos nossos “pacotinhos” mensais de investimento, da nossa capacidade de contornar imprevistos e das nossas habilidades de escolhas no dia a dia. 2. Orçamento como ferramenta de autonomia (e limites) Se você tem crianças em casa, o álbum é a oportunidade perfeita para tirar a educação financeira da teoria. Em vez de apenas dizer “está caro” ou “não vou comprar”, que tal estabelecer um orçamento semanal fixo para as figurinhas? Quando a criança tem um valor delimitado (por exemplo, R$ 50,00 por semana), ela precisa fazer escolhas. Será que é melhor comprar todos os pacotinhos da semana de uma vez ou é melhor comprar aos poucos? Se faltam poucas figurinhas, vale mais a pena comprar mais e mais pacotinhos ou só trocar? Ela aprende, de forma lúdica, a lidar com a escassez, com a priorização e com as consequências das próprias decisões. Isso é ouro para a formação de adultos financeiramente maduros. 3. Conexão real e negociação além das telas Em um mundo onde os olhos estão quase sempre colados nos smartphones, o momento de trocar figurinhas força o olho no olho. Para avançar no álbum, você precisa ir para a rua, conversar, negociar. Essa dinâmica estimula algo precioso: a interação social, muitas vezes até entre gerações. As crianças (e nós também) aprendem a perceber o valor para o outro — afinal, uma figurinha comum para mim pode ser a última que falta para alguém. Aprendemos que, na vida e nos negócios, muitas vezes precisamos criar conexões genuínas com as pessoas para alcançar nossos objetivos. O Alerta: Cuidado com o “Custo do Quase” e os excessos Toda escolha envolve riscos, e com o álbum não seria diferente. No planejamento financeiro, nós olhamos muito para a eficiência do dinheiro. E aqui moram dois perigos opostos: * O perigo da desistência: O verdadeiro desperdício não é o dinheiro que você gastou nos primeiros pacotinhos, mas parar no meio do caminho por falta de foco. Um álbum incompleto, esquecido no fundo da gaveta, vira apenas uma despesa sem a satisfação da conclusão. Terminar o que começamos é um dos maiores ativos que podemos cultivar. * O perigo do descontrole: No afã de ver o projeto concluído, é fácil cair na armadilha do impulso. Endividar-se, usar o cartão de crédito sem controle ou tirar dinheiro do que é essencial para comprar caixas fechadas de figurinhas destrói o propósito da brincadeira No final das contas, o álbum nunca foi apenas sobre pedaços de papel colados. Ele é sobre os momentos compartilhados na mesa da sala, as negociações e as risadas em família. …Além da planilha Devo dizer que eu nunca fui de completar um álbum, mas ao contrário do alerta financeiro que fiz aqui, a minha desistência não acontecia no meio do caminho por falta de foco, na verdade era uma priorização financeira. Eu tinha uma mesada com regras (vamos falar sobre isso em uma newsletter futura) e eu tinha que escolher entre comprar figurinhas ou outras coisas. E logo, o álbum que eu quis porque meus amigos tinham não era tão interessante quanto as outras escolhas que eu podia fazer com o meu dinheiro. E eu trocava as figurinhas por outras coisas antes que o investimento no álbum já tivesse sido alto demais para desistir. O único álbum que eu já completei foi justamente um álbum da Copa. O de 2014. Decidi que ia querer o álbum e, já que nunca tinha completado um, ia completar justo o do Brasil! Fui comprando as figurinhas, mas não tinha muitas oportunidade de troca, porque não via pessoas trocando figurinha no trabalho. Foi então que eu descobri o tal: ponto de troca. Pra quem não sabe são alguns lugares onde em dias e horas marcados, ou direto como em shoppings, os colecionadores de figurinhas se juntam para trocar as repetidas. E aí está um ponto importante: eu sempre fui muito tímida, ainda mais para pedir coisas para alguém, como eu ia em um lugar cheio de estranhos perguntar se eles queriam trocar figurinhas??? Mas era a única oportunidade que eu tinha de completar meu álbum… Eis que eu aviso em casa, antes do almoço de domingo, que eu ia no ponto de troca de figurinhas que tinha na rua de cima. E que ia sem telefone porque é claro que eu ficaria no máximo 30 minutos, já que ia falar provavelmente com no máximo 2 pessoas, me arrepender de ter ido e voltar. Quando eu cheguei lá, tinha muita gente! Eu vou ser sincera que não lembro como comecei a trocar as figurinhas, provavelmente alguém que também estava sozinho falou comigo. Gente, eu não sei explicar o que aconteceu naquele lugar! Tudo começou da maneira que eu já estava acostumada na escola: eu estava falando com uma pessoa, ele pegou o meu bolinho de repetidas e conferiu com o papel dele, eu peguei as repetidas dele e conferi coma as minhas, o problema foi que ele só precisava de uma das minhas figurinhas e que eu precisava de 10 das dele: “Aqui ó, eu preciso só dessa aqui! Pode ser?” Eu já chateada “Pode sim, é que eu precisava de dez das suas, vou escolher uma aqui então…” “Não, se você precisa de 10, pode ficar com as 10!” “Ué, mas…” “Eu pego mais nove repetidas suas pra mim. Vai que alguém que tem uma que eu preciso, precisa justo de uma que você tem repetida e eu não…” Gente, isso pode parecer tão lógico pra alguns, mas nunca tinha me passado isso pela cabeça! Na escola era tudo tão justinho: brilhante por brilhante, de time por de time… Eu achei incrível. De repente eu estava vendo as repetidas de alguém e meu pai chega no posto de trocas… “O que você está fazendo aqui?” “Filha, já faz duas horas que você está aqui! Você veio sem celular e a gente está te esperando pra almoçar…” “Mas é que eu não sei mais com quem estão as minhas figurinhas…” E eu ouço de resposta “Estão comigo.” E de complemento “Já passou por mim e peguei 3” “E por mim e peguei 5” “Eu peguei 10” Olhei para o meu pai e respondi “Vou só resolver essas que já foram trocadas e a gente já volta!” Foi uma experiência tão legal! Tanto que me lembro até hoje, mais de 10 anos depois! Há 10 anos a gente nem ficava tanto no celular assim, mas essa experiência foi no mundo real e eu ainda me lembro, agora me conta: quais foram os últimos 10 vídeos que você viu nas redes sociais? É claro que o planejamento financeiro tem foco em utilizar os recursos da melhor forma para que você atinja seus objetivos, mas isso não quer dizer que qualquer experiência gratuita seja melhor que experiências que envolvem gastos. Tudo vai depender dos benefícios que cada uma delas traz, não só para o bolso, mas para a vida como um todo. Meu conselho pra você essa semana é: Se você decidir colecionar, faça disso um projeto planejado. Defina o teto de gastos, curta a caminhada e lembre-se: quando a Copa passar e as figurinhas ficarem guardadas na estante, o que vai durar de verdade são as memórias e os aprendizados que vocês construíram juntos. Até a próxima sexta, Stephanie Kenig Planejadora Financeira, CEA Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

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  5. 15 de mai.

    Zysk: além do lucro #06 - Dormir bem ou lucrar mais? O que a sua planilha não te conta sobre paz financeira

    Olá, que bom ter você mais uma vez na Zysk: além do lucro. Nas últimas semanas, falamos sobre tempo, sobre o “suficiente” e sobre como o autoconhecimento protege o seu futuro. Hoje, quero tocar em um assunto que costuma ser o grande teste de qualquer planejamento: as oscilações do mercado. Muitas vezes, a volatilidade é tratada apenas como uma “estatística”. Mas, para quem cuida do próprio patrimônio, a oscilação não é um número - é um sentimento. Na Zysk, acreditamos que o sucesso de um plano não é medido pela agressividade dos retornos, mas pela sua tranquilidade ao deitar a cabeça no travesseiro. O meu trabalho é individualizado porque o “estômago” para o risco é algo profundamente pessoal. Investir não deve ser um exercício de resistência emocional ou sofrimento. Se o movimento do mercado gera angústia, o plano precisa de um ajuste de rota. A liberdade real nasce de uma carteira que respeita quem você é hoje. Com o tempo e a organização, o que antes parecia um “ruído” assustador passa a ser apenas o movimento natural do oceano. O segredo está em dimensionar o risco para que ele seja um aliado do seu projeto de vida, e não um fardo para a sua saúde mental. Existe uma frase antiga que diz: “Nenhum mar calmo fez um bom marinheiro.” É uma lição valiosa sobre resiliência, mas eu gosto de completá-la com um olhar mais humano: quem enjoa no mar também não deve ser forçado a enfrentar tempestades. Saber navegar é importante, mas conhecer e respeitar os seus próprios limites é ainda mais vital. Não faz sentido se aventurar em águas agitadas apenas por uma promessa de “chegar mais rápido” se a jornada for um sofrimento constante. No planejamento financeiro, a verdadeira maestria não é aguentar o maior tranco possível, mas saber escolher o barco e a rota que façam sentido para você. O meu papel é garantir que o seu investimento seja um meio para realizar sonhos, e não uma fonte de angústia. ...além da planilha Muito antes de me tornar profissional e trabalhar com planejamento financeiro, eu era uma investidora comum, acostumada com a segurança da renda fixa. Eu navegava apenas em águas rasas, onde sabia exatamente quantos centavos o meu dinheiro rendia por dia. Até que decidi “molhar os pés” em águas mais profundas. O Enjoo no Mar Quando vi meu suado dinheirinho diminuindo pela primeira vez, a sensação foi péssima. Eu desfiz o investimento, achei que “não era para mim” e voltei correndo para o porto seguro da renda fixa. Eu não era uma má marinheira; eu apenas não tinha o conhecimento para navegar fora do litoral. O que mudou de lá para cá? O estudo. Conforme comecei a entender cada classe de ativos, os gráficos, o comportamento dos ativos e a montar uma carteira onde eu sabia exatamente quais partes iriam oscilar e quais não, a bússola do conhecimento substituiu o medo. Na pandemia, encarei as quedas como oportunidades, porque eu já conhecia a estrutura do barco em que eu estava pisando. Mas aqui está a lição mais importante: o conhecimento pode transformar o seu medo, mas ele não precisa mudar a sua natureza. Existem pessoas que, mesmo conhecendo o mar a fundo, preferem o conforto de navegar em águas calmas — e não há nada de errado nisso. O meu convite para você nesta semana: Respire fundo e olhe para os seus investimentos hoje. Os seus investimentos hoje te trazem paz ou enjoo? Lembre-se: o melhor plano do mundo não é o mais rentável da planilha, mas aquele que você consegue seguir com o coração tranquilo. Se você sente que seus investimentos estão em um mar muito agitado, ou se você já estudou mais e está achando o mar muito tranquilo, me chame lá no Instagram, é só buscar por Zysk Consultoria Financeira. Até a próxima sexta, Stephanie Kenig Planeiadora Financeira CEA Se essa forma de ver o dinheiro faz sentido para você, te convido a assinar a nossa newsletter para receber as próximas edições This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit zyskconsultoriafinanceira.substack.com

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