Mais do que Golfistas

PGA Portugal

Há pessoas que jogam golfe. Uns porque é a sua profissão, outros porque é onde se sentem bem. "Mais do que Golfistas" é o podcast que explora os dois lados deste desporto. Aqui, Rui Morris, presidente da PGA Portugal e antigo golfista profissional, conversa com pessoas que têm uma relação genuína com o golfe: desde jogadores e treinadores do circuito profissional, a empresários, atletas de outras modalidades e figuras públicas para quem o golfe entrou na vida e ficou. O golfe é o ponto de partida. A conversa vai além do campo. Cada episódio traz perspetivas sobre competição, carreira, mentalidade e vida, com a honestidade de quem partilha mais do que o green. Uma iniciativa da PGA Portugal e da Rumo, com o apoio da IWC. Ouve em todas as plataformas de podcast e no YouTube.

  1. 10 de set.

    E12| Nasceu dentro do golfe, hoje ensina a falhar melhor com Susana Ribeiro

    Há quem se lembre do primeiro dia em que pegou num taco de golfe. Susana Ribeiro não. As primeiras memórias que tem já são de torneios, porque começou a ir ao campo com duas semanas de vida. Neste episódio do Mais do que Golfistas, o podcast de golfe Portugal apresentado por Rui Morris, a convidada é Susana Ribeiro, uma das jogadoras mais tituladas do golfe feminino português. Falam do caminho de amadora internacional a profissional, dos anos em que ficou sempre em segundo lugar antes de uma vitória mudar tudo, e da transição entre uma seleção nacional que tratava de tudo e a solidão do profissionalismo. Falam também da vida depois da competição: hoje é treinadora e comentadora, casou com Nuno Campino, antigo selecionador nacional, e é mãe da Luísa. Susana Ribeiro está ligada ao golfe desde bebé, representou a seleção portuguesa como amadora, e foi profissional durante quase uma década, com passagens pelo Ladies European Tour Access Series, pelo Santander Golf Tour e por convites na Ladies European Tour, a primeira divisão europeia. Neste episódio vais ouvir:   • o que mudou depois da vitória na Taça da Federação, a prova que lhe destravou a cabeça   • como foi passar de uma seleção que tratava de tudo para gerir sozinha viagens, hotéis e orçamento como profissional   • porque diz que o golfe não é um jogo de tacadas perfeitas, mas de tacadas falhadas, e ganha quem falhar melhor   • o que falta em Portugal para haver mais mulheres a jogar golfe O golfe não perdoa quem anda à procura da tacada perfeita. Premeia quem aprende a lidar bem com a que falhou.

  2. 3 de set.

    E11| De Selecionador a Presidente da Federação Portuguesa de Golfe

    Em 2001 foi convidado para ser selecionador nacional de golfe. Tinha na equipa nomes como Ricardo Santos e Hugo Santos, ainda a começar. Mais de duas décadas depois, Pedro Nunes Pedro está à frente da Federação Portuguesa de Golfe, e continua a fazer a mesma pergunta todos os dias: o que é que fez hoje pelo golfe? Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morris recebe como convidado Pedro Nunes Pedro, Presidente da Federação Portuguesa de Golfe. Falam do percurso que o levou de Selecionador Nacional, entre 2000 e 2002, à presidência da federação, das gerações de golfistas portugueses que atravessou pelo caminho, e do trabalho atual junto de clubes e autarquias, sob o lema Juntos Somos Mais Golfe. Pedro Nunes Pedro começou a jogar golfe em criança, em Angola, por influência do pai. Foi capitão da seleção nacional, presidente do Lisbon Sports Club entre 2014 e 2024, e fez, em paralelo, uma carreira longa em comunicação e marketing. Hoje lidera a Federação Portuguesa de Golfe, com o objetivo de duplicar o número de jogadores em Portugal. Neste episódio vais ouvir:   • como foi ser selecionador nacional com jogadores como Ricardo Santos e Hugo Santos ainda a começar   • o que mudou entre a federação de 2001 e a de hoje, em estrutura e em condições   • porque é que Pedro considera o acesso, e não o preço, o verdadeiro obstáculo ao crescimento do golfe em Portugal   • os planos da federação para os campos municipais, o desporto escolar e a formação de mais professores Todos os dias, a mesma pergunta: o que é que fizeste hoje pelo golfe? Era assim como Selecionador, continua a ser assim como Presidente.

  3. 20 de ago.

    E9| Aos 15 anos, Campeã Nacional absoluta com Inês Belchior

    Há decisões de driver e decisões de layup. As primeiras são a fundo, sem medo do resultado. As segundas são mais pensadas, mais seguras. Inês Belchior aprendeu a distinguir as duas desde cedo, e foi essa lógica que a levou, aos 18 anos, a trocar os campos portugueses por uma bolsa de golfe nos Estados Unidos. Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morris conversa com Inês Belchior, uma das jogadoras mais promissoras do golfe feminino português. Falam da infância de Inês nos campos da Aroeira, do título de campeã nacional absoluta conquistado aos 15 anos, da Seleção Nacional e da decisão de deixar Portugal para jogar golfe universitário na Mississippi State University. Inês Belchior é atleta de golfe, internacional pela seleção portuguesa e joga pela Mississippi State University, na NCAA. Soma já vários títulos nacionais e faz parte da nova geração do golfe feminino português, que está a começar a abrir caminho lá fora. Neste episódio vais ouvir: - como o golfe se tornou uma tradição de família, desde os seis anos - o que mudou quando se sagrou campeã nacional absoluta com 15 anos, a competir contra adultas - como foi deixar Portugal e a família para jogar golfe universitário nos Estados Unidos - o que falta estruturar em Portugal para o golfe feminino crescer, dos horários escolares aos campos municipais A pressão não desaparece. O corpo é que se vai habituando a jogar mesmo sob pressão.

  4. 13 de ago.

    E8| A radialista que se apaixonou pelo golfe com Carolina Torres

    Calças caqui vincadas, polos, pessoas com dezassete nomes era isto que a Carolina Torres achava que o golfe era antes de pegar num taco pela primeira vez. Aceitou o desafio de apresentar um programa sobre golfe meio a contragosto, achando aquilo tudo um bocado ridículo. Depois ficou em silêncio no campo, ouviu o barulho de fundo desaparecer, e percebeu que tinha entrado noutra coisa. Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morris conversa com Carolina Torres, radialista, atriz, cantora e agora golfista federada por convicção própria. Aqui falam do preconceito que afasta tanta gente do golfe, do que o campo lhe ensinou sobre lidar com a pressão de ter olhos postos em si, e da lição que ela leva para toda a vida: a última tacada não existe, só interessa a próxima. Pelo meio, o paradoxo do golfe português, um destino que o mundo inteiro quer visitar mas onde o próprio português muitas vezes sente que não cabe. Carolina Torres trabalha em rádio na Comercial e construiu uma carreira a saltar entre música, representação e comunicação. Entrou no golfe através de uma iniciativa para desmontar a ideia de que é um desporto fechado, e tornou-se uma das vozes que mais gente traz a campo pela primeira vez. Neste episódio vais ouvir:porque é que o preconceito de que o golfe é para velhos e ricos afasta tanta gente que ia adorar o jogoo que o campo ensina sobre esquecer o erro anterior e seguir para a próxima tacadacomo funciona o handicap, e porque é que alguém que começou ontem pode ganhar a um jogador experienteporque é que o golfe português vive um paradoxo entre o destino de luxo e o golfe para todosÀs vezes a coragem não é aguentar a pressão. É aprender a jogar com toda a gente a olhar e continuar na mesma.

  5. 4 de ago.

    E7| De caddy master a diretor do Old Course Vilamoura com Ricardo Lopes

    Aos 12 anos, o negócio do Ricardo Lopes era apanhar bolas de golfe que os clientes deixavam perdidas no campo e vendê-las, ainda em escudos. Vivia no buraco 16 do Pinhal, em Vilamoura, e passava os fins de tarde a fugir à segurança com o cão e um saco cheio de bolas. Foi assim que entrou no golfe. Ao contrário do habitual, sem ninguém da família a jogar. Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morris conversa com Ricardo Lopes sobre o caminho que o levou de caddy master, a diretor do Old Course de Vilamoura, um dos campos mais emblemáticos do país. Falam da decisão de deixar de perseguir uma carreira de jogador quando percebeu que não tinha o jogo para chegar ao topo, dos 12 anos dedicados à PGA Portugal, da estratégia que juntou a associação e a Federação Portuguesa de Golfe, e da tensão entre o golfe de luxo e o golfe para todos. Ricardo Lopes é presidente da Assembleia Geral da PGA Portugal e diretor do Old Course de Vilamoura. Começou a trabalhar nos campos em 2003 e fez todas as etapas da operação até chegar à direção. É treinador de golfe e uma das pessoas que mais puxa pelo golfe profissional em Portugal. Neste episódio vais ouvir: - como um miúdo do Algarve entrou no golfe a apanhar e a vender bolas perdidas - porque é que decidir não ser jogador profissional foi o início do resto da carreira - o que mudou na PGA Portugal em 16 anos - como conciliar um destino de golfe de luxo com a democratização da modalidade - porque é que formar boas pessoas conta tanto como formar bons jogadores Nem toda a gente que começa a apanhar bolas vai jogar no circuito. Alguns ficam a tomar conta do campo onde cresceram.

  6. 28 de jul.

    E6| Parar o golfe para não desistir dele com Pedro Figueiredo

    Havia dias de treino em que a bola não ia para onde ele queria. Nem perto. Ao fim de três anos assim, Pedro Figueiredo percebeu que não aguentava mais a frustração e fez o que quase nenhum profissional faz: parou. Viajou três meses pela América do Sul, mochila às costas, sozinho, sem tocar num taco. Neste episódio do Mais do que Golfistas, Rui Morris conversa com Pedro Figueiredo sobre o caminho que o levou de um miúdo de 6 anos na Quinta do Peru até quase uma década entre o DP World Tour e o Hotel Planner Tour. Falam da carreira amadora, da passagem por UCLA, dos primeiros anos como profissional que correram mal, da decisão de descer à terceira divisão europeia para recomeçar, e das três vezes que passou a escola de qualificação. Pelo meio, o momento que o golfe português está a viver, com vários portugueses a discutir torneios semana após semana. Pedro Figueiredo é um dos nomes mais constantes do golfe profissional português. Venceu no Hotel Planner Tour em 2018, representou Portugal desde as camadas jovens e continua a competir ao mais alto nível europeu. Neste episódio vais ouvir:como um miúdo de 6 anos na Quinta do Peru acabou no golfe universitário em Los Angeleso que muda quando se passa de amador acompanhado a profissional sozinhoporque é que três meses longe do golfe fizeram mais pelo jogo dele do que três anos de treinoporque é que ele sai mais orgulhoso de uma volta em 80 do que de uma volta em 64o que está a mudar no golfe português e porque é que isto pode ser só o inícioÀs vezes a única forma de voltar a jogar bem é não pegar num taco durante três meses.

  7. 14 de jul.

    E5 | Uma vida nova no golfe, depois de 17 anos no futebol com Marcelo Guedes

    Marcelo Guedes passou dezassete anos a jogar futebol ao mais alto nível: Santos, Olympique de Lyon, Beşiktaş, PSV Eindhoven. Numa temporada em França, marcada pelos assobios da própria claque do Lyon em cada jogo em casa, foi também a temporada em que descobriu o golfe. E foi ali que encontrou algo que o futebol, com toda a pressão que trazia, nunca lhe tinha dado. Neste episódio de Mais do que Golfistas, Rui Morris conversa com Marcelo Guedes sobre a descoberta tardia do golfe, através de um almoço de clube com colegas da Premier League, e sobre como o jogo se tornou o seu refúgio nos momentos mais difíceis da carreira. Marcelo Guedes fez uma carreira de dezassete anos no futebol profissional, com passagens pelo Brasil, pela Polónia, pela Holanda, pela Turquia, pela França e pela Austrália. Hoje é um dos casos mais interessantes de transição de um desporto de elite para o golfe. Neste episódio vais ouvir: como um almoço num clube de golfe em Lyon, a convite de colegas da Premier League, mudou a vida do Marceloa diferença entre a pressão de segundos do futebol e as quatro horas de decisões do golfeo episódio em que foi vaiado pela sua própria claque durante seis meses e como o golfe o ajudou a atravessar essa fasea semifinal da Champions League disputada em Portugal, durante a pandemiaporque decidiu, já depois de pendurar as chuteiras, tentar a vida como golfista profissionalTalvez o mais interessante não seja trocar um desporto por outro. É perceber que a disciplina que nos formou num sítio pode dar-nos uma segunda vida, completamente diferente, noutro.

Sobre

Há pessoas que jogam golfe. Uns porque é a sua profissão, outros porque é onde se sentem bem. "Mais do que Golfistas" é o podcast que explora os dois lados deste desporto. Aqui, Rui Morris, presidente da PGA Portugal e antigo golfista profissional, conversa com pessoas que têm uma relação genuína com o golfe: desde jogadores e treinadores do circuito profissional, a empresários, atletas de outras modalidades e figuras públicas para quem o golfe entrou na vida e ficou. O golfe é o ponto de partida. A conversa vai além do campo. Cada episódio traz perspetivas sobre competição, carreira, mentalidade e vida, com a honestidade de quem partilha mais do que o green. Uma iniciativa da PGA Portugal e da Rumo, com o apoio da IWC. Ouve em todas as plataformas de podcast e no YouTube.

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