Giro dos Povos

Kito Kiese

Portal sobre raça, clima, territórios/maretórios e todas possibilidades alternativas de mundos e curas pro planeta. Realizado por Kito Kiese e Produzido por Said. Capa por Armani Love Instagram: https://www.instagram.com/girodospovos/

  1. 9 de set.

    Justiça Climática - Extra

    O que é o Giro dos Povos O Giro dos Povos é um boletim jornalístico independente fundado em 2023 por Kito Kiese, comunicador estratégico, pessoa de terreiro e militante do movimento de povos e comunidades tradicionais do Brasil. Toda semana, sem parar, o Giro acompanha o que acontece nos seis biomas e no sistema costeiro-marinho brasileiro, trazendo notícias que importam para os 28 segmentos de Povos e Comunidades Tradicionais reconhecidos pelo Decreto Federal nº 6.040/2007: povos indígenas, quilombolas, comunidades de terreiro, pescadores artesanais, extrativistas, geraizeiros, vazanteiros, ciganos, benzedeiras, ribeirinhos e todos os outros que a grande mídia sistematicamente ignora. Aqui cabem denúncias urgentes, histórias de resistência, atualizações sobre leis e políticas públicas, biodiversidade, cultura, afeto e relatos que chegam direto dos territórios e maretórios. Da Amazônia ao Pampa. Do Cerrado à Caatinga. Da Mata Atlântica ao Pantanal. Mais de dois anos de publicações semanais ininterruptas. Sem equivalente no jornalismo brasileiro. Por que apoiar Jornalismo independente sobre povos tradicionais não existe sem quem o sustente. O Giro não tem patrocínio corporativo, não vende anúncios e não pertence a nenhum grupo de comunicação. Existe porque foi construído do zero, semana a semana, com trabalho e comprometimento com os territórios que cobre. O território que não aparece na mídia é o território mais vulnerável. Cada apoio mensal garante que mais uma edição chegue a mais pessoas, que mais uma denúncia ganhe visibilidade, que mais uma história de resistência não seja apagada. O que você financia com seu apoio Produção editorial semanal cobrindo 28 segmentos de PCTs nos seis biomas brasileiros, curadoria de notícias de fontes institucionais e comunitárias, comunicação digital ética com prioridade a ferramentas de código aberto e sem uso de inteligência artificial generativa no tratamento de dados sensíveis de comunidades, e expansão da cobertura para novos territórios e formatos. O Giro dos Povos não é um projeto paralelo. É um compromisso.

  2. 28 de ago.

    Branquitude Nacional em Pacto no Congresso — Entrevista com Vic Martins

    Nas primeiras páginas de O Pacto da Branquitude, a psicóloga e pesquisadora Cida Bento faz questão de nos avisar: esses pactos não nascem em esconderijos, não têm ritual, não precisam de capuz nem de senha sussurrada na calada da noite. Nascem de algo bem menos cinematográfico: o silêncio. Um silêncio repetido, geração após geração, por pessoas que nunca precisaram dizer nada em voz alta para estar na melhor condição. É quase um alívio esse aviso. Afasta os caçadores de conspiração, aqueles que preferem um vilão de capa a um sistema complexo. Mas os números ainda incomodam. Pretos, pardos e indígenas somam mais de 56% do Brasil. E no Congresso eleito em 2022, essa maioria vira minoria: quase 3 em cada 4 parlamentares não são brancos. Entre os 513 deputados federais, só 5 se autodeclaram indígenas — o maior número da história do país. Ainda assim, quase nada. Esses números perseguem, ficam ali atrás da nuca. É um incômodo, porque... e se o Pacto da Branquitude não precisasse de sexta-feira 13, nem de túnica, nem de lua cheia? E se ele acontecesse todo dia, de sol a sol? Por pessoas que têm motorista esperando num sedã com placa oficial, numa escala de trabalho 3x4. E se o verdadeiro pacto é, na verdade, feito à luz do dia, no meio do Congresso Nacional? Fomos atrás dessas respostas e passamos uma tarde inteira conversando com Vic Martins (⁠@victormat1ns⁠), doutoranda em Direito pela UnB, pesquisadora de branquitude, criminologia e relações raciais, e autora do livro CPI do MST: Criminalização dos Movimentos Sociais na Democracia. Pesquisa, texto e imagem de capa: Kito Kiese (@kitokiese) Produção de áudio e mixagem: Said (@io_said) Sobre a convidada: Vic Martins é doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília e graduada em Direito pela Universidade Federal da Paraíba. É pesquisadora vinculada ao Grupo de Estudos de Cultura Jurídica e Atlântico Negro – Maré. Livro CPI do MST: Criminalização dos Movimentos Sociais na Democracia, publicado pela Editora Dialética em 2026 (@cpidomst_livro) Apoie nosso projeto indie Com R$ 10 por mês você apoia o único jornalismo independente com cobertura sistemática dos 28 segmentos de Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil. 28 povos, 6 biomas, 1 boletim — toda semana, sem parar. O território que não aparece na mídia é o território mais vulnerável. apoia.se/girodospovos Dados Usados IBGE, Censo 2022 — 55,5% dos brasileiros se autodeclaram pretos ou pardos, mais 0,8% indígenasTSE, via Exame — 72% dos deputados federais eleitos em 2022 são brancosPortal da Câmara dos Deputados — Cinco indígenas são eleitos para a Câmara dos Deputados em 2022, maior número da história

    Branquitude Nacional em Pacto no Congresso — Entrevista com Vic Martins

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