Geekonomics - Economia Comportamental

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  1. há 1 dia

    Lara Resende no radar de Lula: por que o mercado tem medo de juros mais baixos?

    Um dos pais do Plano Real voltou ao centro do debate. André Lara Resende propõe derrubar a Selic de 13,75% para 7,5% em um ano e criar um Conselho Fiscal e Monetário Nacional para coordenar juros e contas públicas. Agora a proposta chegou ao Palácio do Planalto, e o mercado reagiu com apreensão. Neste vídeo, discuto a pergunta que quase ninguém faz: a quem interessa manter tudo como está? A tese de Lara Resende inverte o diagnóstico dominante. O problema fiscal brasileiro não seria principalmente o gasto do governo, e sim o custo dos juros sobre a dívida pública. Com uma dívida acima de R$ 10 trilhões e um custo médio perto de 13% ao ano, os juros, segundo ele, empurram a dívida para cima mais do que qualquer despesa primária. O ponto central é este: o mercado financeiro tem aversão a incertezas. Posições montadas em cima de juros altos, títulos indexados à Selic e expectativas “ancoradas” não precificaram uma mudança de regime. Por isso, muitas vezes interessa mais preservar o cenário conhecido, mesmo que ele seja ruim para o país, do que enfrentar o risco de uma solução diferente. Frustrar expectativas virou o maior pecado da política econômica. Mas expectativa de quem, e a serviço de quê? Deixe nos comentários: o Brasil tem um problema de gasto ou um problema de juros? #LaraResende #Selic #JurosAltos #DívidaPública #PolíticaMonetária #BancoCentral #EconomiaBrasileira #Copom #MercadoFinanceiro

  2. há 4 dias

    Dívida pública, auxílio social e juros: o Brasil precisa escolher crescer.

    Neste episódio, a conversa vai direto a perguntas que quase nunca aparecem no noticiário econômico, mas que definem o país que estamos construindo.Começamos pela dívida pública: todo mundo concorda que é preciso um ajuste, mas qual? Um ajuste que derruba a economia em recessão, ou um ajuste que vem pelo crescimento, com mais emprego, mais renda e mais arrecadação?Depois, uma questão que é mais ética do que econômica: em que momento passamos a olhar com desconfiança e até desprezo para quem recebe auxílio via políticas sociais? E aqui vai uma provocação a quem tem um negócio: esse dinheiro não fica parado. Ele é gasto no mercado do bairro, na loja, no comércio local. Vender mais é bom para você. Quem recebe um benefício por falta de opção não é seu adversário, é seu cliente.Também falamos sobre o mercado financeiro: já reparou como as apostas parecem sempre ir contra o Brasil? Por que isso acontece, e a quem interessa?Para fechar, uma hipótese para debate: e se o Banco Central voltasse a ancorar expectativas usando o viés da Selic, sinalizando um caminho de redução gradual dos juros? A inflação reagiria mal? Minha aposta é que não. É uma aposta, sim, mas talvez a economia tenha espaço para ela.Se você gosta de pensar economia para além das manchetes, fica com a gente até o final, deixa sua opinião nos comentários e compartilha com quem precisa ouvir essa conversa.#Economia #DívidaPública #Selic #BancoCentral #PolíticasSociais #Juros #Brasil #Podcast

  3. 15 de ago.

    ECONOMIA COMPORTAMENTAL | Bet`s: por que apostar não parece dívida, até virar!

    A dívida que não aparece em lugar nenhum.Um empréstimo vira parcela. Um cartão vira fatura. Uma aposta não vira nada — e é exatamente por isso que ela corrói o orçamento antes de qualquer um perceber.Segundo a CNC, os gastos das famílias brasileiras com apostas online saíram de praticamente zero para mais de R$ 30 bilhões em março de 2026 — alta de 500% em três anos. E o Estudo Especial nº 119 do Banco Central mostrou algo ainda mais concreto: 24 milhões de pessoas fizeram ao menos um Pix para bets em agosto de 2024, e 5 milhões delas eram beneficiárias do Bolsa Família, com mediana de R$ 100 por mês — cerca de 15% do benefício médio.Mas gravei este vídeo não para repetir que aposta é ruim!Gravei este vídeo para mostrar um detalhe estrutural que quase ninguém comenta: a aposta não gera obrigação formal de pagamento. Não entra em relatório de crédito, não aparece no score, não vira cobrança. Ela some do radar e, por isso, ela causa tanto estrago.São três os mecanismos principais que sustentam isso: reforço intermitente, ilusão de controle e escassez cognitiva. Uma explicação comportamental que supera a visão preguiçosa de que o vício em apostas se trata de falta de caráter.As Bet's podem ainda não ser o maior vilão do endividamento do brasileiro, mas caminham para tal, merecendo atenção, regulação e reflexão.📚 FONTES— Banco Central do Brasil, Estudo Especial nº 119 (2024) — transferências via Pix para plataformas de apostas.— CNC, “Impactos das Apostas On-line (Bets) no Endividamento e Inadimplência das Famílias Brasileiras” (2026)— Banco Central — comprometimento de renda das famílias: 49,9% em fevereiro de 2026, recorde da série iniciada em 2005.— Ellen Langer — ilusão de controle.Sendhil Mullainathan & Eldar Shafir, Escassez — banda cognitiva e túnel de atenção.— B. F. Skinner — reforço intermitente.⚠️ Conteúdo educativo de análise econômica e comportamental, não orientação clínica ou financeira individual. Se apostar deixou de ser escolha e virou compulsão, existe tratamento: procure um CAPS pelo SUS ou os grupos de Jogadores Anônimos.#EconomiaComportamental #Bets #ApostasOnline #Endividamento #Economia #Pix #Comportamento #FinançasPessoais

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