Interessa

Jornal O TEMPO

O debate feminino que discute de temas diversos, como relacionamentos, família, saúde, trabalho e lifestyle, de forma moderna, dinâmica e descontraída.  

  1. Pielonefrite: a infecção urinária que atinge os rins

    HÁ 22 H

    Pielonefrite: a infecção urinária que atinge os rins

    Sintomas comuns como dor pélvica, ardência ao urinar e sensação de bexiga cheia muitas vezes são normalizados, especialmente por quem convive com algumas condições. Mas quando surgem sinais diferentes, como calafrios, náuseas, dor nas costas e até sangue na urina, é preciso acender o alerta. Foi assim que um quadro inicialmente confundido com uma infecção urinária simples evoluiu para o diagnóstico de pielonefrite, uma infecção que ultrapassa a bexiga e atinge os rins.   Apesar de muitas vezes começar como uma cistite, a pielonefrite pode evoluir de forma silenciosa e nem sempre apresenta os sintomas clássicos, como febre alta ou dor intensa. Existem diferentes tipos da doença, com graus variados de gravidade, e nem todo organismo reage da mesma forma. Isso torna o diagnóstico mais desafiador e reforça a importância de investigar sinais persistentes ou atípicos, mesmo quando exames iniciais não apontam alterações.   Mulheres estão mais suscetíveis a infecções urinárias por questões anatômicas, mas outros fatores também podem aumentar o risco, como histórico recorrente, presença de cálculos renais, alterações no trato urinário e condições inflamatórias pélvicas. Diante disso, fica a pergunta: como identificar quando uma infecção deixa de ser simples? Sintomas leves podem esconder quadros mais graves? E hábitos como segurar o xixi ou beber pouca água realmente influenciam nesse processo?

    1h 4min
  2. Aumento da licença-paternidade: pais mais presentes ou só mais dias em casa?

    HÁ 4 DIAS

    Aumento da licença-paternidade: pais mais presentes ou só mais dias em casa?

    Durante décadas, o pai brasileiro teve oficialmente apenas cinco dias para participar da chegada de um filho. Agora, um projeto aprovado pelo Senado prevê a ampliação gradual da licença-paternidade para até 20 dias até 2029. A mudança reacende uma discussão importante: será que mais tempo em casa significa, de fato, mais participação na criação dos filhos? Ou estamos apenas ampliando um prazo sem mexer na cultura que define quem cuida e quem “ajuda”? Historicamente, a licença curta ajudou a reforçar a ideia de que o cuidado é responsabilidade feminina. Enquanto muitos homens retornavam rapidamente ao trabalho, mulheres assumiam sozinhas a adaptação à nova rotina com o bebê. Isso contribuiu para um ciclo que ainda se repete: homens que não aprendem a cuidar porque não são estimulados e mulheres sobrecarregadas que, muitas vezes, também enfrentam dificuldade em dividir esse espaço, seja por falta de confiança ou pelo hábito de centralizar as funções. Mas será que 20 dias são suficientes para mudar esse cenário? A discussão vai além do tempo e passa por comportamento, educação emocional e divisão real de responsabilidades. Para aprofundar esse debate e entender os impactos dessa mudança, Eliene Lima, psicóloga especialista em parentalidade e maternidade participa do Interessa e vai ajudar a analisar se estamos diante de uma transformação real ou apenas simbólica na construção da paternidade no Brasil.

    51 min
  3. É lésbica porque se decepcionou com homem!

    HÁ 5 DIAS

    É lésbica porque se decepcionou com homem!

    Nos últimos meses, a atriz Heloísa Périssé voltou aos holofotes não por um novo papel, mas pela vida amorosa. Após anos em relacionamentos com homens, ela assumiu um namoro com a diretora Leticia Prisco, e o assunto rapidamente ganhou as redes sociais. Junto com a curiosidade, veio também uma velha frase, muitas vezes dita em tom de brincadeira: “do jeito que as coisas estão, na próxima decepção com homem eu caso é com uma mulher.” Mas será que essa ideia faz mesmo sentido? Casos como os de Ludmilla, Kristen Stewart, Fernanda Souza, Fernanda Gentil, Amber Heard e Maitê Proença frequentemente reacendem esse debate. Existe uma percepção comum de que relações entre mulheres seriam mais fáceis ou mais sensíveis, o que pode ser uma visão simplista e até perigosa. Relações entre mulheres também envolvem complexidade, conflitos e construção emocional. Mais do que isso: não são um “plano B” para frustrações com homens, mas sim conexões legítimas, baseadas em desejo, afeto e identificação. O tema levanta uma questão importante: a orientação sexual pode mudar por causa de uma decepção amorosa ou o que acontece é uma abertura para desejos que antes estavam reprimidos? Para aprofundar essa conversa e discutir os limites entre mito e realidade, o podcast conta com a presença de Gabriela Maia Paixão, psicóloga e psicanalista, que traz reflexões sobre sexualidade, construção do desejo e os desafios de romper com padrões sociais.

    54 min
  4. “Eu me demito!”: entenda o revenge quitting, a ‘demissão por vingança’

    HÁ 6 DIAS

    “Eu me demito!”: entenda o revenge quitting, a ‘demissão por vingança’

    Teve uma época em que pedir demissão era um verdadeiro drama: mãos suando, coração acelerado e aquele frio na barriga antes de encarar o chefe. Hoje, a frase “eu me demito” parece sair com muito mais naturalidade. Não é por acaso. Com o desemprego em baixa e mais oportunidades no radar, cresce o número de profissionais dispostos a buscar novos caminhos. Esse cenário dá mais segurança para recomeçar e faz muita gente repensar se vale a pena permanecer onde está.   Mas não é só sobre oportunidades. Um novo termo tem ganhado força: “revenge quitting”, ou demissão por vingança. Nesse caso, sair do emprego não é apenas uma decisão racional, é também um recado. Profissionais deixam seus cargos como forma de protesto contra ambientes tóxicos, falta de reconhecimento ou excesso de pressão. Dados mostram que os trabalhadores se sentem estagnados e consideram o ambiente de trabalho prejudicial à saúde mental. Ou seja, não é só sobre crescer… é também sobre sobreviver emocionalmente.   O fenômeno revela uma mudança importante: estabilidade já não é mais suficiente. Hoje, trabalho precisa, no mínimo, não custar a saúde mental. Mas onde está a linha entre estratégia e impulso? Pedir demissão pode ser um ato de autonomia ou uma reação emocional. Para entender melhor esse cenário e seus impactos, o programa recebe Ricardo Castanheira, especialista em cultura organizacional, liderança e engajamento, que vai ajudar a refletir sobre limites, decisões e o que as empresas ainda precisam aprender sobre retenção de talentos.

    54 min
  5. Março Amarelo: um BAFTA para a dor que sempre foi ignorada, conheça mais sobre a endometriose

    24 DE MAR.

    Março Amarelo: um BAFTA para a dor que sempre foi ignorada, conheça mais sobre a endometriose

    Um curta-metragem de apenas 19 minutos conseguiu o que muitas mulheres tentam há anos: serem vistas / ouvidas. “This Is Endometriosis”, dirigido por Georgie Wileman, que convive com a doença, venceu o BAFTA 2026 de Melhor Curta-Metragem Britânico e trouxe visibilidade global para uma condição silenciosa e, muitas vezes, desacreditada. A produção escancara a realidade de quem convive com dores intensas e sintomas que vão muito além de uma “cólica comum”. Apesar do reconhecimento internacional, a endometriose segue sendo subdiagnosticada. Estima-se que 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva conviva com a doença, e o diagnóstico pode levar, em média, sete anos. Nesse intervalo, muitas enfrentam dores incapacitantes, sangramentos intensos, desconfortos intestinais e urinários, dor nas relações e até infertilidade, frequentemente ouvindo que “é normal” ou que “faz parte”. A experiência pessoal de quem vive essa realidade reforça o quanto a dor feminina ainda é minimizada. No Março Amarelo, mês de conscientização sobre a endometriose, o Interessa traz esse debate para o centro da conversa. O programa recebe a Dra. Karla de Carvalho Schettino, ginecologista especialista em endometriose, para discutir os desafios do diagnóstico, os impactos na qualidade de vida e os caminhos possíveis para que mais mulheres sejam ouvidas, acolhidas e tratadas com seriedade. Siga-nos nas redes: Instagram - https://www.instagram.com/programainteressa/  TikTok - https://www.tiktok.com/@interessa.otempo

    1h 5min
  6. A violência como espetáculo: por que não conseguimos parar de olhar?

    19 DE MAR.

    A violência como espetáculo: por que não conseguimos parar de olhar?

    A final entre Cruzeiro e Atlético Mineiro no Campeonato Mineiro entregou o que muitos esperavam, mas por caminhos tortuosos. Além do futebol, o que dominou as redes sociais e as conversas de bar não foram apenas os gols, mas a briga generalizada entre os jogadores em campo. O soco, o empurrão e a fúria se tornaram o clipe principal das notícias. E o mais curioso: até quem não torce - ou nem gosta de futebol - parou para assistir.   Esse tipo de atração pelo caos não é exatamente novidade. Da Roma Antiga, com os combates de gladiadores, até as execuções públicas na Idade Média, a violência sempre teve plateia. Hoje, a arena mudou: saiu da areia e foi para o gramado, para a TV e, principalmente, para a palma da mão. Programas como o Big Brother Brasil mostram como o conflito também virou entretenimento psicológico. A lógica é simples: quanto maior o atrito, maior a atenção. E nós, espectadores, consumimos, comentamos e até torcemos dentro desse roteiro.   Siga O TEMPO no Google e receba as principais notícias No programa, nossas meninas conversam com o psicólogo Thiago de Paula para entender por que o conflito nos prende tanto. Será que assistir à violência funciona como uma válvula de escape para emoções reprimidas? Ou estamos apenas reproduzindo um comportamento antigo, agora com novas roupagens? Mais do que julgar o que vemos, a proposta é olhar para dentro: até que ponto esse espetáculo diz mais sobre quem assiste do que sobre quem protagoniza?

    51 min

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