lan house

matheus sodré

conversas analógicas sobre o mundo digital

  1. há 23 h

    como fazer sentido das coisas em tempos digitais: permanência / lan house + zerezes com andré alves

    o 'eu' das rede sociais é um espelho fragmentado - e destes casos se faz um inteiro em cada aba diferente. nesse contexto descontextualizado, de produção de imagens frenéticas e sem lastro que significam identidade, como fazemos para entender quem somos? e quais são os efeitos em estar há tantos anos expostos a uma produção de subjetividade algorítmica, acelerada e muito mais obcecada por viradas do que por linhas retas? a convite da zerezes, em mais um lan house fora de casa, eu e andré alves fomos conhecer o escritório novo, que consolida sua identidade ao longo de quase dez anos. lá debatemos sobre o que significa 'permanência' na era das redes sociais e das identidades algorítmicas. o que fica, quando atravessado por esse tempo fragmentado? e, como fazer ficar? essa é a terceira participação do andré, fundador do instituo float, no lan house. andré é autor, pesquisador, psicanalista e tem um podcast maravilhoso junto ao lucas liedke, também do instituo: o 'vibes em análise'. recomendo fortemente. :) muito obrigado a zerezes pelo convite. foi massa! -- e muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui. se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados, roteiros colaborativos e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. basta se juntar ao cybercafé via youtube :) se vc já é membro, enviar um email pra assessoria.sodremat@gmail.com com seu número de telefone :) — o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagem identidade visual: carolina munhoz animação do logo para tv: tauan abreu trilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani projeto de tvs e programação visual: guilherme durão, do sup_lab

    58 min
  2. 22 de mai.

    a política dos algoritmos / lan house ao vivo com virgílio almeida no faísca festival

    salve, belo horizonte! pela primeira vez, o lan house pegou a estrada: gravamos um episódio ao vivo, diretamente da faísca, o festival de livros estranhos mais legal do mundo. zines e trabalhos gráficos de artistas nacionais e, também, internacionais, junto a debates fantásticos sobre o agora e o futuro.  neste episódio, conversamos sobre a ‘a política dos algoritmos’, livro homônimo escrito por virgílio almeida (junto a ricardo f. mendonça e fernando filgueiras, publicado pela editora ubu), com quem tenho o prazer de conversar neste debate.  a partir de uma perspectiva de dados e ciência da computação, o que podemos entender sobre vieses algorítmicos e suas intenções?  agradecimentos especialíssimos ao @tttttuto, que fez acontecer o corre das TVS DE TUBO EM BH e também se responsabilizou, com a sua arte e trabalho fantástico, da programação visual. —  muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui.  se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados, roteiros colaborativos e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. basta se juntar ao cybercafé via youtube :)  se vc já é membro, enviar um email pra assessoria.sodremat@gmail.com :)  — o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagem identidade visual: carolina munhoz animação do logo para tv: tauan abreu trilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani

    1h 32min
  3. 15 de mai.

    a vida sem direito à morte, com fernando salis

    esse episódio é muito especial: fernando salis é meu orientador de mestrado e um dos melhores professores que já tive - dentre muitas coisas, é professor titular da ECO/UFRJ. - como se faz sentido da vida se não temos mais o direito à morte?  na nossa atual existência pós-humana, questionamos, aflitos, se a inteligência artificial será capaz de infiltrar nas nossas relações.  pois ela já se infiltrou, num terreno há muitos anos preparado: se aprendemos que as metáforas de conexão (likes, dm’s, swipes, matches) são expressões muitas vezes mais reais do que o próprio real - como preferir trocar nudes às complicadas nuances de uma relação sexual real -, há então um atrofiamento da nossa produção de sentido a partir do outro e, portanto, um imaginário cada vez mais controlado, previsível e narcisista, do algoritmo à lente de selfie.  como não iremos nos relacionar com máquinas se já temos o outro como algo não-humano? colapsam de forma acelerada as barreiras entre real e virtual. navegamos por tempos onde parece cada vez mais natural e plausível a ideia de interagir com o conteúdo sintético de um familiar morto, gerado automaticamente por uma plataforma a partir de todos os dados desta pessoa em vida? — muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui.  se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados, roteiros colaborativos e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. basta se juntar ao cybercafé via youtube :)  se vc já é membro, enviar um email pra assessoria.sodremat@gmail.com :)  — o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagem identidade visual: carolina munhoz instalação das tvs: guilherme durão, do @sup_lab animação do logo para tv: tauan abreu trilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani

    1h 7min
  4. 8 de mai.

    o fenômeno dos 'homens performáticos'

    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremat textos em sodremat.substack.com -- o que é ser ‘performático’?  o que é ser um ‘homem performático’?  este discurso, a ideia de que existem atitudes e comportamentos que são feitos não para ter um fim em si, mas para alimentar uma representação de si mais do que a si próprio, uma imagem a qual se deseja estar associado e que importa mais do que a suposta realidade, tem se infiltrado nos conteúdos e comentários digitais cada vez mais. mas o que significa performar? e o que, na verdade, ainda podemos chamar de ‘não-performance’, numa era onde enxergamos o mundo mais a partir das lentes distorcidas de um iphone do que com nossos próprios olhos?  indicações da semana: sociedade do espetáculo, de guy debord; ‘jogo de cena’, de eduardo coutinho — muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui.  se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados, roteiros colaborativos e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. basta se juntar ao cybercafé via youtube :)  se vc já é membro, enviar um email pra assessoria.sodremat@gmail.com :)  — o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagem identidade visual: carolina munhoz instalação das tvs: guilherme durão, do @sup_lab animação do logo para tv: tauan abreu trilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani

    56 min
  5. 1 de mai.

    quem tem direito ao offline?

    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremat textos em sodremat.substack.com -- estamos todos exaustos do tempo excessivo de tela e da vida achatada e afunilada por algoritmos e scrolls infinitos.  desta fadiga, surge o sonho da desconexão. o desejo de não apenas sentir-se presente, mas de ser percebido e visto como algúem presente. interessado, interessante. a quem pertence o offline?  quem tem o direito de ostentar desconexão? vamos inverter a lógica: em vez de responder à falta de materialidade a partir do consumo, de associar nossa imagem a signos de presença no mundo real, que tal usarmos deste desejo para, a partir de nós mesmos, criar novos rituais de interação e contexto com a vida ao nosso redor? — muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui.  se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos.  se vc já é membro, enviar um email pra assessoria.sodremat@gmail.com :)  — o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagem identidade visual: carolina munhoz instalação das tvs: guilherme durão, do @sup_lab animação do logo para tv: tauan abreu trilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani

    55 min
  6. 23 de abr.

    vamos todos nos apaixonar por máquinas

    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremat textos em sodremat.substack.com -- a adoção massiva de inteligência artificial não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’.  na vida automatizada e líquida, temos muitas lacunas prontas para a adoção massiva de i.a: falta de tempo para os amigos ou vínculos reais; epidemia de solidão; necessidades amorosas, atomização do sujeito, produtividade profissional, projeção de autoimagem, automelhoramento dos nossos ‘outros eus’ virtuais, enfim. a tecnologia nos cerca de todos os lados e se molda para preencher lacunas pré-existentes. mas de onde surgiram essas lacunas - qual transformações na nossa formação subjetiva nas últimas décadas nos permitiram estar tão receptivos ao acoplamento de uma inteligência artificial sugadora de dados em todos os aspectos da nossa existência? para isso, vamo começar lá de trás, investigando a publicação da nossa privacidade e virtualização da nossa identidade.  a indicação, ao final, é ‘sociedade do espetáculo’, livro de guy debord, cuja tese se faz cada vez mais nítida.  — muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui.  se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos.  se vc já é membro, enviar um email pra assessoria.sodremat@gmail.com :)  — o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagem identidade visual: carolina munhoz instalação das tvs: guilherme durão, do @sup_lab animação do logo para tv: tauan abreu trilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani

    50 min
  7. 17 de abr.

    a espiral algorítmica do mau gosto

    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.com--este não é um vídeo sobre epidemia de remakes ou franquias, mas como chegamos até aqui. abaixe as armas, por favor, pois nenhum debate aqui é individualizador. quero pensar o nosso estado de ‘eterno presente’ a partir da lógica algorítmica ao qual a nossa produção de gosto foi imposta - se há décadas atrás, tínhamos nossas imagens do mundo e interesses mediados por grandes produtos culturais monolíticos, como o cinema e a televisão, o que acontece quando estes perdem poder para um mecanismo preditivo de interesse - o algoritmo?e qual é o efeito sobre o nosso gosto quando vivemos imersos num modelo preditivo dele, que sempre apresenta a próxima coisa baseada na anterior - tudo deriva de um mesmo fio na mesma realidade particular, sem o poder de imposição do novo?—muito obrigado a todos os membros do cybercafé, no youtube, e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui. se quiser fazer parte do nosso clube, pra além do acesso a vídeos antecipados e lives semanais exclusivas, temos também um grupo no zap em que debatemos temas de interesse diariamente, trocamos indicações e fazemos amigos. se vc já é membro, enviar um email pra assessoria.sodremat@gmail.com :) —o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani

    43 min
  8. 10 de abr.

    a lacuna lúdica dos videogames

    instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comvideogames são mídias interativas. e quando se é criança, há uma certa ingenuidade sobre o que não é mostrado, especialmente a partir de limitações gráficas, da época - casas que não podemos entrar, ruas que não podemos virar, cidades no horizonte que não podemos conhecer. mas a representação está ali, costurada e contextualizada suficientemente bem para que nós mesmos completemos as lacunas, inventando e expandindo imensamente os universos narrativos das suas limitações técnicas. isso eu chamo de lacuna lúdica - um exercício que fiz durante toda a minha infância conhecendo videogames e que se desdobrou em boa parte da forma com a qual penso e organizo minha cabeça hoje. --indicação de jogos para quem quer começar a se aventurar nesse mundo:stardew valleylife is strangea night in the woodshollow knightindicações de jogos profundamente influentes no meu desenvolvimento e que estão entre as minhas coisas favoritas da vida:zelda: majora's mask (também ótimo pra começar)disco elysiummetal gear solid 1metal gear solid 2fallout: new vegasdiablo 2parasite eve—o TAPETE MARAVILHOSO na parede é dos meus amigos queridos e vizinhos de sala da @voadortecelagemidentidade visual: carolina munhozinstalação das tvs: guilherme durão, do @sup_labanimação do logo para tv: tauan abreutrilha sonora: matheus castro alves e henrique luciani

    50 min

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